Assassin's Creed High School

1 Capítulo 1- Altaïr, Ezio, Connor e Desmond


Notas iniciais
Minha primeira fanfic de AC espero que gostem!

Eu estou no terceiro ano do ensino médio. Uma bela porcaria não? E para piorar, o que eu mais queria evitar aconteceu esse ano. Estou na mesma sala que Ezio Auditore, Altaïr Ibn-La’Ahad, Desmond Miles e Connor Kenway. Eles são os garotos mais populares de toda a escola. Na verdade, todas as escolas da região sabem quem são eles. Nunca entendi o motivo de sua popularidade. Eles não são do time de futebol, ou do de basquete, ou de baseball; não fazem parte de uma banda e com certeza não são muito brilhantes. Eles só são, bem, eles.

Altaïr veio com outros dois garotos como alunos de intercâmbio. Malik e Kadar são boas pessoas, são meus amigos. Porém Altaïr não parece ir muito com a minha cara. Sempre que estou com os irmãos A-Sayf ele fica me encarando com um olhar de ódio profundo. Ele é bem popular entre as garotas e garotos, e eu devo admitir, ele é muito bonito.

Ezio também é um aluno de intercâmbio. Ele é alto, tem longos cabelos castanhos que são mantidos presos em um rabo de cavalo. Sei que Ezio é muito habilidoso em diversos tipos de lutas. Talvez ele seja conhecido por isso.

Desmond é um cara comum. Trabalha em um bar famoso como bartender. Ele é meio divertido, vive se metendo em brigas fora da escola (e dentro também). Não sei muito sobre ele.

Connor é quieto e sério. Acho que só o ouvi falando umas cinco vezes nos últimos anos. E creio que nunca o vi sorrir. Ele tem uma aparência de nativo-americano, o que o faz ainda mais sério.

Não sei bem porque não gosto muito deles. Geralmente não vou com a cara dos populares. Sempre penso que são fúteis e superficiais. Bem, nenhum deles nunca me provou o contrário.

Entro na escola e procuro por meus amigos, Rebecca, Shaun, Kadar e Malik. Por sorte encontro os dois irmãos logo.

–Ei! Malik, Kadar! –os chamo.

Eles sorriem e acenam para mim. Abraço os dois com força. Senti tanta falta deles durante as férias de verão.

–Olivia, sentimos sua falta. –Kadar diz enquanto me abraça.

–Eu também. Não estava aguentando mais ficar longe de vocês. Por que tinham que ir para tão longe?

–Fomos ver nossa família, Olive. –Malik ri. –Pelo menos nós voltamos.

–Com certeza. –sorrio. –Viram com quem estamos dividindo sala?

Malik fica sério também. Kadar só sorri com compaixão. Ele é três anos mais novo (N/A: não sei, se souberem me corrijam), então se livrou.

–Vocês vão sobreviver. E não acho que eles sejam tão maus assim. Nós nem os conhecemos direito, não é? Eles podem ser boas pessoas.

–Talvez. Mas eu não apostaria nisso. –Malik fala.

Rebecca e Shaun vem até nós e nos cumprimentam. Ficamos um tempo falando sobre o que fizemos nas férias. As de Kadar e Malik foram incríveis. Eles viajaram toda a Terra Santa com seus pais. Shaun visitou a família na Inglaterra e estudou para o próximo ano. Rebecca criou diversos robôs em sua casa e novos programas de computador, e também hackeou o site da escola para mudar as notas de C+ para A+. Eu só fiquei em casa mexendo no computador, escrevendo histórias aleatórias em momentos de tédio e ouvindo músicas.

Sentamos perto um do outro. Eu, como sempre, na frente de Malik e perto da janela. Ele brinca com os cachos do meu cabelo.

Todos na sala erguem a cabeça para ver os quatro entrando. Desmond, Connor, Ezio e Altaïr. Todos eles com uma cara de sono. Altaïr senta-se ao lado de Malik, que se remexe desconfortável. Connor fica na minha frente, Ezio no fundo com Desmond. Connor abaixa a cabeça e começa a dormir.

–Olive... –Malik murmura.

–Calma. Pense no que o seu irmão disse. Talvez não sejam maus.

O professor de química entra.

–Bom dia, alunos. –ele sorri. –Acorde, Connor!

O cara só ergue a cabeça levemente e se esparrama na cadeira. Seu cabelo se espalha pelo meu livro.

–Hoje temos um aluno novo. De intercâmbio.

–Meu Deus. Essa escola vive recebendo alunos de intercâmbio. Isso nem deveria mais ser novidade. –Altaïr murmura.

Um rapaz loiro entra. Ele parece ser gentil. Ele sorri para nós.

–Meu nome é Leonardo da Vinci. –ele se apresenta. (N/A: finjam que ele não existia antigamente)

–Pode se sentar, Leonardo.

Leonardo se senta entre Rebecca e Connor.

A aula começa.

***

Vamos para o almoço. Malik e Kadar trouxeram o deles. Eu e os outros tivemos que nos contentar com a comida da escola. A maioria acha muito boa. Só eu que não. Para mim é muito temperada. Não sou acostumada com esse tipo de comida. Assento-me entre Malik e Kadar. Como sempre, os irmãos brincam com os cachos do meu cabelo. Antes eu me incomodava. Agora já me habituei.

–Desculpe, posso me sentar aqui? –o novato, Leonardo, pede.

–Claro. Fique à vontade. –sorrio para ajuda-lo a relaxar.

Ele se senta e sorri para nós.

–Meu nome é Olivia, mas pode me chamar de Olive. Esses são Kadar – aponto para minha direita. –Malik. – indico a esquerda. –Rebecca e Shaun. –aponto para a direita de Kadar.

