Assassins

18 Nanda Parbat || 2013


Notas iniciais
Olá, pessoas!! Capítulo passado eu estava tão louca que esqueci de comentar... O que vocês acharam da Season Finale? To p*** da vida até agora, cancela o Oliver e todo aquele altruísmo!! Tadinha da Felicity e do William... Não sei bem o que esperar da S7!! Agora ao capítulo... Palavra chave para Oliver: descontrolado. Vocês entenderão. Muito obrigada a todos que tem deixado reviews, vocês são demais!! Até as notas finais.. Bjs*

Nanda Parbat

Junho de 2013

― Claro que é! ― falei batendo o pé.

― Não, não é ― Cooper retrucou com paciência, cruzando os braços e rindo da minha implicância. Mas para mim, não era implicância se eu estava certa. Estávamos na sala de treinos, eu tinha acabado de sair do banho e ele tinha aparecido por lá para me acompanhar até o jantar, depois de terminar seu serviço na sala dos computadores.

― Meu querido, o modulador XT 5000 é o melhor sim e sempre será até que me provem o contrário!

― Você é teimosa como o diabo, garota!

― E você tem gostado de passar muito tempo com o diabo ultimamente, hein, Sheldon? ― Sorri de lado e ele se aproximou.

― Se ele tem sua aparência, quem pode me culpar? ― Suas mãos alcançaram meu pescoço e quando ele se inclinou para me beijar, ouvimos o grito.

― Sheldon, Smoak!

Eita, ferrou!

Oliver estava na porta, com os braços cruzados e tão vermelho que parecia que ia entrar em combustão a qualquer momento. Cooper ficou tão pálido que achei que ele fosse desmaiar ali mesmo diante do olhar raivoso de Oliver. E eu? Só fiquei ali parada fingindo que não era comigo.

― Sheldon, vá já para a sala de armas, elas precisam de um polimento e limpeza urgentes! ― Estranhamos o comando, já que aquilo era um trabalho chato pra caramba que só era feito por recrutas recém-chegados. Cooper estava ali dois anos a mais que eu.

― Mas eu... Eu estou... ― ele começou a argumentar, mas se embolou nas palavras. ― Tenho trabalho no comando.

― Me desculpe, pareceu que eu te dava alguma opção? ― Oliver deu aquela assustadora risada sarcástica. ― E saia agora da minha frente antes que eu pratique tiro ao alvo na sua cara!

― Quais armas? ― perguntou quando viu que não dava para argumentar.

― Todas. E não saia de lá até terminar.

Quando Cooper saiu nos deixando a sós, dei meu melhor olhar de reprimenda para ele, que ainda parecia me fulminar com aqueles perfeitos olhos azuis.

― Esse tipo de comportamento só faz aumentar os rumores sobre nós dois, Oliver ― o critiquei, também indo em direção à saída. Não era de hoje que eu ouvia cochichos, e o pior é que ele não fazia nada para pará-los. Isso porque todo mundo tinha medo demais para falar na frente dele.

― Ei! ― Ele segurou meu braço quando tentei passar direto por ele. ― Não me olhe como se eu estivesse fazendo a coisa errada aqui. ― Ele estava mesmo procurando uma discussão. Então vamos lá!

― Eu não estava fazendo nada além de conversar com um amigo. E tira as mãos de mim! ― ordenei. Mesmo que ele ainda fosse o temível Herdeiro do Demônio, o último ano de convivência fez com que nos transformássemos em apenas Oliver e Felicity. Eu não o respondia ou desobedecia quando estávamos cercados de gente, mas isso não me impedia de lhe falar umas boas verdades quando não havia ninguém por perto.

― Conversar? Vocês estavam se agarrando!

― Sério? ― Cruzei os braços rindo com ironia. ― Você me julgando por isso? ― Geralmente eu até conseguia apaziguar ou relevar o mau humor dele, mas não agora quando ele tinha me irritado. Ele estava sendo injusto com Cooper e territorialista comigo, e isso eu não estava a fim de aguentar.

