Assassins

17 Metropolis || 2018


Notas iniciais
Olá, pessoas!! Tudo bom? Como prometido, cá estou eu de volta. Sei que era pra ser ontem, mas tive que viajar e não deu tempo. Enfim.. Muito obrigada a todos os reviews deixados e especialmente à paticunha, pela favoritação. O capítulo é de vocês!! Por falar nisso, acho que uma palavra resume a postagem de hoje, e essa palavra é "tenso". Aguardem... Até as notas finais!! Bjs*

Metropolis – EUA

Maio de 2018

Bufei e cruzei os braços, batendo o pé com impaciência. Eu estava possessa a exatos vinte e três minutos e quarenta segundos. Oliver só podia estar de brincadeira com a minha cara.

Eu estava certa, ele não precisou de mais de um sorriso para ganhar um convite para sentar ao lado da tal Hall. Se ela tinha algum compromisso, adiou ou apenas deixou para lá. Fraca.

Em cinco minutos, fiz uma ligação da recepção para ela, dando o tempo e a oportunidade para Oliver colocar o microchip em seu celular. Dois minutos depois disso, eu já tinha todos os dados copiados e o cartão SIM clonado para um telefone descartável, e mandei mensagem para Oliver avisando que estávamos prontos.

Mas ele encerrou a conversa e subiu para o quarto? Claro que não! Seus sorrisos estavam cada vez mais presentes nesses torturantes quase vinte e cinco minutos, e, para minha surpresa, ele estava de fato flertando com a morena.

Prefiro loiras, ele dizia. Ah, tá!

Não que eu me importasse em quem ele resolvia enfiar o pinto, muito menos depois de tantos anos, mas tínhamos uma missão. Eu não tinha tempo sobrando, e tenho certeza que ele também não, para perdermos com conversa fiada com estranhos em bares.

Ajustei meu vestido e caminhei em direção a eles quando passamos a marca da meia hora de perda de tempo.

― Estou te esperando no quarto, amor. ― Deixei um beijo em seu rosto chocado e apenas saí rebolando sobre meus saltos, ainda pegando a feição constrangida da mulher, que tirou a mão que estava sobre a dele é baixou a cabeça. Quer saber? Dane-se! Perdi a paciência.

― Mas que diabos, Felicity! ― Ele chegou no quarto poucos minutos depois de mim, batendo a porta com força.

― O quê? ― Me fiz de inocente, sentando na cama para abrir o fecho da sandália e me livrar delas. ― Parecia que você precisava de ajuda para se livrar da mulher. Tipo grudenta, uh? Só te dei uma mãozinha. ― Dei de ombros, indo até a penteadeira para tirar os brincos.

― Você é maluca? ― gritou. Fiquei de pé colocando as mãos na cintura não entendendo o motivo de todo aquele estresse.

― Oliver, estamos em missão. A última coisa que precisamos é perder tempo para que você consiga a foda da noite ― amenizei minhas palavras com um tom complacente. O loiro estreitou os olhos em minha direção, então atravessou o quarto em sua caminhada resoluta até parar a apenas alguns centímetros de mim.

― Você não deve ter ciúmes de mim! ― O tom saiu sério, mais como um comando, ao que eu apenas ri, e muito.

― Eu não tenho ciúmes de você, se enxerga! ― Tentei sair do pequeno espaço que ele havia me limitado entre ele e a penteadeira, lembranças nossas de anos atrás voltando com tudo, mas Oliver sequer fez menção de se mover. ― Você ainda não aprendeu a coisa do espaço pessoal, não é? ― reclamei.

― Você fez uma cena ― sua voz agora estava baixa e contida, mas eu o conhecia bem demais para saber que ele estava fervendo de raiva por dentro. ― E eu não posso lidar com esse tipo de drama atrapalhando meus planos. ― Eu? Fazendo drama? Agora você acordou a fera, Queen!

― Não volte isso pra mim, Oliver, você que estava...

― Eu estava conseguindo informações. Seus computadores não mentem, mas eles não falam tudo, pessoas sim.

― E era isso que você estava fazendo? ― perguntei incrédula. Não seria a primeira vez que ele usaria essa desculpa para arrumar acompanhantes para suas noites em missões. ― Sugeri que fosse lá e implantasse um microchip, eu só estava te protegendo e te ajudando, como uma boa parceira faria!

