Notas iniciais
Quem acompanha os intagrams com ceeeerteza pensou "OMG ESTOU TENDO SPOILER" E fico feliz com isso :} Bem, a imagem do Lysandre não tem ligação direta com o capitulo de hoje, é mais um . . . "ele estava passando pelo local tentando mexer no instagram e deixou cair a camera e acabou enviando a imagem pro insta" (apesar do dialogo ter um pouco a ver) Agora a do Castiel é ligadissima ao capitulo de hoje c: Então . . . Boa leitura pra quem não leu o/ E . . . felicitações pra quem já leu (?) A outra imagem é de uma cena que eu queria MUITO desenhar ahduiashd Achei merecedor demais colocar a cena do nervosismo da Caolha perto do Castiel vestido de diabo :'D Imagem bonus 1, 2 e 3 : http://asaventurasdeumadoceteciclope.kazumitakashi.com/post/147266811223/imgbonus65#_=_ Insta do Castiel: https://www.instagram.com/p/BBAzB9PB5B0/ Insta do Lysandre: https://www.instagram.com/p/BBBBuC-m-LC/

Chegando no local indicado, eu pude ver uma movimentação grande, bem, se ele tivesse a intenção de me matar provavelmente não faria em um lugar com tanta gente creio eu . . .
Eu fiquei esperando ele um tempo . . . Então decidi pegar o celular pra mandar mensagem pra ele, foi quando senti alguém tocar no meu ombro.
"Olha quem apareceu !" era o Castiel.
Ele estava com uma fantasia que combinava bastante com ele . . . De Diabo.
E sinceramente . . . Eu me atrevo a escrever que aquela fantasia vestiu muito bem nele, não só bem pelo fato de ser um diabo mas . . . Vestiu bem no sentido de ter destacado bem a "beleza" dele.
Eu conseguia sentir a quentura do inferno claramente só de olhar pra ele vestindo aquela roupa, e é esquisito escrever isso, mas é verídico, se a sensação for aquela de ir pro inferno eu adoraria.

Ignorando meus pensamentos referentes a fantasia do Castiel (ou as minhas fantasias, como preferir) . . .
"Nossa ! Você veio de casaco ?! Sabe que a festa vai ser em um lugar fechado né ?" ele dizia com um olhar realmente incomodado com minha vestimenta.
"M-Mas Castiel, independente, essa época do ano é mais . . . Quente-- CALOR--- FRIA !!" Eu estava trocando muito as palavras. Eu realmente estava nervosa com a presença dele vestido daquela forma . . . "Quente".
Castiel ria e claramente reparou que minha confusão era culpa dele.
"Eu não sabia que você gostava desse tipo de ambiente . . . Boatezinhas e tals." eu falei.
"E não curto. Eu só vim hoje porque uma banda que eu gosto vai tocar. Fora que eu queria me distrair. E bem, fora que tá rolando altos descontos nas bebidas pra quem vem fantasiado." a explicação do Castiel foi o suficiente.

Nós entramos no local da festa.
Eu fiquei deslumbrada, eu realmente não sou acostumada com esse tipo de ambiente.
Nunca fui em festinhas, baladas e coisas do tipo, e acho que deixei na cara pois ele ria da minha reação.
"Nós vamos chegar muito tarde ? Eu não avisei que horas voltaria pra casa e meus pais podem se preocupar . . . Fora que temos aula amanhã . . . " eu falei receosa, pois já estava bem tarde e a festa parecia ter começado agora.
"Esqueci que você não é independente. De qualquer forma, eu só quero ficar pro show, depois se quiser te levo em casa." ele falava de uma forma que não sou acostumada.
Ele estava um tanto quanto gentil.
"E que horas acha que vai ser isso ?"
"Sei lá, provavelmente mais tarde. Ah cara, cadê a menina que estava cabulando aula ? Chama ela porque essa aí certinha é meio chata." Castiel ria de mim.

