Assassins

27 Nanda Parbat || 2018


Notas iniciais
Olá, pessoas!! Galera, nem acredito que estamos chegando aos capítulos finais de Assassins!! Essa semana ainda nem respondi aos reviews do capítulo passado, porque sou linguaruda demais e sabia que soltaria spoilers!! Espero que gostem do capítulo, que é especial para a Erani. Obrigada pela favoritação!! Boa leitura!! Até as notas finais.. Bjs*

Nanda Parbat

Julho de 2018

― Acorda, bonequinha! ― Abri os olhos no susto, meu primeiro instinto foi fugir, mas logo percebi meus movimentos limitados pelas correntes que prendiam meus pulsos no alto da minha cabeça. Eu definitivamente estava de volta de volta a Nanda Parbat, mais de um ano depois de escapar.

― Vaca ― praguejei para Talia, já movimentando as mãos para conseguir me soltar. Minha cabeça girava um pouco, com certeza deviam ter usado alguma droga que me deixou desacordada por Deus sabe quanto tempo.

― É tão bom ver você fracassar nesse planinho idiota! ― Ela andava pela sala com as mãos nas costas. Aquela ali queria tanto ser a sucessora do pai que dava pena. ― Só acaba com uma de nós morta, e estou achando que vai ser você ― me parafraseou, dando uma piscadela.

― Me solta e vamos ter o embate que prometi.

― Não, não, você foi idiota o bastante para se deixar capturar, lide com isso. ― Fez gestos com a mão como se não desse importância ao que eu falava. ― Sabe, vocês rebeldes se acham muito espertos, mas aprendam: ninguém derruba uma entidade milenar como a Liga dos Assassinos.

― Eu acabei com praticamente todas suas fontes de recursos, destruí dois Poços de Lázaro e derrotei seus melhores homens, inclusive o herdeiro, inclusive mais de uma vez. Eu considero isso sucesso.

― Oliver é um estúpido apaixonado. ― Rolou olhos e dei um riso debochado.

― Passou um ano e você não conseguiu entrar nas calças de Oliver de novo e ainda é essa vadia mal-comida, Talia?

― Olha aqui, sua... ― Sem nenhum aviso, já vi seu punho fechado vindo em direção ao meu rosto, e como não tinha como esquivar, acabou acertando em cheio minha boca, o gosto enferrujado a preenchendo.

― Covarde. ― Cuspi as palavras junto com o sangue.

― Isso é só o esquenta, Felicity. Você não sabe o que te espera aqui nos próximos dias. ― O pior de tudo é que eu sabia. Sessões e mais sessões de tortura até que a morte fosse a opção mais agradável. ― Por que não começamos logo?

Talia caminhou devagar até uma mesa com alguns instrumentos de tortura, e foi logo pegando uma das espadas.

― Não toque nela ― a voz de Ra’s estrondou da porta.

― Mas, pai... ― reclamou como um criança birrenta que não gostava de ser contrariada.

― Eu te mandei ficar longe dessa sala, Talia, o que faz aqui?

― Não pude deixar de vir conferir nossa desertora mais famosa. Finalmente conseguimos capturá-la, pai!

― Eu consegui, você não me serviu de nada para isso ― a corrigiu. Toma na cara! ― Agora larga essa espada, esse trabalho não é seu.

― Mas...

― Vá até a entrada. Acabaram de me informar que o avião de Al Sah-Him pousou em Nanda Parbat. Diga que quero vê-lo aqui, mas não diga o motivo, também quero surpreendê-lo. ― Ela assentiu a contragosto, mas saiu.

Meu estômago constraiu de nervoso. Ele ia matar Oliver, já que eu tinha absoluta certeza que meu namorado não teria o temperamento calmo para lidar com situação e achar outro meio. Ele sequer sabia que eu estava aqui, a surpresa ia desarmá-lo de qualquer estratégia.

