Assassin'S Creed Revolution
1 Prólogo
Começo
Papai disse que teríamos um evento hoje.
Charles Dorian era um homem de compromisso, mas eu e meu irmão nunca sabíamos o que ele fazia e mamãe nunca quis nos contar porque ela havia fugido e nunca soubemos o porquê. Moramos em um palácio de Versalhes como nobres, construções elegantes com um jardim vivo.
Eu e Arno Dorian somos gêmeos. Os cabelos são profundamente castanhos como a do pai e os olhos cinzentos da mãe. Porém a única diferença que mudava nossa origem era o gênero: eu nasci garota e ele garoto e enorme diferença de personalidade.
Descemos da carruagem depois que o papai desceu com o seu maravilhoso traje de moço responsável e de mãos dadas com o papai andamos um pouco mais a frente e fiquei maravilhada com a vista. O palácio também era horizontal, elegante e belo, mostrando poder de soberania com o jardim logo a frente.
—Pai, podemos ir no jardim?- Arno logo pergunta e papai olha com desdem para Arno e logo percebe-se que seria uma tragedia ambos dos filhos irem brincar, pois estávamos...extravagantes. Arno usava um colete azul semelhante ao pai como um homem altruísta, porém criança, e eu com um vestido horrivelmente chamativo: verde claro com um uma fita verde realçando meu longo cabelo castanho. Realmente, seria um desastre nos sujar de tal modo para estragar nossa extravagancia.
—Depois. Vocês precisam conhecer nossos amigos- Diz papai enquanto entravamos na Varanda interna.
Não havia apenas nós três. Haviam pessoas semelhantes a nós: extravagantes e nobres. Começo a reparar no quão enorme era apenas a varanda interna no palácio, com mesas expostas aos convidados e esculturas medievais sob a parede que levava um sinal para as escadas de cima. As pessoas bebiam que parecia ser suco de uva com uma conversa culta de negocio e nenhuma criança além de nós a vista. Olho para meu irmão que percebo a mesma decepção e desejei ter ficado em casa observando as empregadas colherem frutas com a gente.
Minha observação não foi completa, pois eu não havia reparado na garota que mexendo em uma peça de móvel logo a frente. com um chapéu extramente exagerado com rosas vermelhas, pude perceber que nela havia lindos cabelos ruivos encaracolados embaixo do chapéu que entrava em grande contraste com sua pele branca e as rosas vermelhas do seu chapéu e de seu vestido extravagante para uma criança.
Fui olhar para meu irmão para ver se ele tinha visto a menina até que uma voz exagerada atrapalha minha atenção do tempo.
—Charles! Prazer em recebe-lo. estava muito ansioso pela sua visita- Diz o homem aparentando ser mais velho que o meu pai com os cabelos cinza enrolados e o chapéu preto combinando com o colete no qual usava e parecia ser do mesmo nível que o papai. — Percebo que trouxe seus filhos e estou honrado de vê-los.
com um sorriso orgulhoso do papai, ele nos apresenta:
—Louise Dorian- estendo a mão para cumprimentar enquanto ele fala- e Arno Dorian.- Estou horando em vê-lo também.
—São gêmeos! A cara do pai- ele dá um sorriso amigável e diz: Preciso apresentar minha Filha. Élise, querida. Venha aqui.
A garota dos cabelos ruivos se virou para nossa direção e seguiu andando elegantemente a direção do pai e parou atras de si, envergonhada.
—Não tenha vergonha, minha querida. Se apresente.
Élise deu um passo para frente e comprimento meu pai com a mão, em seguida meu irmao e depois a mim e ela me olhou nos olhos e pude notar que seus olhos era do azul cristalino em fusão com o verde. Envergonhada, tiro minha mão da dela e abaixo a cabeça.
—Ambos dos pais percebendo nossa vergonha, Francois, pai de Élise diz: — por que não vão se divertir um pouco?- Ele se vira para o meu pai e diz: Charles, precisamos conversar com nossos aliados.-Percebo que a cara dos dois se tornaram sério e fiquei me questionando sobre o que seria.
Meu pai se agacha a nossa frente, em mim e em Arno e diz: — Se comportem-se.- Deu um beijo na nossa testa e saiu.
Houve um momento de silencio que Élise abre a voz e fala:
—Vamos no jardim- Percebo que sua cara é de malicia e prevejo que a brincadeira teria que ser longe dos guardas.
