Assassins

9 Nanda Parbat || 2016


Notas iniciais
Olá!! Gente, mil perdões pela falta de capítulo na semana passada. Problemas pessoais me impediram de postar, espero que entendam. Queria começar pelos agradecimentos à Vealves e Fabia Aparecida Simões, que favoritaram a história. Valeu mesmo, o capítulo é de vocês!! Esse capítulo é a continuação direta do capítulo 3 na Rússia, e, devo avisar, tem cenas para maiores. Pra quem estava com saudades do Oliver por aqui, ele volta, nem que seja em flashbacks. Espero que gostem. Até a notas finais!! Bjs*

Nanda Parbat

Fevereiro de 2016

― Só sexo, eu já disse. ― Joguei os restos mortais do meu Dolce Gabbana no lixo e fechei a mala. ― Sexo selvagem, quente e muito gostoso. ― Mordi o lábio lembrando da noite anterior com Oliver em Moscou.

― Você perdeu completamente o juízo, Felicity. Os dois perderam o juízo! ― Curtis exclamou. ― E se Ra's descobre?

― Só se você contar, o que eu tenho certeza que não vai, então...

― Vocês têm sentimentos um pelo outro! O quão complicado isso pode ficar?

― Correção, ele tinha, num passado bem distante. ― Me joguei na cama com os braços atrás da cabeça. Meu corpo ainda doía da noite passada, o que fez meu colchão parecer uma nuvem de tão macio. ― Depois disso, eu mesma vivo encobrindo as fugidas dele quando estamos fora. Por Deus, o homem me deu três orgasmos de matar, ainda estou toda doída da foda incrível. Quem diria não a isso? Você eu sei que não.

― Então ele começou a coisa toda dessa vez? Felicity...

― Eu transei com ele porque quis, Curtis. Agora se me dá licença, preciso dormir um pouco, foi um longo voo.

Meu amigo me deixou sozinha, finalmente. Eu ainda não entendia porque todos tinham esse excesso de preocupação comigo. Eu já tinha meus 22 anos, e, graças ao meu talento para os computadores e armas, e o bom treino na luta corpo a corpo, em seis anos eu me tornei uma das melhores assassinas da Liga.

Acordei no susto quando meu celular começou a apitar, um chamado para a sala de Ra's. Coloquei uma calça jeans e vesti uma camiseta qualquer, já que tinha pego no sono apenas de top e calcinha. Amarrei os cabelos em um rabo de cavalo e coloquei os óculos, já indo para a sala do chefão.

Encontrei Oliver sozinho na ante-sala, usando roupas simples como as minhas, e andando de um lado a outro. Ele sempre fazia isso quando estava ansioso, nervoso ou preocupado.

― Curtis sabe ― sussurrei ao seu ouvido, aproveitando para deixar um beijo atrás de sua orelha, apenas para provocá-lo.

― 'Tá maluca, não faça isso aqui! ― Ele se afastou de pronto, o que me fez rir. ― Como assim, Curtis sabe? Você disse que não contaria!

― Eu não contei, mas ele viu o que você fez com meu vestido e meu corpo. Relaxe, ele é de confiança, não vai dizer nada a ninguém.

― Como assim, o que eu fiz com seu corpo?

― Querido, não estou usando gola alta e mangas compridas por causa do frio.

― Eu te machuquei? Desculpe, eu não quis...

― Oliver, eu já fiquei presa e fui torturada por horas, acho que consigo lidar com suas mordidas e chupões. Só tome mais cuidado da próxima vez. ― Pisquei para ele, que fez uma carranca.

― Não haverá próxima vez, você sabe.

― Sei? ― Segurei a camiseta dele entre os dedos, nos aproximando, um sorriso nada inocente desenhado em meus lábios.

― Sim, você sabe. ― A voz dele foi ficando mais grave, os olhos azuis passeando dos meus para minha boca. ― Acho que eu mesmo te expliquei no seu primeiro dia aqui.

― Quando eu era uma recruta chorona e você o todo poderoso e inalcançável Al Sah-Him? ― Um pequeno gemido escapou dele quando minhas unhas subiram por baixo da camiseta dele, arranhando suas costas.

― Ainda sou Al Sah-Him.

― Mas não é mais inalcançável. ― Cochichei em seu ouvido, deixando uma mordida em seu lóbulo.