― Eu vou dizer o que vai acontecer... ― comecei. ― Você, Talia, Oliver, ou qualquer outro vão me torturar. Vai durar dias, talvez semanas, sou bem resistente, mas eu não vou falar nada, até porque não há nada para falar. Fugi daqui sozinha, tenho trabalhado sozinha esse tempo todo, e vocês só não entendem porque essa é uma seita machista que não aceita ser quase derrotada por uma única mulher. Só me mata e nos poupa um bom tempo.

― Você realmente não entende ― comentou com um pequeno sorriso. ― Você não sabe.

― Você fica falando isso, mas não entendo mesmo! Dá pra parar de fazer as vezes de Mestre dos Magos e falar as coisas diretamente, só dessa vez? ― Eu já estava perdendo a peciência para toda aquela frescura. Meu único obejtivo agora era proteger Sara, Tommy e Oliver. Ninguém nunca poderia saber que eles me ajudaram em algum ponto.

― Na hora certa. Agora vamos esperar Al Sah-Him.

― Ou podemos continuar a bater papo. Como vão as coisas? Soube que você perdeu uma fortuna em “investidores” esses meses.

― Eu não sou Talia, querida, não tenho esse ódio mortal por você. Suas provocações não me atingem nem um pouco.

― Ah, mas tenho certeza que perder dois Poços de Lázaro te atingiram. E se esse for um plano meu para me infiltrar aqui e acabar com o último? ― provoquei, erguendo uma sobrancelha. Ra’s chegou assustadoramente perto, parecendo analisar minha frase, até que negou brevemente com a cabeça.

― Não, não é.

― Como pode ter certeza?

― Cheguei, Ra’s, o que queria comi... ― Oliver congelou na porta, e o seu olhar sobre mim me doeu mais do que as correntes que prendiam meus pulsos. Me forcei a sorrir e entrar no personagem, Ra's não poderia desconfiar de nada.

― Olá, Oliver, que bom que apareceu para a festa ― o cumprimentei cinicamente. ― Eu e papai Ra’s estamos conversando, quer participar?

Ele deu um pequeno, mas perigoso passo à frente, a mão segurando firme o cabo da espada, os olhos agora fixos em Ra's. Eu conhecia aquela expressão o suficiente para saber que ele iria atacar. E ia ser agora.

― Ra's, diga ao seu sucessor para não atacar agora. Podemos no divertir muito antes ― falei esperando que ele entendesse e acatasse meu pedido escondido por trás das palavras. O homem se virou para Oliver e deu um sorriso.

― Ela não vale de nada se morrer agora, Al Sah-Him, guarde essa espada ― ordenou. ― É desgastante ter ficar falando isso para todo mundo que entra nessa sala. ― Aproveitei que Ra’s estava de costas para mim para balançar a cabeça afirmativamente. Oliver voltou à sua postura rígida e caminhou até ficar mais perto.

― Como isso aconteceu? Pensei que eu estivesse no comando da missão de caça à desertora.

― Uma dose de sorte, mais um pouquinho de falta de cuidado da nossa Felicity a jogou direto em nosso colo.

― Ou como eu disse antes, me infiltrei aqui pra te matar com minhas próprias mãos, Ra's Al Ghul! ― retruquei não me deixando abater.

― Você é uma garotinha muito arrogante que não vai a lugar nenhum além dessas paredes! ― Sua sempre calma voz subiu uma oitava. ― Depois cuido de você, tenho ocupações agora. Al Sah-Him, certifique-se que ela tenha o tratamento que todo traidor merece. ― Oliver apenas confirmou com um gesto de cabeça, e o outro saiu.

― Saiam, preciso de um minuto com ela. Vigiem a porta, ninguém entra aqui, entenderam? ― Oliver ordenou para os dois membros da Liga que estavam comigo na sala, que assentiram e também saíram, agora nos deixando a sós.

