05 de janeiro de 1769

(5 anos depois...)

Devo dizer que embora repleto de ânsia pela tutela do mestre Kenway no começo, estou um pouco mais sábio agora – e com certeza, trago muitas cicatrizes em meu corpo.

Se ele esperava, anos atrás, que eu desistiria antes mesmo de começar, devo te-lo frustrado com minha persistência. Hoje, enquanto escrevo estas palavras, percebo que o inicio de um novo ano e as vésperas de meu aniversario parecem ter trazido uma animosidade em nossa casa, principalmente no rosto de minha irmã – agora, em seus 15 anos, uma moça agraciada com a juventude. Se ela está tão bela quanto nossa mãe devia ser em sua idade, devo dizer que não tenho ideia. Nosso pai decerto ficaria orgulhoso, já quanto a nossa mãe, é estranho pensar nela, fato esse baseado na frustração de que nunca a conhecemos. Se olho para trás e imagino por que ela deve ter nos abandonado, então rio de que não desejo nem um pouco conhecê-la. Nunca precisamos dela e, decerto, ela nunca precisou de nós.

Nesses dias, Kara encontra-se em Nova York, visitando uma velha amiga. Segundo a moça, porem, prometera voltar logo, para comemorarmos meu aniversario, o qual eu, ela limitou-se a dizer, mal posso esperar a surpresa que tem a me contar. Imagino o que seja, embora arrisco na hipótese de que deve se tratar sobre a Ordem. Espero fortemente que esteja certo, embora nem Mestre Kenway deixara transparecer alguma coisa, mesmo com nossos 5 anos de aprendizado sob sua asa.

Por mais que agora costumo tratar de tal assunto com orgulho – e devo dizer, uma leve prepotência a respeito de meus talentos – os primeiros meses não foram tão agradáveis como gostaria que fossem, mesmo que a primeira lição fora exatamente a que eu mais havia esperado.

Setembro de 1764

— Ponha-te em guarda, Remy. Dessa maneira – ele dizia, quando usávamos o jardim frontal de minha casa como local de treinamento.

Curiosamente, estávamos ambos com espadas de metal, reluzindo sob a luz do sol, e para meu pasmo, mesmo que por apenas alguns segundos, me questionei se devíamos mesmo começar daquela forma. Quando o questionei, imitando sua pose de combate, ele usou de argumento a minha própria segurança. Claro que eu, como uma criança na época, em contraste com suas décadas de experiência adquiridos, já imaginava que ele não iria tão longe e obviamente, estava longe de dar tudo de si contra mim.

“Que motivação melhor para dar tudo de si mesmo quando sua própria vida está em risco?" ele dizia.

Ele nunca usou de nada mais do que meros cortes propositalmente fracos, é claro, mas isso não me impedia de voltar para casa repleto de cicatrizes. Agora, depois de anos, percebo que carrego muito de seu modo de lutar, ainda que inconscientemente. Claro que a disparidade entre nossas idades é clara quando lutamos, mas as semelhanças ainda são visíveis.

Desde sua esgrima, seus golpes repletos de elegância , até mesmo como ele me ensinou a observar o oponente, que em suas próprias palavras, “deve procurar por uma brecha, e então, atacar no momento certo. As batalhas não são vencidas por mera força bruta, mas sim pelo modo como tu usas tua espada.”

Também havia um outro fator, ou melhor dizendo, habilidade, a qual me vi aprimorando no decorrer do tempo. O dom que descobri não só chamar-se a “Visão”, como explicara-me o Mestre Kenway, mas que pareceu levemente surpreso quando mencionei ao senhor Cormac, tempos atrás, que também a possuía. Embora ele pareceu evitar tal assunto durante muito tempo, após quase um ano, eu decidi questiona-lo o mais rápido possível sobre o assunto. Julgou, também, que assim como minhas habilidades de esgrima em desenvolvimento, aprender melhor sobre a Visao seria importante.

O que logo descobri estar certo.