–Leonardo da Vinci. Mas podem me chamar só de Leo.

Assinto.

–Bem, nós somos o grupo nerd da escola. É muito bem vindo caso queira ficar conosco. –Malik convida.

–Oh, escolhi bem então! –Leo abre um sorriso. –Sinto-me melhor ouvindo isso.

–Depois te mostraremos a biblioteca e os lugares com os melhores livros e fontes. –Kadar diz. –É o paraíso.

–Nosso paraíso. –envolvo Malik e Kadar com meus braços.

Leo sorri para nós, começando a se sentir mais confortável com a nossa presença. Viro-me para ver que horas são no relógio do refeitório e meus olhos acabam encontrando os de Altaïr. Ele me encara com raiva e algo mais. Não sei bem o que. Mas não é nada amigável.

–Ei, Malik... –sussurro. –Altaïr está olhando pra cá.

O moreno vira a cabeça lentamente. Altaïr desvia o olhar e fica levemente vermelho.

–Não sei o que tem de errado com esse cara. –Malik murmura. –Ignore-o. não é importante.

–Ei, Malik... –Kadar chama pelo irmão. –Pode me passar um pouco do seu tabule?

–Você já terminou o seu?! Não acredito. –Kadar lança seu famoso olhar de filhote. Malik suspira e passa a sua comida para o irmão. Malik nunca consegue dizer não ao pequeno A-Sayf.

–Ah! Eu vou me casar com você, Kadar! –aperto suas bochechas e o abraço com força. Ele só ri e me abraça de volta.

Conversamos com Leo e depois que comemos o levamos à biblioteca, como prometido. Ele nos mostra seus rascunhos de máquinas e desenhos de pessoas. Estudos anatômicos. Ficamos fascinados com as ideias dele. Leo fica mais do que feliz em nos falar com detalhes o objetivo de cada um daqueles rabiscos e traduzir seus garranchos feitos às pressas. Ele começa a ficar vermelho quando realmente se empolga com o que está dizendo. Eu só tento absorver tudo aquilo.

Quando as aulas chegam ao fim nós nos despedimos e vamos para nossas casas. Rebecca e Shaun vão de carro juntos, Kadar e Malik pegam o metrô e eu vou a pé. Não que minha casa seja exatamente perto, só não é longe o suficiente para que meus pais paguem uma passagem de ônibus.

Chego em casa, largo minha mochila no quarto, tiro a roupa, me enrolo na toalha felpuda e vou para o banho. Fico ali por um tempo. Penso no que Leo disse, penso no motivo dos olhares odiosos de Altaïr, penso em tudo, exceto no que eu deveria: como a matéria de química que eu não entendi.

Saio do banheiro e vou para o quarto fazer o dever de casa. Malik me liga durante a tarde para pedir ajuda com os exercícios de cálculo e como não tenho nada mais para fazer vou para a sua casa: uma espécie de república cedida pela embaixada onde ele, o irmão e Altaïr vivem. Altaïr nunca fica lá. Kadar me disse que ele sempre chega tarde da noite, então eles mal se veem. Por isso Altaïr só dorme na sala de aula.

Toco a campainha deles e espero. Kadar é quem vem abrir a porta para mim.

–Pode entrar, Olive. Malik está lá no quarto.

–Ok. –passo para dentro e Kadar sai. –Quer que eu avise seu irmão que você saiu?

–Aham. –ele assente. –Diga que fui ao mercado, ok?

–Aye! –sorrio. Ele ri e segue seu caminho.

Fecho a porta e sigo o corredor até o quarto de Malik. Ele está tão concentrado que nem me percebe entrando. Esgueiro-me por trás e cubro seus olhos com as minhas mãos. Ele ri e apalpa meus braços.

–Bem vinda, Olive.

Descubro seus olhos.

–Aye!

Puxo uma cadeira e me sento ao seu lado.

–Qual é o problema?

–Não precisava vir mesmo, sabe?

–Eu não queria ficar em casa. Não tem problema.

Ele sorri e me empurra suas anotações.

–Isso... –meu queixo cai. –Você está tentando fazer o que exatamente, Malik? Isso parece com os cálculos do meu irmão. E ele estuda no MIT.

A porta abre e nós dois viramos. É Altaïr. Malik fecha a cara.

–O que faz aqui a essa hora? –pergunto, já que Malik não consegue.

–Você de novo... –ele murmura. –Sempre você. Malik, preciso de um minuto, pode vir aqui fora?

–Não. Vá embora, novice. Estou ocupado agora, não vê?

Altaïr entra no quarto e puxa a cadeira de Malik (de rodinhas) para fora. Fico ali piscando e tentando entender o que vira.

–Ei, novice, o que pensa que está fazendo? –Malik grita. –Olive!

–Eu? –exclamo.

–Ka-Kadar!

Pego a Enciclopédia de Malik e vou para fora. Altaïr está segurando os braços de Malik e o prensa contra a parede. Seus rostos estão mais próximos do que eu acharia confortável.

–Quer conversar, converse, mas solte Malik agora ou eu quebro sua cabeça. –espero que a ameaça tenha saído mais firme do que como eu me sinto.

Altaïr olha para mim, depois para o livro em minhas mãos e solta Malik.

–Venha ao meu trabalho esta tarde. –Altaïr convida, mas soa como uma ordem.

O árabe de olhos dourados parte, deixando para trás dois nerds arfantes.



Notas finais
Comentários? Eu sei que tá meio chato, mas é só o começo. Me avisem caso encontrem erros de digitação ou de portugues mesmo, ficaria muita agradecida ^^