Cinco anos que o meu pai estava morto eu nunca soube das respostas.

Arno e eu começamos a ser criados com a família de La Serre, cuidados pelos pais de Élise durante esses cincos anos. Eles eram nossa família agora e sabemos que nossos "pais" são da ordem de girondinos e nos tornamos nobres mais ainda. Madame de La Serre foi a mãe que nunca tivemos até ela morrer meses depois, sendo obrigada a observas Élise andando pelos corredores, atordoada e triste pela morte. Eu estava triste também e sempre que dava eu ia em seu quarto e dava um abraço em Élise e questões de minutos ela chorava pela falta da mãe e Francois era obrigado a ver a filha sofrendo.

Era difícil no começo lidar com tudo, lidar com os fatos e responsabilidades. Ora, já tínhamos 15 anos e era assustador a vida social que estamos lidando. Arno, Élise e eu estávamos entrando na fase de rebeldia e Arno... Bom, Arno resolveu ser independente e ser ágil e habilidoso por se vingar do pai. Eu estava atordoada do que ele poderia fazer, matar alguém por isso, mas eu entendia sua vingança e queria que mais tarde eu me juntasse a isso, mas Élise com a sua voz serena me dizia que não era o certo e ela fez-me questionar nossa relação.

Ficamos muito unidas durante estes 5 anos. Dormíamos de vez em quando no mesmo quarto ou brincávamos de luta junto com o sr Weatherall, instrutor de Élise que sabia que mais tarde ela seria uma talentosa templária e eu? Não imagino que eu seria. Não sabia o que meu pai era. Quando eu questionava ao Francois o que ele fazia, ele sempre me dizia: "mais tarde voce saberá as respostas, querida". Agora já é tarde para saber. Por isso, no meio dia resolvi ir na sala de Francois fingir que entregaria umas cartas.

—Senhor?- Abro a porta cautelosamente

—Olá, Louise. Pode entrar.- Ele sorri para mim.

—Vim entregar as cartas. — digo colocando as cartas sob a mesa.

—Muito obrigado- Ele pega as cartas e olha, apreensivo.

Olho para ele por um instante e vejo que estava acabado por preocupações de negócios sobre Luis XVI e a perda da sua amada. Pergunto-me se aquele deveria ser o momento de perguntar tudo, porem desisto e me viro

—Quer alguma coisa, Louise?- Francois pergunta

—Umas coisas...

—Sente-se

Sento na cadeira de tecido vermelho e macio e olho no fundo dos olhos deles.

—voce me disse certa vez que me diria tudo a respeito do meu pai e não me diga que depois eu saberei porque eu quero saber agora — Falo tremula

Ele me olha quieto, porém cautelador

—Conhece a ordem dos templários, certo?

—Sim

—Conhece a ordem oposta dela que lutam contra o templário há anos?

Começo a pensar sobre e recordo que nas aulas de casa de questão sociais, haviam falado para mim, Élise e Arno que existia uma ordem organizada de assassinos e inimigos jurados dos, contra quem eles lutaram uma guerra contínua e recôndita através de toda a história humana registrada. Enquanto os Templários buscavam o poder para salvar a humanidade de si mesma controlando o livre-arbítrio das pessoas, a Ordem dos Assassinos lutava para assegurar a manutenção do livre-arbítrio das mesmas, já que ele permitia o progresso de novas ideias e o crescimento do individualismo. Os Assassinos, se não a própria Ordem, existiam desde pelo menos 456 a.C., através do Império Romano, a Idade Média, a Renascença e não se sabe se a ordem continua até hoje.

—Assassinos?- Pergunto na esperança de que seja isso

Com medo de resposta, caiu a ficha do que o meu pai foi

—Sim, seu pai é um aliado dos assassinos. Voces são aliados deles e isso é errado perante a ordem templária. Louise, acho que agora dá para compreender porque mataram seu pai.

Olho atordoada para ele. Meu pai foi assassinado porque era da ordem do assassinos e Francois é um templário. Com uma raiva explosiva, levanto da cadeira rapidamente e grito

— voce matou meu pai!- Minha voz falha com nó na garganta

—Louise, não! Não foi eu. Eu nunca soube, soube depois da morte dele e quem matou seu pai foi Shay Comarc, entende?

Shay Comarc... um templário

—Se acalme, querida. Eu amava seu pai e não faria isso a ele, entende?

—Tudo bem.- Minha voz sai calma, porém aflita. Olho nos olhos deles e pergunto: — Então eu sou aliada e posso me tornar uma assassina, legal. Eu não confio em você.

— Eu não queria isso. Temos medo de que você e seu irmão se alie e tome prejuízo a nós

—Eu e Arno? Jamais faríamos isso.- Por um momento de desvaneio, pensei em Élise- Ela sabe?

—Ela vai saber.- Ele se levanta da cadeira e vem até a mim — Preciso que confie em mim e eu confie em voce, certo?

—Certo.

...

Fiquei observando o jardim enquanto eu pensava na origem. Assassinos e templários, por que? Uma questão tão social e estranha. Fiquei preocupada quando o Arno souber disso tudo, o que será que ele irá fazer? Resolvi me manter calada para não gera um caos. E Élise? Ela é aliada dos templários. Um repentino medo de tomou conta ao saber que ela seria minha inimiga da ordem. Eu a amava demais e não gostaria de imaginar um momento em que eu teria que mata-la. Foi aí que a ficha caiu: Eu precisava ir embora o quanto antes. Não gostaria de pegar ódio da minha família, eu precisava tomar uma providencia o quanto antes.

—Louise- a voz do meu irmão interrompeu meus pensamentos e me viro para olha-lo. Ele estava se tornando um homem: pelos no seu queixo já estava surgindo e sua masculinidade física também. Os cabelos castanhos e fortes lembrando-me do meu finado pai. Olhar para Arno me deixava emocionada pelas lembranças e o medo dele souber de tudo.

—Oi, fedelho- Dou um sorriso ironico e percebo sua cara de raiva ao chama-lo assim.

—Eu só vim dizer que sr Weatherall quer vê-la amanha para te treinar.

Ao ouvir o nome do sr Weatherall, voltou os pensamentos sobre a ordem e precisava falar a respeito.

—Arno- Eu o abraço e sinto seu cheiro suave da sua roupa- Eu preciso ir embora.

Ele se afasta e me olha sem entender.

—É complicado- Seguro o choro- São tantas coisas.

Seu olhar de dúvida mudou para um sorriso.

—Eu também preciso.

—Você sabe?- pergunto esperançosa

— Sei o que?

— Um dia você vai descobrir, mas vamos?

Diante de uma longa conversa extensa a respeito sem o Arno saber do real motivo. Conversamos com François e decidimos que partiríamos com 18 anos.

Mas havia outros assuntos pessoais no qual eu teria que resolver o quanto antes.

Élise.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.