Ele realmente parecia ter me chamado só pra curtir o local e pra distraímos a mente, não acredito que ele tenha feito uma armadilha pra mim nem nada . . . Será que o Lysandre contou mesmo tudo pra ele . . . ?
Eu pensei, e decidi perguntar.
Eu e ele estávamos em uma bancada conversando.
"Castiel . . . O Lysandre falou comigo e-- "
"Sim, ele me contou, e eu pretendia falar sobre isso contigo hoje. . . Mas não agora." Castiel mudou a feição dele, ele parecia melancólico. "D-Desculpe" foi tudo que consegui falar.
"Já que tocou no assunto vamos falar sobre isso. Eu pensei bastante sobre isso e . . . Decidi que seria melhor que você me matasse . . . "Castiel parecia estar bem decidido quanto a isso.
"Tá doido ? Qual o problema de vocês que ficam com essa ideia de se matar por mim ?" eu estava inconformada com isso.
"Cara . . . Você acha que não reparei no quanto você esta fraca ? Você não vai aguentar muito tempo assim. E fora que você claramente não está aceitando bem sua morte." ele falava convicto de cada palavra.
"Cara, eu estou mais conformada que você. Eu também vim decidida de deixar você me matar. Você tem lutado esse tempo todo tentando se manter vivo, e você claramente ama viver. Castiel, você chegou ao extremo de matar pra viver, eu não. Você realmente quer viver. E fora que tem esse peso desde criança, eu pude viver bem a vida . . . Mesmo que de uma forma estranha. Vou me manter com vitaminas até onde conseguir."
"Você não entende ? Essas vitaminas não vão durar nem mais 1 mês ! Olha o seu estado garota ! Você tá parecendo uma anoréxica em estagio terminal ! Você fez esse pacto e em seguida parou de comer. Diferente de mim que fiquei me matando de comer. Nossa situação é frágil, se ficamos com fome, temos que comer praticamente na hora !" ele estava alterado, mas por sorte, a musica abafava bem, ninguém provavelmente prestava atenção no nosso assunto.
"Cara, eu me sinto bem quando tomo as vitaminas."
"E quantas você já teve que aumentar pra se sentir um pouco melhor ?! Olha hoje ! Você tá mais magra que os últimos dias. Se continuar assim não vai aguentar nem 1 semana a mais." ele parecia realmente revoltado com minha situação.
"Castiel, eu to bem. Só esqueci de tomar hoje e--"
"É O QUE ?! VOCÊ ESQUECEU ?! NÃO ESQUECE A CABEÇA TAMBÉM NÃO ?! CARA ! VOCÊ NÃO PODE ESQUECER.
Seu corpo é tipo um balde cheio de água. A água é sua energia vital, seu sangue, etc.
Ela vai evaporar naturalmente enquanto você vive a vida. Coisas podem contaminar sua água ou fazer pequenos furos. Mas coisas pequenas que você consegue repor facilmente com um copo de água, que no caso são comidas e afins.
A Ambre veio e furou o fundo do seu balde e começou a roubar sua água pro balde dela, e cada dia que passa ela aumenta o furo.
Você precisa repor a água rapidamente, mas você ficou tanto tempo sem repor água que ela já pegou uma quantidade de água absurda e aumentou muito o furo no seu balde já,e você quer repor a água com copinhos de água, que nunca vão conseguir encher a tempo. Você precisa pegar a água de outro balde . . .Por isso precisa matar outra pessoa . . . Precisa roubar a água de um balde cheio . . . " quando o Castiel me explicou isso eu fiquei impressionada . . . Nâo com a explicação em sí, mas a forma que ele falou.
"Castiel, você tem falado muito com o Armin ?" eu perguntei.
"Sim porque ? Ele tem me contado coisas sobre meus pais e tudo mais . . . "
"ah. Tá explicado. O seu exemplo foi algo que eu ouviria do Armin, não de você." eu fiquei aliviada, porque eu não imagino ele sendo "inteligente".
"PORRA ! PRESTOU ATENÇÃO EM ALGO QUE FALEI ?! FODA-SE SE A EXPLICAÇÃO VEIO DO ARMIN, O QUE IMPORTA É QUE VOCÊ NÃO VAI VIVER ! VAI MORRER !" Ele gritou tanto que algumas pessoas olharam pra gente.
"Ahh tá explicado ! Então veio do Armin ! Sabia que você não ia pensar nessa explicação simplificada sozinho. De qualquer forma . . . Não precisava tanto né Castiel . . . Já falei, não vou matar . . . Ponto."
Ele então respirou fundo com um olhar raivoso e começou a procurar os cigarros dele pela roupa se afastando de leve.
Nesse momento um rapaz se aproximou de mim.
Ele tinha cabelos longos e usava uma roupa vitoriana tipo a minha.
"Olá. Gostaria de conversar ? Estou sozinho e achei sua roupa muito bonita" o rapaz falava.
Ele era muito elegante e bonito, tinha um ar que me lembrava um pouco o Lysandre.
"C-claro porque não ?" no que respondi isso o Castiel veio de uma vez em cima de mim me puxando pra longe do rapaz.
"QUAL O SEU PROBLEMA ?! EU VIRO AS COSTAS UM SEGUNDO E VOCÊ DÁ TRELA PRA OUTRO ?!" Castiel gritava.
"Castiel ! Eu só to conversando com ele ! E outra, não somos nada !"
Castiel pareceu ter se irritado com minhas palavras . . . Mas eram verídicas . . .
"É, você adora me lembrar que eu não tenho direito de me preocupar contigo né ?!" ele falou em tom mais baixo com um olhar muito irritado.

