Assassina De Aluguel

1 Capítulo 1 - 25082005 - Inicio


Notas iniciais
"Assassina de Aluguel. Você seria uma por causa de sua família???"

Eu estava como todos os dias com os meus fones de ouvidos ligados. Não gostava de trabalhar no silencio da vida. Meu chefe, o Sr. Brandon, me entregara uma folha com nomes, endereços e carreiras, de todas as minhas vitimas. O que eu fazia era o trabalho que muitos nunca conseguiriam, mas eu tinha uma razão. A missão de hoje era matar um homem, de 39 anos, com dois filhos, uma esposa e uma amante. O endereço dele era no centro da cidade, ele trabalhava como investigador. Eu precisava entrar naquela delegacia, mas não como uma vitima e sim como uma criminosa. Eu já tinha um plano perfeito para conseguir realizar minha missão, e poder ir para casa tratar minha cadela. Coloquei meus óculos escuros, aumentei o volume da musica que eu estava escutando, peguei a minha arma preferida (uma pistola), e comecei a atirar nas vitrines que tinha por ali. As pessoas começaram a gritar e corre para todo o lado, (a musica que eu estava escutando era Dead Insid — Skillet), estava muito auto. De repente os carros da policia chegaram, eles apontaram armas de choque em minha direção. Levantei as mãos pra cima, larguei a arma, desliguei o meu MP3, o guardei no bolso e gritei:

- Vão fazer o que agora?

Eu esperei alguns segundos, ate o meu alvo atirar em mim e o choque me derrubar. O meu plano estava entrando na fase dois. Eles me algemaram e me levaram para o carro. Meu companheiro de missão estava infiltrado na policia. Quando ele me viu no carro, sorriu, mas ficou serio em segundos. Ele tinha 22 anos, se chamava Rafael, morava em uma casa perto da empresa. Em minutos eu estava em uma cela da prisão, uma policial veio ate mim e disse:

- Daqui alguns minutos você vai ser interrogada...

Fase três em ação. Rafael evitava ficar perto de mim. O meu alvo então foi ao meu encontro. Entramos em uma sala, totalmente fechada. Apenas uma mesa, e duas cadeiras. Eu me sentei, e fiquei sem as algemas (ali começou a fase quatro). O investigador então sentou em minha frente e começou a perguntar:

- Qual é o seu nome?

- Marina — eu disse com o olhar frio, eu estava mentindo.

- Porque você começou a atirar?

- Eu estava a fim de gastar as minhas balas. E como você se chama?

- Me chamo Valter.

- Humm... Valter Hoffman?

- Sim. Como sabe?

Ele estava nervoso, gotículas de suor começaram a aparecer e sua testa e em volta de seus lábios. Ele afrouxou a gravata, e pigarreou. Comecei a falar coisas que somente ele sabia. Comecei a tortura-lo.

- Então Sr. Hoffman, como anda Claudia?? — Claudia era sua amante

Ele arregalou os olhos e engoliu seco. Continuei a fuzilar ele com os meus olhos.

Como toda sala de interrogação, havia um vidro atrás dele, talvez houvesse pessoas ali, ou não. Isso seria sorte. Coloquei minhas mãos sobre a mesa, e peguei a caneta que tinha ao lado de um bloco de papel. Ele cuidava cada movimento meu. Ele disse sussurrando:

- Quem é você de verdade? Como sabe disso?

- Ora, ora Sr. Valter, sou aquela que vai vingar as 12 crianças violentadas por você. As suas duas esposas queimadas e tantos outros crimes que você cometeu.

Valter deu um salto para trás, fazendo a cadeira cair. Eu continuei sentada e normal. Eu comecei a fazer um barulho com a caneta. Batidas surgiram da porta, e eu continuei sentada. Valter foi a ate a porta, e eu fiquei de pé. Ele olhou para mim e eu disse:

- O que houve? Ta com medo de mim? Eu não faço mal a ninguém, apenas para pessoas que cometem crimes e ficam impunes, assim como você.

Valter começou a tentar me atacar, eu era melhor que ele, isso eu tinha certeza. A caneta que eu tinha na mão me serviu como arma. Comecei a furar Valter com ela. Minutos de combate, ele era forte, ele queria me matar, mas eu tinha uma missão, não importa o que aconteceria comigo, eu tinha que matar aquele homem. De repente Rafael aparece, e com um revólver atira em Valter e diz:

- Quer uma mãozinha ai?

-Há, valeu, mas você não pode...

- O Brendon mandou eu te ajudar. Vêm, todos estão inconscientes, mas não por muito tempo...

