Assassins

3 Moscou || 2016


Notas iniciais
Boa noite, pessoas!! Mano do céu, posso dizer como vocês são incríveis? Pois são. Valeu mesmo Rosalie Potter, MHSI, Marcia Veloso e misswillahere pelos favoritos e a todos que estão comentando. Fazem meu dia mais feliz e me deixam mais inspirada a escrever muitão. No capítulo de hoje, teremos algumas cenas que fazem jus à classificação etária da fic. Se não gostam, pulem ou leiam com cuidadinho. Mas o melhor, Felicity e Oliver em ação!! Nos vemos nas notas finais, boa leitura!! Bjs*

Moscou, Rússia

Janeiro de 2016

― Tem certeza que vai ficar bem?

― Oliver, 'tá começando a me irritar ― cantarolei, enquanto passava o batom vermelho, dando uma última checada na maquiagem pelo pequeno espelho do carona do Tucson preto.

― Suas missões de campo me deixam nervoso ― assumiu, olhando para fora e ao redor de onde havia parado.

― Quando você vai estar pronto pra admitir que não sou mais sua aluna, e sim sua parceira? ― Aquela conversa não era nova, e tê-la bem antes de uma missão era quase tradição nossa.

― Talvez nunca ― respondeu a contragosto. ― Ainda assim, acho que deveríamos ter trago Sara.

― Sara não te arrumaria credenciais do Conselho Russo de Medicina e nem te colocaria dentro dessa festa.

― Eu sei. Só acho que te treinei bem demais, sua língua afiada e excesso de autoconfiança são irritantes, Al-Safir.

― E eu peguei isso de quem mesmo? ― questionei retoricamente. ― Olha, você realmente me treinou bem, então fica calmo, é só um figurão russo.

― É o líder da Bratva, a máfia russa!

― Que tal uma aposta pra te distrair? ― sugeri, quando não consegui acalmá-lo. ― Aposto que terminamos o serviço em vinte minutos, sem precisar disparar uma bala.

― Meia hora, você não sabe quanto tempo levará para seduzi-lo.

― Quinze minutos, pra você aprender a não me desafiar, Queen. Agora respire fundo e aguarde meu sinal. ― Dei um tapinha amistoso em seu rosto saí do carro, segurando a barra do vestido.

Mostrei meu falso convite para o segurança da entrada, que, na real, estava mais preocupado em olhar para o meu decote do que para o papel em minhas mãos.

Ponto pra Talia e seu vestido. O longo preto frente única de veludo tinha um generoso decote e uma fenda mais generosa ainda na perna esquerda, que subia quase até meu quadril. Tinha pequenas flores de pedrarias bordadas uma a uma, e com os saltos 15 cm e a peruca loira bem Kardashian, fazia eu me sentir maravilhosa. A desvantagem era que o tecido não dava para esconder quase nenhuma arma, e fora o pequeno punhal que eu tinha preso em uma cinta liga na perna direita, eu estava desarmada. Mas eu não estava nem um pouco preocupada, toda ajuda que eu poderia precisar estava sentado no negro carro alugado logo ali fora.

Olhei ao redor para todas as pessoas da festa. Vestidos alinhados, joias caríssimas e ternos de marca, uma festa beneficente comum a olhos normais, o que na verdade escondia uma reunião da máfia russa. Por mais que eu não admitisse, Oliver tinha razão e tudo ali era muito perigoso. Um passo em falso, um detalhe fora do programado, e estaríamos mortos os dois até o fim da noite.

Avistei meu alvo, que, para piorar, era o anfitrião, bebendo e conversando com outros dois homens. Disfarçadamente, contei dez seguranças circulando ao seu redor. Peguei uma taça de um dos garçons que passava e abri meu sorriso de loira burra. O tipo que eu teria de abater era arrogante demais para achar que seria atacado por uma mulher.

― Achei, alvo às nove horas leste, iniciando aproximação ― informei à Oliver.

Cuidado! ― alertou, me fazendo rolar olhos.

Pardon, monsieur ― usei meu sotaque francês aprimorado pelos anos, e vi o homem me secar de cima a baixo, acompanhando o caminho pelo meu decote, onde entornei o champanhe quando esbarrei nele de propósito. ― Sou tão desastrada.

Francês, sério? Tem como ser mais clichê, Felicity? ― Oliver falou no ponto no meu ouvido. Quis mandar que ele enfiasse a crítica pelo rabo.

― Sem problemas, printcessa. Posso te conseguir outra bebida? ― sugeriu solícito.

― Tão gentil. ― Sorri para ele. ― E ainda dizem que os homens russos são frios. ― Deslizei um indicador pelo terno dele, desde o ombro até o último botão. ― Só me avise se ver o dono da festa, estou meio que de penetra. ― Meu sorriso agora era constrangido, e olhei para todos os lados, como se estivesse fugindo de algo. O homem coçou a barba e gargalhou, dispensando com um gesto de mão as pessoas com quem conversava anteriormente.

