Ascensão Infernal

24 Enquanto você dormia - Parte 1


Notas iniciais
Oi, gente! Cheguei com mais um capítulo e nem demorei muito, né? E me empolguei tanto que já adiantei o próximo, então logo logo tem a parte 2. Well, quero agradecer muito a heycupcake por não só acompanhar Ascensão Infernal, mas também pela linda e fofa recomendação que me deixou muito muito muito feliz e parabenizá-la por ter deixado de ser leitora fantasminha. Muito obrigada, amore!!!! Capítulo dedicado a senhorita, viu? Well, conforme eu falei, estou trabalhando na parte 2 porque se eu fosse colocar tudo o que queria nesse capítulo aqui, ia ficar enooooooooooooooorme. Por enquanto é isso, boa leitura a todos!

Ainda dormindo e presa naquele maldito sonho graças a Castiel, Mia estava sentada no canto do que parecia ser o seu quarto no hotel, com os braços apoiados nos joelhos e uma expressão nem um pouco satisfeita em seu rosto.

— Anjo estúpido — resmungou inconformada.

Depois de xingá-lo mais um pouco em pensamento, ela respirou fundo, fechou os olhos, deixou sua cabeça pender para trás e se recostou na parede.

— Vamos lá, Mia — disse para si mesma. — Você consegue. Qualquer um consegue acordar, basta querer. É simples. Basta ter foco, fé e força.

Entretanto, por mais que se concentrasse, acreditasse e se esforçasse ao máximo para despertar, toda vez que Mia abria os olhos, via-se no mesmo lugar, ainda presa ali e sem qualquer sinal de que tinha conseguido sequer um vislumbre do mundo real.

Com certeza estava babando em seu travesseiro naquele exato momento. Mergulhada em um estágio profundo do sono. Completamente apagada.

Sentindo uma raiva crescente por estar naquela situação contra a sua vontade, a garota levantou do chão abruptamente e caminhou até a porta do quarto, decidida a sair daquela dimensão de qualquer jeito.

Porém, tudo o que Mia encontrou ao abrir a porta foi uma parede de tijolos vermelhos a sua frente. E isso a deixou com tanta raiva que ela simplesmente bateu a porta com o máximo de força que pôde, desejando que Castiel, onde quer que estivesse, visse o quanto ela estava possessa com o que ele havia aprontado.

Ao se lembrar da janela, Mia virou-se rapidamente e chegou a dar alguns passos na direção daquele lado do quarto. Contudo, ela deteve o passo imediatamente diante da surpresa de ver que a janela tinha simplesmente desaparecido, deixando apenas uma parede lisa e isolada em seu lugar. E ao olhar para a porta novamente, notou que ela também havia desaparecido como num passe de mágica.

Sentindo o seu sangue ferver nas veias, Mia olhou para cima e praguejou:

— Sério?! Odeio anjos.

XXX

Enquanto isso, na caverna da ilha vulcânica, Crowley estreitou o olhar na direção de Sam e Dean e então questionou:

— Me digam, boys. Como exatamente vocês planejam impedir o Armagedon desta vez?

Apesar do ódio que sentia do Rei do Inferno, já que foi por culpa dele que Natalie morreu em um acidente há alguns meses e só voltou da morte porque Castiel cuidou disso depois, Dean fez um esforço para enterrar tal lembrança em um lugar remoto de sua mente, vestiu sua máscara de humor e arriscou:

— Eu não sei. A princípio, nós estávamos pensando em usar a diplomacia. Dizem que conversando a gente sempre se entende. Mas eu confesso que chutar o seu traseiro para as profundezas do inferno seria bem mais interessante. Seria um prazer, na verdade.

Sem se abalar com aquelas palavras, Crowley retrucou prontamente:

— Bem, aparentemente nem você nem o Moose estão em condições de chutarem o meu traseiro. E sinto em dizer, mas diplomacia também não vai funcionar nesse momento. Mas... Em consideração aos velhos tempos, eu vou poupá-los. Pelo menos até conseguir o que eu quero. Depois disso, nós podemos sentar, conversar enquanto o mundo queima e negociar os novos termos da nossa relação. O que vocês acham?

Sem esperar por resposta, Crowley lançou um olhar significativo para os demônios que seguravam os caçadores. E como se eles tivessem recebido uma ordem silenciosa, começaram a caminhar em direção ao fundo da caverna, levando os dois.