Ele correu para onde as correntes estavam presas e me soltou, o alívio de poder baixar os braços quase me fazendo chorar com aquela pequena alegria.

― Meu amor, o que aconteceu? ― Ele chegou no segundo seguinte me amparando em seus braços, se agachando no chão ao meu lado. ― Você tá machucada. ― Tocou meus lábios com a ponta dos dedos.

― Besteira, só Talia sendo Talia. Sabia que ela é a fim de você há anos? ― testei um sorriso, fazendo meu lábio doer.

― Não temos tempo para isso agora, Felicity!

― Nem sempre a gente ganha, Oliver. ― O abracei com força, deixando um beijo em seus lábios. ― Que bom que você 'tá aqui, achei que não conseguiria me despedir.

― Então esse não é um de seus planos suicidas?

― Infelizmente não.

― Sem problemas, vou te tirar daqui.

― Não! ― Forcei meus pés no chão quando ele quis me levar até a porta. ― Não posso sair sem que você leve a culpa por isso.

― Foda-se, não vou te deixar aqui. Ra's vai te matar!

― Ele já teria matado se quisesse, Oliver, ao contrário disso, ele tá agindo estranho. E você conhece o protocolo da Liga para desertores. ― Entendimento chegou aos seus olhos, logo em seguida o desespero.

― Não, eu não vou deixar!

― Agora eu vou te pedir pra fazer algo que não vai querer. ― Eu já havia aceitado aquilo, só precisava que ele visse também que seria o melhor para todos. Ele me soltou e começou uma caminhada nervosa pela sala.

― Tá maluca? Eu não vou...

― Se não for você, será outro ou o próprio Ra's! Sei que Talia está ansiosa por isso ― argumentei. ― Eles vão querer saber de mais informações, pra quem eu entreguei os segredos da Liga, se tem alguém me ajudando.

― Não adianta falar, eu não vou torturar você! ― gritou. ― Felicity, não sei em que mundo você imagina que eu te machucaria de propósito.

― Eu não vou falar nada, nem sobre você, Tommy ou qualquer outra coisa. E não podemos fugir sem você estragar seu disfarce. ― Caminhei até ele segurando suas mãos. ― Eu sei como isso que estou te pedindo é difícil. Eu mesma acho que não conseguiria, mas você é mais forte do que eu. ― O abracei apertado, e ele logo retribuiu. ― Agora me prenda de novo.

― Felicity...

― Oliver. ― Acariciei seu rosto. ― Vamos pensar em algo para sair dessa, eu prometo. Enquanto isso, pode ir pegando as facas, alicates, flechas e choques, eu aguento.

~

Meu grito saiu alto e doloroso, o cheio enferrujado do meu sangue me deixando mais tonta e enjoada. Oliver parou o corte que fazia no meio e chegou ainda mais perto de mim, liberando meus braços.

― Já chega, não consigo mais fazer isso ― falou baixinho apenas para mim. Cada corte parecia doer dez vezes mais nele, seus olhos sofridos e molhados.

Estávamos naquilo há horas, o chão sob meus pés descalços coberto por um rio vermelho. Ele estava se esforçando para fazer apenas cortes superficiais que pareciam bem piores do que de fato eram, mas o fato de eu estar presa e ter perdido muito do meu sangue, e já estar bem fraca, fazia tudo parecer bem pior a cada segundo.

Mas não podíamos parar.

― Mas você precisa ― falei ofegando, lhe olhando fundo nos olhos. ― Pode ir mais fundo, meu bem. E é uma droga falar isso nessas circunstâncias. ― Tentei amenizar o clima, mas suas feições ainda eram muito sérias.

― O que está acontecendo aqui? Por que soltou ela, Al Sah-Him? ― A voz de Ra's perguntou da porta, fazendo Oliver se erguer de pronto. ― Ela já entregou algo?