― Por que você insiste em quebrar constantemente as malditas regras desse lugar? Minha paciência está se esgotando! ― gritou. Ok, aquilo estava começando a ficar estranho. Ele era ranzinza, mas agora estava anormalmente estressado. Ou se fôssemos definir melhor, puto da vida.

― Com licença, tá tentando me assustar? Porque não está funcionando ― respondi no mesmo tom.

― Você não pode ter a porra de relacionamentos com ninguém!

― Quem falou de relacionamento aqui? É só sexo. ― Dei de ombros como se não tivesse dito nada de mais.

O passo seguinte dele realmente me assustou. Oliver segurou meus ombros e me empurrou em direção à parede, minhas costas chocando-se com ela, e, por um segundo, achei que ele realmente fosse me bater, quando o soco atingiu o reboco, a apenas uns poucos centímetros da minha cabeça.

― Mas que merda, Oliver?! ― exclamei, meu coração acelerado do susto, enquanto a respiração dele estava pesada e ruidosa. Seu olhar foi atingido por um arrependimento instantâneo, então ele me soltou, dando um pequeno passo para trás.

― Eu não quis...

― Nunca, jamais pense que eu lhe devo algo como satisfações ― sibilei, empinando o nariz pra olhar nos olhos dele. ― Você é meu treinador, não meu dono.

― O que tá rolando aqui? ― Curtis chegou, e olhar para ele parado ali na porta me fez perder a reação de Oliver às minhas palavras já que o loiro já caminhava para longe de mim.

― Nada. ― Fiquei em pé ereta, ajustando minhas roupas. ― O que foi?

― Estão te chamando no comando.

― Estou indo. ― Acompanhei meu amigo para fora, dando uma última olhada para Oliver, que socava seu amigo de sempre, o totem de madeira.

― Aquilo não parecia nada ― observou caminhando ao meu lado.

― Oliver é um imbecil. Me viu conversando com Cooper e surtou.

― De ciúmes? ― perguntou com um pequeno sorriso travesso.

― Possessividade ― o corrigi. ― Imbecil babaca.

― Ele não fazia ideia que você está dando escapadas com Cooper, não é?

― Claro que não, ou ele cumpriria a ameaça de praticar tiro ao alvo no coitado. E também, não é da conta dele. Não é como se Oliver não dormisse com meio mundo durante as missões.

― Mas você deveria dar um desconto pra ele hoje, Fel. ― Franzi o cenho estranhando aquilo. Curtis nunca foi do tipo que defendia Oliver.

― Por quê?

― Sua próxima missão, ele soube o que seria e ficou puto. Argumentou e não foi ouvido, e ainda veio aqui falar com você e te encontrou com outro. Considerando a relação esquisita que vocês dois têm, deve ter surtado mesmo.

Comecei a ficar apreensiva. A última vez que isso aconteceu foi na minha primeira missão. Mas de lá para cá eu tinha crescido bastante, não era mais a garota indefesa daquela época. Mas se Oliver estava preocupado...

― Do que se trata essa missão? ― finalmente encontrei as palavras para perguntar.

― Assassinato.

~

― Se lembra...

― Um tiro na cabeça e dois no coração. Eu sei segurar uma arma, Cooper. ― Rolei olhos. Eu odiava essa mania dele de ficar repetindo as coisas para mim como se eu fosse algum tipo de retardada.

Mas o fato de eu saber fazer uma coisa, não significava que eu queria. Eu nunca havia matado ninguém, minhas missões eram mais sobre vigilância, roubos ou intimidação, não assassinato. Mas agora eu não tive como escapar. Eles precisavam de uma garota com minha idade, minha aparência e que tivesse um búgaro e russo fluente para se passar pela filha do embaixador da Rússia na Bulgária. Eu iria disfarçada para uma festa beneficente na cobertura de um hotel luxuoso e mataria um dos filhos do presidente.

