Assassins

21 Metropolis || 2018


Notas iniciais
Olá, pessoas!! Prometi que não demoraria e aqui estou eu!! Já passando para agradecer à todos que tiraram um tempo para escrever os lindos reviews que recebi essa semana, à SaturnStar e Amanda que favoritaram, mas especialmente à LoveOlicity, pela recomedação!! Vocês fizeram meus dias mais animados e felizes, valeu mesmo!! Sem segurar o suspense por muito tempo, vamos direto para onde paramos no último capítulo. Devo dizer que apenas duas pessoas acertaram sobre quem salvaria nosso casal encrenqueiro preferido. Espero que gostem do capítulo. Até as notas finais. Bjs*

Metropolis – EUA

Abril de 2018

― Ninguém vai executar ninguém na minha casa! ― Talvez fosse o cansaço, talvez a perda de sangue, ou eu apenas havia enlouquecido de vez, mas ali era a voz de Thea Queen. Abri os olhos para ver que realmente se tratava dela, que agora se colocava entre o Merlyn e Oliver. ― Mas que merda é essa, pai?

― Meu amor, saia da frente, você pode se machucar.

― Não, eu não vou sair!

― Thea...

― Eu estou tendo o dia mais estranho da história. Isso acontece quando o ex-algum-coisa da minha recente amiga aparece na sua aula alegando ser seu irmão e que seu pai é um sequestrador. Chego em casa e encontro meia dúzia dos seguranças mais fortes da casa desmaiados na entrada, então essa cena. Dá pra explicar?

― Esse garoto é um mentiroso que quer tirar você de mim, Thea!

― Não, Thea, Malcom matou nossos pais em um acidente de avião e forjou a sua morte para ficar com você só pra ele ― Oliver retrucou.

― Essa história é absurda e não faz o menor sentido. Quer um exame de DNA, podemos fazer e comprovar que eu sou o pai dela e você não passa de um impostor.

― Filho da mãe! ― Percebi que ainda estava agarrada a Oliver quando o senti nos movimentar em direção à Malcom.

― Você também fica quietinho e baixa a arma, estou tentando salvar sua vida aqui! ― Thea brigou com Oliver bem ao estilo Queen, o fazendo voltar ao lugar e obedecer. Sem dúvida irmãos.

― Vamos sair daqui, Oliver ― pedi. Tínhamos acabado de desviar da morte, eu não estava disposta a continuar tentando o destino.

― Ninguém vai a lugar nenhum. Vou entregar os dois à polícia por invasão de domicílio. ― Eu sabia que aquelas ameaças de Malcom eram falsas. Na primeira vez, tudo bem, ele não sabia quem Oliver era, mas agora, duvido que saiamos daqui vivos sem a intervenção de Thea.

― Quão estúpida você pensa que sou, pai? Eu sei que seus negócios não são cem por cento honestos, assim como sei que você ainda pretende matá-los. Não vai acontecer.

― Thea!

― Os dois vão sair agora comigo, e Felicity vai entrar em contato comigo toda semana atestando a vida e saúde dela e de Oliver. Se isso não acontecer mais, eu juro que desapareço e você nunca mais terá notícias minhas!

― Perdeu a cabeça, filha!

― Não, pai, só cansei de ser a princesa na torre. Ontem fiz 23 anos, e você continua me tratando como uma boneca de porcelana, cercada de seguranças com muitos músculos e pouco cérebro. Eu vivo fugindo deles, posso tornar essa fuga permanente.

― Você ameaça me deixar por um cara que conheceu hoje?

― Não é por ele, é por mim. Eu não aguento mais essa vida, e se você me ama, vai fazer o que eu peço.

― Eles vieram aqui para me matar, que garantia tenho que tentarão de novo?

― Porque Oliver não vai voltar, nunca mais ― Thea falou com calma, e quase pude ouvir o barulho do coração de Oliver se quebrando. ― Eu já tenho uma família, você, e não acredito em contos de fadas de pais assassinados e irmãos perdidos. E se ele voltar, está liberado para... ― ela se interrompeu, não conseguindo terminar a frase. ― Temos um acordo?

― Abaixem as armas, eles podem ir. ― Quando Malcom saiu e foi seguido pelos seguranças, Thea se virou para nós. Ela abriu a boca para falar algo a Oliver, quando focou meu rosto.

― Meu Deus, ela tá bem? Parece que vai desmaiar a qualquer minuto.

