Asas Malditas
2 Capítulo 2 - Asas
Notas iniciais
Acordo com a luz fraca que atravessava a cortina fina branca, olho para o relógio que estava na mesa de café. Já eram nove horas da manhã e precisava trabalhar, então levanto e vejo que a porta do quarto estava fecha era sinal que o rapaz não havia acordado. Ando até meu quarto, arrumo minhas coisas para trabalhar e ouço um barulho vindo do quarto ao lado. Chego até a porta e encaro a maçaneta pensando se deveria entrar, então giro ela e abro empurrando a porta para dentro. Entrando fico de cara a cara com o rapaz, ele estava mais bonito com a luz do sol e conseguia ver seus olhos claros quase brancos e seu cabelo loiro com cachos. Mas ele vira a cabeça lembrando que estava completamente sem roupa. — Tenho roupa de meu irmão, coloquei na cadeira. Acho que cabe em você... Ele balança a cabeça e fica me encarando pedindo algo e então lembro que precisava fechar a porta. Fecho a porta e ando para a cozinha, pego cereal e leite, pego duas tigelas e duas colheres e coloco na mesa. Noto que o rapaz estava abrindo a porta mas estava sem camisa, estranho pois havia deixado uma camisa de meu irmão... Ou não. — Ah! Desculpe, devo ter esquecido da camisa... Ele da um sorriso fazendo eu corar por dentro, era estranho ter um cara que nem sabe o nome em casa. Aquele ato foi tao espontâneo e sem sentido... Dou a camisa para ele, e pergunto: — Qual é seu nome? Ele coloca a camisa e começa a abotoar. — Peter, e o seu? — Annie. Peter termina de abotoar a camisa e se senta, eu sento a sua frente. Vejo ele colocar leite em sua tigela e depois o cereal, em seguida eu faço o mesmo. Peter fica um tempo encarando a tigela enquanto eu comia, parecia que ele não gostava do cereal ou algo parecido mais então ele faz uma pergunta: — Por que você me trouxe aqui? Era como eu disse, foi um puro ato espontâneo e sem sentido mas então eu lembro de suas asas, por isso! Foi pelas asas que quando eu vi eu resolvi trazer ele para meu apartamento. — Foi um ato espontâneo. E um pouco sem sentido... Peter continua me encarando sem entender e eu tentando esconder o rosto olhando para a tigela. — Também por causa das asas. Então sinto olhos os de Peter saltarem para os meus, e sinto que era algo que não deveria ter dito. Parecia até que ele estava preste a gritar. — Mas, só você viu? — Sim, na verdade só eu conseguia ver. Perguntei a minha amiga Penny e ela pensava que eu estava louca. Mas então as asas que eu vi não foram só ilusão...? Ele respira alto e desaba na cadeira. — Sim, não foi ilusão. Pelo ao contrário vou até te mostrar agora. Peter levanta da cadeira, vai até a minha e puxa minha mão. Fico surpresa pelo que ele fez mas não tanto quanto a que ele fez quando chegamos a varanda. Ele segurou em minha cintura e eu na dele e sinto em suas costas os nervos saltando e passando até algo surgi atrás de suas costas, magnificas asas brancas brilhantes ao luz do sol. Não importava mas nada além daquele brilho que expandia pelo quarto e na varanda, mas então olho para o chão e estávamos em pleno céu aberto entre as nuvens e nada mais.
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