― Me protegendo como eu te protegia de Cooper Sheldon? Eu não preciso disso agora, assim como você também provou que não precisava naquela época, então todo mundo aqui sabe que não é e nunca foi sobre proteção. ― Meus olhos umedeceram-se, e eu queria mesmo que fosse apenas raiva, mas não era. Oliver havia tocado em um ponto que só ele sabia como era delicado.

― Não acredito que você trouxe Cooper pra essa conversa!

― Você era a que dizia que não pertencíamos um ao outro cinco anos atrás ― mudou o foco da conversa. ― Com certeza não pertencemos agora, então nada de outra ceninha dessas!

― Você perdeu o foco do que tínhamos de fazer e eu levo a bronca? Vai se foder, Oliver!

― Eu não perdi o foco minuto algum, Felicity. ― Se possível, ele chegou ainda mais perto, me fazendo prender o fôlego. ― Achou que eu fosse tocá-la? ― Cada mísero pêlo do meu corpo arrepiou-se quando senti sua mão em minha coxa descoberta pelo tecido do vestido, não a tocando, mas perto o bastante para que eu sentisse o calor de sua palma. ― Achou que eu fosse beijá-la? Achou que eu fosse transar com ela? ― Fechei meus olhos e podia jurar que senti um toque tão leve de lábios que nem sei se realmente aconteceu. Talvez tenha sido apenas minha imaginação. ― Eu não perdi o foco, não iria fazer isso com ela hoje e, certamente, não farei isso com você.

Sua imponente presença me deixou, e finalmente pude soltar a respiração e abrir os olhos. Oliver buscava uma toalha no armário e ia em direção ao banheiro.

― É melhor descansarmos, amanhã será um dia cheio. Descobri onde Malcom está. ― Soltei um pigarro nervoso, recuperando a fala. Eu ainda estava aturdida e confusa sobre como ele ainda conseguia me afetar.

― Onde?

― Em uma casa fora da cidade.

Eu até queria perguntar mais sobre, as informações que peguei no celular não falavam de nenhuma casa, mas sequer tive a chance de fazer isso, já que depois do banho ele não me dirigiu mais a palavra, se arrumando no sofá e dormindo a noite toda de costas para mim.

~

Aquilo não era uma casa comum, era quase um castelo. Entramos por uma porta lateral que, além de trancada, estava coberta por vegetação e parecia não ser usada há anos e quase já tinha se fundido ao muro gigantesco que cercava a área. Quando perguntei como Oliver sabia tanto sobre o local, ele me disse tristemente que havia morado ali com a família até a adolescência.

Tommy que me desculpe, mas o filho da puta do Malcolm iria morrer. Além de acabar com os Queens, com os negócios da família, colocado Oliver na posição de ser recrutado pela Liga dos Assassinos, ainda tinha ficado com a casa deles?

Um monstro, simples assim.

Mas a casa, essa era sim impressionante. Devia ter uns dois pisos além do térreo, um jardim enorme na parte de trás e mais um espaço grande e arborizado na parte da frente. As portas eram guardadas por pares de seguranças, e inúmeras janelas caríssimas ornavam as paredes. Na real, parecia mais um presídio de segurança máxima.

Eu estava agachada de tocaia em uma parte mais fechada na mata à frente da propriedade, esperando Oliver, que tinha ido checar as coisas ao redor, quando a vi. Uma garota que devia ser mais ou menos da minha idade, com os cabelos lisos curtos e castanhos, grandes e expressivos olhos claros aparecia em uma das janelas. Mas o quê?

― O perímetro está limpo. ― Oliver chegou ao meu lado no esconderijo, deitando no chão e pegando o binóculo. Quando olhei para a janela, as cortinas já estavam fechadas e ela havia desaparecido.

― Ok, segundo os dados que peguei do celular da Mackenna Hall, ela tem uma reunião hoje às 14h horas com ele, e de acordo com o que ela contou a você, ele fiscaliza de perto a revista de todos que o visitam. Essa é nossa janela. ― Ele assentiu, mas sem desviar o olhar da porta de entrada da mansão, mesmo que ainda faltassem quinze minutos para o horário marcado. ― Tem certeza que não vai me deixar atirar? Você sabe como amo rifles M24 ― apelei tentando amenizar o clima entre nós, me referindo à enorme arma de alcance à distância que já estava posicionada entre nós.