Foi a vez de Oliver guardar a arma na cintura e ficar de frente a mim, segurando meus ombros, seu rosto passando de uma feição devastada para uma preocupada.

― Não, ela levou três tiros e está perdendo muito sangue. ― Thea me olhou com pesar e culpa pelas atitudes do pai.

― Me sigam, vamos fazer um curativo e vocês podem ir.

― Eu posso andar, Oliver, o tiro não foi na perna ― reclamei quando ele me colocou no colo e seguiu atrás da irmã.

― Eu sei que pode, agora fica quietinha e me deixa te ajudar aqui!

― E você ainda tem dúvidas que esse pode ser seu irmão, Thea? ― Ela ignorou meu comentário, e nos guiou para dentro de um quarto gigantesco.

― Coloca ela na cama, vou buscar algo para estancar isso. Não saiam daqui até que eu volte, por favor. ― E saiu do quarto.

― Quando vão inventar balas que não doam tanto? ― reclamei sentando na cama e tirando a jaqueta, sentindo o local do ferimento arder.

― Você foi muito imprudente. ― Oliver sentou ao meu lado. ― Que ideia maluca foi essa de...

― De te salvar? Pode falar alto, Oliver, não vai cair seu pinto se admitir que hoje foi salvo não por uma, mas duas mulheres. ― Tentei sorrir, mas só fez destacar a dor em meu tórax. ― Quando vão inventar coletes que segurem balas sem quebrar nossas costelas no processo? ― Tirei a peça e coloquei de lado.

― O que esperava, você entrou na frente de uma rajada de tiros. Cansou de encher minha paciência e resolveu acabar com a própria vida?

― Não se ache tanto, bonitão. Eu estava de colete, foi um risco calculado, melhor um tiro de raspão no braço do que um no meio da sua testa. Eu ainda não cansei de encher sua paciência. ― Não pude evitar gemer ao me encostar na cabeceira da cama. Mesmo com a proteção, o impacto das balas tenha mesmo quebrado algo. Meu desconforto não passou despercebido aos olhos de Oliver.

― Tira a blusa ― ordenou.

― Quer fazer aqui e agora, Oliver? Sua irmã está assistindo. ― Indiquei com o olhar para Thea, que tinha acabado de voltar com o kit de primeiros socorros.

― Só me deixa dar uma olhada nos seus ferimentos ― ele retrucou sem paciência para brincadeiras.

― Mandão!

― Uau, isso está feio. ― Thea se aproximou fazendo cara de nojo quando retirei a blusa e duas enormes manchas arroxeadas se formavam em meu abdome e nas costelas.

― Já vi piores ― desdenhei o exagero deles.

― Pelo menos não quebrou nada ― Oliver atestou depois de uma análise rápida, então coloquei a blusa de volta. ― Vou estancar seu sangramento no braço e podemos ir.

― Você é médico ou coisa assim? ― Thea perguntou curiosa.

― Não, mas já tive machucados o suficiente durante minha vida para saber tratar da maioria. Isso aqui vai levar no mínimo cinco pontos ― falou a última frase para mim, quando começou a limpar o ferimento do braço.

― Depois eu faço, relaxe. ― Dei de ombros. ― E você está exagerando, já me viu dez vezes pior que isso, Oliver!

― E eu deveria me acostumar então? Nunca mais faça isso!

― Amor, eu planejo fazer e amaria te assistir me impedindo.

― Há quanto tempo vocês terminaram? ― Thea nos observava com uma curiosidade que brilhava no olhar, e um sorrisinho​ de canto.

― Não namoramos ― respondemos em uníssono, fazendo o riso dela ficar maior.

― E onde se conheceram? ― Ficamos em silêncio, Oliver fazendo meu curativo e eu encarando o nada. ― Ok, então são agentes secretos do governo e não podem falar sobre suas identidades secretas.

― Algo do tipo ― repliquei vagamente.

― De todo jeito, vocês não podem mais voltar aqui. Meu pai mata os dois.

― Thea, eu não te entendo. Você viu o que Malcom pode fazer, ia nos matar na sua sala de estudos, e você ainda fica do lado dele?! Sim, ele é seu pai biológico, mas isso não é justificativa para...

― Uma pessoa aleatória e totalmente desconhecida chega dizendo ser um irmão que eu nunca soube ter, e eu só devia correr para os braços dele?