― Não e nem vou ― afirmei confiante. ― Esse ainda é seu melhor torturador? Posso ficar aqui por meses! ― Oliver me encarou com raiva, me repreendendo por talvez estar piorando as coisas.

― Ela está delirando, Ra's! Afrouxei as correntes porque ela está fraca demais, vai desmaiar a qualquer momento. Continuaremos depois.

― Não fique piedoso, o tornaria inútil, Al Sah-Him!

― Não é piedade, trata-se de ser racional. Ela vai falar qualquer mentira, e não queremos isso ― argumentou.

― Ok, ok.

O chefão começou a andar em minha direção, me dando arrepios. Toda minha pose de durona também servia para esconder o medo que eu ainda sentia dele. O homem me analisou de perto, e eu só queria correr para os braços de Oliver.

Minha camiseta havia sido rasgada, e eu só usava sutiã e calça, mas ele parecia mais preocupado em analisar os cortes que Oliver havia feito em mim.

― Sabe? ― Se afastou depois de sua análise minuciosa olhando para nós. ― Vocês são mais fortes do que achei. ― O pronome sendo dito no plural me desesperou. O quanto ele suspeitava ou já sabia?

― Ra's, do que você está... ― Oliver também tomou consciência daquilo, mas foi interrompido.

― Não estou falando com você! Seu amor por essa garota te deixou fraco e mole ― falou com desprezo.

― Quê? Eu não...

― Meu elogio foi para Felicity e esse bebê, não pra você, Oliver Queen! ― Prendi a respiração.

Que bebê?

― Ah, você também não sabia. ― Ra's encenou uma surpresa exagerada.

― Eu não estou grávida! ― apelei.

― Sim, minha querida, você está. Eu meio que sinto essas coisas, soube quando minhas filhas foram concebidas no momento que aconteceu. Só precisei te olhar por dois segundos pra saber.

Minha cabeça começou a fazer cálculos acelerados. Não, eu não poderia estar grávida, tomava meu anticoncepcional direitinho desde o ocorrido com Frank Bertinelli, quase uma década atrás. Minha menstruação estava atrasada, mas foi por causa do estresse. Sempre acontecia.

― Pensei que dois assassinos profissionais seriam mais espertos. ― Foi quando percebi que ele achava que Oliver era o pai.

― Ok, mesmo que eu estivesse, o que não estou, não é de Al Sah-Him!

― Também achei que poderia não ser quando te vi em Star City, vai saber o que você faz por aí, então precisava testá-lo. Mas o modo como ele está pálido agora e como ele não quis te machucar de verdade. Você bem disse que ele é nosso melhor torturador, e esses seus machucados parecem ser feitos por uma criança e sua espadinha de plástico.

― Isso não faz sentido, Ra's. ― Oliver se manifestou. ― Eu nunca toquei nela desse jeito, você sabe que não faço isso com minhas alunas!

― Vocês realmente acham que eu sou burro? Que não sabia do caso de vocês esses anos todos, dos encontros às escondidas, do sexo nas missões? Eu deixei porque achava que não seria nada demais, agora vejo o erro.

― Ra's, isso não é verdade! O que preciso fazer pra provar minha lealdade à você?

― Quer provar sua lealdade? ― Ra's caminhou para longe de mim. ― Atira nela.

Sem demora, Oliver colocou a flecha posicionada no arco e apontou em minha direção.

Vá em frente!, eu tentava passar a mensagem silenciosa. Essa história de gravidez devia ser mentira de Ra's para nos confundir, e a missão de acabar com a Liga dos Assassinos poderia seguir sem mim. Nunca achei que chegaria viva ao final mesmo, Oliver e Tommy dariam conta.

O loiro esticou o fio em sua direção, mas segundos antes de atirar, se virou para Ra's e lançou a flecha na direção dele, que a quebrou no meio com a espada, um sorriso de satisfação por estar certo desenhado no rosto.

― Droga, Oliver!