A especificidade do modus operanti da morte se devia ao fato de que esse era o conhecido M.O. da inteligência russa. Em resumo, hoje eu tiraria uma vida e começaria uma guerra.

― Estamos prontos ― Cooper anunciou no ponto eletrônico. Hoje ele se passaria por meu segurança, sendo o único meio de entrar com uma arma lá. ― A propósito, você tá muito sexy nesse vestido.

― Não, Cooper. Minha maquiagem! ― Esquivei de seu beijo, tirei as mãos dele da minha bunda. ― Vamos logo com isso, já passamos do elegantemente atrasados.

E se puderem me poupar de ouvir vocês se pegando, por favor, me poupem! ― Curtis falou no meu ponto eletrônico. Ele havia montado uma base remota do prédio ao lado, e monitorava as câmeras.

A entrada foi fácil, até demais, e logo que tivemos a oportunidade, Cooper me entregou a arma e o silenciador, que escondi sob a saia longa do vestido, mas ele continuou me seguindo de perto.

― Olá, me desculpe ― falei em russo cutucando o ombro do meu alvo. Ele fez uma careta de confusão, então mudei o idioma para búlgaro. ― Me desculpe.

― Sem problemas, posso te ajudar? ― Ele não parecia ser mais velho que eu, tinha os olhos castanho escuro e mantinha os cabelos encaracolados um pouco longos.

Foco, Felicity! O pai dele é um corrupto, ele segue pelo mesmo caminho. Não deixe se abater pelo sorriso gentil!

― Meu pai me obriga a vir nessas coisas, mas estou morrendo de tédio! Você é a única pessoa que parece tão entediado quanto eu. Fui ousada demais em vir puxar conversa? ― Sorri constrangida, encolhendo os ombros.

― Mulheres de atitude, eu gosto. Prazer, Andrey Atanasov.

― Katrina Matveev. ― Trocamos um aperto de mão.

― Então, quem é seu pai, que te forçou a vir aqui e sequer te faz companhia? Suponho que esse te seguindo seja seu guarda costas.

― Ele não pode vir. ― Porque estava amordaçado com toda família em casa, completei apenas para mim mesma. ― Ele tinha outro desses compromissos diplomáticos. ― Dei de ombros. ― E o seu? Também suponho que esse seja o segurança ― testei a brincadeira. O armário que estava ao lado dele não poderia ser mais diferente, com seus cabelos loiros e olhos verdes.

― Aquele, no centro das atenções. ― Andrey apontou para o homem cercado de fotógrafos e convidados.

― Seu pai é o presidente? ― questionei chocada.

― Meu sobrenome não te deu dicas? ― retrucou sorrindo.

― Me desculpe, eu sou muito desatenta quando se trata de política. Meu pai me diz que eu devo largar mais minhas partituras e olhar em volta, mas não tenho culpa se meu violoncelo me parece mais divertido que festas assim.

― Uma violoncelista? Poderíamos nos brindar com uma oportunidade de ouvir sua uma música. ― Por favor, não. Meu conhecimento de violoncelo era ainda menor do que sei sobre cavalos marinhos, ou seja, nada.

― Em uma outra oportunidade, quem sabe ― desconversei. ― Meu vestido mal me permite andar, quanto mais tocar!

Citei minha roupa apenas para fazê-lo me olhar, sem na verdade parecer que quisesse, e funcionou como previsto, o vestido longo vermelho-sangue, com corte sereia, chamou sua atenção, e depois daí seus flertes ficaram muito mais óbvios.

― Se tudo isso te entedia tanto, podemos dar uma volta? ― Ele perguntou depois de mais alguns minutos de conversa. ― O telhado daqui é lindo.

― Adoraria. Me mudei para cá há apenas algumas semanas, seria ótimo conhecer novos ares.

Andrey apoiou a mão na base da minha coluna e me guiou até os elevadores, apertando o botão da cobertura. Quando descemos no andar, ele seguiu até uma portinha que de fato levava ao telhado.