― Mas você o salvou.

― Não quero ninguém morrendo por minha causa, Felicity.

― Seu irmão é a pessoa que mais sofreu sua perda, Thea. E contra todos meus conselhos, ele arriscou a vida só para te procurar.

― Eu sei, não sou burra. E só pra deixar claro, não estou do lado do Malcom. Eu só precisava ganhar tempo para descobrir toda a verdade e evitar que os dois morressem ali mesmo. Eu falei o que foi necessário.

― Então o que disse sobre Oliver...

― Você precisa me dar mais do que uma história. Não há fotos, registros, nada?

― Seu pai acabou com tudo, aparentemente ― Oliver, que estava se mantendo calado, falou com amargura.

― A primeira vez que estive aqui, mas achei algumas coisas. A maioria é circunstancial, mas eu posso...

― Tenho uma ideia melhor. ― Oliver finalizou o curativo e ficou de pé. ― Você nunca foi uma menina como as outras, não gostava de bonecas, preferia aventura. Quando você era pequena, inventamos uma brincadeira.

― O que você está fazendo? ― Thea questionou quando ele arrastou a mesinha de cabeceira para o lado e tirou o tapete e depois uma parte solta do piso. ― Ei, como você sabia que tinha algo aí?

― Eu morei nessa casa muitos anos. E esse era nosso baú do tesouro. ― Oliver retirou uma caixa empoeirada de dentro do buraco escondido. ― Era um segredo só nosso, uma tradição. Escondíamos nossos tesouros aqui no seu quarto, nem nossos pais sabiam.

― Como eu não...

― Você tinha dois anos, talvez não conseguiu seguir sozinha com a tradição, e com o tempo acabou esquecendo. Quer ver o que tem dentro?

Ela acenou afirmativamente com a cabeça, então ele abriu a caixa e despejou em cima da cama. Haviam fotos, uma chupeta, pequenos brinquedos, moedas, desenhos ruins e que pareciam ter sido coloridos por uma criança pequena.

― Quem são esses? ― Ela pegou uma foto de um casal, um pré-adolescente e um bebê.

― Eu, você e nossos pais, Robert e Moira Queen. Eu lembro desse dia, foi quando você chegou da maternidade. Acho que nunca vi nosso pai tão feliz, e não lembro de ter conseguido ficar tão feliz de novo. Eu coloquei essa foto aí.

― Acho que minha cabeça vai explodir!

― Isso aqui foi você que colocou, seu doce preferido. ― Oliver pegou um pacote fedido. ― Pensando agora, deveríamos ter criado uma regra contra perecíveis. Deus, olha a Senhorita Beijinhos! Eu não via esse urso há tanto tempo! ― Ele balançou um pequeno coelhinho de pelúcia entre os dedos.

Enquanto Oliver pegava em vários objetos recordando seus momentos, e eu o via a ponto de chorar, Thea caminhava inquieta pelo quarto, prestes a ter um surto. Escondida entre as outras, encontrei uma foto de dois garotinhos abraçados e sorridentes em um barco, um loiro e um moreno, ambos de azuis brilhantes e chapéus de capitães grandes demais para suas cabeças. Sorri para aquelas versões de Oliver e Tommy, duas crianças inocentes que jamais imaginariam os assassinos que seriam praticamente obrigados a se tornar.

― Ele não pode ter mentido por tantos anos, ele não... Não pode existir alguém tão ruim! Não é possível que o mesmo homem carinhoso e divertido que me criou tenha feito tudo isso!

― Oliver, faz alguma coisa, ela está surtando! ― cochichei para ele.

― O que eu deveria fazer?

― Sei lá, ela é sua irmã, se vira! Diz algo antes que ela tenha um colapso aqui na nossa frente!

― Thea... Speedy! ― Ela parou para olhá-lo quando ouviu a última palavra.

― Por que essa palavra não me é estranha?

― Era como eu te chamava sempre, porque vivia correndo pela casa e era bem rápida para alguém tão pequeno. Minha Speedy.

― Eu não consigo lembrar! Por que eu não consigo lembrar? ― Ela enfiou os dedos nos cabelos em gesto quase desesperado, o que fez Oliver finalmente chegar perto dela, segurando-lhe as mãos e olhando fundo em seus olhos.

