As aventuras de uma Docete Ciclope
200 Capitulo 195
Notas iniciais
Passaram-se alguns dias desde que o Armin do passado esteve aqui.
Pra ser bem sincera, eu estava agindo como se estivesse tudo melhor do que nunca e tentando por todos pra cima incansavelmente.
Nathaniel é a pessoa mais próxima a mim nesses últimos dias, e ele vem claramente estranhando minha postura que mudou de completamente depressiva e sem esperança pra uma pessoa pra cima e esperançosa.
O Armin tem se esforçado pra dar mais ouvidos pros amigos e dividir mais o peso dos problemas, mas claro, não com grande frequência, afinal, Armin é Armin né.
Eu tenho andado grudada com o Alexy do passado, por motivos óbvios, ninguém entende já que foi repentido que comecei a andar com ele e muitos questionam, mas eu não abri a real pra ninguém, por mais tentador que seja, preciso ser calma pra me aproximar deles.
Cogito falar para o Nathaniel antes de qualquer um, já que com ele posso forçá-lo a prometer não falar pra ninguém antes de contar, e assim, manipular ele, já que ele nunca mente e nem é tão atrevido quanto o Armin.
Sei que sempre pude confiar no Armin, mas ele tá tão surtado ultimamente que nem rola… Não sei como ele reagiria, especialmente porque não tenho provas de que o Armin do passado está sendo legal e do lado certo, mesmo pra mim mesma eu não tenho prova alguma! To só confiando nas palavras dele…
Mas é tudo questão de tática e é isto que tenho feito com o Alexy: planejado incansavelmente.
Nathaniel pode vir com uma boa ideia de o que fazer.
Armin do passado constantemente “alimenta” Alexy com novas informações a respeito de como estão as coisas na mansão do Lysandre, seus planos, sua maquina dimensional e o mais importante: a localidade da Boreal original.
Ele tem suspeitas de que ela possa estar no bunker, e como eu pedi pra ele me mudar de dimensão, ele disse que está pensando em me pôr em alguma dimensão segura até ele ver como abrir o portal pro bunker, o portal que ele está tentando usar é aquele que abriu na mansão do Lysandre, na tal porta.
“O que houve que de repente se tornaram tão bons amigos? E justo você Alexy? Digo, esse Alexy?” Armin questionava quando passava por nós dois e via que estavamos conversando.
Alexy é muito bom pra trocar o assunto de forma natural, e foi o que ele fez conseguindo fluir naturalmente do nosso assunto sobre o progresso do Armin quanto a tudo até um assunto que parecia um mero desabafo de relacionamento.
“É, acontece.” Alexy falava de forma atrevida, mas sem falar muito como ele sempre tem feito com todos.
Alexy já mostrou pra mim que ele não mudou muito, mas pra evitar dar com a lingua nos dentes ele evita interagir com todos, isso explica muita coisa…
Armin ficava encarando o Alexy e eu com certa desconfiança.
“Armin entenda, eu preciso conversar com gente de fora que te conheça e que não vai ficar tomando tua defesa como o Nathaniel faz. Quero falar mal de você, agora sai daqui.” Falei emburrada, e claramente o Armin caiu feito um patinho.
“Mas o que eu fiz agora?! Eu to me esforçando muito pra ficar bem contigo! Para com essa merda!!” ele gritava enquanto eu tentava me retirar com o Alexy do local, confesso que foi mais uma provocação que outra coisa.
Nós fomos pra parte central enquanto ele vinha gritando e reclamando, mas sem muito esforço, eu terminei rindo com a insistência dele, e o Alexy por sua vez, também riu.
Repentinamente o Armin parou de uma vez e pegou algo no bolso, pela distância eu não conseguia ver o que era, mas dava pra notar sua surpresa.
Armin veio correndo até a área central onde Alexy e eu nos encontrávamos gritando.
“ALGUMA COISA ACONTECEU!” ele falava estressado.
“Que foi Armin? Tá fazendo cena pra se aproximar?” perguntei brincando mas já mudando minha postura enquanto ele me mostrava seu PSP.
Havia uma mensagem escrita “ZW52b3llciBkZ SBsJ2FpZGU=”
“OK… o que significa isso?” perguntei genuinamente confusa.
