Assassins

7 Star City || 2018


Notas iniciais
Olá!! Gente do céu, faz tempo, né non? Estou aqui com o capítulo finalizado a apenas alguns minutinhos e já postando direto. No capítulo anterior, algumas cenas foram pesadas, e devo me desculpar por isso. Mas entendam que tudo isso faz parte da construção dos personagens, e em como eles chegaram no ponto que estão hoje. Agora partindo para os agradecimentos, meu muito obrigada vai para a Gaby e Gracecake pelas favoritações. O capítulo é de vocês, espero que gostem. Até as notas finais!! Boa leitura. Bjs*

Star City – EUA

Fevereiro de 2018

Meu estômago gritou por comida, então apenas mandei ele se calar e continuei a digitar. Depois de tantas horas, eu já estava começando a questionar se o arqueiro que me salvou no Brasil era apenas uma ilusão da minha cabeça. A criatura simplesmente não existia em radar algum do mundo, nunca havia sido visto por pessoas ou câmeras até aquele momento no beco e não voltou a aparecer.

Então o que ele queria comigo? Por que me salvar de Maseo?

― Droga! ― Esmurrei com força a mesa ao lado do teclado, barulho que fez conjunto ao meu estômago, que roncou mais uma vez. ― Não enche o saco você também! ― Briguei com o pobre órgão, que só estava pedindo para ser alimentado.

Isso é um pouco extremo, Ra's! ― A voz de Oliver chamou minha atenção para a tela ao lado.

Não me conteste, Al Sah-Him! Uma coisa era ela sair caçando nossos associados, outra bem diferente é matar um membro da Liga!

As condições da morte de Maseo ainda são divergentes. Ela não costuma usar flechas.

Ele e Barrera morreram no mesmo dia, na mesma cidade. Não há coincidência nisso, há fatos! E se você se mostrou incompetente demais para pegar Felicity, vou conseguir alguém que faça.

Contratando um mercenário? Floyd Lawton não tem o nosso código, ou nossa honra.

Desde que o trabalho seja feito. Honestamente, você deveria estar me agradecendo por tirar essa, que parece ser uma missão impossível, de seus ombros. Agora me deixe sozinho, preciso pensar. ― Oliver assentiu e foi para o próprio quarto.

Floyd Lawton. Quem diabos era Floyd Lawton?

Parei minha obsessão momentânea pelo arqueiro negro e resolvi pesquisar na dark web sobre a pessoa que tinha acabado de se tornar meu próximo alvo.

― O Pistoleiro. Nunca errou um tiro, nunca deixou uma de suas vítimas vivas. Era tudo que eu precisava. ― Li as poucas informações que consegui. Me estiquei na cadeira ouvindo os estalos da minha coluna. ― Boa sorte em me achar, senhor Pistoleiro.

~

Central City – EUA

Abril de 2018

Eu amava a adrenalina de planejar as mortes. O assassinato em si, não era grande coisa, detestava essa parte, mas colocar meu cérebro para funcionar, enganando as maiores e mais bem protegidas pessoas do mundo foi um dos motivos que me fez continuar na Liga por tanto tempo. Criar modos de não ser descoberta, fazendo muitas vezes as coisas parecem um acidente, era o mais divertido de tudo. Mas quando não se tinha paciência ou oportunidade, o bom e velho tiro à distância ainda servia.

Warren Pattel estava na minha mira, mesmo que eu estivesse no telhado de um prédio à mais de cinquenta metros de distância. Nem o homem, nem seus seguranças viram o que o atingiu, quando já caiu morto no chão.

A coisa de ter que procurar e abater o assassino da Liga antes do alvo em si tinha complicado as coisas, mas não seria isso que me desviaria do plano, principalmente agora que tudo voltava aos eixos. Dois alvos de cada vez.

O arqueiro negro não havia mais aparecido, muito menos o Pistoleiro. Tadinho de Ra's, devia estar enlouquecendo vendo seus seguidores caindo um por um. Guardei a arma de volta à sua maleta e me preparei para voltar ao esconderijo em Star.