Mas ao contrário do que disse, eu sabia bem com quem estava flertando. Anatoli Knyazev, líder da Bratva, mercenário, assassino, traficante de pessoas. E alguém que havia deixado Ra's bem puto.

― Que burrice da parte dele não convidar uma jovem tão adorável.

― Que fofo!

Que trouxa!

― Por favor, eu insisto em pegar outra bebida para a senhorita.

― Obrigada! O mundo carece de cavalheiros tão gentis assim! ― exclamei. ― Pode levar até o banheiro, preciso limpar a bagunça que eu fiz no meu vestido! Ma mère diz que sou um desastre.

― Não se culpe, sua falta de tato fez com que nos conhecêssemos ― comentou galante. ― Chego em um minuto lá.

Rebolei até o banheiro feminino mais próximo, procurando ter certeza que ele estaria observando meu caminhar, então fechei a porta, olhando para os isolados e me certificando que estava sozinha.

― O que achou disso? Ainda preferia Sara? ― falei a Oliver.

Ninguém garante que o idiota vai te seguir!

― Meu amor, deixei o russo com o pau na testa. Deve ter mandado todos os empregados irem buscar a maldita taça de champanhe e vai estar batendo aqui a qualquer segundo. Estou no banheiro da área leste, esteja pronto.

Copiado.

― Sabe o que notei? ― Anatoli já estava na porta com duas taças em mãos, a fechando atrás de si. ― Você não me disse o seu nome.

― E você não me disse o seu ― devolvi.

― Touché.

― Sabe o que mais? ― Quebrei a distância que havia entre nós. ― Não estou com sede de champanhe.

Sem aviso, o puxei pela gola do paletó para mim, juntando nossos lábios e os mantendo assim pelos segundos seguintes, até o soltar e encará-lo sorrindo.

― Você é bem direta, senhori... ― A fala dele foi interrompida quando o fôlego lhe faltou.

― Você está bem, senhor estranho?

― Não consigo... Respirar.

― Oh, meu bom Deus! ― Hora do show! Corri até o lado de fora aos gritos. ― Socorro, socorro! Tem um homem passando mal no banheiro! Algum médico no local?

No mesmo instante, todos os seguranças que eu vi, mais alguns que eu não soube de onde surgiram, já cercava o pobre coitado que estava com a cara mais inchada que mulher grávida, e lutava por ar.

― Com licença, é aqui que estão precisando de um médico? ― Oliver abriu passagem para si no meio da pequena multidão que se formava na porta. Ele usava uma peruca e lentes negras. ― Isso parece uma reação alérgica. Quem estava com ele? ― Os olhares todos se voltaram para mim. ― Ele tem alguma alergia?

― Não sei, a gente acabou de se conhecer! ― Me joguei de joelhos aos pés de Oliver, que checava o pulso do moribundo. ― Por favor, doutor, salva ele! ― Algumas lágrimas rolaram dos meus olhos e tive que me segurar para não rir quando observei Oliver conter a própria risada.

― Farei o possível, senhorita. Eu tenho epinefrina na maleta que deixei com o casaco na entrada. Alguém pode ir buscar?

Um dos seguranças correu para fora, enquanto eu continuava meu showzinho de falsas lágrimas no ombro do falso médico.

― 'Tá exagerando um pouco, querida ― Oliver cochichou para mim.

― Me deixa!

― Aqui! ― O guarda costas entregou a maleta para Oliver, que a abriu e pegou uma seringa de dentro.

― Isso deve resolver. ― A substância foi aplicada, o que causou uma espécie de convulsão, então Anatoli deu seu último suspiro.

― Não! Pobre homem! ― Corri para fora com as mãos no rosto, a tempo de ouvir meu parceiro anunciar que precisava fazer uma ligação para o hospital e anunciar o óbito.

Todos ainda estavam chocados demais, e nem perceberam quando nós dois sumimos nas sombras, sem claro, eu perder a oportunidade de jogar na cara de Oliver que tudo acabou em doze minutos.

~

Nos jogamos às gargalhadas no sofá do hotel, rindo ao ponto de lágrimas descerem dos olhos, Oliver afrouxando a gravata.

― Quem diria, o cara tem a Rússia sob os pés e morre de uma alergia a amendoim!