Sam lutou para se desvencilhar, mas só o que conseguiu foi se virar um pouco na direção de Crowley e então esbravejou com ódio:

— Você vai pagar muito caro por tudo o que fez a Claire! Eu juro!

Depois de fazer um sinal para que os demônios parassem, Crowley redarguiu:

— E apesar do que eu fiz a Sra. Moose e do que ainda posso fazer em um estalar de dedos, se eu assim quiser, você veio até aqui. Colocando a vida da sua digníssima esposa em risco. Você não entendeu que era uma ameaça, Moose? Um aviso? E que o aviso continua valendo?

Lembrando-se do que Castiel lhe assegurou momentos antes — que Claire estava a salvo do feitiço enquanto estivesse mergulhada naquele sono profundo — Sam esboçou um sorriso torto e replicou com satisfação:

— Nesse momento, você não pode fazer absolutamente nada contra ela. Seu aviso não tem a menor importância agora.

Surpreso e confuso, Crowley franziu o cenho e indagou:

— Sério? — Olhando para Brianna com reprovação, ele questionou duramente: — Você não disse que aquele feitiço era infalível, querida?

Igualmente confusa e com medo do Rei do Inferno, a bruxa gaguejou ao tentar se explicar:

— Eu disse... E é isso, exatamente isso. Eu não entendo... Talvez ele esteja blefando...

— Eu não estou blefando — assegurou Sam firmemente, olhando primeiramente para Brianna e em seguida para Crowley. — A Claire está a salvo. Viva com isso. Enquanto você puder.

Depois de observá-lo por alguns instantes em busca de uma explicação para a inatividade momentânea do feitiço, Crowley acabou desistindo e resolveu inverter o jogo. Para isso, ele se voltou na direção de Dean e perguntou:

— Mas e a Sra. Squirrel? Ela está a salvo também? Eu fiquei sabendo que Natalie Jones... Se feriu recentemente em um acidente de carro. É verdade? Seria muito triste se ela se ferisse de novo, você não acha?

Sentindo o sangue ferver em suas veias diante do cinismo de Crowley e por relembrar o tal acidente, Dean tentou se soltar dos demônios que o detinham e xingou furioso:

— Seu filho da mãe!

Após fazer um sinal para que os seus servos levassem os caçadores para o fundo da caverna, Crowley resmungou com enfado:

— Já chega. Vocês já me fizeram perder muito tempo. E eu não posso me dar ao luxo de ficar fazendo sala num momento histórico como esse.

Em seguida, ele levou dois dedos à boca e assobiou alto, fazendo com que um dos Cães do Inferno passasse rapidamente entre Sam e Dean que sentiram sua presença maligna e se entreolharam atônitos.

Na sequência, o animal invisível e feroz parou diante de Crowley que deu uns tapinhas de incentivo em seu dorso e orientou:

— Você sabe o que tem que fazer, Rex. Guie os outros. Papai estará logo atrás de vocês.

O Cão do Inferno rosnou prontamente, acatando a ordem, e em questão de segundos, os outros Cães que se encontravam na caverna o seguiram em disparada rumo ao lado exterior, fazendo o ar em volta estremecer consideravelmente e espalhando latidos estridentes e horripilantes por toda a parte.

Isso deixou os Winchester visivelmente atordoados, pois até então eles não sabiam que os Cães estavam ali e não podiam sequer imaginar o que Crowley pretendia, mandando os animais sabe-se lá para onde daquela forma.

— O que diabos está acontecendo aqui?! — gritou Dean, tomado pela apreensão e pela adrenalina do momento.

Olhando para ele e para Sam, Crowley respondeu tranquilamente:

— O inferno. Sentem-se e assistam.

Assim que ele disse isso, os demônios que seguravam os caçadores empurraram os dois em um canto do lugar, os fazendo caírem sentados no chão, e Sawyer usou os seus poderes demoníacos para mantê-los presos contra a parede.

Vendo que a situação estava sob controle, Crowley estalou os dedos e deixou a caverna. Ele queria se assegurar de que nada daria errado em relação aos pactos que precisava cobrar. E por isso, acompanharia cada morte de perto. Ou pelo menos, boa parte delas.