Talvez devesse tirar uma semana de folga, o último mês tem sido intenso. Cinco associados da Liga, cinco assassinos. Se eu fosse Oliver, mudaria de estratégia, ou acabaria perdendo todos seus ex-recrutas.

~

O anel de ouro com o diamante solitário em cima chamou minha atenção na vitrine da joalheria, minha mão indo automática para meu anelar esquerdo. Tão pouco tempo que um anel assim esteve ali, mas havia sido tão marcante.

― Você gostou? ― Um jovem alto e magro parou ao meu lado, seus olhos verdes ansiosos liam minhas reações. ― Do anel, eu quero dizer.

― Não acho prudente aceitar pedidos de casamentos de estranhos ― retruquei, ao que ele riu. Não havia sido uma piada. ― Com licença.

― Não propus casamento pra você ― ele continuou a falar, me fazendo parar. ― Eu também não costumo pedir a mão de estranhas. Na real, minha namorada levou quinze anos para ser minha namorada. Escapar da brotherzone foi o mais difícil, o pai dela me adotou quando os meus morreram. Quer dizer, minha mãe morreu. A coisa é que ela só me via como um irmão, e eu não sabia como fugir disso, até que... ― O moreno continuou a divagar em suas palavras apressadas.

E por que eu ainda fiquei lá escutando? Sei lá, evocava boas lembranças, era como conversar de novo com meu noivo, claro, sem os músculos e tudo.

― Enfim, você pode me ajudar?

― Ahn? ― respondi a pergunta com outra. Eu não fazia ideia do que ele falava.

― Se você pode me ajudar a comprar o anel de noivado. Não tenho muitas amigas mulheres, só a Cait, mas ela também é amiga da Iris.

― Você nem me conhece, garoto.

― Prazer, Barry Allen. ― Me estendeu a mão.

― Megan. ― Apertei a mão dele de volta.

― Ótimo, agora nos conhecemos. Por favor, eu vou fazer a proposta hoje à noite, e, como sempre, estou atrasado na compra do anel. Não vai demorar, eu prometo.

O tal do Barry parecia ser uma boa pessoa, e descobri nos primeiros minutos que precisava mesmo de ajuda, já que não entendia nada de noivados ou casamentos. A coisa seguinte que descobri foi que ele, além de atrasado, era indeciso, então passamos quase uma hora na escolha do anel perfeito.

― Você é um anjo, Megan ― Barry agradeceu quando nos despedíamos na calçada. ― Não teria conseguido sozinho. E as dicas que você deu sobre tudo, foram ótimas. Estou quase te considerando como uma das madrinhas.

― Não foi nada, é só que comecei a planejar um casamento uma vez.

― O seu? ― questionou chocado.

― Sim. Não precisa ficar tão surpreso, Barry.

― Foi mal, é que não vi aliança no seu dedo. Vocês terminaram ou você é daquelas mulheres modernas que não usa aliança e tal?

― Ele morreu.

― Oh, sinto muito. ― A expressão dele mudou do sorriso de sempre para uma cara de arrependimento. ― Eu falei demais, eu sempre falo demais, me desculpa.

― Tudo bem. ― Suspirei. ― Então, boa sorte no noivado. Sua Iris é uma mulher de sorte, os dois são.

― Quando se encontra o amor, Megan, não podemos deixá-lo ir. ― A menos que você não tenha escolha, completei mentalmente. ― Ei, você não quer vir hoje à noite? Vamos reunir uns amigos ali no Jitters, uma cafeteria no fim da rua.

― Sinto muito, tenho que voltar para minha cidade.

― Em todo caso, se quiser ir, o convite está de pé. Muito obrigado de novo.

― De nada. Tchau, Barry.

― Só mais uma coisa, Megan. ― Girei meu corpo de volta, eu já estava me afastando. ― Você parece jovem demais para apenas ter desistido. Existe alguém pra você aí fora, talvez você ainda vá conhecer, talvez já conheça há anos. Só não desista. ― Um idiota apaixonado, era o que pobre coitado do Barry Allen era. Mas não seria eu a quebrar as esperanças dele, a vida faria isso.