“Essa linguagem é Base64, é uma linguagem apesar de tudo bem básica, está escrito ‘envie ajuda’ o que é muito confuso… Lembra que eu te falei que deixei um sistema de segurança nas minhas coisas que me enviam essa mensagem caso alguém mexa nas minhas coisas? Até te ensinei a senha pra uma emergencia? Eu não sei de onde isso está sendo enviado!”
“Como assim?!? Isso iria ser enviado pro seu computador ou celular caso eu acessasse no psp certo?” perguntei
“Sim! … Eu não faço ideia de onde veio esse pedido de ajuda nem o porquê disso ter sido enviado justo pro PSP, isso não estava nos meus planos.” Armin falava.
“Pode ter dado problema no sistema que você programou, tecnologia buga maninho, especialmente se envolve viagens no tempo.” Alexy falava com deboche.
“Não é simples assim Alexy. Eu preciso ter certeza… E se tiver alguém em perigo…? Especificamente, e se a Boreal estiver em perigo?” quando o Armin falou isso fiquei bem confusa. Boreal? Ele se referia a mim ou outra Boreal?
“Mas eu to aqui…” afirmei.
“Digo a Boreal dessa linha, ou de alguma outra. Isso pode nos ajudar. Se for algo relacionado até a você mesma Boreal! Precisamos investigar!” eu quase deixei escapar “Boreal Original”, mas me contive.
Comecei a incentivar ele a fazer essa busca e fui com ele ate a área de computadores, Alexy e eu.
Alexy no caminho inteiro estava enviando mensagens pro Armin contando tudo que estava acontecendo. Quanto mais ajuda melhor…
Lá estava a Melody sentada no colo da Priya enquanto conversavam com a Peggy que parecia concentrada em algo, mas respondia elas sorrindo.
“Aconteceu algo?” Priya direcionava seu olhar até nós, ao notar que estávamos tensos.
Armin se dirigiu até a Peggy sem pestanejar já jogando o PSP sob o teclado dela. Os dois estão realmente MUITO amigos.
Me atrevo a dizer que o nível de amizade tá tipo a dele com o Nathaniel.
“PORRA ARMIN O QUE—” Antes que ela completasse, ela olhou a mensagem do PSP e ficou espantada.
“O que isso significa…?” ela falou.
“A mensagem ou como ela chegou aí?” ele perguntou serio.
“As duas coisas…”
“A mensagem está em Base64, significa ‘envie ajuda’. É um sistema de segurança que coloquei no meu PSP e só a Boreal tinha a senha. Por algum motivo recebi isso no meu PSP, mas isso era pra ser enviado do próprio PSP pra meu celular e afins. Eu não sei de onde veio, preciso da sua ajuda.” é interessante notar que ele pede ajuda abertamente pra Peggy, enquanto a gente ele tava deixando de lado, chutar ele depois, LEMBRETE.
“Pera… Mas e se for uma armadilha?! Isso não tem sentido algum! Especialmente porque vocês são de outra linha temporal.” ela dizia.
“Exatamente por isso que eu to desesperado entendeu? Preciso que me ajude a identificar de onde isso está vindo.” ele completava.
“... Obvio que vou ajudar, isso pode ser algo arriscado pra todos aqui.” Peggy dizia já puxando seu notebook e conectando ao PSP com o cabo enquanto Armin se sentava ao seu lado e puxava um pequeno netbook que estava encostado ali.
Melody se levantou do colo da Priya e foi até eles ver o que estavam fazendo enquanto Priya se aproximou de Alexy e eu.
“Isso foi agora?” ela perguntava.
“Sim, agorinha. Ele veio todo assustado com isso nas mãos.” Alexy respondia.
“Pior que eu não comi nada ainda… e depois disso perdi a fome.” falei realmente sem fome, eu tentava parecer forte, mas eram essas coisas estranhas que me faziam tremer ainda mais.
Eu sabia que por agora estou sob a proteção do Armin do passado, claro, não confio100% nele, mas até o momento dá pra levar, mas ainda assim, dá medo sabe?
É tudo muito incerto…
“Vou buscar algo pra gente.” Alexy dizia dando tapinhas no meu ombro e sorrindo.
