Assassina De Aluguel

2 Capítulo 2 - O Conflito


Notas iniciais
Explosão de BoxSpace...

Já era 08h28min da manha. Eu estava tomando meu café, quando meu telefone tocou. Era Brendon, eu disse:

- Tudo bem?

- Não. Acabaram de explodir a Boxspace, não venha pra cá. Mandarei informações com o novo endereço.

- Ta bom.

Desliguei meu celular e lembrei-me do envelope que Carlos me dera no dia anterior. Fui ate o meu bidê e peguei o envelope. Ele era sem remetente, nenhum nome, apenas com um selo, que impedia de ser aberto. Rasguei-o, e peguei um papel, ele era pequeno. Nele tinha outros 10 nomes, eram os meus alvos. Brendon que mandara para mim? Bom, o meu novo alvo se chamava Alberto Novaz, tinha 24 anos, seus pais eram mortos (que na verdade quem matará eles fora Alberto) e tinha uma namorada. Ele tinha dois irmãos, um de nove anos e outra de 11 anos. Abri meu roupeiro, e tirei a tampa de trás, lá tinha muitas armas, munições, tudo que eu precisava para matar qualquer pessoa. Coloquei meu casaco de couro, duas pistolas (já que a outra estava na prisão), munições, meus óculos e meu MP3. Fechei tudo e fui para frente do espelho, amarrei meu cabelo e coloquei ração para safira.

Peguei meu celular, a chave do meu carro, sai do apê e fui para a garagem. Apertei no botão para destravar o carro, eu tinha um camaro preto. Entrei nele e fui para o antigo Boxspace, o lugar estava totalmente destruído. Estacionei, peguei o papel, e coloquei o endereço do meu alvo no GPS. Segundos depois o endereço estava totalmente mapeado naquela tela de cinco polegadas. Liguei o carro, e sai cantando pneu dali. Chegando a um restaurante da cidade, estacionei o carro, e entrei no estabelecimento e me sentei em uma mesa. Tirei os óculos, coloquei na camiseta e chamei o garçom. Alberto – estava no seu crachá — veio ate mim e perguntou:

- O que seria pra você hoje?

- Me da uma porção de fritas e uma Coca-Cola Zero.

- Só isso?

- Sim.

Ele colocou o preço na comanda, largou na mesa e foi para a cozinha. Eu não tinha nenhum plano ainda, mas meu cérebro não costumava a falhar em minhas missões. Ele demorou alguns minutos ate voltar em minha mesa com minha garrafa de coca-cola, quando largou em minha mesa eu disse:

- Senta ai!

- O que?

- Eu disse senta ai. Quero falar com você.

Desconfiado Alberto sentou em minha frente e perguntou:

- O que você quer comigo?

Tirei do casaco uma pagina de jornal antigo, e mostrando para ele disse:

- O que eles fizera pra você?

Alberto olhou a foto de sua casa em chamas, e com o titulo "CASAL MORRE, E SEUS FILHOS SE SALVAM, ALGO ESTA ERRADO", e uma pequena frase escrita "Alberto Novaz é acusado de matar seus pais a facadas e depois de colocar fogo em sua casa", ele olhou para mim e perguntou:

- Quem é você? O que quer de mim?

- Apenas saber o porquê de matar a sua família.

- Isso faz dois anos, e na verdade, não é da sua conta sabia?

Alberto queria levantar então eu disse:

- Se você sair daqui, vou atirar naquela mulher a minha esquerda.

Alberto ficou de pé, e eu atirei. A mulher foi atingida na perna, varias pessoas começara a gritar e eu gritei mais alto:

- Calem a boca, se alguém sair daqui eu mato um por um. E eu não to de brincadeira...

Todos ficaram mudos de repente. Alberto apavorado senta e pergunta:

- Quem é você?

- Sou aquela que vai vingar a alma de seus pais!

Fiquei de pé, e disse:

- Alberto Novaz, acusado de matar seus pais a facadas, e depois colocar fogo na própria casa. Salvou seus irmãos, e eu ainda não sei por quê.

Uma mulher ficou de pé e perguntou:

- Quem é você? O que quer aqui?

- Me chamo Marina, e quero matar esse cara...

Todos começaram a gritar, e eu atirei cinco vezes para cima. Os policiais chegaram à frente do restaurante e eu disse:

- Quem foi o filho da p*** que chamou a policia?

Ninguém falou nada.

Peguei a minha arma e atirei no peito de Alberto, e ele caiu pra trás gritando de dor. Uma garotinha de apenas oito anos, começou a chorar. Guardei a arma na minha cintura, e fui ate ela. Sua mãe tentou tirar a garota da minha visão, e eu disse:

- Calma, não vou fazer nada com ela... Só quero que vocês saiam daqui.

As duas seguram as suas mãos e saíram do restaurante. O resto das pessoas também foram saindo. Minutos depois somente eu e Alberto estávamos no restaurante. Ele estava sentado na minha frente, à bala ainda estava em seu peito. Fui ate ele e disse:

- Adeus Alberto...