― Bom noivado. ― Acenei uma despedida, e ele sorriu para mim.

Pessoas felizes em dias ensolarados. Raros, mas ainda existiam no fim das contas.

~

Ponderei por algumas horas se pegavam o trem de volta para Star ou ia no noivado do Barry e Iris. Era estranho, mas senti vontade de fazer parte da história desse casal normal, tirar pequenas férias da Felicity assassina e vingativa e ser apenas a garota normal com conhecidos que ficavam noivos em cafés. Quando dei por mim, já estava parada na porta do Jitters, duas passagens pagas e sem data para qualquer do mundo. Meu presente para a lua de mel do futuro casal.

O local estava apinhado de gente, o que não me surpreendia. Se Barry usasse diariamente metade da simpatia que usou comigo, seria óbvio que ele teria uma multidão de amigos. E imagino que ele não se apaixonaria por alguém que fosse menos incrível. Talvez houvessem casais perfeitos com finais felizes nesse mundinho perdido.

― Oi. Barry já chegou? ― falei com uma garota de pele clara e cabelos chocolate. ― Só preciso deixar uma coisa para ele.

― Na verdade é bem estranho, nenhum dos dois chegou. Todo mundo meio que já se acostumou com os atrasos do Bar, mas Iris? Ela devia estar aqui. Sou Caitlin, você é...

― Megan.

― Olá, Felicity, aqui é o Pistoleiro ― uma voz masculina com forte sotaque ecoou pelos autofalantes do lugar. Peguei meu celular em alerta, já tentando rastrear onde a pessoa que sabia meu nome real me chamava. ― Eu sei que você está aí, e sei que não é fria o suficiente para deixar o feliz casal morrer. ― Gritos dos dois foram ouvidos, e todo mundo entrou em polvorosa. ― Então você pode escolher: sumir do mapa e me fazer levar mais alguns meses para te achar, ou me encontrar daqui a quinze minutos no esconderijo da Liga aqui em Central. Tic tac, o senhor e a senhora Allen estão esperando.

― Merda! ― xinguei, já saindo da cafeteria, deixando uma verdadeira balbúrdia. Como diabos aquele cara havia me achado, e porque sequestrar desconhecidos?

Roubei um carro que estava parado ali perto e dirigi a toda velocidade para o local. A polícia ainda levaria um tempo tentando achar o tal esconderijo, era o tempo que eu tinha antes do lugar virar o centro das atenções da polícia de Central City, e Barry e Iris acabem virando um efeito colateral.

O local marcado era um armazém abandonado que ficava em uma área afastada do centro, ou de qualquer outra coisa, pra falar a verdade. Dei uma volta ao redor do quarteirão para evitar algum ajudante escondido, e quando vi que tudo estava limpo, entrei com a pistola em punho.

― Floyd Lawton? ― gritei para as paredes. ― Estou aqui, solta eles. ― Como não obtive resposta, continuei a procurar pelo mercenário, ou pelos reféns. ― Barry?

― Aqui! ― a resposta veio fraca de uma das salas no fundo.

Corri até lá para encontrá-los amarrados em cadeiras, de costas um para o outro. Usei o pequeno punhal que mantinha na bota para soltar as amarras de suas mãos e pés.

― Megan, quem é esse cara? ― Barry perguntou abraçando a namorada. ― A gente estava chegando na cafeteria, e do nada ele nos apagou!

― Não importa, saiam daqui. Ele só quer a mim.

― Você é uma agente secreta, ou coisa assim?

― Só vão embora, antes que ele volte. Boa sorte! ― Os dois saíram correndo, e eu já procurava outras rotas de fuga, para caso fosse seguida, eles não se machucassem no processo.

― Não se mova. ― Lawton saiu das sombras, a arma presa em seu pulso estava apontada direto para meu coração, o dispositivo com a lente vermelha dando a ele um aspecto mais assustador. ― Arma no chão.