Após uns minutos de silêncio bastante irritado, ele falou para eu acompanha-lo.
De inicio eu fui sem hesitar . . . Mas quando vi que ele estava se afastando de todos e me levando pra um local isolado comecei a me preocupar.
"Porque me trouxe pra cá . . . ?" Eu estava com medo da resposta.
"Não é óbvio ? Porque decidi te matar." quando ele falou isso eu gelei.
Eu estava com medo . . . E fraca.
"P-Porque decidiu isso do nada . . . ?" eu perguntei tremendo e me afastando lentamente sem ter pra onde ir.
"Porque eu vou te manter viva ? Eu luto pra te manter bem, luto pra dar tudo que você quer e no fim escuto que não temos nada, que não tenho que me meter na sua vida entre outras coisas. Eu prefiro garantir minha vida do que ficar garantindo a vida de alguém que além de não dar valor pra própria vida e ainda sequer dá valor pros meus atos." Castiel estava com um sorriso muito maldoso . . . E ele puxava um canivete aos poucos do bolso.
Eu lembro bem que canivete era aquele . . . Aquele da corrida.
"C-Castiel . . . " Eu não tinha saída.
Atrás tudo estava fechado, e na frente . . . Tinha a besta selvagem que queria me matar.
Castiel começou a abrir o canivete, e cada vez mais o sorriso que ele esboçava aumentava. Era assustador . . . Eu podia ter certeza que aquele era o meu fim.
Ele estava com o olhar de um predador que estava prestes a abater a presa.
"O que acha de dizer suas ultimas palavras ?" ele falava isso passando o canivete dele de leve do meu peito ao topo do meu pescoço.
Eu podia sentir meu corpo suar e o desespero tomar conta de mim.
"Eu- Eu não . . . Eu" eu não conseguia falar nada.
Então ele levantou a mão com o canivete de uma vez enquanto com a outra ele me parava abrindo de leve minha camisa no lado esquerdo. Eu não conseguia me mover, só consegui fechar o olho com muito medo e esperar o pior acontecer.