Tirei do meu casaco uma arma e atirei na cabeça do meu alvo. Sai correndo do restaurante pela porta de trás. Um carro estava me esperando, entrei nele e perguntei:

- Já pegaram o meu carro Carlos?

- Sim, Jullie.

Continuamos o trajeto ate o meu apartamento em silencio. Ate eu perguntar:

- Carlos, porque o Brendon me criou? Porque ele não me matou?

- Olha Jullie, o Sr. Brendon, é um homem muito na dele. Sua casa é distante da empresa, não gosta de falar muito. Mas quando ele te achou, viu em você uma força, que agora depois de grande, podemos ver que era verdade.

- Eu perguntei pra ele, o porquê de eu matar aquelas pessoas.

- E ele, o que disse?

- Que isso não era da minha conta, que eu tinha que me preocupar em matar elas e sair sem deixar rastro.

O carro parou e Carlos disse:

- Pronto você já ta em casa.

- Valeu, e fala para o Brend que eu quero falar com ele, tá?

- Claro. Cuide-se por ai Jullie.

- Você também.

Sai do carro e fui para a portaria. Ela estava totalmente fechada. Bate na janela e o portão destravou. Entrei e fui para o meu apê. Entrando nele, percebi que Safira não tinha vindo ate mim, saquei minha arma, fechei a porta e fui para a direção da cozinha. Quando entrei nela, vi Brendon sentado lendo jornal. Baixei a arma e perguntei:

- O que você ta fazendo aqui?

- Eu queria entregar suas novas armas, e falar com você!

- Mais armas? E falar oque?

Brendon colocou uma mala e cima da minha mesa, e depois de colocar uma senha, pegando duas facas disse:

- Elas são facas de dois gumes, quero que use muito bem elas. E seu próximo alvo se chama Catia Maria, tem 45 anos, viúva, tem dois filhos que são militares. Ela é advogada. Essa é sua missão, ok?

- Sim.

Brendon sai da minha casa e eu fiquei na cozinha. Fui para o meu quarto e vi as horas, era 10h09min. Estava tarde para procurar uma advogada. Chamei safira, e ela apareceu. Ela estava assustada, não acuava tanto. Tirei meus tênis, e coloquei uma bota preta, as facas coloquei dentro da bota. Peguei meu MP3 e coloquei no ouvido. Coloquei ração no pote da safira, sai do ape, tranquei a porta, desci as escadas (eu queria demorar a chegar no 1º andar). Chegando perto da portaria, percebi que José estava encostado na parece de cabeça baixa, eu não era daquelas pessoas que chegam e dizem: "Nossa o que foi? Você esta bem?". Não gostava de bancar a preocupada. Continuei andando. Ele parecia aflito. Passei reto. Não perguntei. Quando cheguei à frente do condomínio, vi Rafael encostado em uma arvore. Ele sorriu pra mim e não se mexeu. Almentei o volume da musica (My Heart is Broken- Evanescence). Meu celular começou a vibrar. Tirei o fone direito e atendi dizendo:

- Alô?

- Jullie, não fale com Rafael Henrique.

- Brendon? Do que...

- Me obedeça. Mais tarde, Carlos ira de trazer ate a minha casa. Mas primeiro, termine com sua missão.

- Ta bom.

Desliguei o celular não entendendo o porquê daquele aviso. Coloquei meu fone novamente. Olhei para trás, e Rafael não estava mais lá. Continuei andando, até ver meu carro. A chave estava como sempre, dentro do meu casaco. Destravei-o com o controle, entrei nele, coloquei o sinto, liguei, Apertei duas vezes no acelerador (amava ouvir o ronco do motor), olhei pelo retrovisor e cantando pneu sai dali. Sem olhar muito para o movimento, entrei nas ruas que eu precisava para chegar à casa da minha advogada. Ela tinha seu escritório em casa. Estacionei o carro. Sai dele e fui em direção ao portão do grande condomínio. Apertei a campainha. Segundos uma voz aparece e pergunta:

- Quem é?

- Sou Marina, me recomendaram a Advogada Catia Maria. Posso falar com ela?

- Entre querida!

O portão se abriu. Odiava do jeito que as pessoas me tratavam. “Querida”, “docinho”, “linda”. Tudo uma verdadeira farsa. Entrei no portão, o corredor ate o elevador era pequeno. Sai do elevador e caminhei ate chegar em uma porta, ela se abriu e uma mulher me atendeu dizendo:

- Fica a vontade minha querida.

Como eu disse tudo uma farsa. Entrei e ela continuou:

- Sente-se, Catia esta atendendo um cliente, ela já vai atender você.

Sentei em uma poltrona e peguei meu papel, ele era cheio de informações, como: NOME, IDADE, FAMILIA E PROFISÃO. Comecei a ler. Minutos depois Catia me chamou:

- Senhorita Marina? Pode entrar.