― Você não precisa fazer isso, cara ― argumentei. ― Ra’s te paga? Pago o dobro.

― Não é sobre o dinheiro, agora joga a droga da arma para cá! ― gritou, e eu obedeci. Ele se aproximou a passos lentos quando me viu desarmada. ― Eles me contaram sua história, Felicity, sabia que não resistiria a salvar um casalzinho perfeito. Tenho ordens para te levar viva, mas não poderei fazer nada se resistir.

― Se eles te falaram pelo menos um pouco sobre mim sabe que eu sempre irei resistir.

Chutei o braço dele, fazendo um disparo atingir o teto, seguindo com uma sequência de golpes, que ele defendia com os braços. Para alguém que era conhecido apenas por atirar, ele até que lutava bem.

Ele se preparou para atirar de novo, quando o escalei com velocidade, enlaçando as pernas em seu pescoço e o jogando no chão, e dando um soco forte no rosto do homem. Era uma droga não ter uma arma que acabasse de vez com aquilo, então apenas tentei sair dali o mais rápido possível.

― Você é uma coisinha bem resistente. ― Freei a corrida com o barulho da arma nas minhas costas. Pensa, Felicity, pensa! Não dá pra distrair esse estranho como fiz com Oliver. ― Achei que Al Sah-Him estava exagerando. Te achar foi o mais difícil, mas...

― É, ela é uma criatura bem difícil de seguir. ― A voz seguiu ao zunido da flecha e do tiro que atingiu meu ombro.

A dor cortante ainda estava diminuída pela adrenalina que circulava em meu sangue, e quando me virei encontrei o Pistoleiro caído no chão, uma flecha enfiada no olho. Olhei ao redor em busca do dono da voz e da flecha, e vi o arqueiro negro saltar de seu refúgio no teto.

― E hoje o mundo perdeu o melhor atirador dele ― lamentou com falso pesar, a voz disfarçada por um modulador. ― Ou segundo melhor, eu suponho. ― Ele passou por mim e acenou, abaixando-se ao lado do corpo. Apertei meu ombro com força, muito sangue jorrando de lá.

― Ei, quem é você? Está me seguindo? ― Chamei a atenção dele, que sorriu, ficando de pé de frente para mim.

― Pra sua sorte, estou sim, e anotando tudo no meu caderninho. Agora você me deve duas, Felicity Smoak. Três, se você considerar o segundo membro da Liga que protegia o senhor Pattel e que você não teve o prazer de conhecer.

― Mas que diabos! ― exclamei. ― Como sabe meu nome?

― Aposto que você sabe o meu. ― Ele abaixou o capuz e tirou a máscara.

Os olhos azuis brilhantes, o sorriso e o cabelo negro eram totalmente estranhos para mim. Espremi os olhos tentando lembrar se já havia o visto em algum lugar, pessoalmente ou pela internet, mas nada me veio à mente. A única coisa que veio, na verdade foi uma tontura e fraqueza, minha visão começando a escurecer. Minhas pernas fraquejaram, e só não caí porque ele me segurou em seus braços.

― Merda! Floyd e a porra do curare.

― Curare?

― Você foi envenenada, loirinha. Relaxe, tenho um remédio para isso, mas precisamos sair daqui rápido. ― Senti meu corpo ser erguido do chão.

― Quem é você? ― Por mais que eu estivesse quase perdendo os sentidos, não podia apenas me deixar levar um estranho perseguidor que apenas dizia que podia me ajudar.

― Ah, claro, meu nome. Acredito que se conheceu Oliver, ele deve ter falado de mim. É um prazer conhecer você oficialmente, sou Tommy Merlyn.

O melhor amigo morto de Oliver?

Notas finais
Quem falou Tommy Merlyn, acertou! Sim, meu lindinho é o Arqueiro Negro e estou ansiosa para colocá-lo logo interagindo mais com Felicity. Amigo ou inimigo? Descobriremos, e logo! Obrigada a todos que estão comentando, amo ler cada um dos reviews. E se acharem a fic merece, favoritem, recomendem e indiquem para os amigos. Bjs*