Eu estava tão desesperada que demorei pra me tocar que eu não sentia dor, não sentia facada, não sentia nada, a única coisa que eu sentia era algo quente envolvendo meu corpo.
Quando abri o olho pude ver o Castiel me abraçando.
"Você realmente achou que eu ia te matar ?" ele falava enquanto me abraçava.
"N-não sei . . . " eu estava me sentindo muito tonta, estava chorando, estava com vontade de vomitar.
"Eu já te falei que não tenho coragem . . . Principalmente porque você passa a mesma coisa que eu. Você já tá sofrendo o suficiente . . . Aliás, pra quem estava pronta pra morrer você pareceu em pânico." quando ele falou isso eu desabei de chorar mais e mais.
Eu não quero morrer.
Eu definitivamente não quero morrer.
Eu me vi em uma situação de vida e morte e . . . Eu queria gritar, eu queria fugir . . . Eu cheguei a cogitar de matar alguém por uns segundos . . . Eu . . . Eu definitivamente não quero morrer.
"Espero que eu tenha te feito entender que quando se está com a vida por um fio . . . Nós fazemos sacrifícios. Você nunca quis me dar sua vida de verdade caolha, você sabe disso."
Ele não me soltou em momento algum. Aquilo era bom, era aconchegante.
"Sabe . . . Eu já te abracei outras vezes . . . E posso dizer com clareza que tem algo me incomodando muito em nosso abraço hoje . . . Seus ossos." ele dizia enquanto se escorava na parede ainda me segurando.
"Como assim meus ossos ?" eu realmente não havia entendido bem o que ele queria dizer . . .
"Você está muito magra. E cada vez que te toco você está mais magra . . . Por favor, mate alguém."
Quando ele falou isso eu me afastei.
"Não . . . Eu não vou matar ninguém ! Eu prefiro morrer doq--"
"VOCÊ PREFERE MORRER PORRA NENHUMA ! JÁ PROVEI POR A MAIS B QUE VOCÊ TEM MEDO. FALA DA BOCA PRA FORA ! VOCÊ QUER VIVER !" Ele estava realmente alterado.
"SIM EU QUERO VIVER ! E DAÍ ?! ONDE ENTRA O PONTO DE QUE NÃO VOU VIVER AS CUSTAS DA VIDA DOS OUTROS ?! CASTIEL ! QUERER VIVER NÃO QUER DIZER ESTAR DISPOSTO A MATAR ALGUÉM !"
"GAROTA ! VOCÊ NÃO TÁ SE AGUENTANDO EM PÉ !"
Então nós dois voltamos pro silêncio.
"Preciso comer algo . . . " eu falei.
"E ainda tem mais essa . . . Agora deu pra esquecer de comer e tomar vitaminas. Nunca vi isso ! A garota sabe que tá fraca e simplesmente esquece que tem que fazer as coisas pra ficar viva. Isso não existe."
"Castiel, chega . . . " eu realmente não queria ouvir essas coisas que ele estava falando.
"Não ! Você talvez não tenha nem mais 1 semana de vida !! Você tem noção do que é isso ?!" ele estava com um olhar desesperado. Mas eu não estava disposta a dar o braço à torcer.
"Cara, eu não vou mudar de ideia. Eu vou morrer, mas não vou matar . . . "
"1 SEMANA CARA ! VOCÊ NÃO DEVE TER MAIS QUE ISSO !!! SE TOCA !!" ele estava me sacudindo.
"Se eu tenho só isso quero aproveitar cada minuto com todo mundo. Hoje eu passei a tarde brincando com o Ken sabia ? Foi muito divertido relembrar minha infância . . . Acho que é um sinal de que eu vou sem arrependimentos. Quero levar lembranças boas de cada um de vocês."
"DEIXA DE SER IMBECIL !! VOCÊ NÃO PODE DESISTIR DE VIVER ASSIM !" ele estava cada vez mais desesperado.
"Cara . . . A vida é minha. Eu faço o que quiser dela. Agora vamos voltar lá pra dentro . . . Quero boas lembranças suas, e pensei que iriamos ter isso aqui na festa. Uma noite divertida vendo um show, conversas felizes, e ir pra casa."
Em silêncio, Castiel ficou me olhando com um olhar que parecia pena.
Ele estava com um ar muito triste . . . Acho que ele esperava que o susto que ele me deu fosse me fazer mudar de ideia a respeito de matar alguém ou não . . .
"Castiel desculpe . . . Eu não vou mudar de ideia. Eu não quero morrer, mas . . . Não quero viver assim."
O Castiel então chegou bem perto de mim, eu sinceramente pensei que ele fosse me beijar, mas ao invés disso ele puxou minha mão e colocou um canivete nela.
"Eu vou te pedir pela última vez . . . Me mate." ele falou melancólico.
"Castiel, para de besteira."
"Você tem o minimo de consideração por mim ? Então me mate. Eu já tentei me matar, eu já tentei TE matar . . . Você estaria me fazendo um favor, e um favor pras pessoas que eu mato sempre. Fora que conseguiria sua liberdade."
Eu me senti muito tonta, eu realmente estava me sentido cada vez mais fraca. Castiel reparou e logo mudou a expressão para preocupação.
"Eu . . . Eu vou lá dentro trazer coisas pra você comer, já volto . . . Fique sentada aqui e pense na minha proposta . . . " Ele então me colocou sentada em umas caixas e com muita pressa ele saiu de lá. Ele parecia desesperado com minha situação. . . Eu estou preocupando todo mundo não é mesmo ?

Eu fiquei lá, pensando na vida, pensando em tudo que aconteceu.
O canivete estava comigo . . . Eu fiquei abrindo e fechando ele pra me distrair . . . Minha vida é tão complicada . . . Talvez se eu tivesse a coragem do Castiel de matar pessoas, tudo fosse mais fácil . . . Mas . . . Não sei.