Eu sabia bem que Curtis não estava totalmente errado. Eu estava brincando com fogo enquanto estava banhada de gasolina, mas, na boa, eu não ligava. Ra's que se foda com seus regulamentos idiotas. E se fôssemos olhar bem, não estávamos nem quebrando as regras. Relacionamentos não eram permitidos, mas enquanto mantivéssemos apenas no carnal, ficaria tudo bem.

― Meu Deus, não me digam que desistiram da vida assim tão fácil e vieram se pegar na frente de Ra's! ― Curtis entrou no cômodo com um tablet em mãos, que ele usou para cobrir os olhos. Oliver se recuperou do susto em segundos, e já me afastou segurando meus ombros.

― Pare com isso ― ordenou para mim.

― Puritanos. ― Rolei olhos. ― O que o Big-Boss quer, afinal? Acabei de chegar, mereço algum descanso!

― Sim, merece ― Ra's estava na porta de sua sala. ― Os dois merecem, mas antes precisamos revisar alguns detalhes da última missão. Os três, podem entrar.

Nos minutos seguintes, debatemos sobre como procedeu a missão que derrubou Anatoli. Eu já estava bem entediada, e, considerando como a noite terminou, dar um beijo mortal num mafioso russo foi o de menos. Quando terminamos e Curtis fechou o relatório, nos levantamos para ir embora.

― Al Sah-Him, você fica. O passo que demos ontem foi só o primeiro, precisamos conversar sobre o que vem a seguir. Os outros dois, estão liberados por enquanto. ― Assentimos e saímos do lugar.

― O que será que ele quer com Oliver? ― questionei curiosa.

― Esqueça Oliver, Fel, aviso de amigo. Se fosse Ra's que visse o que vi hoje...

― Você se preocupa demais, parceiro. ― Dei um tapinha em suas costas. ― Ainda é metade da tarde, vou dormir mais um pouco. Mais tarde apareço na nossa sala pra vermos a coisa daquele vírus que eu estava escrevendo.

― Até mais tarde.

~

Acordei com as batidas na porta. Curtis se valia da categoria de meu amigo para encher meu saco, bem mais do que se deveria fazer com alguém que tinha tantas armas sob o colchão.

― Holt, eu juro que se você me fizer ir aí... ― ameacei. Eu tinha conquistado o direito de não ter mais colegas de quarto há anos, merecia paz!

Sou eu. ― Me surpreendi ao ouvir a voz de Oliver do outro lado da porta.

― Ah, Oliver. Pode entrar. ― Ele adentrou o quarto com uma bandeja em mãos e olhar caído. ― Hm, comida.

― Você não apareceu no jantar, pensei que precisasse comer algo. ― Oliver sentou na cama e colocou a bandeja entre nós.

― Você me deu canseira danada ontem, senhor Queen ― brinquei e ele riu, mas o sorriso não alcançou seus olhos. ― Ei, aconteceu alguma coisa?

― Por que não comemos antes, também não tive tempo de jantar.

― A reunião com o papai Ra's demorou tanto assim?

― Depois do jantar conversamos.

Hoje era noite da comida italiana, então nós deliciamos numa macarronada maravilhosa, mas nem aquele molho divino desviou minha atenção de suas feições preocupadas. Ele nunca foi conhecido por seu bom humor, mas ali ele estava um grau acima.

― Vai me fala ― exigi. ― O que Ra's vai te obrigar a fazer?

― Você nem vai experimentar a sobremesa? É chocolate...

― Oliver! ― Ele colocou a bandeja no meu criado mudo e soltou uma respiração profunda.

― Moscou foi nossa última missão juntos, Felicity.

― Quê? ― Pisquei repetidas vezes, meu sorriso incrédulo. ― O que deu errado?

― Absolutamente nada.

― Então por quê?

― Ra's tem uma nova tarefa para mim. Como ele disse, derrubar Anatoli foi só o início, ele quer controle sobre toda a máfia.

― E o que diabos nós temos a ver com isso? Somos assassinos, não mafiosos.

― Eu serei ― assumiu enfim. ― Já está tudo preparado, daqui a pouco volto pra Rússia. Me infiltrarei na Bratva, até assumir o poder para Ra's.

― Mas... Mas você acabou de chegar! Não tem outra pessoa, alguém que possa...

― A Bratva detém muito poder. Ra's acha perigoso que alguém que ele não confie totalmente tenha isso em mãos.

― Mas, Oliver... Somos uma dupla há quase dois anos. O próprio Ra's te tirou de parte dos treinos para te colocar em campo comigo!