Esse Alexy tenta se manter apático e calado perto dos outros, mas tem vezes que ele deixa “vazar” o Alexy, especialmente pra mim, não que ele não seja mais contido que o meu Alexy, mas ele é completamente diferente quando estamos a sós.
Fiquei lá um tempo esperando algo acontecer, estava bem tedioso.
Eu e Priya conversamos um pouco sobre coisas aleatórias, volta e meia Melody vinha falar algo também, mas logo voltava pra perto do Armin e da Peggy super curiosa, e foi um momento agradável.
Alexy voltou com alguns petiscos e todos comemos lá.
Elas duas falaram sobre seu relacionamento, sobre o local, Priya até falou de como quer um dia casar com a Melody quando tudo isso acabar e a Melody deu um grande chilique fofo com isso.
Nossa, eu me dando bem com a Melody e shippando ela com a Priya, quem diria não é mesmo?
Foi quando, Armin e Peggy gritaram juntos em meio a uma empolgação com algo.
“CASA DO LYSANDRE?!?” eles falavam quase ao mesmo tempo.
“Como assim?!” Melody correu pra perto novamente.
“O sinal veio de lá…” Armin falava pensativo e com um olhar meio chocado.
“Só pode ser uma armadilha!” Peggy dizia.
“Ou ativaram sem querer.” Priya completou.
“E se fore realmente um pedido de socorro? Sabemos que o Lysandre tem uma sala de tortura.” Melody dizia.
“Não dá pra saber as intenções reais, só da pra saber que eles fizeram algo.” Armin respondeu.
“Simples, só irmos verificar.” eu tomei frente falando com Alexy concordando comigo.
“Tá maluca?! Eu sou o suicida aqui e não quero uma morte nas mãos do Lysandre.” Armin gritava claramente irritado.
“Armin, ficar pensando no que PODE ser não vai mudar O QUE É. Só ver se tem alguém na casa e irmos, simples. Se não forem, eu mesma vou e não preciso de vocês. To cansada de ficar parada esperando um milagre acontecer.” eu falava isso totalmente me garantindo no Armin do passado, mas só o Alexy sabia.
“QUE ODIO EU TENHO DE VOCÊ! SEMPRE ASSIM! E EU SEI QUE SE EU FALAR NÃO VOCÊ VAI MESMO ASSIM NE?!” Armin gritava já colocando coisas na bolsa enquanto eu acenava positivamente pra pergunta dele.
“PERA VOCÊS VÃO MESMO?!” Peggy segurava o Armin.
“Eu não vou deixar essa ameba sozinha. Ela vai Peggy, eu conheço esse olhar dela, INFELIZMENTE ela é a pessoa mais teimosa que eu já conheci. E eu já vi essa ameba se ferrar por ir sozinha nos lugares.” Armin me encarava com raiva e eu só ignorava.
“Cara, se vocês vão mesmo fazer essa merda suicida, eu vou com vocês.” Priya se meteu.
“NÃO PRI! EU TENHO MEDO POR FAVOR!” Melody abraçava a Priya muito desesperada.
“É verdade, Priya, a louca, aqui sou eu, pode ficar.” respondi.
“CLARO, PORQUE SE EU MORRER QUE SE FODA NE?!” Armin gritou de volta.
“Como você disse, tu é suicida.” fui ríspida, porem deixei claro que estava brincando.
“Peggy fica aqui com a Melody monitorando, quando o Daniel voltar da rua com o Ken pede ajuda dele também. Armin faz o monitoramento local com a gente lá, e Boreal e eu entramos. Boreal tem super força, será bem útil.” Priya sendo tática como sempre.
Após uma longa despedida da Melody, que começou a me dar medo de tão desesperada que estava a Melody, as duas se beijaram e Priya veio conosco.
Entramos pela mesma passagem da outra vez, e ficamos nos comunicando com Peggy.
Aparentemente estava vazio o local.
Alexy em paralelo me avisou que o Armin levou o Lysandre pra ganhar tempo em algum local, e que eu poderia andar livremente.
Obviamente ninguém sabia, mas enquanto eles estavam tensos eu estava tranquila quanto a tudo.
“É muito estranho que tudo esteja vazio, não acham…?” Priya dizia desconfiada.