― Ele vai ficar sempre nos seguindo? ― perguntei ao meu alvo, me referindo ao seu segurança.

― Dispenso o meu se dispensar o seu.

― Vá pastar, Lúkin ― ordenei à Cooper e Andrey riu.

― Você também, Smirnov.

― Mas, senhor... Seu pai me deu ordens expressas para que...

― Fique na porta, você que sabe. Mas me dê espaço, você é grudento demais!

― Senhor Atanasov...

Deixei a discussão em minhas costas e caminhei para o meio do telhado. Respire fundo, você consegue.

― Katrina...

― De joelhos! ― Puxei a arma do coldre e apontei na direção dele. ― Não pense em gritar, seu segurança já era também. ― A essa hora, Cooper já deveria ter abatido o gigante com o velho e bom ataque surpresa.

― Katrina... O que você está fazendo?

― Desculpa, não é nada pessoal. O governo da Rússia manda lembranças.

Esse era o momento que eu devia atirar. Um tiro na cabeça e dois no coração. Simples. Em teoria.

Mas minhas mãos suavam e tremiam, minha visão escureceu, eu sentia que desmaiaria a qualquer momento. Não, eu não ia conseguir.

― Você não precisa fazer isso.

― Quieto! ― gritei com ele.

Eu poderia fazer isso, havia treinado por anos para isso. Era a Liga dos Assassinos, não é como se eu conseguisse escapar sem sangue nas mãos.

Percebi tarde demais quando ele ficou de pé e com um golpe rápido, me derrubou e tirou a arma de minhas mãos, apontando para mim. Em uma situação normal, eu não precisaria de mais de três segundos para tomar a arma de volta, segure o cano, golpe na garganta ou olhos, aponte a arma para ele. Era como se Oliver tivesse me dado essa aula ontem. Mas eu não conseguia.

Fechei os olhos e esperei os tiros me atingirem quando ouvi os três disparos que se seguiram. Um na cabeça e dois no coração. De Andrey.

― Você está bem? ― Oliver? Quando ele havia chegado aqui, na Bulgária? Abri os olhos para vê-lo agachado ao meu lado com uma pistola idêntica à minha em mãos. ― Vamos sair daqui.

― Não! Eu que deveria... Katrina que deveria matar ele.

― Tudo bem não conseguir, Felicity.

― Droga, Oliver! Assim nunca conseguirei mesmo. Pare de lutar minhas batalhas, pare de agir como esse tutor obcecado, não sou mais criança!

― Me desculpe, eu deveria ter deixado ele te matar?

― Não, mas eu deveria matá-lo! Quão incompetente você acha que sou?

Talvez eu precisasse de ajuda, mas Curtis estava vendo tudo, Cooper seria o reforço. E eu não aguentava mais Oliver na minha cola, me tratando como a pessoa mais inútil de toda a Liga. Ele nem deveria estar aqui!

― Não é sobre te achar incompetente, você sabe disso!

― Não, eu não sei. Tudo que você faz só me mostra o contrário.

Ok, eu odeio interromper, mas tá vindo meia dúzia de seguranças atrás do filho do presidente. Cooper ainda está no corredor, o que eu digo para ele? ― Curtis falou no ponto eletrônico.

― Manda ele dar um jeito de escapar por dentro do hotel e nos encontrar no ponto de extração. Nós dois vamos sair por fora ― Oliver instruiu.

Copiado.

― Curtis, e as câmeras de segurança? ― perguntei.

― Desativadas um segundo antes de Al Sah-Him pousar no telhado.

― Pelo menos você não estragou a missão, no fim das contas ― falei para Oliver. ― E como pretende nos tirar daqui, gênio?

― Do mesmo jeito que cheguei. ― Ele disparou uma flecha com um cabo de aço, que se prendeu no prédio ao lado. ― Segura firme em mim.