— Então, tu também a tens, Remy? — ele perguntou, no que percebi tratar-se de uma afirmação.

— Do que se trata isso, Sir? – questionei, enquanto caminhávamos pelas ruas de Boston, certa manhã. – E por que poucos, como eu e o senhor, temos?

— Trata-se de seu sangue, Remy. Uma linhagem deveras especial, a qual não só eu, assim como voce e Shay também partilhamos. Com isso, — ele pensou, decerto buscando uma explicação mais simples possível — vemos as pessoas ao nosso redor de uma outra forma. Vemos o mundo de outra forma, entende?

Assenti, embasbacado, tentando absorver aquela explicação. Confesso que na época, era algo tão surreal que jamais tivera a coragem de contar para mais ninguém sobre aquilo. Mais tarde, descobri tratar-se de um presente — ou herança, melhor dizendo — da Primeira Civilização. Povo este que não só admito ter me fascinado bastante ao ouvir falar, como também descobri ser de interesse do próprio Mestre Kenway. Notei que se ele raramente demonstrava olhos para algo, fitando tudo com pouco caso, quando se referia Aqueles que Vieram Antes, sua voz era repleta de fascínio, um fascínio contagiante.

Decidimos parar em uma esquina próximo a uma praça.

— Façamos um teste, Remy. Primeiro veremos como seus sentidos reagem para alguém de sua idade. Hmm... Aquele grupo ali, vê? – ele começou, apontando para uma direção distante.

Voltei os olhos para um casaca vermelha que gritava incessantemente com um pobre mercador, em suplicas. Sem sucesso, o velho senhor era acuado e tinha algumas frutas roubadas do soldado enquanto outros dois companheiros observavam a cena em risadas. Aquilo me fez bufar, irritado, quando notei Haytham a esperar minha resposta.

— Então, como tu o vês, rapaz? – ele questionou.

— Ele parece hostil, senhor, bem como os outros soldados. Ele tem uma aura pesada – conclui, deslizando os olhos aos arredores.

Era como se cada pessoa trouxesse uma aura distinta, sempre que forçava meus sentidos ao máximo. Senti que podia ler, de certo modo, as intenções de todos que via. Aos meus olhos, cores pareciam tomar formas, cheiros ganhavam tamanhos, e as intenções de cada transeunte que observava indicavam sua natureza. Ao menos, era assim que eu enxergava, e era exatamente assim que o Mestre Kenway me disse se sentir.

Era como ler as intenções, as ações das pessoas na palma da mão.

— E aquela moça ? – ele apontou, quando uma mulher passou em nossa frente – O que você acha?

Sondando-a, logo dei meu veredicto.

— Não parece uma pessoa ruim, Sir. – ela trazia o que me pareceu uma aura leve, passiva. — Bem como a maior parte dos cidadãos que vemos aqui.

Minha resposta pareceu deixa-lo satisfeito. Afagando meu ombro, decidimos continuar pelas ruas, observando vez ou outra, um transeunte que passava, ao passo que pude perceber, cada vez que me utilizava de meu dom, a precisão de minhas habilidades ia bem além do que eu reduzia sua utilidade.

A Visão não só era necessário como localização, como observação de alguem, mas também em uma situação inversa, uma em que eu fosse, por falta de melhores termos, a presa. Uma situação em que alguém passasse a me perseguir, invertendo os papéis.

E no caso mais provável, um Assassino, pensei.

Mas se havia algo, devo dizer, que me chamavam atenção, eram aqueles braceletes em seus pulsos. Os mesmos braceletes usados pelo maldito Charles Frye quando nos conhecemos em Londres. Ironicamente, o que descobri ser a arma característica dos Assassinos agora se fazia presente nas mãos de um Templário, o que levou-me a pergunta de como aquilo havia acontecido. E não só aquelas laminas eram objeto de minha atenção, como infelizmente tive de me contentar com sua mera visão, sem nenhuma chance de ter maior contato.