― E agora eu tenho uma nova atribuição. Olha, eu sei que você se acostumou a trabalharmos juntos, mas você vai se virar bem. Não vive me jogando na cara que não é mais uma garotinha?

― Não é só sobre a Liga. Eu não vou te ver por Deus sabe quanto tempo. E ainda tem as etapas de ingresso na Bratva, são cruéis.

― Eu sobrevivi às iniciações da Liga dos Assassinos quando tinha 14. Vou ficar bem. ― Só notei que chorava quando senti os dedos dele no meu rosto enxugando as lágrimas. Nem lembrava há quanto tempo não chorava.

― Mas eu não, droga! Você nem pensou em questionar? Em fazê-lo ver como é importante aqui?

― Felicity...

― Ok, se você não quer falar com ele, eu mesma falo! ― Passei as mãos com força pelo rosto e já fiquei em pé, indo em direção à porta.

― Felicity, não! ― A mão dele estava firme no meu braço me detendo.

― Me solta, Oliver!

Mas ele não me soltou, ao invés disso, me beijou.

Seus lábios eram exigentes e uma mão apertava minha cintura me trazendo para si, enquanto a outra afundava em meus cabelos, angulando meu pescoço para facilitar seu trabalho. Eu não sabia se aquilo era uma distração ou uma despedida, mas logo eu arrancava a camiseta dele e jogava em qualquer lugar do quarto, a minha logo fazendo companhia.

― Mudou de ideia sobre nós? ― questionei ofegando.

― Eu já estou deixando muito para trás aqui em Nanda Parbat, Ra's vai ter que me dar um desconto. ― Então era isso, sexo de despedida.

― Vamos fazer valer a pena, então.

Os olhos dele brilhavam e Oliver não perdeu tempo e desceu a minha calça jeans que logo chutei para longe, abrindo seu zíper da calça e enfiando minha mão para alcançar seu membro excitado.

― Oh, garota. Você sabe como fazer isso ― falou entre gemidos.

Ele me virou de costas para si, pressionando a ereção na minha bunda, enquanto apertava um de meus seios com uma mão e descia a outra pela minha barriga para minha vagina molhada, se ocupando em chupar meu pescoço.

― Não mais a virgem de dezesseis anos ― comentei quando ele afastou o tecido da lingerie para colocar bruscamente dois dedos no meu centro. ― Oh, Oliver!

― Com certeza não. ― Era quase ridículo lembrar da pobre órfã que chegou aqui seis anos antes. Ela não teria sobrevivido um ano inteiro, então tive que mudar.

As lembranças da primeira vez que Oliver me viu seminua me deram uma ideia, então tirei suas mãos de mim, me afastando dois passos.

― Caralho, Felicity! Eu estava ocupado aí. ― Sorri de sua frustração.

― Calma, calma. Eu tenho algo no closet que talvez você vá gostar de ver.

― Nada que você coloque vai me impedir de tirar em segundos, então...

― Sente e espere.

Ele bufou e se jogou na cadeira da escrivaninha. Peguei as peças na gaveta e corri para o banheiro. Tirei o conjunto confortável de algodão que usava e coloquei o conjunto rosa pink rendado, o mesmo que Talia me fez vestir quando cheguei aqui, e que acabei guardando. Estava bem mais apertado, meus seios quase saltavam para fora do sutiã, e a calcinha fio dental era quase só um fio mesmo, mas estava bonito. Deixei os óculos na bancada e coloquei uma peruca morena que tinha em um suporte em cima da pia. Se ele lembrasse, iria enlouquecê-lo.

Abri a porta e saí devagar, dando tempo para que ele ver cada detalhe da minha composição. Seus olhos enegrecidos cresceram um par, e eu me perguntei para onde tinha ido o azul lindo que eu tanto gostava.

― Lembranças? ― Ergui uma sobrancelha para ele.

― Está fazendo eu me sentir um pervertido de novo, por querer foder uma criança que eu deveria cuidar ― respondeu, sua voz nunca esteve tão grave, o que me deu arrepios na coluna.

― A diferença, Ollie... ― Segurei a mão dele para que ficasse de pé na minha frente, mas logo a levei para meu traseiro. Se Oliver tinha tesão nele, eu tinha quando ele o apertava. ― Não sou mais criança e você não é mais meu treinador.

― Eu realmente mandei ver em você ontem, não foi? ― Ele olhava meu corpo com devoção e me fez rir ao usar a referência à frase de Talia. ― E ainda te prefiro loira.