― Não importa, Thea. Você é minha irmã, lembrando disso ou não, acreditando nisso ou não. Eu amo você, e estou aqui por você. Me desculpe não ter te procurado antes, e por ter invadido sua casa e sua vida assim, mas... Eu não vou mais te deixar, Speedy. ― Grossas lágrimas começaram a jorrar os olhos dela e os dele também estavam marejados. Mal notei quando eu mesma chorava. ― Eu sei que ele é seu pai, te criou, e por você eu prometo não machucá-lo. E mesmo que você diga que não quer mais me ver, eu vou respeitar sua decisão, mas eu sempre vou estar cuidando de você, nunca mais vou te perder de vista, você é minha família!

― Oliver! ― Thea soltou-se dele apenas para atacá-lo em um abraço, que passado o susto inicial, foi retribuído com força. Os dois ficaram grudados por um tempo ainda, antes de se separarem.

― Você costumava me chamar de Ollie. ― Ele observou, enxugando uma lágrima que ainda manchava o rosto dela.

― Ollie... Até soa bem, mas não se parece com você. Fofo demais, eu acho. ― Ela riu, se recuperando do recente choro.

― De fato, é um apelido que não escuto há muito tempo.

― Eu te chamo de Ollie às vezes ― entrei na conversa.

― Só quando quer me atormentar ― retrucou rolando olhos. ― É tão bom poder de abraçar, Thea. Você é tão bonita, tão inteligente, tão...

― E eu achei que ter irmão mais velho seria sobre ciúmes e brigas. Estou gostando até agora.

― Você ainda não viu nada, garota. ― Oliver me deu seu melhor olhar de reprimenda.

Já tenho pena de Thea quando descobrir o lado possessivo de Oliver. Ela e o namorado vão precisar do dobro da esperteza que usavam para enrolar Malcom. E eu não quero nem ver quando for Tommy e Oliver respirando na nuca dela ao mesmo tempo. Pobre Thea.

Mas isso me lembrava... Eu precisava ligar para Tommy urgente.

Já estava me levantando para chamar Oliver para irmos, quando, do meio dos lençóis de onde estavam as coisas da caixinha de tesouro dos dois, um brilho diferente se destacou, e quando fiquei de pé, o pequeno objeto saltou para o chão antes mesmo que eu visse do que se tratava.

― O que foi isso que caiu? ― Thea perguntou curiosa.

― Eu pego. ― Oliver se ajoelhou na minha frente em busca da coisinha, até encontrar, quase debaixo da cama, um anel com um único e gigante diamante.

― Um anel?

― Sim, era da minha mãe. ― Oliver levantou a peça para que eu visse melhor. ― Quer ver?

― Vocês querem que eu saia pra dar mais privacidade pro pedido ou... ― Thea brincou, foi quando percebi a posição que estávamos. Eu de pé e ele ajoelhado na minha frente me entregando um anel.

― Oliver, melhor irmos. ― Cocei um ponto imaginário em minha testa, pegando minhas coisas em cima da cama.

― Sim, temos que ir. ― Ele ficou em pé olhando ao redor para nenhum lugar em particular e colocando as mãos nos bolsos, Thea não economizando nas risadinhas diante da nossa falta de jeito. ― Fica com isso, nossa mãe virou a casa do avesso procurando, ninguém imaginou que você seria a ladra em questão.

― Eu só tinha dois anos, além do mais... ― Não consegui ouvir o que ela falou a ele, já que não passaram de sussurros.

― Não fantasie, Speedy. ― Oliver lhe deu um último abraço. ― Eu não vou voltar aqui, mas vou dar um jeito de vim te ver sempre, ok? Amo você.

― É estranho, mas eu sinto que também amo você, Ollie.

― Obrigado. ― Mais um beijo na testa e ele a largou relutante. ― Vamos, Felicity. ― Quando ele já estava na porta, fui em direção da garota.

― Obrigada por nos salvar e nos ouvir, Thea. ― Lhe dei um abraço. ― Não esboça reação para o Oliver agora, mas em alguns dias vou mandar seu outro irmão aqui pra te ver ― falei para que apenas ela escutasse.

― O quê?

― Shh. ― A mantive firmemente presa a mim. ― Acabei de colocar uma foto dele no seu bolso, você também irá amá-lo. ― Quando a soltei, ela me encarava chocada. ― Toma cuidado com seu pai, ok? ― A morena balançou a cabeça afirmativamente.

― Também quero te ver de novo, Felicity, e não esquece de me avisar se vocês estão bem.