~

O vento estava frio do lado de fora da nossa linda casinha em Nanda Parbat e se eu não estivesse tão tensa, juro que voltaria para dentro agora mesmo.

Mas eu precisava relaxar. Tem sido um longo dia e Oliver me irritou de verdade com aquele salvamento. Tudo bem que eu não estava mesmo disposta a matar ninguém, mas quão incompetente ele acha que eu sou? É a Liga dos Assassinos, ia acontecer cedo ou tarde.

E para completar meu estresse, Cooper estava atrasado. Qual a dificuldade de levantar da porra da cama e vir aqui transar comigo? Estava na hora de terminar aquilo que tínhamos, eu já estava enjoando dele mesmo.

― O que faz aqui fora essa hora? ― Saltei de susto ao ouvir não Cooper, mas Oliver atrás de mim.

― Deus, alguém coloca um sino em você! ― exclamei com a mão no peito.

― O que faz aqui, Felicity? ― ele repetiu a pergunta, me olhando com aquela cara de bravo, o que me lembrou... Eu estava com raiva dele!

― Não é da sua conta.

― Claro que é ― retrucou cruzando os braços. ― Então, ou você fala agora ou volta já pra dentro.

― Não sou seu cachorrinho, Oliver. Não pode me mandar latir ou ir pra dentro da casinha.

― Você realmente está com raiva de mim? Por quê?

― Você sabe o porquê.

― Por que não te deixei matar uma pessoa? Eu estava cuidando de você, garota!

― Eu não quero mais falar sobre isso. Então pode voltar a fazer o que diabos você estava fazendo de madrugada no relento que eu também vou tomar meu rumo.

― Você vai encontrar aquele merdinha, não é? ― Ele segurou meu braço, chegando mais perto. ― Porra, Felicity!

― O que foi, vai tentar me bater de novo? ― retruquei levantando o queixo, tirando a mão dele de mim. ― Não vai ser mais um ataque surpresa, então você deve se preparar para uma boa briga. ― Eu sei que jamais ganharia dele em algum ataque que não fosse surpresa, mas também tinha certeza que ele não começaria uma luta assim, por nada.

― Você agora transa com qualquer um? Se soubesse eu não tinha trans...

― Nem ouse terminar a frase! ― Apontei meu dedo na cara dele. ― Você já me irritou muito hoje, e é a última pessoa que deve me julgar ou opinar sobre com quem eu durmo ou não! ― As narinas dele inflavam diante da minha não-negativa. ― Então a menos que tenha alguma sugestão realmente boa, você pode...

Minha frase foi cortada quando ele me puxou para si novamente e me beijou. Não foi nada contido ou lento, nem ao menos carinhoso, tinha voracidade e força, mesmo com a maciez dos lábios. Quando a língua dele deslizou sobre a minha, não tive outra reação a não ser retribuir no ato, puxando seus cabelos curtos entre dos dedos e ficando na ponta dos pés para também dar tudo de mim naquele beijo.

Eu não queria pensar sobre o motivo de estarmos fazendo aquilo no meio do nada, ou porque ele tinha feito aquilo, só queria mais de Oliver, nem que fosse só aquele momento.

― Vem. ― O loiro soltou minha cintura e segurou minha mão.

― Pra onde? ― Eu quase tinha que correr para acompanhar os passos rápidos dele.

― Vou te mostrar como um homem de verdade faz sexo. ― Minha intimidade se contraiu e cada mísero pelo do meu corpo se arrepiou apenas com as palavras.

Nunca mais tocamos no assunto do que aconteceu em Vegas, e mesmo depois de mantermos a promessa de que tudo seria como antes, até o surto dessa manhã, ele nunca mais havia encostado a mão em mim, seja nos treinos ou qualquer outra coisa. E agora ele me arrastava para algum lugar e eu sequer tentava resistir. Não dava realmente para saber quem era o mais maluco dos dois.