“Talvez por esse motivo ativaram o pedido de socorro, por saber que poderíamos entrar.”
“O pedido vem de lá de cima.” Armin dizia olhando os comandos da Peggy.
“Meu Deus, isso é muito pra dentro da casa do Lysandre. Tem certeza que não é melhor ficarmos longe disso Boreal?” eu nem respondi e já fui indo na frente me silencio.
Armin me segurava no caminho, em vão.
“Boreal! Temos que ficar espertos aqui—”
“Eu sei o que eu tu fazendo. Dá pra confiar em mim uma vez na vida?” respondi ríspida.
“OK, ficarei aqui vigiando…” ele me soltou.
“Não vamos demorar, e se demorarmos só pedir ajuda.
“Ajuda de dentro da cova dos leões não é muito inteligente…” ele dizia.
“Bem, pelo menos tá tudo bem deixar as duas irem lá resgatarem seja la quem for, não é como se a Boreal fosse jogar a Priya da escada por ciúmes, afinal, a Priya tá com a Melody né.” Armin dizia levando uma cotovelada minha enquanto ele sorria com deboche estampado no rosto.
Bom que o clima tá bem melhor depois das conversas com o Nathaniel e com o proprio Armin.
“Vocês volta e meia falam isso e ainda fico confusa com isso…” ela falava.
“Sabe o que é, é que a Boreal já tentou–”
“UM DIA EU TE CONTO PRIYA, VAMOS” Falei puxando ela e deixando o Armin falando sozinho.
Subimos a enorme escadaria na casa do Lysandre, era tudo lindo, mas por saber de que era, soava mórbido.
Quando entramos na sala de onde veio o sinal estava a Rosa lá.
Era um belo quarto branco e bege, muito amplo e bem decorado.
Ela virou espantada quando nos viu, Priya já pulou nela a imobilizando de uma vez.
Rosa chorava bastante. Inicialmente pensei ser dor ou até desespero, mas logo, quando ela começou a falar notei que não, era alivio.
“Vocês receberam o sinal?! Funcionou?!?” ela falava chorando mais e mais.
Priya e eu nos encaramos confusas e Priya apontando uma arma para a cabeça da Rosa a colocou sentada lentamente.
“Onde conseguiu o aparelho e como descobriu a senha?” Priya falava com a cara fechada.
“Não tenho tempo pra falar, então serei breve. Uma das mulheres que o Lysandre estava torturando, um dia enquanto eu arrumava seu comodo eu encontrei com ela tentando fugir, faz bastante tempo, ela me pediu ajuda e me entregou o aparelho preto com uma senha, ela pediu pra eu acessar o arquivo, em explicou tudo direitinho e disse o que aconteceria, ela disse que confiou em mim porque não tinha nada a perder, afinal, já ia morrer de qualquer forma. Ela estava completamente perfurada na área do estômago, eu realmente não sabia como ela ainda conseguia falar… Eu escondi o aparelho preto comigo e levei pro meu comodo. Nunca mais ouvi falar dela, provavelmente ela foi morta. Engraçado que ela tinha a aparência da tal ciclope que o Lysandre procura.” quando a Rosa falou isso eu decidi tirar os oculos.
Priya estava incomodada com o que fiz, mas eu não tive medo.
“MEU DEUS… É VOCÊ?!” rosa falou espantada.
“Quem é você pro Lysandre?” perguntei firme.
“Oh… eu fui contratada pelo Lysandre e sempre fui a serviçal dele de maior confiança, tanto que eu tinha acesso livre pela casa, e mais, eu era a única a cuidar do Ariel.” quando a Rosa falou o nome, foi inevitável perguntar.
“Ariel? Quem é esse?” questionei.
“O filho do Lysandre com a Iris. Eu fui a babá dele esse tempo todo.” quando ela falou isso entramos em choque, ele além de ter forçado a irmã a casar ainda teve um filho com ela?!?