― Combinado. Até mais, Thea. ― Ela acenou um adeus para nós dois.

― O que tanto cochichava para ela? ― Oliver questionou curioso.

― O que ela cochichou para você? ― rebati com outra pergunta.

― Nada de mais.

― Temos um impasse então, Oliver. ― Pisquei para ele e tomei a dianteira até o lado de fora da casa.

~

― Tem certeza que vai ficar bem? ― Oliver me perguntou enquanto andávamos lado a lado pelo saguão do aeroporto de Metropolis, ele carregando minha mochila depois de quase termos que brigar para decidir quem a levaria. ― Não entendo por que não aceita minha carona no avião da Liga.

― E perder uma ótima soneca de algumas horas? Não, obrigada.

― Você poderia dormir enquanto eu pilotava até Star City.

― Isso quer dizer que não há uma dezena de assassinos de roupas pretas e espadas gigantes no meu apartamento agora? ― testei a pergunta. Eu não queria mesmo ter que abrir mão daquele lugar.

― No que depender de mim, lá é o lugar mais seguro do planeta, pode voltar tranquila.

― Obrigada, Oliver.

― Não, eu que agradeço, Felicity. ― Percebi que ele havia parado de andar quando também tive que parar de caminhar e me virar para ele.

― Você e Thea merecem ter um ao outro como família. ― Dei de ombros e voltei a andar em direção ao portão de embarque.

― Não só por isso. ― A mão dele alcançou meu cotovelo me parando, então deslizou até seus dedos estarem enlaçados aos meus. ― Você não desistiu de mim, mesmo com tudo de ruim que fiz pra você nos últimos dias. Você salvou a minha vida em tantos aspectos diferentes como ninguém nunca fez, mesmo que eu tenha declarado guerra entre nós por um motivo que não era nem meu.

― Você também já me salvou tant...

― É diferente ― me cortou. ― Se eu tivesse matado Malcom, Thea nunca me perdoaria, eu a perderia de novo.

― Eu sei o que é sentir esse tipo ódio, Oliver. Sei o que se sentir consumida por isso, mas eu não poderia deixar que acontecesse com você. ― Ele deu um passo em minha direção, sua mão livre acariciando meu rosto.

― Eu entendo agora. ― Prendi a respiração quando ele inclinou o rosto devagar na direção do meu. ― Me desculpe. ― As palavras foram sopradas quase diretamente em meus lábios, nossas testas coladas, nossos narizes se encostando.

Fechei os olhos e esperei, mesmo contra todos meus instintos, que ele me beijasse. Eu sabia que não deveria, não seria um beijo que envolvia um plano ou desafio, seria só nós dois. E eu não estava pronta para aquele nós dois, não quando ele ainda tinha tanta coisa para resolver na vida. Estávamos em lados opostos de uma guerra que eu havia começado, e que, por mais que me importasse com ele, eu não desistiria.

Ra’s ainda teria que pagar.

Última chamada para Star City. Passageiros, dirijam-se ao portão três para o embarque ― a voz mecânica soou nos autofalantes, bem a tempo de me fazer recuar um passo e ouvir seu suspiro triste e frustrado.

― Então acho que é isso, Queen. ― Peguei minha mochila do seu ombro. ― A gente se vê quando se vê. ― Sorri para ele. Se formos analisar bem, não havia nenhuma perspectiva para quando eu o veria de novo, e eu não queria admitir como aquilo doía.

― Vê se cuida desses ferimentos, tá bom?

― Pode deixar, treinador. ― Fiz uma continência. ― E você, não deixa seu temperamento te matar. Pelo amor que você tem à sua irmã, cuidado quando for falar com Ra’s. ― Deixei um beijo em seu rosto. ― Tchau, Oliver.

― Até mais, Felicity.

Notas finais
E esse beijo que bateu na trave!! Eu sei que muita gente já está perdendo a paciência e diz que eu enrolo demais para esses dois se acertarem, mas agora não demorará mais, eu prometo. Mas quando eles finalmente ficarem juntos, tem que ser pra não separar nunca mais. Espero que tenham gostado do capítulo, nos vemos logo. Até os reviews... Bjs* p.s.: SPOILER ALERT!!! Perceberam o "Adeus, Oliver" e "Até breve, Felicity". Ela pode não ter perspectiva de quando o verá de novo, mas será que os planos dele seguem a mesma linha? Veremos...