― Entra ― Oliver ordenou quando chegamos numa pequena cabana, que não tinha mais de dois metros quadrados e apenas uma mesa e uma cadeira como mobília. Elas estavam espalhadas por toda ilha, e serviam para observação e vigilância contra intrusos.

A porta mal havia se fechado, e ele mais uma vez me envolveu com seus braços e tomou minha boca para si, e logo minha bunda encontrando a mesa, onde ele me pressionava.

Suas mãos ganharam vida quando escorregaram pelo meu corpo, puxando minha blusa para cima e desfazendo o rabo de cavalo que mantinha meu cabelo preso.

Senti minha calcinha encharcar quando ele arrancou meu sutiã e apertou meus seios com ambas as mãos, os lábios fazendo maravilhas em meu pescoço, para em seguida substituir as mãos, sugando e mordiscando meus mamilos.

Oh, yeah! Assim que se faz!

Quase xinguei quando ele se afastou um pouco para tirar o manto do uniforme da Liga, o cinto com armas e a aljava de flechas e deixar em um canto da saleta.

Achei que Oliver fosse tirar pelo menos parte das próprias roupas, mas me surpreendi quando ele se ajoelhou na minha frente, desabotoou meu jeans e desceu por minhas pernas, com lingerie e tudo.

― Abre. ― Obedeci ao comando e abri um pouco as pernas por instinto quando as mãos dele encheram-se com minha bunda e Oliver literalmente enfiou a cara na minha vagina.

― Oh, céus! ― Apertei a mesa com força, inclinando a cabeça para trás e fechando os olhos, sem controlar os gemidos que começaram a escapar da minha boca.

Eu não era muito fã de sexo oral, nas vezes que fizeram em mim achei desagradável e molhado demais, mas acabei descobrindo que o problema estava em quem fazia.

Oliver era um mestre nisso, a língua dele me invadia com propriedade a ponto de fazer minhas pernas fraquejarem e tremerem, então quando em um determinado momento ele sugou um ponto de prazer com mais ênfase e seus dedos afundaram em minhas coxas e nádegas, vi estrelas, me derramando em sua boca.

O homem havia me levado à um orgasmo arrebatador em poucos minutos, sem ao menos tirar a própria roupa.

― Uau! ― Sentei na mesa enquanto recuperava a força das pernas e normalizava a respiração, Oliver me dando aquele olhar descarado de "eu disse que sabia o que estava fazendo". Quis esmurrá-lo tanto quanto quis beijá-lo.

― Vira ― comandou novamente, me virando de costas para ele, segurando minha cintura e afastando meus cabelos para morder e beijar meu pescoço.

Tombei minha cabeça contra seu peito aproveitando da massagem que ele fazia em meus seios, sua ereção já notável.

Só vem, Oliver!

― Tenho camisinhas ― falei entre uma ofegada e outra, então ele parou e me soltou bruscamente.

Olhei para trás em busca do corpo quente e rígido que estava comigo há segundos atrás e já fazia falta, e o vi tirando as próprias roupas e buscando um dos pacotes brilhantes no meu bolso, desenrolando na sua extensão.

― Continua de costas ― falou quando fiz menção de o abraçar. Sua pele queimou em contato com a minha, minhas costas coladas em seu peito, seu pau roçando na minha bunda. ― Agora abaixa.

― O quê?

― Confia em mim e abaixa. ― O tronco dele se inclinou sobre o meu, que por sua vez se inclinou sobre a mesa, um dos pés dele afastando minhas pernas.

― Já te foderam nessa posição, Felicity? ― ele perguntou quando seu membro me penetrou por trás. Prendi a respiração e segurei um gemido quando o senti ir mais fundo do que ele ou qualquer um já tinha conseguido. E foi maravilhoso. ― Aposto que os moleques com quem você dorme nem sabem fazer isso direito.

Espalmei as mãos na mesa quando ele começou a investir o quadril contra o meu, entrando e saindo, aumentando o ritmo junto com meus agora nada discretos gemidos.