A ideia toda havia sido minha. Seguindo Anatoli, descobrimos como a segurança de sua casa e escritório eram impenetráveis, então um ataque direto seria suicídio. Não tínhamos tempo para tentar ganhar a confiança, nos infiltrar e então fazer o serviço, mas foi vendo a ficha médica que descobrimos o que fazer. Oliver ainda queria chegar com um pé na porta, enfiando flechas em todo mundo, mas acabou sendo convencido pela coisa da essência de amendoim no batom, simples e direto. E, para não deixar nada ao acaso, nosso bom médico ainda aplicou uma dose extra do alérgeno.

Pronto. Trabalho cumprido.

― Sabe o que eu não tenho, Felicity?

― Hm? ― questionei concentrada em tirar a peruca e soltar meus cabelos, como ele já havia feito com seu disfarce. Aquilo esquentava demais!

― Alergia a amendoim. ― Meu parceiro tinha um sorriso safado e me olhava de esguelha.

― HA HA, engraçadinho. ― Dei dois tapinhas na coxa dele e fiquei de pé. ― Vou me trocar.

― Qual é, Felicity?! ― A mão dele alcançou meu punho, e logo o senti bem atrás de mim. ― Nosso avião só sai em algumas horas! O que mais tem pra fazer nesse hotel?

― Dormir, comer, não transar com seus colegas de trabalho. ― Enumerei minha lista, ignorando os beijos que já recebia dele nos ombros e pescoço.

― Você está sendo má por causa da última vez. ― Agora ele havia atingido um nervo. Me virei para ficar em frente a ele.

― Você não conseguiu lidar naquela época, porque iria conseguir agora?

― Sexo ― sussurrou ao meu ouvido, suas mãos passeando pela minha cintura até minha bunda. ― Sexo quente, secreto, sem compromisso.

― E continuamos a ser bons parceiros? Sem constrangimentos? Sem falar mais sobre isso, muito menos para Sara e Curtis?

― O que acontecer na Rússia, fica na Rússia ― propôs.

― Essa é sua respostinha para tudo, não é mesmo?

Analisei sua expressão por alguns segundos. Ir por aquele caminho com Oliver era perigoso, ele já havia assumido ter sentimentos por mim anos atrás, e agora vinha com essa de "apenas sexo"?

― Melhor não. Vá caçar lá fora, bonitão, não há nada para você aqui. ― Lhe dei uma piscadela e me soltei de seu aperto.

― Tem certeza?

Mais uma vez meu pulso foi puxado e minhas costas se encontraram com seu peito, o volume de sua ereção sendo claro enquanto roçava minha bunda, uma de suas mãos prendendo minha cintura e a outra procurando a fenda do vestido.

― Caralho, cadê a porra da tua calcinha? ― Soltei uma risada e dei de ombros.

― Esse vestido não dá pra usar.

― Quer dizer que debaixo desse tecido, você não está usando nada nada?

― Tem a cinta liga com uma faca, mas...

― Tinha uma faca. ― O objeto voou longe e caiu com um tintilar no chão quando ele me desarmou. Guiei sua mão para meu centro, eu já estava mais que molhada e precisava de atenção bem ali.

― Apenas sexo? ― Segurei um gemido entre os dentes quando seus dedos começaram a trabalhar na minha vagina.

― Quente e gostoso.

― Secreto?

― No que depender de mim...

― Ótimo. ― O empurrei de volta ao sofá, sentando escanchada em seu colo. ― Não se apaixone, Queen.

Tomei seus lábios nos meus com selvageria. O beijo dele não dava pra esquecer ou deixar pra lá. Muitas vezes me vi o comparando com minhas ficadas ocasionais, e, mesmo que não nutra sentimentos românticos por ele, Oliver era fodidamente bom no quesito beijos, e melhor ainda quando o assunto era sexo.

Movimentei meu quadril em direção ao dele, rebolando em seu colo, e logo suas mãos estavam no tecido de trás do meu vestido.

Droga, Oliver ia rasgar um original Dolce Gabbana de alguns milhares de dólares e eu não podia me importar menos! Como se seguisse meus pensamentos, logo ouvi o barulho do tecido sendo destruído. Alguém aqui ia levar uma bronca daquelas de Talia Al Ghul!

A frente única do vestido foi a parte destroçada em seguida, a boca dele saindo da minha para alcançar meus seios, os mamilos enrijecidos de excitação, seus dedos marcando todo meu torso e coxas.

Eu não sabia quanto tempo Oliver ainda pretendia gastar em preliminares, só sabia que não estava com paciência para esperar a noite toda. Minhas mãos abriram o cinto dele com uma velocidade invejável, e seu sorriso aprovou o movimento. Querido, você me ensinou a desarmar bombas, o que é um cinto perto disso?

Oliver tomou posse das minhas pernas, as abrindo para me trazer mais para cima de si, apertando minha bunda e deixando seu rastro nela toda, quase me penetrando, não fosse as roupas que ele ainda mantinha, sua boca novamente na minha, roubando meu fôlego e juízo.