― Eu tenho que dar esse tiro, Felicity ― respondeu baixinho.

― Eu sei. ― E eu sabia. Do mesmo jeito que eu sentia que precisava ser a pessoa enfiar a espada em Ra's. ― Olha, Oliver... Me desculpe por ontem. Você só estava fazendo o que eu pedi, talvez eu tenha me excedido. ― Ele me olhou com a sobrancelha franzida, então seu semblante de suavizou.

― Eu também perdi um pouco do controle com você, não deveria ter citado Cooper, sinto muito. É que isso...

― É importante, eu sei. ― Lhe dei um sorriso terno, e fiquei feliz ao ser retribuída. Não éramos uma dupla sem conserto, no fim das contas.

― Por que eles estão saindo? ― questionei retoricamente quando vi meia dúzia de seguranças com rádios deixarem a casa pela porta da frente.

― Não sei, mas isso pode ser problema. Se ele for sair, irá direto pela garagem, vamos perdê-lo.

― A menos que ele não saia. ― Fiquei de pé batendo as folhas secas da roupa.

― Aonde você vai? ― Oliver alcançou meu pulso, me detendo.

― Não importa quão rico ou filho da mãe você seja, nunca vi nenhum carro rodar com todos os pneus furados.

― Felicity, não! Não vou te deixar entrar lá sozinha.

― Qual é, Oliver?! Só confia em mim, sei me virar, tenho feito isso por anos. Além do mais, você vai estar aqui de olho em tudo me cobrindo. ― O loiro comprimiu os lábios em frustração, mas ele sabia bem que não adiantava discutir comigo quando eu tinha tanta certeza de estar certa.

― Toma cuidado ― orientou.

― Eu sempre tomo. Também não faça nada estúpido ― aconselhei. Esperei ele me largar, mas sua mão continuou firme em volta do meu pulso. ― Oliver, me solta, preciso ir rápido. ― Quase sorri da sua hesitação. Mesmo concordando que eu fosse, ele não me soltava.

― Droga, garota!

― Eu vou ficar bem. ― Tive de tirar os dedos dele de mim e não pude conter meus movimentos ao acarinhar seu rosto. ― Não desliga o comunicador, eu já volto.

A garagem lateral estava bem menos segura, já que a maioria dos seguranças estava na porta da frente. Usei dardos​ tranquilizantes para apagar os dois que encontrei, sem que eles sequer me vissem. Furei os pneus de todos os veículos por lá dispostos, e, quando já estava no último, que estava estacionado mais próximo de outra porta, ouvi vozes.

Demita ela, simples assim! ― Um homem gritou furioso.

Tem certeza, chefe? A Hall não está totalmente certa se eles eram espiões ou coisa assim. Ela só achou estranho esse casal no hotel na noite passada. ― Merda, aparentemente, nosso disfarce e rosto já havia sido descoberto. Só esperava que ele não reconhecesse Oliver apenas pela discrição de Mackenna.

Alguém que não tem certeza de algo tão sério, não vai trabalhar pra mim. Onde está minha filha, não podemos mais ficar aqui enquanto não resolvermos isso, pode não ser seguro.Filha? Não lembro de Oliver ou Tommy falarem de uma segunda Merlyn.

Aqui, pai ― a voz de uma garota também foi ouvida. Deveria ser aquela da janela.

Finalmente, Thea. Querida, para que toda essa bagagem?

Uma garota tem suas necessidades.

Peraí! Thea? Onde eu já ouvi esse nome?

― Oh, merda! ― Saí da garagem às pressas, precisava falar com Oliver e ali eu poderia ser ouvida. ― Oliver, temos problemas.

O que aconteceu? Você está bem?

― Sim, mas... ― Como perguntar a ele se havia uma chance da irmã dele não ter morrido no acidente de avião e estar sendo criada todos esses anos pelo inimigo mortal dos Queen? ― Malcolm descobriu sobre nós e está em fuga ― comecei pelo problema que teríamos de lidar de imediato.

Mas não vai mesmo!

― Espera, Oliver, estou indo te encontrar aí para pensarmos em algo. Preciso te dizer... ― Só ouvi som de estática quando o idiota desligou o ponto eletrônico. ― Caralho, Oliver!

Corri até o esconderijo na floresta, mas só encontrei a arma ainda posicionada.