Depois de um tempo ali esperando eu estava estranhando . . . Não sei se o tédio fez parecer que passou bastante tempo ou se realmente eu estava a muito tempo esperando, sei que o rapaz de mais cedo veio até mim.
Aquele rapaz de cabelos longos e ar vitoriano.
"Eu vi que você estava com aquele rapaz ruivo . . . Vocês são namorados ?" o menino foi bem direto enquanto chegava perto de mim.
"N-Não ! Só amigos. Ele me chamou pra essa festa pra nos distrairmos mas . . . Não deu muito certo."
"Deixa eu adivinhar . . . Ele quer algo de você ?" eu sabia bem do que o menino se referia, mas acho que minha resposta vale pra situação real então só falei que sim.
"E está aqui isolada porque ?"
"Ele falou que não demoraria, foi buscar comida, mas no fim, está demorando um século . . . Acho que ele me deixou na festa." eu tentei rir da situação.
"Bem . . . Sou Dimitri, posso te fazer companhia ?" o rapaz já falou se sentando.
"Ah, sim . . . Sou Celeste . . . er . . . Porque quer ficar me fazendo companhia ?" eu realmente estava meio desconfiada, sei lá, muita coisa estranha me acontece, e esse menino me rondando sem mais nem menos é mais estranho ainda, eu não sou acostumada com meninos investindo em mim e coisas do tipo apesar de tudo. . . Muito menos em baladinhas e coisas assim.
"Só achei você interessante . . . Nada de mais. Seilá, se destacou entre as demais meninas."
"Claro que me destaco . . . Tenho um olho só." o Dimitri começou a rir.
Ele era um rapaz bem simpático e me fez companhia.
Ele tinha um assunto legal, e sinceramente eu estava até esquecida já do Castiel, passei bons momentos com o tal Dimitri . . .
Mas minha vida não pode me dar bençãos, então logo algo estragou a noite . . .
"Cara eu realmente adorei conhecer você" O Dimitri falava sorridente, um sorriso muito bonito por sinal.
"Digo o mesmo ! Você é muito legal ! Vamos nos falar mais vezes."
"O que acha de ir lá pra minha casa ? Podemos conversar mais um pouco." Ele falava isso com uma certa malicia no olhar, ele claramente não queria conversar.
"Não, deixa pra próxima, eu tenho que ir, já que o Castiel me deixou pra trás vou sozinha."
"Ah vamos lá ! Entendi eu estou sendo gentil demais né ? Bem que ele falou que não pode ser muito gentil . . . " quando ele falou isso eu realmente não entendi bem o que ele queria dizer, mas eu queria sair de lá, porém, estava muito fraca.
"Sério Dimitri, eu preciso ir."
"Eu te levo." o Dimitri insistia em me levar e me puxava, mesmo com pouca força eu tinha bastante força por causa do pacto com a Ambre.
"Não. . . " eu empurrava ele pra longe, mas parecia que quanto mais eu empurrava, mais empenhado em me levar com ele, ele ficava.
"Vamos lá ! Deixa disso ! Nós conversamos a noite toda" ele usava isso como se fosse o argumento mais convincente do mundo pra levar uma menina pra casa.
Em poucos segundos minha opinião sobre ele mudou da água pro vinho, ele é um babaca. Consigo comparar sua insistência com a do Dakota.
Ele era rude e meio que me tratava como um pedaço de carne.
Ele começou a ficar mais e mais irritado, e com minhas recusas parecia estar ficando mais agressivo também.
O que eu mais desejava era que o Castiel voltasse, mas eu sabia que ele não voltaria, já tinham se passado horas desde que ele sumiu.
Dimitri já estava quase gritando comigo, e eu sinceramente não consigo suportar a ideia de sempre atrair esse tipo de situação e pessoa . . . Mas ele em meio a irritação dele começou a me puxar de forma agressiva, e já parecia não querer me convencer a ir com ele, e sim me forçar. . . Sabe lá Deus o que ele pretendia fazer comigo.
Em meio ao desespero afastando e empurrando ele, eu joguei as caixas que estavam perto mas ele não parava e ria mais e mais . . . Então ele sorrindo falou "OK, vai ser aqui mesmo." E começou a avançar em minha direção.
Eu sabia o que ele pretendia comigo, tudo que podia fazer era empurrar ele com minha pouca força que restava . . . Foi quando durante os empurrões eu enfiei o canivete nele.
Aquele canivete que o Castiel deixou comigo . . .
Eu não soltei o canivete em momento algum . . . Mas ele estava a ponto de conseguir o que queria, e eu não podia deixar esse tipo de lembrança desagradável ocupar minha mente, então eu simplesmente enfiei o canivete nele . . .
Eu fiquei estática sem acreditar no que eu havia feito . . . Eu estava em panico, eu só queria afasta-lo . . .
E no fim . . . Eu senti que ele estava caindo aos poucos, e pude sentir meu corpo revigorar . . .
Eu não conseguia me mexer, eu estava sem reação . . .
Foi quando o Dimitri caiu no chão e eu não conseguia parar de olhar pro corpo dele no chão . . . Foi tão rápido . . . Não acreditava que algo grave poderia ter acontecido . . .
Eu estava assustada com aquele canivete cheio de sangue em mãos . . . Caminhando lentamente em direção ao corpo do Dimitri eu toquei seu rosto, e estava gelado . . . Eu gelei junto provavelmente, eu queria chorar, eu queria sumir, eu não podia acreditar no que tinha acabado de fazer . . .
Foi quando o Castiel saiu de um canto ao lado e veio até mim.
Ele então olhando fixamente pra mim falou: "Desculpe . . ."

Notas finais
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