...
—Qual seu nome inteiro, Élise- Arno pergunta, interessado enquanto andamos depressa no jardim sob o sol quente
— Elise de La Serre- Ela dá um sorriso e para, cansada- E vocês?
— Arno Dorian e Louise Dorian- Diz meu irmão com orgulho
Élise olha pra mim e depois para Arno. Com um sorriso desafiador, ela diz:
—Eu duvido que vocês conseguem roubar aquele banquete de comida privado- Ela ponta a direita, onde havia uma varanda exposta para convidados da casa e tinha um guarda tomando conta do lugar, talvez protegendo a comida de outras pessoas. Eu olho para ela e pergunto-me se era uma zombação da nossa conduta para depois nos humilhar e protesto
— Eu não vou fazer isso.- Digo meio que atordoada e cruzo os braços como negação e Arno me olha com zombação
— Deixe-me que eu faço isso- e sai em disparada.
Élise e eu ficamos sem entender. Olhamos uma para outra e sem pensar, Élise pega na minha mão e me puxa com força, correndo logo atrás de Arno que já estava longe de nós e próximo da varanda. Olho em volta e vejo mais convidados chegando e quase caio ao grito do guarda.
—Voces não podem vir aqui!- Diz ele correndo atras de nós
Élise me puxa por outro lado de forma bruta e acabo vendo-me dentro em outro cômodo e logo depois subindo as escadas, entrando em outro comodo fechado
Paramos por um momento e sinto minha respiração alta de cansaço e Élise da uma risadinha
— Você não é acostumada a correr, não é?
—Não,mas...
Ela me interrompe com um dedo nos meus lábios e percebo que o guarda estava perto de nós
—Filhos da...- Escuto seus passos indo embora e com receio, falo mais baixo:
—Vamos embora. -Digo. Ela concorda com a cabeça e voltamos para baixo, evitando entrar em contato com um homem alto de preto que se passava por nós.
— Ele quase me deu uma espadada!- Diz Arno surgindo, correndo e assustado, porém rindo.
—É melhor irmos- Élise me olha sorrindo e eu mal imaginei que esse sorriso faria parte do que eu mais amo na minha vida futura.
Caminhamos lentamente pelo cansaço quando escutamos um estampido de bala logo a frente e por curiosidades. Corremos em disparada a entrada onde os convidados estávamos e quase violentamente pessoas nos empurravam falando que não era pra chegar perto, quando vimos ao longe um homem estirado ao chão e o seu cabelo era castanho... Arregalei meus olhos e meu coração disparou. Com medo de quem seria me afastei, mas Arno já estava lá. Com as lágrimas quase saindo, me aproximo do corpo e ao vê-lo meu tempo desabou... Seus olhos estavam fechados e expressão calma, mas sua garganta ainda jorrava sangue e não conseguia parar de olhar para o corpo morto do meu pai. Meu pai... ele estava morto, morto por completo. Eu não conseguia ver seu tronco se movendo pela respiração e minha visão começaram a embaçar e turvar pela maré de lagrimas que se produzia nos meus olhos e caia rapidamente no chão. Comecei a querer surtar e quando me movi para correr em cima do corpo jogado do meu pai, uma mão calorosa me segurou forte, porem protetiva e minha visão real do tempo voltou-se deu conta de quem me segurava era o pai de Élise e a volta dele estavam as pessoas me olhando com sensibilidade e meu irmão... ainda fixo no papai. Francois nos segurou e olhou no fundo dos nossos olhos e disse:
—Fiquem comigo. -Ele disse serenamente. Então olhei para ele e para o meu irmão e fiquei na duvida, receio, raiva e angustia de ficar com alguém e não conseguia tirar os olhos do meu pai estirado no chão enquanto os guardas esperavam-nos sair para recolher o corpo. A dor alucinante não conseguia me fazer pensar o fato de que perdi minha família e unica pessoa que havia sobrado era o meu irmão Arno em que acredito que esteja passando pela mesma coisa.
Olhei para Élise que tentava ignorar seu olhar de assustada para mim, mas seus olhos diziam esperança e acredito que aquele olhar estava me pedindo para ficar com ela e viver com ela para o longo da vida. Questionei-me se aquele momento seria o certo de viver ao lado dela e da família dela.
Pelo menos uma parte de mim dizia que era o certo.
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