― Tem como você ser mais burro, Queen? ― falei para mim mesma, deitando no chão para ficar no lugar que ele deveria estar.

Pela mira do rifle, vi ele correr em direção aos brutamontes e começar a derrubá-los um por um. Meu coração apertou quando ele quase foi atingido pelas costas, mas o tiro que disparei derrubou o homem bem a tempo. Ainda abati mais alguns, mas eles eram muitos, e nada impediu Oliver de ser nocauteado. Malcolm sequer apareceu na porta, assim como a garota que eu tinha quase certeza de não ser Thea Merlyn, mas Thea Queen.

~

Oliver estava preso em uma delegacia, e ele deveria agradecer aos céus por isso. Me infiltrar em uma delegacia seria mil vezes mais fácil que entrar na mansão Queen/Merlyn. Um pouco de formalidade talvez ajudasse aqui, o que não seria o caso contra a segurança de Malcolm.

Me apresentei como agente do FBI, com documentos que eu duvidasse mesmo que alguém identificasse como falsos, e pedi para ver o infrator e tirá-lo dali.

O pior é que meu plano acabava ali. Eu não sabia como ou quando ainda seria possível alcançar Merlyn, eu sequer sabia o Oliver faria diante do fim da nossa breve e passageira união, mas simplesmente não poderia deixá-lo. E ainda tinha o perigo de Oliver matar metade de policiais inocentes na fuga que ele orquestraria ou que a própria Liga faria.

― Ele está na sala de interrogatório. Eu levo a senhorita lá. ― Como previsto, passei sem dificuldades, mas não esperava o que veria seguir. Nem o guarda que estava comigo esperava.

Malcolm Merlyn estava com dois armários lá dentro, e Oliver. Eu conhecia meu treinador por tempo demais para saber que ele estava prestes a atacar e matar seu oponente a sangue frio. Provavelmente conseguiria uma bala nos segundos seguintes, e ainda estaria abatendo o homem que a irmã dele considera o pai. Não, isso não iria acontecer.

― Quem é o senhor e o que faz aqui?

― Quem é você, garota?

― FBI, eu fui mandada para transferi-lo. ― Mostrei meu falso distintivo. ― Esse homem é um ladrão conhecido, obrigada por nos ajudar a pegá-lo.

― Você não é muito jovem para um cargo tão importante?

― Bons genes, senhor ― justifiquei com um sorriso cúmplice. ― Então se me dão licença, vou levá-lo e tentar ignorar no meu relatório sua presença aqui o intimidando.

― Eu não vou! ― Oliver murmurou.

― Isso não é uma escolha sua, meu jovem. ― Lhe dei um olhar significativo. Apenas deixe de ser tão teimoso, homem!

― Não vou sair daqui! ― Eu estava entre ele e Malcolm e podia ver que o loiro atacaria a qualquer minuto, mesmo que isso significasse passar por cima de mim e depois ter uma morte certa, naquela mesma sala.

― Ah, você vai. ― Me mantive firme em minha decisão, e quando Malcolm finalmente cansou de assistir nossa pequena briga e foi embora, Oliver se rendeu e veio comigo. ― Você precisa ficar mais calmo. Primeiro te tiramos daqui, depois vemos o que fazer com o Merlyn ― falei enquanto saía com ele algemado da delegacia e o colocava no banco traseiro do carro que eu havia alugado.

― Você não tinha o direito. ― Rolei olhos, entrando no banco do motorista.

― Quando tudo isso acabar, espero que consiga me perdoar.

― Não conte com isso ― a voz dele estava tão baixa e sombria, que chegou a me dar arrepios.

― Relaxa, Oliver. Você tem que ficar vivo se quer... ― Não pude terminar a frase, pois sua mão envolveu meu pescoço e meu fôlego foi tomado de mim. ― Oliver, você está me machucando. ― Minhas palavras saíram literalmente estranguladas quando tentava em vão lutar contra ele, enfiando minhas unhas na pele de seu braço.

― Devia ter me deixado matá-lo!

― Você ia... Ia... Morrer.

― Era minha decisão!

― Oliv... Oliver! ― Eu já sentia minha visão escurecer, enquanto clamava que ele recuperasse o controle. Era óbvio que ele estava desorientado, ou jamais faria aquilo.