Instantes depois, em diferentes lugares dos Estados Unidos, várias pessoas começariam a receber as visitas indesejáveis dos Cães do Inferno. E eles chegariam como sempre chegavam naquelas situações. Destroçando suas vítimas e engolindo suas almas sem dó nem piedade.

XXX

Na ilha, do lado de fora da caverna, Castiel e Bobby estavam escondidos atrás de uma pedra, mantendo uma distância segura do local, e se entreolhavam confusos.

— Me corrija se eu estiver enganado, mas o Crowley acabou de sair daqui, e pelo barulho, na companhia daqueles cães imundos, não foi? — pronunciou-se Bobby, tomando cuidado para não falar muito alto e chamar a atenção dos inúmeros demônios que cercavam aquela parte da ilha. — A questão é... Por quê?

O anjo não precisou pensar muito para unir os pontos e deduzir o que Crowley pretendia. E disposto a impedir aquilo, o anjo fez menção de se levantar e sibilou:

— Não...

Imediatamente, Bobby segurou em seu braço, o induziu a se esconder de novo e resmungou irritado:

— Balls! O que você está fazendo, Cas? Tentando ser visto por aqueles demônios? Que tal colocar uma melancia no pescoço, idjit?

— As almas... Crowley precisa das almas. Ele está indo cobrar os pactos — explicou o anjo, atônito com a revelação a qual chegou. E enquanto o velho caçador assimilava aquilo, ele acrescentou: — Almas humanas contém muito poder, com certeza Crowley precisa delas para o feitiço de abertura dos portais do Inferno. Nós temos que impedir que isso aconteça, Bobby. Impedindo isso, nós impedimos todo o resto.

Depois de avaliar aquilo por alguns instantes e soltar um suspiro de desânimo, o caçador redarguiu:

— Infelizmente, nós não podemos, Cas. É tarde demais para isso. Nós tínhamos que ter descoberto o que o Crowley planejava antes e pensado em um contra plano também antes. Não há tempo para isso agora. Nós não sabemos onde cada pessoa está e nem todos os anjos recuperaram suas asas. Eles não chegariam a tempo de salvá-las.

Inconformado, Castiel replicou firmemente:

— Eu não posso deixar essas pessoas morrerem assim. A Mia vai ficar arrasada quando souber. Ela vai se culpar ainda mais.

Agora você está preocupado com o que a Mia vai sentir, Cas? — questionou Bobby com uma crítica velada. — Sinto em te dizer, mas está um pouco tarde para isso também. A Mia já está arrasada. Por você ter deixado ela fora dessa missão, lembra?

As palavras do caçador atingiram o anjo em cheio, já que Castiel sabia muito bem que Bobby tinha razão. Mia não ia perdoá-lo de qualquer forma. Mesmo assim, ele não podia aceitar aquelas mortes. Eram injustas e cruéis por si só.

Imaginando o que o anjo estava pensando e percebendo que tinha sido muito duro com ele, Bobby relaxou um pouco, colocou a mão no ombro de Castiel e recomeçou pacientemente:

— Olha, você já me trouxe de volta da morte uma vez. Quando isso acabar, eu tenho certeza que você e os outros anjos poderão fazer o mesmo por aquelas pessoas. Mas agora nós temos que seguir com o plano. Sam e Dean estão se saindo bem e qualquer passo diferente da nossa parte pode colocar a vida deles em risco. E eu não quero perder aqueles garotos, Cas. Eu presumo que você também não queira isso.

Bobby estava certo novamente, Castiel sabia. Qualquer mudança de plano poderia acarretar em complicações para os Winchester. E o anjo, obviamente, não queria isso.

Sendo assim, ele prometeu para si mesmo que, depois que aquele maldito dia terminasse, daria um jeito de trazer aquelas pessoas de volta. E daria um jeito de Mia não ficar sabendo daquilo ou ela se culparia ainda mais por ter ajudado o Rei do Inferno a selar alguns daqueles pactos.

— Tudo bem. Vamos seguir com o plano — concordou por fim.

— É assim que se fala — aprovou Bobby. Em seguida, ele olhou na direção de alguns demônios ao longe, pegou uma faca como a da Ruby no cós da calça, checou sua arma também presa ali e repassou o plano: — Silenciosamente primeiro, atirar feito louco depois, certo?