― Porra, Oliver! ― gritei mais alto quando uma de suas mãos deixou meu quadril e desceu por minha barriga até entrar em meu centro úmido.

Os dedos dele massageavam meu clitóris com cuidado enquanto seu pênis entrava e saía cada vez mais rápido, meu corpo chocando-se contra a mesa com força.

Eu sentia falta de poder tocá-lo, mas não podia negar como estava sendo bom. Ele tinha razão, nenhum dos caras com quem transei depois dele chegou aos pés disso.

― Vamos, Felicity! Goza pra mim, garota!

Eu estava realmente chegando lá, as paredes da minha vagina se contraiam em torno dele e não demorou muito e eu já me desmanchava em várias pequenas Felicitys satisfeitas. O ápice dele veio em seguida, então Oliver saiu de dentro de mim e sentou-se na cadeira que havia ali, respirando ruidosamente. Precisei de alguns minutos ainda apoiada na mesa, nenhum de nós dois sem dizer uma palavra.

― Caralho, você realmente sabe o que está fazendo. ― Pensei que ele ia me dar um de seus sorrisos presunçosos, mas ele apenas se abaixou e começou a recolher as roupas. ― Ei, você não vai agora. ― Tirei as roupas de suas mãos, jogando-as no chão de volta diante de seu olhar curioso. ― Você tem me dado ordens o dia todo, e tem realmente me irritado. Vem, entra, vira, abaixa! Já disse, não sou seu filhote.

― Querida, posso até lhe dar mais uma amostra do que é um bom sexo, mas terá que me dar uns minutos.

― Eu espero. ― Sentei enganchada em seu colo, minhas coxas ladeando seus quadris. ― Eu não ia disse que ia esperar de braços cruzados. ― Seu amiguinho começou a se animar de novo instantaneamente, mas era minha hora de levá-lo à borda.

Envolvi seu pescoço com meus braços e o beijei. Os beijos dele eram tão raros e tão bons, que eu me forçava a aproveitar cada segundo. A maciez dos lábios, a leve aspereza da língua, as mãos que passeavam da cintura para o quadril e para coxas, então fazia seu percurso de volta.

E por erótica que a posição pudesse parecer, esse beijo foi lento e tranquilo.

― Oliver?

― Hm? ― murmurou enquanto cheirava meu pescoço, seu nariz o tocando como um leve carinho.

― Você estava se segurando na outra vez, não estava? ― mandei a pergunta direta e reta. Ele mantinha o cuidado e atenção, mas sem dúvida era como se fosse outro homem.

― Era sua primeira vez. ― Seu sorriso foi mínimo, seus polegares acarinhando minha bochecha. ― Não queria te assustar sobre isso ― explicou. ― E pensei que a regra era nunca mais tocar no assunto.

― Era. Mas não é como se precisássemos ser discretos bem agora. Seu pênis tá cutucando minha vagina ― sussurrei a última frase ao seu ouvido, e ele riu.

― Você com certeza é alguém, Felicity! ― Alguém? Que tipo de elogio era esse? ― Pare de dormir com babacas como o Sheldon. Você merece mais. ― Seu semblante foi realmente sério ao falar. Não raivoso, só sério. E um pouco consternado. Mas por quê?

― Pare de comer vadias como Talia ― retruquei. ― Você também merece mais.

― Você sabe o que também​ merece? ― Meu estômago se contraiu por não saber o que viria a seguir. Com Oliver, eu poderia esperar qualquer coisa. Ele também parecia em dúvida sobre dizer ou não, quando um sorriso espalhou-se em seu rosto. ― Aprender a se tocar pra não precisar de idiotas aleatórios pra conseguir prazer.

― Como? ― Meus olhos arregalaram-se e corei pela primeira vez na noite.