“Eu amo essa criança como se fosse minha. Ele nunca conviveu com a mãe dele, tanto que ele se refere a mim como mãe… Lysandre tomou o Ariel da Iris ainda cedo, e ele me deixou criando numa parte nobre enorme da mansão dele, enquanto ele vinha frequentemente dar aulas e cuidar do Ariel. Após a morte de Iris, ele me tomou como esposa, eu não tive direito de dizer não, e como agora não tem mais ninguém pra cuidar do Ariel, ele disse que sumiria com o Ariel por conta disso. Eu não sei o que isso significa, se ele iria matar o Ariel ou não, mas, eu acionei a senha que a garota torturada me deu na esperança de ser salva… e eu agradeço muito se levarem ele. Por favor. Ele é um bom menino, ele não merece um pai feito esse, ou melhor, uma vida dessas, por favor. Se o Lysandre matou sua esposa tão friamente, o que ele pode fazer com seu filho?! Especialmente com ele lembrando tanto a Iris?!” Rosa chorava muito, eu a abracei, ignorando totalmente a possibilidade de ela estar nos manipulando.
“OK, mas temos que ser rápidos Rosalya.” eu respondi levantando seu rosto.
Ela acenou e já se levantou.
Rosa nos guiou até onde estava o Ariel.
Era numa área completamente isolada de tudo.
Rosa realmente estranhou muito como tudo estava vazio e fácil de andar.
Ela perdeu acesso livre a casa depois que casou com Lysandre.
“Ariel.” ela falava gentilmente.
O menino estava desenhando na mesinha quando ouviu sua voz ele foi correndo até ela sorrindo muito.
“MAMÃE!!!” ele falava abraçando ela.
Era lindo sabe? Rosa estava com os olhos cheios de lagrimas.
“Então, a mamãe não tem muito tempo. Ela vai ter que fazer uma viagem importante, então vou deixar essas tias cuidando de você tá bom? Mamãe promete que volta pra te buscar na casa delas!” Rosa dizia olhando fixamente pra ele.
Ele parecia ter no máximo 5 anos.
“Mas eu quero ficar com você…” ele abraçava ela forte que já o soltava e olhava fixamente pra ele.
Rosa então abraçou ele rapidamente.
“Eu não posso ficar muito, vai com elas ta? Te amo Ariel.” ela falou se apressando pra distrair os guardas sem enrolar mais. Não que tivesse, mas, ela estava apreensiva, com motivo.
“Vai ser muito legal lá na casa das tias, Ariel! Tem um quarto só de brinquedos, e outro cheio de doces! Você vai amar.” eu falava abaixada.
Ele ficava quieto, tímido e não respondia nada.
Priya só pegou ele no colo e falou “Agora vamos brincar de quem fica mais tempo calado ganha ok? Não podemos fazer nenhum som até chegarmos na casa das tias, se não perdemos.” Priya falava.
“O vencedor leva o quê?” Ariel perguntou curioso.
”O vencedor escolhe o que quiser de presente!” nisso fomos pro caminho que a Rosa indicou como seguro pra saída.
Lá encontramos Armin e voltamos pro shopping sem enrolar.
Tudo estranhamente vazio…
Era noite, já havíamos voltado, Priya levou o Ariel chorando pra comer no restaurante, ele estava muito assustado e já parecia confiar bastante na Priya.
Ela pegou chocolates e deu pra ele se acalmar.
Ele não parava de chorar um instante “Onde está a mamãe? Eu quero minha mãe… Eu ganhei a brincadeira de ficar quieto tia Priya, quero de premio minha mãe!” ele dizia chorando e se referindo a Rosalya o tempo todo.
Dava uma dor no peito ver aquilo…
Ele parecia uma versão pequena e inocente do Lysandre, era uma graça.
E me fazia até amolecer com o próprio Lysandre sabe?
Eu podia notar que Priya estava ao ponto de chorar junto.
“Pode ir lá com o Armin Boreal, vou tentar acalmar ele…” Priya dizia sorrindo melancolicamente pra mim.
Entrei no quarto com o Armin que estava muito pensativo.
“Uma criança escondida… O que mais esse cara esconde?” ele dizia já pegando o notebook.
“Armin… Ignora o Lysandre, por favor. Ele não faz parte dos nossos objetivos. Eu sinto sua falta…” falei o abraçando por trás enquanto ele continuava completamente focado no computador.
Fiquei em silêncio um bom tempo.
Tudo anda tão caótico… Sinto nossa relação cada vez mais distante desde que chegamos nesse período. Mas essa ultima semana deu uma pequena melhorada graças ao Nathaniel.