Sai daquela sala e fui para fora da delegacia. Um carro me esperava na frente. Eu entrei e perguntei:

- E você? Não vai vim?

- Ainda não. Nos falamos depois...

- Jura?

- Claro. Mas agora vai...

O carro saiu dali cantando pneu. Coloquei o sinto e fui para casa. Talvez você esteja se perguntando: Porque ela mata pessoas? A resposta é a minha historia. Me chamo Jullie, tenho 21 anos, moro sozinha em um condomínio no centro da cidade. Sou uma assassina de aluguel há 10 anos. Tudo começou quando eu e minha mãe estávamos em casa, ela tinha um atelier em casa. Eu estava ajudando ela, quando de repente 40 homens entraram em nossa casa e mataram a minha família. Eles me levaram com eles, apartir daquele dia o Sr. Brandon me criou como filha. A raiva, ódio tomou conta de mim, e com 13 anos aprendi a atirar, matar e torturar pessoas. As coisas mudaram, eu era uma das mais perigosas criminosas do país. As pessoas não olhavam para mim. Elas andavam de cabeça baixa.

Quando cheguei a frente do condomínio Torres, o motorista disse:

- Srt. Jullie, o Sr. Brandon deixou isso a você — disse ele me alcançando um envelope preto.

Peguei o envelope, e abrindo a porta disse:

- Obrigada Carlos. Mas me chame somente de Jullie, ok?

- Claro.

Sai do carro, e fui para a portaria. Ali a gente entrava com identificação. Cheguei à pequena janela e vendo José sentado disse:

- Como vai Jose? Tudo tranquilo por aqui?

-Bom vê-la Jullie, o seu amigo veio aqui e disse que chegaria um pouco tarde, mas vejo que ele se enganou.

- É, hehe. Alguma coisa pra mim?

- Hoje não minha querida, hoje não.

- Ta bom.

José apertou o botão do controle e abriu o portão. Quando passei por ele, disse:

- Boa noite José.

- Igualmente.

Subi as escadas e fui para o elevador. Eu morava no 3º andar. O elevador demorou alguns segundos. Quando cheguei a minha porta, peguei a chave que eu tinha guardado no bolso de dentro do meu casaco de couro, e entrei no apê. Meu Pastor Alemão era de cor marrou fraco, ela se chama Safira, eu a amava. Ela era muito esperta, cuidava da casa como se fosse Eu. Tirei o casaco, guardei o envelope na gaveta do meu bidê. Olhei pela janela e vi as pessoas passando e rindo, a vida delas era perfeita. Algo que a minha não era. Meu celular tocou, era o Brendon, atendi dizendo:

-Alô?

-Como foi a sua missão?

- Perfeita. Provavelmente o IML esta cuidando do corpo.

- Como matou ele?

- Um tiro, mas não fui eu

- Quem foi?

- O Rafael apareceu, e atirou. Eu estava com uma caneta, apenas o machuquei.

- Ok. Quero o relatório amanha de manha, as 9.

- Brendon?

- O que?

- Sei que nunca fiz isso, mas porque o matei?

- Foque em suas missões. Deixe isso com quem entende. Boa noite.

Brendon não gostava quando eu tentava entender porque eu matava, mas nada mudava. Safira começou a acoar, eu comecei a brincar com ela. Peguei uma muda de roupa, uma toalha e fui para meu banho. Em baixo da água quente comecei a ver novamente o rosto de Valter, os olhos com medo, e depois os meus olhos com raiva, e ódio. Safira começou a arranhar a porta. Desliguei o chuveiro, me enrolei na toalha e sai do banheiro. Quando entrei no meu quarto disse:

- Porque não bateu?

- Você tava no banho, eu não queria te encher.

- Rafa, porque me ajudou a matar Valter? Esse era a minha missão, você não podia ter feito isso!

- Te ajudei, você deveria ficar grata, sabia?

- Eu? Tenho certeza que Brandon ira me encher e reclamar sobre isso.

- Você esta dando valor para o Brendon?

- Sim.

- Ok.

Rafael saiu do meu quarto, do mesmo jeito que entrou, pela janela. Ele era um dos melhores escaladores do nossa equipe (BoxSpace). Fechei a janela e me troquei. Depois de secar o cabelo, fui para o sofá e liguei a TV. Comecei a trocar os canais, nada passara de bom. Desliguei e disse para safira:

- Vamos dormir garota?

Ela acoou, talvez querendo disser SIM. Desliguei todas as luzes e fui para minha cama. Deitei nela, e Safira pulou em cima dela e se deitou ao meu lado. Fechei os olhos e dormi em minutos.

Notas finais
"Nunca deixe as pessoas te controlarem."