Ele arrancou a peruca e atacou meus lábios com selvageria, arrancando meu fôlego e me fazendo acompanhá-lo em um duelo de línguas. Enfiei as unhas em sua nuca e gemi alto quando o maldito alcançou um ponto sensível em meu pescoço.

― Naquele dia, eu soube que tinha me fodido. Você era só uma menina, e meus pensamentos foram sujos demais apenas ao te ver.

― Pode fazê-los agora ― o desafiei, beijando seu peito e chupando seus mamilos.

― Você quer me levar na borda, não é, garota?

― Por que não? Já vivemos na borda.

― Lembre que foi você que provocou.

Seus braços me envolveram com posse e senti que andávamos pelo quarto até minhas costas encontrarem a superfície fria da parede.

Essa bendita parede de novo, Oliver?

― Quietinha ― ordenou se ajoelhando na minha frente, enquanto escorregava a minúscula calcinha por minhas pernas e a guardou no bolso. ― Um souvenir ― explicou diante de minha interrogação. ― Agora segure-se.

― Oh, minha nossa! ― exclamei quando ele ergueu uma de minhas coxas e pôs sobre o ombro, me deixando completamente aberta para ele, já enfiando a língua na minha vagina, lambendo meu clitóris.

Procurei algum suporte quando suas investidas se tornaram mais intensas, me fodendo com a língua, chupando e dando leves mordidas, me fazendo rolar olhos de prazer por trás das pálpebras fechadas. Uma de minhas mãos segurava a borda da escrivaninha, enquanto a outra se mantinha firme em seus cabelos. Eu não ia deixar ele sair dali tão cedo.

Quando dei por mim, já movimentava os quadris em direção à boca dele, sua mão grande afundando-se na carne macia da minha bunda. Arfei quando seus dedos fizeram companhia à língua, indo mais profundo. Eu já sentia o orgasmo chegando, suor escorria da minha testa, minha respiração entrecortada, os músculos da minha vagina se contraindo.

― Isso, goza pra mim, Felicity. ― Se ergueu, acelerando os movimentos da mão. ― Minha garota... ― ronronou ao meu ouvido. Meu último gemido saiu alto demais quando cheguei no ápice, caindo em seu abraço.

― Definitivamente, essa não é uma atividade para uma menina ― comentei sorrindo e deixando um beijo seu pescoço.

― Você 'tá bem? Precisa descansar um pouco? ― ele questionou preocupado e sorridente, tirando os fios suados que tinham colado em meu rosto.

E aí estava o "Oliver amorzinho". Eu detestava esse Oliver. Foi o mesmo que me visitou depois da minha primeira missão, o mesmo que chorou ao me contar toda sua trágica história e que me defendia dos desmandos de Ra's e Talia em meus primeiros anos aqui. Essa era a versão que exigi não estar presente ontem em Moscou, porque eu corria um sério risco de me apaixonar por ela. Mas hoje eu me permitiria ser cuidada por ele, já que eu não sabia quando o veria de novo. Missões infiltradas podiam levar anos.

Ele me pegou no colo e me colocou sobre a cama, encaixando as pernas entre minhas e dando pequenos e delicados beijos meu pescoço. Seus carinhos eram tão singelos que ninguém que visse o impiedoso Al Sah-Him em ação apostaria nisso.

― Sabe o que eu percebi agora? ― perguntou calmamente, nesse momento seus dedos traçaram um caminho pelas minhas costelas. ― Não comemos sobremesa.

― Pensei que eu fosse a esfomeada.

― Minha fome é outra ― comentou malicioso. ― Primeiro a gente se livra disso. ― Tirou meu sutiã. Graças aos céus, aquilo tava me apertando de um jeito que nenhum homem entenderia. ― Lindos! ― Corei ao ver que o elogio era para meus seios. ― Agora a gente se livra disso. ― Tirou as próprias roupas.

Mordi o lábio de desejo ao vê-lo nu e excitado na minha frente. O cara era um fenômeno da natureza, sem dúvida o mais bonito que eu já vi na vida.

― O que está fazendo, não quero esse doce! Não agora, pelo menos.

― Você teve sua diversão, hora de conseguir a minha.

O potinho com a mousse de chocolate foi entornado por todo o meu tronco, logo eu estava sendo lambida. A língua daquele homem só podia não ser desse planeta! Diversão pra ele? Diversão pra mim, que estava quase tento outro orgasmo ali mesmo.