Me atrevo a dizer que até graças ao Armin do passado.
Sei que é quase impossível relaxar, mas… Eu não quero que tudo fique dessa forma até chegarmos ao ponto de voltarmos a sermos apenas estranhos um pro outro.
Ele ficou lá, digitando incansavelmente, e eu, continuei abraçada ao seu tronco por trás, meu rosto estava enterrado em suas costas e eu sentia que estava molhando seu casaco.
Mesmo com a pequena melhora, todos os problemas batiam forte sabe? Eu não consegui segurar…
Ele não fazia qualquer menção de virar pra me dar conforto.
É… Esse é o Armin. Nada de novo.
Às vezes eu sinto falta do Nathaniel, não posso negar.
Eu amo o Armin, sim, mas… A forma como ele lida em situações de emergência e desliga de tudo me machuca.
Eu sentia meu celular vibrar, tinham várias notificações.
Eu não queria atender nem ver.
Não faria diferença, era o que eu pensava.
Mas as notificações não paravam ao ponto que decidi pegar meu celular e desligar elas.
Foi quando vi serem do Armin.
“Desculpa. Eu realmente não queria estar assim, mas não consigo.
Eu quero resolver tudo isso logo.
Desculpa não conseguir olhar na sua cara ou interagir contigo.
Desculpa por ser e estar tão frio contigo.
Eu prometo compensar isso.
Por agora, só saiba que nada mudou tá?
Te amo.”
Ele mandou esse pequeno texto em várias mensagens diferentes.
Falar deve ser doloroso pra ele agora em seu momento de tensão… É muita coisa pra cabeça dele, e pior, a culpa que ele deve sentir por ser o criador da máquina do tempo…
Eu apertei mais seu tronco e só falei em alto e bom-tom “Eu também te amo Armin.” e por ali fiquei até pegar no sono.
No meio da noite, eu acordei para pôr o plano do Armin do passado em prática.
Já havíamos combinado que teríamos que deixar pessoas pra trás, mas que ele ficaria de olho nessas pessoas por mim e me daria livre acesso a elas a hora que eu quisesse, só levaríamos os essenciais conosco, e caso qualquer um dos que levássemos desse problema, iriamos abandona-los nessa linha de volta.
Armin iria usar de seu poder e de Nathaniel de controle sob o Lysandre pra manter o pessoal do shopping são e salvo.
Acordei calma e silenciosamente fui até o local combinado onde Alexy me esperava com máscaras de gás.
Armin havia pego no sono, o que era ótimo, pois ele seria uma grande dor de cabeça pra essa situação.
“Está pronta?” Alexy perguntou. Eu acenei positivamente com a cabeça enquanto vestia a máscara.
“É seguro, certo?” perguntei.
“Obvio, já usei antes. Se tiver efeito colateral é a longo prazo flor.” Alexy ria de maneiras adica.
Ele então começou a soltar o gás pelos corredores, tudo estava esfumaçado.
Como todos dormiam, era ainda mais fácil.
Infelizmente, notamos que havia alguém acordado, mas era tarde, essa pessoa nos notou, e era uma peça bem importante a ser levada em conta.
“A-Armin…?!” falei surpresa.
“O que está fazendo Boreal?” ele falava ainda mais surpreso olhando o Alexy soltando a fumaça.
“Er… eu falo com você mais tarde sobre isso, agora não é o melhor momento…” eu falava enquanto ele vinha bem estressado pra cima de mim e do Alexy.
“O QUE SÃO ESSAS MASCARAS?!” segurávamos as máscaras com força enquanto empurramos ele que tentava puxar elas dos nossos rostos.
“Desculpa Armin.” Alexy dizia antes de dar um soco no estômago do Armin que juntou com a dor e o efeito do gás e acabou desmaiando.
Alexy e eu passamos o resto da noite reunindo os corpos que iriam conosco e os que ficariam pra trás em áreas separadas.
Armin do passado estava a caminho pra levar todos que estivessem na sala de reuniões do shopping.
Amarramos todos e mantivemos todo mundo adormecido na sala.
Quando eles acordarem, vai ser bem difícil de convencê-los que eu não sou a errada da história… Tô pronta pra brigas.
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