— Certo — concordou o anjo, pegando sua espada. — É um bom plano.

Depois de se entreolharam uma última vez, os dois se afastaram daquela pedra, se separaram e começaram a matar os demônios que estavam afastados dos demais.

Esta era a primeira parte do plano. Matar quantos demônios eles pudessem e assim atrair o líder do exército para o lado de fora.

À medida que os dois limpavam pequenos trechos da ilha, outros anjos, que assim como Hannah tinham recuperado suas asas recentemente, voaram para o local. Não eram muitos em comparação com os demônios, mas eram guerreiros e estavam dispostos a lutarem até o fim se fosse preciso.

Silenciosamente e aos poucos, os demônios foram sendo abatidos por eles, Bobby e Castiel.

XXX

Do lado de dentro da caverna, Sawyer observava os Winchester completamente rendidos, com um sorriso torto no rosto e visivelmente satisfeito com a cena.

Depois de tentar se livrar da energia demoníaca que o mantinha preso, Dean perguntou sem qualquer paciência:

— Deixe eu adivinhar, você é o tal Sawyer, não é?

— Humm... Pelo visto a Mia andou falando de mim por aí — disse o demônio, confirmando o palpite do caçador. — Por falar nisso, como ela está? — quis saber com um interesse palpável.

Percebendo um sorriso malicioso no rosto de Sawyer, Dean respondeu firmemente:

— A salvo de você. — E apesar de não saber qual seria o futuro da relação da garota com Castiel, ele fez questão de completar: — E completamente comprometida com um anjo do Senhor. Eu ouvi dizer que eles estão até pensando em ter uns coelhinhos.

O sorriso de Sawyer desapareceu aos poucos, mas ele manteve a postura superior, como se não se importasse nem um pouco em ouvir aquilo.

Instantes depois, foi a vez de Sam olhar para Brianna no centro da caverna e questionar:

— E você quem é?

— Não é da sua conta — ela retrucou duramente.

Para provocar os caçadores, Sawyer decidiu responder por ela:

— Brianna é a bruxa mais importante do mundo nesse momento. É ela quem vai abrir o portal.

— É mesmo? — interessou-se o Winchester mais novo, querendo descobrir uma forma de parar aquilo.

Antes que Sawyer abrisse a boca de novo, a bruxa o repreendeu:

— Você está falando demais! Não percebe que é isso que eles querem? Sondar o terreno?

Percebendo que a bruxa podia ter razão, o demônio observou Sam e Dean com certa desconfiança por alguns instantes, depois se aproximou, agachou diante deles e questionou:

— Como que vocês foram pegos assim? Tão rápido e tão facilmente? Pelo o que eu entendi, os Winchester tinham alguma... Reputação.

Enquanto Dean encarava o demônio sem se abalar e pensava em uma forma de contornar aquela súbita desconfiança que poderia arruinar o plano, Sam foi mais rápido e articulou do jeito mais convincente que conseguiu:

— Nós subestimamos o nosso inimigo. Infelizmente, não é a primeira vez que cometemos um erro assim.

Imediatamente, Sawyer olhou para ele e perguntou ainda desconfiado:

— Então vocês vieram sozinhos? Tem certeza? Por que o meu sexto sentido está me dizendo que vocês estão mentindo. Eu até acredito que vocês deixaram suas garotas fora disso, parece inteligente, mas a Mia... Eu aposto que ela está lá fora, escondida em algum lugar, planejando alguma coisa.

Depois de rir sem humor, Dean perguntou:

— Que fissura é essa com a Mia, hein?

— Eu gosto dela — admitiu Sawyer prontamente. — Ou pelo menos da Mia que eu conheci.

Incomodado com a forma nojenta com que aquelas palavras soaram na voz do demônio, Dean resolveu esclarecer:

— A Mia que você conheceu não existe mais, seu filho da mãe. E sinto em te desapontar, mas ela não veio conosco. Ela está num lugar seguro com o Castiel.

Sem se abalar com aquilo, ou pelo menos disfarçando muito bem, Sawyer retirou do bolso o colar que pertencia a Mia. Um presente do anjo que Crowley havia descartado quando apagou a memória da garota há alguns meses. E então ele refletiu com cinismo:

— Humm... Mia e Castiel. Então é isso que esse colar ridículo quer dizer? Uma junção dos nomes? Que patético.