― Já falei que tenho tesão demais nesse teu traseiro?

― Já falei que você enrola demais? Também é assim com suas putas internacionais? ― o desafiei. ― Me prometeu sexo quente e fica nessas preliminares sem fim! ― Vi um brilho de raiva cruzar seu olhar, então o desafio.

― Quer que eu te foda aqui, bonequinha? ― Ele usou o apelido dos infernos, apenas para provocar, me empurrando toda aberta e com força contra seu pênis. Gemi de prazer. ― Que eu só te coma como faço com as minhas "putas internacionais"?

― Sem amorzinho dessa vez.

― Você que manda.

Ele me colocou em pé e ficou também, deslizando o que sobrou do vestido até meus pés, tirando em seguida todas as peças que ainda o cobriam, ficando apenas com a camisinha já posicionada em sua extensão. Bela, grossa e longa extensão, por sinal. Me abaixei para tirar os saltos, quando suas mãos me pararam.

― Os deixe. É sexy.

― É desconfortável ― reclamei.

― Uma pena que você não manda aqui, garota. Eu sou a porra do herdeiro do demônio, você só cala e obedece! ― Sua mão prendeu meu cabelo com força e sua língua invadiu minha boca, batalhando com minha.

Senti minha vagina se contrair, e o maldito quase me fez gozar apenas com as palavras. Era um sistema babaca e autoritário, mas a coisa toda da hierarquia da Liga deixava o idiota incrivelmente sexy.

― Então, o que quer fazer agora comigo, Al Sah-Him?

― Eu vou te pegar de um jeito que você não vai mais esquecer, você mal vai andar amanhã, Smoak, e vai foder com as pobres tentativas de todos os seus namoradinhos depois disso.

Pela primeira vez em anos me vi corando. Eu havia perdido a vergonha na cara há séculos, não poderia ter se quisesse me manter viva, mas depois daquele olhar sobre meu corpo, os braços que enlaçaram minha cintura, as mãos que trouxeram minhas coxas para envolver seu quadril, me senti avermelhar como a garotinha que entrou pra Liga anos atrás.

― Ai, caralho! ― Não contive o grito surpreso e de uma leve dor quando minhas costas encontraram a parede ao invés do colchão.

Fato, eu ia sair dali parecendo que tinha caído de bicicleta.

― Oh, sim. ― gemi quando ele posicionou seu membro na minha entrada, e senti todo seu comprimento adentrar minha vagina. ― Oh, Oliver...

― Isso, geme meu nome, vadia! Quem você é agora, minha putinha francesa? ― Ele saiu de dentro de mim, apenas para encher as mãos com minhas nádegas e me trazer com força para ele. ― Ou a italiana? Pode ser a russa também!

― Não pare, Oliver!

― Ah, não vou, bonequinha. Só quando eu quiser.

E ele não parou. No início até tentei controlar meus gemidos mordendo o ombro dele, mas desisti disso quando seus movimentos se intensificaram, minhas costas se acabando na parede, nossas bocas se encontrando vez ou outra. Meu pescoço e colo com certeza deixariam muito roxos de serem mordidos e chupados por ele, e pele das costas dele estava ficando quase toda debaixo das minhas unhas.

Nossos orgasmos chegaram quase juntos, e foi como se eu estivesse todo esse tempo sem respirar. Minhas pernas ainda estavam moles quando ele saiu de dentro de mim e me pôs no chão. Precisei de seus braços para me sustentar, quando meus saltos não ajudaram em nada em meu equilíbrio.

― Isso ainda foi "amorzinho" demais pra você? ― ele sussurrou provocante ao meu ouvido.

― Os saltos foram uma péssima ideia. Nossas costas vão precisar de curativo, e a parede de um novo reboco, mas... Segundo melhor sexo da vida! ― Oliver franziu o cenho.

― Segundo? Quem é o primeiro?

― Você, daqui a pouco, eu espero. Só preciso pedir algo pra comer e recuperar a força das pernas, Queen. ― O sorriso dele se ampliou. ― Ainda temos tempo antes de voltar pra Nanda Parbat.

Notas finais
Segura que tem gente no cio aqui! Como já havia dito, Felicity não será a mocinha frágil e recatada, e o decorrer dos capítulos nos mostrará como a relação deles chegou nesse ponto. Mas me digam, o que estão achando dessa versão “meio pantera” da Felzinha? A mulher é o poder, né non? Nem parece a ingênua do capítulo 2 e nem a vingativa do capítulo 1. Mulher de fases!! Próximo capítulo.. De volta ao presente e à vingança de Felicity. Aguardo a todos nos reviews, me deixem saber o que estão achando, por favorzinho? E se gostarem, indiquem a fic para os amigos, vai que eles também curtem!! Até mais... Bjs*