― Você me traiu, Felicity, mas aposto que Ra's vai me dar todos os recursos que preciso quando eu entregar a ele sua maior desertora.

Não, eu não poderia deixar que isso acontecesse!

― Desculpa ― pedi antes de alcançar um taser no banco do carona e lhe dar um choque até que ele perdeu os sentidos e finalmente pude respirar. ― Você tá perdoado por isso também, Oliver ― falei para o homem desacordado e arranquei dali com o carro para algum lugar seguro onde Malcolm não o encontrasse até que ele estivesse alerta e pronto para algum embate, meu coração torcendo para que Oliver superasse isso que ele chamou de traição. Se isso não acontecesse, eu temia que ele viesse pra cima com tudo, descontando em mim o ódio que sentia por Malcolm Merlyn.

~

Naquele dia, não fui para minha casa, por mais que eu quisesse, ou sequer fui encontrar Tommy na Ásia, por mais que eu devesse.

Mas eu não poderia simplesmente deixar aquela história pela metade, não quando envolvia duas pessoas tão importantes para mim. E como Oliver não tinha o mínimo temperamento para passar dias vigiando os Merlyn sem atacar, eu teria de fazer.

Falando nisso, parece que ele criou algum juízo e voltou para Nanda Parbat. Lá ele estaria seguro, ocupado e distraído de coisas que não envolvessem a morte trágica de sua família e seu plano suicida de vingança. Não que eu pudesse criticar planos de vingança, mas não podia ser a favor dos suicidas.

Investiguei hospitais, contas bancárias, aluguéis de carros, casas e todos os registros online que correspondiam às duas famílias, além de observar Thea de longe.

Ao fim de quase uma semana, descobri que a garota era fruto de uma infidelidade entre a mãe de Oliver, Moira, e o pai de Tommy, fazendo de Thea meia-irmã dos dois. Teimosia e inteligência parecia ser uma coisa de família por ali, e assim como os irmãos, ela também era ótima em artes marciais, tendo ganho até algumas medalhas em categorias como jiu-jitsu e krav maga. A garota vivia sob as limitações do pai, mas dava seu jeito de escapar vez ou outra para festas e clubes ilegais de luta.

Em uma dessas vezes, nos esbarramos e chegamos até a conversar. Eu me fazendo de nova na cidade e ela bem gentil, engraçada e receptiva.

Quando voltei para casa aquela semana, eu sabia que precisava dar um jeito de juntá-la com Oliver e Tommy. Os dois iam amar conhecê-la, e mesmo que isso desviasse da minha missão, eles mereciam essa felicidade.

― Tem certeza que não quer que eu vá aí? ― perguntei a Tommy no telefone quando entrava no elevador do meu prédio. Mesmo que falasse com ele direto, eu ainda não havia lhe contado nada, estava guardando essa conversa para ter pessoalmente. ― Esse segundo poço pode estar mais bem protegido, já que Ra's já deve estar sabendo do ataque ao primeiro.

Não me leve a mal, loirinha, mas até pela voz, você parece exausta. Tudo bem mesmo?

― Sim, está ― menti. ― Quando você chegar aqui, a gente conversa.

Ops, o que eu fiz?

― Como assim?

Nunca é bom quando uma mulher anuncia que precisa conversar pessoalmente ― explicou, e ouvi sua risada no fundo.

― Você não fez nada, pode ficar tranquilo. ― Sorri de volta, alcançando a chave no bolso da frente da mochila e abrindo a porta.

Está aí outra coisa que não ouço com frequência. E sobre a "ajuda" que você iria dar a Oliver? Tem certeza que ficou só na ajuda mesmo? Porque vi o jeito que você olhava pra ele na Malásia.

Eu mal ouvia Tommy tagarelar e provocar, pois logo que coloquei meus pés para dentro do apartamento, já vi Oliver em pé no meio da sala, o arco em mãos, a flecha apontada direto para o meu coração. Considerando a última vez que o vi, eu soube. Era agora que eu iria morrer.

Notas finais
Eita, p*rra!! O que vocês acham que vem daí? Oliver descobriu o esconderijo de Felicity em Star City, mas o que ele fará com essa informação? E como ela vai escapar dessa? E sobre Thea? E os ciuminhos e a parceria Olicity? E Cooper Sheldon, que parece fazer parte do passado deles, e talvez apareça logo? Aguardo opiniões nos reviews!! Até... Bjs*