Reconhecendo o colar imediatamente e imaginando que Castiel não ia gostar nem um pouco de vê-lo nas mãos daquele demônio imundo, Dean sorriu discretamente e disse em tom de alerta:

— Você não devia estar com isso. — E depois de piscar para ele, reforçou: — Fica a dica.

Sawyer franziu o cenho confuso e encarou o caçador, tentando entender por que ele havia dito aquilo. Mas a voz de Sam o despertou, assim que este perguntou a Brianna:

— Por que você está ajudando o Crowley? Eu até entendo que demônios e bruxas costumem se aliar às vezes, mas você não parece muito feliz com isso. Eu estou certo?

De fato, a bruxa não estava nem um pouco satisfeita por estar naquela situação. Sam havia percebido isso apenas a observando, enquanto o irmão conversava com Sawyer instantes antes.

Brianna estava desconfiada que o Rei do Inferno não cumpriria a sua parte no trato ou que, de um jeito ou de outro, aquilo terminaria muito mal para ela. É como dizem, a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco e a bruxa sabia que ela era esse lado.

Apesar disso, Brianna manteve-se firme e articulou:

— Eu não tenho escolha.

Disposto a convencê-la do contrário, Sam replicou:

— Sempre se tem outra escolha.

Incomodado com o rumo daquela conversa, principalmente porque percebeu o olhar hesitante da bruxa ao ouvir tais palavras, Sawyer deu um tapa na têmpora do caçador e cortou abruptamente:

— Ei! Pode parar com isso, Sam. Não vai funcionar. A Bri está envolvida nisso até o pescoço e é inteligente o suficiente para não mudar de lado agora. — Olhando na direção da bruxa, ele inquiriu: — Ela sabe que isso seria fatal, não sabe?

Brianna não respondeu, mas desviou dos olhares sobre si e voltou-se para o desenho no chão da caverna imediatamente. Em seguida, começou a checar as ervas daninha em torno do círculo e olhou para a abertura no teto da caverna, por onde via-se o eclipse evoluindo lá fora.

Uma parte de si só queria que Crowley voltasse logo com as almas e que aquilo terminasse logo, mas outra parte... Sabia que aquilo era errado. Essa parte também se questionava se Sam Winchester estava certo. Será que ela tinha mesmo outra escolha?

Enquanto Brianna estava nesse conflito interno, Sawyer voltou a olhar para Dean que o encarava de um jeito nada satisfeito. Mais do que isso, de um jeito ameaçador.

— O que foi? — indagou o demônio sem muita paciência. — Cara feia pra mim é fome.

Depois de um longo momento o encarando daquele mesmo jeito e lembrando do tapa que Sawyer havia dado em Sam instantes antes, Dean finalmente se pronunciou:

— Você não devia ter batido no meu irmão.

— Jura? — retrucou o líder do exército, aproximando a mão do pescoço de Dean, a fim de se divertir ao vê-lo lutar por um pouco de ar.

Contudo, Sawyer desistiu quando os demônios em torno de si — que haviam capturado os caçadores e os levado até a caverna antes — ficaram em alerta ao escutarem gemidos abafados e outros sons suspeitos do lado de fora.

— Está acontecendo alguma coisa — deduziu um deles, mostrando os seus olhos pretos por um instante.

Prontamente, Sawyer levantou do chão e olhou para a entrada da caverna. Em seguida, ele se voltou para os demônios e orientou:

— Fiquem de olho neles, eu já volto.

Sam, Dean e Brianna o observaram deixar a caverna em seguida.

Notas finais
Gostaram? Sim? Não? Talvez? Eu ameiiiiiii escrever e a treta está só começando. Será que a Mia vai conseguir acordar, minha gente? E esse plano dos boys vai dar certo? Os 666 pactos serão mesmo cobrados? Crowley vai conseguir o que quer? Sawyer vai dar trabalho? Algumas respostas no próximo capítulo... Que será bem mais tenso e movimentado do que este aqui, então se preparem! Beijos e não se esqueçam das minhas reviews, hein? PS: O colar Miastiel reapareceu!!!! PS2: Dia 20 é meu niver e eu queria postar mais um capítulo nesse dia, mas não sei se conseguirei... Mas quero reviews de presente! Humpf!