Dias tornaram-se meses, e os meses então tornaram-se anos. E conforme o tempo passava, a cada novo aprendizado que absorvida, me via crescendo, não só fisicamente, como mentalmente. Não tão tarde, porem, descobri que o tempo investido em polir minhas habilidades seria essencial para o que me esperava a seguir.

II

20 de Junho de 1766

Dois longos anos haviam se passado. Dois anos aprimorando minha esgrima, e logo após, meus sentidos. Dois anos não só de esforço físico, mas com o tempo, descobri a mim mesmo perdido em leituras e explicações vindas do próprio mestre Kenway. Incontáveis séculos de historia e informações – dados esses relacionados a fatos e eventos desconhecidos — com razão para tal omissão, de fato — tão surreais que não seria surpresa alguém julgar como pura fantasia. Sociedades, organizações secretas milenares, ideologias, guerras, conspirações... Tudo isso condensado em meros anos. E nesse tempo, não apenas descobri mais sobre mim mesmo, mas ouso dizer também sobre o homem a quem passei a chamar de Mestre.

Se o senhor Kenway era reticente em praticamente tudo que lhe perguntava, então suas origens, a qual me senti no direito de questionar, eram ainda mais vagas quando lhe perguntava. Ainda mais quando pensava não só em suas inusitadas laminas ocultas, mas também na sua gama de habilidades. Quando apresentado brevemente aos membros do Rito, notei que não só o comportamento como também os mesmos talentos exaltados pelo Mestre Kenway faltavam naqueles homens. Faltava-lhes a mesma convicção, eu diria? Não sei dizer.

De fato, percebi não ser de praxe – ou ao menos, normal — Templário algum carregar os mesmos conhecimentos do senhor Haytham. Deduzi então que tais habilidades ele devia ter aprendido sozinho. Decerto, tudo parte de seu repertorio pessoal. E ouso até mesmo dizer que logo me senti mais do que lisonjeado com o fato dele próprio me ensinar tudo que sabia.

O vento cortante de inverno nos banhou naquele mês. E numa manhã de domingo, tomamos as rédeas dos cavalos e galopamos até o porto de Boston. Naquela hora do dia, as ruas pareciam se aglomerar de transeuntes, e somados aos gritos dos comerciantes e outras misturas de ruídos que ecoavam naquela parte da cidade, logo entendi o que faríamos quando o notei esboçar um leve sorriso.

— Discrição – ele disse, simplesmente, quando nos pusemos a caminhar em meio a população.

Ergui uma sobrancelha, descrente, parando de braços cruzados. Sério?

— Err, como isso irá me ser útil, sir? Digo – puxei minha espada, agora uma bela rapieira inglesa – Se pude aprender a usar uma lamina tão bem, então por que precisaria me esconder de outros? Não seria mais fácil enfrentar alguém diretamente?

— É por isso que deves aprender isso, rapaz. Não deves depender apenas de suas armas quando pode evitar uma luta desnecessária. E nem em toda ocasião, será a escolha mais prudente usa-las. Tu deves saber escolher suas batalhas. Discrição, Remy. Discrição é a chave da sobrevivência – ele disse, rapidamente sumindo da minha vista. Em alguns segundos, me percebi perdido em meio a multidão, sendo empurrado de lado a outro pelos cidadãos apressados enquanto tentava localiza-lo.

Olhando ao redor, me vi sozinho nas ruas, sem nenhum sinal do senhor Kenway.

— Tudo bem, Sir – admiti, em sinal de rendição – Já entendi. Isso foi impressionante – ressaltei, tentando esconder meu estado embasbacado – Pode aparecer agora, por favor?

Mal terminei de falar, a mão gélida dele tocou em meu ombro, surgindo pelas minhas costas.