― Como eu disse, fraco e mole. Ela te fez ser Oliver Queen de novo, o pobre órfão. Al Sah-Him era forte, meu herdeiro. Isso que sobrou de você não é nada!

― Não chega perto dela! ― Ele posicionou outra flecha e apontou para seu adversário, ficando como um escudo em minha frente.

― Adorável. Matem ele, deixem ela viva ― ordenou à meia dúzia de assassinos que estava na sala e saiu. Eu ainda não entendia os motivos dele de me preservar viva, de não deixar Talia chegar perto, de escolher um torturador que não me machucaria. Minha cabeça girava, tudo estava muito confuso.

Em uma situação comum, daríamos conta fácil daqueles homens, mas eu estava mais fraca do que conseguia admitir, e Oliver preocupado comigo, não conseguiria sozinho.

― Se tiver um plano, hora de falar, Oliver.

― Te tirar daqui viva. ― Ele me pegou no colo.

― E como faremos isso? ― perguntei vendo os homens se aproximando, segurando forme seu pescoço.

― Com minha ajuda, claro. ― Com seu timing perfeito, Sara entrou pela porta lateral, trajando preto e derrubando todos com sua vara de metal. ― Vamos, vou tirar vocês daqui.

Oliver correu atrás dela, tomando um caminho pelos túneis que levariam para a saída por um caminho mais seguro. Toda aquela movimentação estava acabando comigo, meu mundo rodava e sangue ainda escorria dos recentes ferimentos. Fechei meus olhos e me deixei ser apenas carregada, mesmo que a inutilidade estivesse me adoecendo.

― Você machucou ela? ― Era a voz de Tommy. O vento gelado da noite me mostrou que já estávamos do lado de fora.

― Você demorou! Anda, vocês têm que sair daqui rápido. Vou atrasá-los. ― Agora a voz de Oliver. Não mesmo, ele não ia ficar!

― Não! ― Me forcei a abrir os olhos, agarrando as roupas dele. ― Não.

― Sim, você vai! ― retrucou. ― Por favor, se cuida, e cuida dele por nós!

― Oliver... ― Meus olhos encheram de lágrimas. ― Não vou conseguir sem você. Eu preciso de você. ― Coloquei em palavras aquele aperto no peito. Ele sorriu docemente.

― Eu amo você, Felicity, amo os dois, me perdoa por só falar agora. E vou fazer de tudo para salvá-los!

Oliver me beijou uma última vez e senti meu corpo ser passado para os braços de Tommy, o manto do uniforme da Liga de Oliver sendo colocado sobre mim.

― Ollie, não precisa fazer isso sozinho. Posso lutar com você, e...

― Não, você tira ela daqui a tempo, Merlyn ― negou a ideia. ― Cuida dela, e não deixa ela voltar aqui! ― Tommy assentiu determinado, mas eu podia ver nos olhos do meu amigo como ele também não queria deixar Oliver para trás.

Sara estava à nossa frente gritando para nós apressarmos, e minha última visão foi de Oliver com seu arco e flechas prontos para lutar contra a centena de homens que agora saiam do castelo na direção dele. Então desmaiei.

Notas finais
QUE BABADO!! Aposto que alguns de vocês previram isso vindo, mas eles dois não. Sim, há um bebê Olicity a caminho aqui também, e mesmo que ele vá ser amado igual ao da série, esse daqui traz complicações de níveis estratosféricos mais do que vocês imaginam, já que ~alerta de spoiler!~ Ra's tem planos para a a criança, o que vai ativar ainda mais o lado protetor do papai e da mamãe urso. Mas isso é coisa para o próximo capítulo. Por falar nisso, o próximo já seria o último, mas como tá ficando grande demais, então terei que dividi-lo. Ansiosos para saber como eles vão sair dessa? Só digo uma coisa: infelizmente, nem todos nossos mocinhos chegarão vivos ao epílogo. ~falei e corri~ Até os reviews!! Bjs*