― Olha, caiu um pouco aqui. ― Ele já me chupava de novo e eu não podia reclamar disso. Oliver era ótimo em sexo oral.

― Vai ter diabetes desse jeito, Queen.

― 'Tá reclamando? ― A visão da cabeça dele entre minhas pernas era quase tão excitante quanto o que ele fazia lá embaixo, mas decidi que eu também merecia um pouco de sobremesa.

― Reclamando não, só me deu um pouco de vontade de doce.

O surpreendi com uma chave de coxas e inverti nossas posições, ele ficando com as costas no colchão e eu sentada sobre seu abdome. Minha boca foi descendo pelo seu torso onde derramei o chocolate, desde o pescoço até a parte final dos gominhos da sua barriga.

As mãos dele agarraram firme os lençóis quando abocanhei seu pênis com os lábios e um gemido acabou escapando. O chupei e lambi seu membro, usando as mãos na extensão que que não alcançava para masturbá-lo.

― Não consigo ver seus olhos.

― Você é grande e a cama pequena. Lide com isso.

― Ou podemos fazer assim.

Ele me desceu da cama e fez com que eu me ajoelhasse na borda, onde ele sentou-se, então pude continuar meu prazeroso trabalho pelos minutos seguintes, nosso olhar fixo no do outro.

― Ok, lindo, chega de brincadeiras. ― falei quando ele estava quase gozando.

O murmúrio frustrado dele se transformou em satisfação quando sentei com força sobre seu pau, todo o comprimento me invadindo. Era a primeira vez que fazíamos sem camisinha e o contato pele a pele era de matar de prazer.

― Você é doida.

― Quer ver o que a doida pode fazer? ― Lhe ergui uma sobrancelha. ― Me guia.

Suas mãos encheram-se com minha bunda, comandando o ritmo das cavalgadas, meus mamilos em sua boca, sendo sugados e mordiscados.

Estávamos quase alcançando um orgasmo juntos, minha respiração cansada como se eu precisasse de um balão de oxigênio.

― Aqui, querida, deixa que eu termino. ― Oliver passou um dos braços por minha cintura e me deitou na cama, ele ainda dentro de mim. ― Vamos só ajustar isso. ― Ele colocou minhas pernas em volta só quadril dele, o fazendo ir mais fundo.

As estocadas continuaram até que vi estrelas. Ele ainda continuou até também ter seu momento, se derramando em mim.

Oliver sustentou seu peso com um dos braços e apenas ficou me olhando fixamente, sem dizer nada, até sorrir. Seu sorriso de menino, que era dado tão raramente que eu mesma só lembro de ter visto duas ou três vezes em todos esses anos.

― Tomara que não tenhamos feito um filho ― quebrei o silêncio, o fazendo gargalhar dessa vez.

― Eu definidamente vou sentir sua falta, Felicity Smoak.

Ele me tomou mais um beijo intenso, longo e molhado, enquanto saía de dentro de mim.

Eu já sinto sua falta, Oliver Queen, falei apenas para mim mesma, mas eu soube que não precisei falar em voz alta. Pelos meus olhos ele sabia o que eu estava pensando.

Depois de um último beijo rápido, ele apenas levantou e começou a se vestir.

― Já vai?

― Sim, já está tudo pronto, tenho que voltar para a Rússia. Só precisava me despedir de você.

― E fez isso em grande estilo. ― O abracei quando ele já estava quase saindo.

― Não vou conseguir ir se continuar me agarrando sem roupas. ― Rimos.

― Toma cuidado, tá bom?

― Você também. ― Recebi um beijo na testa. ― Não faça nenhuma idiotice enquanto eu estiver fora.

― Vou tentar, chefe. Tchau, Oliver.

― Tchau, Felicity.

E assim ele foi, me deixando sozinha com meus pensamentos sobre esse amor que nunca poderia acontecer.

Notas finais
E ele se foi... Agora que sabemos onde Oliver estava quando Felicity conheceu o noivo, partiremos daí para saber mais detalhes sobre tudo isso. Só uma coisinha: a fic não está agradando? Temos mais de 70 acompanhamentos e não chegamos nem a 10 reviews. Não vou parar a história por isso, mas autora feliz rende capítulos melhores. Anyway, não é uma bronca, apenas uma observação influenciada pelos hormônios da TPM. HAHAHAHAHAHAHA Nos vemos pelos reviews. Bjs*