Ele sorriu. — Vê? Não vais conseguir sobreviver para sempre dependendo apenas de tua coragem. Olhe ao redor, procure cada ponto sutil para se mover. As pessoas na rua, siga-as, finja ser uma delas. Faça os outros pensarem que tu é apenas mais um na multidão. Iluda seu oponente. Enfim, terás de aprender a ser invisível, a ser discreto. Engane o inimigo, e só então, mat... – ele pigarreou, aparentemente envergonhado por usar aquele termo. Devia ainda me ver como uma simples criança, mesmo que com meus 13 anos – Err, digo, derrube-o, entendeu? Não se trata de ser covarde, Remy, e sim de ser astuto.

Assenti, admirado. Um toque de fascínio me atiçou, devo dizer. Havia tanto profissionalismo em seus ensinamentos que em todos aqueles anos, me sentia compelido a dar o meu melhor.

— Muito bem – ele suspirou, cruzando os braços – Sua vez. Faça como achar melhor, use o que for necessário. Tudo que tens de fazer, Remy, é sumir da minha vista e tomar isto de meus bolsos, SEM – ele ressaltou, com a mão – que eu o veja fazendo isto.

De seus bolsos, ele estendeu um saco pesado de moedas, e calmamente, o guardou de volta, caminhando alguns passos para longe, deixando-me livre para procurar um esconderijo. Admito, que se já não tomava como fácil antes mesmo de começar, sentia-me cada vez mais frustrado quando era detectado tão rapidamente, logo quando pensava estar tão perto de conseguir.

Claro, já não era mais uma criança – em meus 13 anos, não era tão baixo como alguns anos antes – mas ainda assim, aproveitava-se de minha menor estatura, misturando-se entre alguns cidadãos; quando descartei a ideia, me via esgueirando-se entre algumas barracas de frutas, ao passo que o Sr. Kenway caminhava constantemente, dificultando aquele treino que eu verdadeiramente via mais como uma sessão de tortura.

Foi apenas com alguns meses então, já bem mais furtivo, que conheci o cheiro da vitoria ao decidir mudar de tática: com algumas poucas moedas, subornei um velho morador de rua ali perto para fingir-se de perdido e exigir algumas informações. Uma ideia simples, eficiente e suja, pensei, mas ainda assim, valida. Enquanto o Mestre Kenway distraia-se com o velho, aproveitei a chance e meti a mão em seus bolsos, retirando com sucesso o tal saco de moedas.

Senti-me derrotado, porem, quando o vi a me encarar, segurando minhas mãos.

— Muito bem – ele disse, enviando um olhar cerrado – Menos um ponto por ter tido o infortúnio de detecta-lo, Remy. Embora – ele pareceu relevar, olhando de soslaio o mendigo que afastava-se dali – Devo parabeniza-lo pelo pensamento rápido e o uso de uma distração. Veja, rapaz, tu pensaste rápido por si só e buscou uma maneira de conseguir fazer o que te pedi, contornando a situação, sem limitar-se ao que eu pedi. Adequou-se ao ambiente. E adequou-se, devo dizer, com muita sagacidade.

Não deixei de segurar um sorriso, ao ouvir aquilo. Senti-me mais próximo de sua aprovação, sua palavra final e um lugar para mim na Ordem. Um lugar em meio aos Templários. Ele continuou, enquanto preparávamos a cela dos cavalos.

— Merci, Sir.

— Estamos terminados por aqui, rapaz. Err, claro que não me refiro ao seu treinamento definitivo, devo dizer – ele suspirou, afagando meu ombro – Mas deves voltar logo para sua casa. Tenho alguns assuntos a resolver com Charles, como bem sabes, e já esta quase escurecendo.

— Boa noite, Mestre Kenway – me despedi, tomando meu caminho de volta para casa e deixando as ruas gélidas de Boston para trás, imaginando se já estava pronto aos olhos de Haytham.

Se havia um lugar reservado para mim na Ordem.

III

7 de Janeiro de 1769

Muito embora faltassem apenas alguns dias para o que o senhor Ivanov me prometeu uma comemoração do meu 17° aniversario, o que significava abster-me de qualquer obrigação que tomavam constantemente os meus dias em Boston, decidi levantar mais cedo. Eu bem sabia que tanto minha irmã e o velho senhor Ivanov decerto planejavam as escondidas algum presente para mim, então decidi da-los espaço e tomar algum ar fresco pela cidade.