― Não tenha vergonha, eu te mostro. Gostou do que fiz ali? ― Indicou com a cabeça para a mesa ao nosso lado e acenei afirmativamente. ― Vem comigo. ― Oliver guiou meus dedos junto aos seus para dentro da minha intimidade e me senti estremecer. ― Você brinca com minha sanidade, e nem ao menos tem consciência disso.

― Oh, Oliver ― gemi quando os movimentos ficaram mais vigorosos. ― Puta que pariu!

Comecei a jogar meu quadril em direção às nossas mãos que me masturbavam com habilidade. Ele deixou que eu continuasse o trabalho na vagina e deslizou a mão para o próprio pênis.

― Eu posso fazer isso também. ― Tirei a mão dele comecei a bombear seu membro que inflava e endurecia cada vez mais.

― Você vai ser minha perdição, garota. ― Movimentei minhas mãos mais rápido. ― Agora já chega, onde está a outra camisinha?

― Eu coloco. ― Peguei o pacote de suas mãos e coloquei o preservativo nele. ― Nunca fiz nessa posição também ― confidenciei.

― Esses seus namorados não estão cuidando mesmo de você. ― Sorriu. ― Quer tentar?

― O inferno que sim! ― Segurei seu pênis e posicionei na minha entrada, então sentei o sentindo me preencher novamente. ― E agora?

― Rebola.

Fiz o que ele disse e rebolei em seu colo. Oliver fechou os olhos e mordeu os lábios. Ergui o quadril apenas um pouquinho, então sentei de novo.

― Isso, Felicity! Mais forte! ― Me ergui mais alto dessa vez e sentei com mais força. Quando dei por mim, já cavalgava nele, suor escorrendo por minha testa e grudando meus cabelos nela, meus seios batendo no peito dele.

Nossos movimentos ficaram mais coordenados quando ele segurou minha bunda e começou a guiar as estocadas. Certeza que amanhã de manhã eu estaria mais quebrada do que se tivesse lutado contra uma dezena de ninjas.

― Eu vou gozar, Felicity.

― Também ― anunciei quando o terceiro orgasmo da noite chegou, ainda mais forte que os outros. Eu, definitivamente, tinha descoberto minha posição preferida.

Descansei minha cabeça na curva de seu pescoço, não economizando tempo em sentir seu cheiro e deixar que passasse para mim.

― Eu tenho que ir agora. ― Oliver beijou meus lábios rapidamente, me tirando de cima dele, retirando a camisinha e começando a se vestir.

― Mas... Já? ― Não queria parecer carente como uma garotinha, mas quando as palavras escapuliram da minha boca, foi que percebi como deve ser parecido assim para ele.

Eu não sabia bem o que fazer ou esperar em seguida. Uma coisa foi fazermos isso numa missão, voltar pra casa e reestabelecer a normalidade. Mas agora que estávamos em casa, como proceder?

― Ra's e Talia estão fora, tenho que coordenar as rondas da noite, já devem estar me procurando ― explicou.

― Ah, ok. Eu também já... ― Deixei a frase no ar por estar desorientada demais para achar uma desculpa boa. Procurei minha calcinha e encontrei junto com a calça, e vesti as duas, em seguida coloquei o sutiã. ― Oliver... ― chamei quando ele já estava na porta.

― Oi? ― Ele olhava para mim e para fora, ansioso pra escapar dali.

― Não, nada. Pode ir.

Ele assentiu e foi embora, me deixando com a pior das sensações. Eu tinha sido só a foda da noite e amanhã seria como se nada tivesse acontecido? De novo? E por que isso me incomodava, se foi exatamente o que eu fiz da primeira vez? Não pareceu tão ruim da minha perspectiva. Eu sabia meus motivos para sair correndo daquele quarto em Las Vegas, mas quais seriam os motivos dele?

Notas finais
Postei e corri!! E esse capítulo da vida da Fel ainda não acabou, aguardem o próximo capítulo, que tá cheio de eventos marcantes. E mudanças pro resto da vida e da parceria Olicity. Algum chute do que vai rolar? Até os reviews. Bjs*