Fui para sua sala, eu passei a porta e vi que ela estava sentada em uma cadeira, atrás de uma mesa de escritório. Fechei a porta, a tranquei e peguei a chave e coloquei no bolso. Sentei em uma cadeira em frente da mesa e ela perguntou:

- Bom o que quer hoje?

- Saber como foi cortar o corpo da sua irmã. Alice não era?

Catia ficou branca. Olhou para mim e respondeu:

- Alice? Quem é essa?

Mostrei a foto de Alice Maria, irmã de Catia. A foto mostrava a garota com o pescoço cortado, assim como seu corpo. A mulher então começou a chorar e perguntou:

- Como sabe disso? O que quer comigo?

- Quero toda a verdade.

- verdade? Qual?

- O porquê de ter matado ela.

- Ela me traiu.

- Traiu? Do que esta falando?

- Ela ficou com meu namorado. Transou com ele...

- E isso foi à razão, para matar ela?

- Sim!!

Fiquei de pé, coloquei meu fone. A musica era a mesma. Catia começou falar algumas coisas. Eu não entendia. Ela veio ate mim. Peguei a chave do meu bolso e joguei na boca de Catia. Ela engasgou na minha frente. Empurrei-a pra trás e com a minha força Catia caiu e acabou tropeçando nas próprias pernas e caindo da janela. Desliguei a musica, e fui ver como estava o corpo. Eu diria que ela estava "mortinha da Silva". Sai da casa (no condomínio), pela janela. Escalei as janelas e cheguei ate o heli-ponto. Carlos estava lá me esperando. Entrei no helicóptero e sai dali. Meu celular tocou e eu atendi dizendo:

- Alô?

- Jullie, muito bem. Ligaram-me dizendo que acharam o corpo de Catia.

- Humm... E agora?

- São 15 horas. Venha ao novo endereço da Boxspace, quero lhe mostrar umas coisas.

- Ok! Estamos indo.

Carlos e eu saímos dali e fomos para o heli-ponto da empresa. Brendon e mais uma mulher me esperavam. Sai do helicóptero, e fui ao encontro deles. A mulher me abraçou e se apresentou dizendo:

- Me chamo Laura, sou secretaria do Brendon. Prazer em te conhecer...

- Sou Jullie.

Brendon me abraçou e disse:

- Entra, temos que conversar...

Abracei Carlos e disse e seu ouvido:

- Não vai embora, tenho medo...

- Tudo bem, ficarei aqui!

Entrei em um escritório com eles. Brendon sentou em sua cadeira e Laura ficou ao seu lado. Sentei na cadeira, em frente à mesa. Eu estava com a guarda baixa, de repente alguém me segurou (um mata-leão, golpe de judô). Tentando sair dali perguntei:

- O que esta acontecendo??

Brendon ficou de pé e disse:

- Fiquei sabendo que Rafael e você passaram uma noite juntos. Não gostei disso filha!

- O que? Você bebeu?-perguntei tentando sair dali

- Cale a boca sua v****

Parei de me bate. Fiquei calma. O cara continuou me segurando. De repente segurei o cara pelo moletom. E uma força surgiu do nada e me fez jogar o cara contra Laura. Brendon sacou uma arma, e apontando pra mim e disse:

- Não faz isso Jullie. Não faça o que você esta pensando garota...

- Até parece que você lê mente!

Peguei minhas facas na bota, e disse:

- Fui treinada pra matar qualquer um, sem nenhum sentimento, lembra?

- Nunca vou esquecer. Fui eu mesmo que te ensinei tudo, esqueceu?

Ficamos nos encarando. Laura estava inconsciente no chão por causa do homem que eu tinha atirado pra cima dela. De repente, Carlos apareceu quebrando o vidro e apontando uma 12. Ele ficou na minha frente e perguntou:

- Você esta bem Jullie?

- Aham... Valeu!

- Sai daqui, e vai embora, eu resolvo isso.

Breindon, vendo que eu ia conseguir ir embora, atirou em minha direção. A bala pegou na minha perna. Soltei um grito. Carlos veio para minha frente, e atirou cinco vezes contra Brendon. Os tiros pegaram no peito dele, mas por causa de um colete — a prova de balas, preto por baixo da roupa — ele apenas caiu para trás por cauda do impacto. Carlos me pegou no colo e me levou para o helicóptero. Já no ar, tirei o meu sinto e o transformei ele em um torniquete. Amarrei na minha perna e apertei. Minutos depois a gente estava sobre a avenida da cidade, ele não se importou e pousou o grande helicóptero perto de um hospital. Carlos novamente me pegou no colo e me lavou para a emergência. Quando chegamos lá, alguns enfermeiros vieram com uma cadeira de rodas. Carlos me colocou nela e a ultima coisa que eu escutei foi:

- Cuide dela. Jullie fique tranquila...

Notas finais
Será que agora Jullie se salvará?