Para meu desgosto, mesmo após tanto tempo, as ruas de Boston, cidade a qual passei a ver como meu lar, parecia infestada por casacas vermelhas a cada dia que passa. Não era difícil, sinceramente, imaginar que bastava apenas um pouco mais da insatisfação dos colonos para que finalmente tomassem alguma iniciativa contra as forças britânicas.

Decidi parar no Green Dragon Tavern, na esperança de encontrar alguns amigos que conheci pouco depois de chegar na cidade. O lugar estava praticamente vazio, percebi, então sentei-me no canto mais isolado, ordenando uma caneca de cerveja – Kara que nunca descobrisse meus hábitos. Na minha idade, não era considerado o mais sensato me confiar uma garrafa de cerveja.

O silencio do estabelecimento e de minhas ações nada responsáveis, porem, logo cessaram quando ouvi aquela voz.

— Ora, ora, justo quem desejava ver hoje – disse, num inconfundível sotaque inglês, fazendo-me quase cuspir a cerveja.

— Err – pigarriei ao ver Haytham Kenway de pé, ajeitando seu usual chapéu tricorne – Não é o que pensas, Sir...

Ele me interrompeu calmamente, gesticulando para que o seguisse para fora da taberna.

— Esqueça isso, rapaz – ele continuou, em sua clássica pose austera – Veja bem, estávamos a pensar, Charles e os outros cavalheiros, os quais já conhece, que talvez devemos considerar a possibilidade de recompensa-lo por seu esforço nesses anos. Acredito que esteja ansioso para obter um lugar ao nosso lado, e achamos que chegou a hora. Para isso, entretanto, tens uma última tarefa...

Ele parou subitamente, deixando-me levemente curioso. Era o que estava pensando? Admito que pensei, por muitos anos, o que era necessário para que alguém entrasse na Ordem. Acreditava, porem, que tudo dependia do local ou dos costumes do Rito. Do respectivo Templário a realizar o convite, ou até mesmo de como funcionava a hierarquia, se é, na verdade, que funcionava assim.

— O quê, sir? – perguntei, ansioso.

Juro que meus olhos arregalaram-se quando vi o Mestre Kenway tirar calmamente algo de sua casaca azul-marinho, estendendo aos meus olhos. E lá estava, uma lamina oculta, pouco diferente da que ele mesmo ostentava, percebi, mas trazendo o mesmo símbolo gravado em um relevo metálico. Quando percebi o que significava, o que ele queria que fizesse, o olhei de volta, estático.

— Tome isto, rapaz – ele disse, seriamente, enquanto eu tratava de equipar o objeto no pulso esquerdo – Terás de pôr em prática tudo que lhe ensinei. E confiamos que não nos desapontará.

— Sim, Mestre. — assenti solenemente.

— Sinto que estás pronto, após todos esses anos. Se tudo der certo, bem... Este, meu jovem, deverá usa-la no seu teste final. Estás preparado?

Como por reflexo, embora nunca tivesse tocado em uma daquelas, a deixei saltar do bracelete, o som metálico alcançando meus ouvidos. Privando-me de algum acidente prestes a acontecer, sem duvida, Haytham logo tratou das explicações sobre a lâmina oculta e de seu devido uso.

— Veja, não é comum um de nós utilizarmos de taís armas, ainda mais tratando-se de seus verdadeiros usuários, mas acho que não será de todo mal que tu tenhas uma. Dadas as coisas que o ensinei, é justo que mantenhas uma desta contigo. Só não vás causar nenhum acidente que se arrependa depois, Remy.

— Entendo — respondi.

Fitando-o novamente, eu assenti confiante, ansioso para o que o destino parecia me reservar.

— Então, o que queres que eu faça, Mestre Kenway?