As aventuras de uma Docete Ciclope
181 Capítulo 176
Notas iniciais

"E se eles estiverem finalmente se resolvendo e virando um casal?" foi a primeira coisa que falei e pensei após um longo silencio que se estendia.
Afinal, porque devíamos pensar o pior quanto aos dois se no fim eu fiquei com o Armin mesmo ?
Talvez até estivessem passando um tempo como amigos mesmo, eu mesma já fiz muito isso com o Armin.
"É de fato, porque toda essa preocupação ?" Armin do presente questionou.
"Simples: Meus pais disseram que o Armin não aparece em casa faz tempo e o mesmo foi dito pelos pais da Boreal.
Estaria tudo ok se eu notasse que não consigo ligar pra ela e não consigo rastrear o meu celular do passado.
Armin sendo eu como é, sabe bem que isso é um péssimo sinal." quando Armin do futuro disse isso eu entendi a gravidade do problema . . .Seu olhar parecia preocupado.
Tanto o Armin do futuro quanto o Armin do presente pareciam altamente preocupados com a situação.
Levanto em cota como ele é paranoico acho que entendo bem o que levou ele a esse desespero todo.
Chegamos em casa e minha mãe atendeu a porta praticamente assim que pisamos em seu quintal.
Creio que ela estivesse observando nossa vinda pela janela na ansiedade de minha eu do passado surgir.
"Vimos o carro vindo e---" ela então me encarou.
"Por um minuto achei que fosse a Boreal . . . " ela dizia.
"Mas mãe ! Eu sou a Boreal !" falei.
". . .A Boreal desse tempo." ela dizia.
É complexa essa situação em que eu sou a Boreal mas não sou "levada" como Boreal por não ser a Boreal desse tempo.
Confesso que sinto um pouco de ciume de todos os meus amigos e parentes quanto a meu tratamento.
Entramos na casa e nos sentamos no sofá.
"Eu liguei incansavelmente mas não tem sinal sequer de que o celular dela exista. Da sempre que o numero não existe" meu pai dizia apreesivo.
Ao ouvir aquilo, ali sim comecei a me preocupar.
Acho que minha cabeça não tinha entendido ainda o grau da situação.
Eu realmente preferi pensar que estava tudo bem, mas na realidade, estava um caos, não sabiamos onde estava a "chave" da situação, eu mesma.
"Em meio a toda essa confusão . . . E se tiver a ver com a diretora ? Ela poderia ter tentado se vingar de nós pelo roubo e acabou pegando o Armin e Boreal errados." Armin falou pensativo.
"Duvido. Ela só soube que vocês dois roubaram ela hoje certo ?" Armin do futuro dizia.
"Eu não teria tanta certeza . . . o cachorro dela deve ter contado pra ela que estávamos lá." Armin do presente dizia.
"Ouvir que o cachorro contou algo ainda é algo de outro mundo pra mim . . ." minha mãe dizia respirando fundo.
"De qualquer forma ela sumiu faz dias não é ? Não tem como ser a diretora. Eles ficaram um tempo lá no nosso apartamento mas não demorou muito para cada um seguir seu caminho. A diretora até então não nos dava atenção." falei em defesa da diretora.
"Boreal nada do que disser é valido já que esta sempre tomando defesa da diretora atualmente." Armin do futuro dizia.
"A diretora não foi quem me matou no futuro ?" minha mãe perguntou.
"Sim, exatamente !" os dois Armins falaram ao mesmo tempo raivosos.
"Mas ela queria trazer alguém importante de volta !" eu falei.
"Alguém que ela conheceu no limbo e tem um trato e consequentemente sentiu atração depois não é bem um amor da vida. Mas ok Boreal, é claro e justa sua troca." Armin do presente dizia.
"Falando nela, me mostre a carta que roubaram. Não tive oportunidade de ler ela ainda." Armin do futuro dizia.
"Ah, você não viu, verdade . . . Tu foi citado na carta." Armin dizia tomando do meu bolso e jogando pra ele contra minha vontade.
Intimidade é uma merda.
Meu pai continuava a ligar pra Boreal sem parar, e Armin do futuro lia a carta concentrado.
Armin foi lendo e lendo e fazia caras e bocas, chegava a ser engraçado observar ele lendo na realidade.
"MAS EU NUNCA RAPTEI O LOUIS !" ele gritou repentinamente assustando todos no local.
Todos olharam espantados para ele.
Meu pai parou as ligações, minha mãe ficou o encarando, e isso incluia Armin do presente e eu.
"Como assim Armin . . . ? A Sophie mentiu ?" eu dizia.
"Eu não sei ! Eu fui no passado sim, mas . . . Eu nunca raptei o Louis. Quando fui foi somente pra conhecer a época da revolução, sou curioso. Somente isso." Armin acrescentava.
Ele mesmo parecia bem espantado.
"A diretora teria mentido a respeito como a Boreal falou ?" Armin do presente perguntou.
"Ou seria um eu meu mais do futuro ainda ?? Tipo o meu eu mais velho que me deu a maquina pra aprender a como monta-la ?? Eu juro que não fiz isso com o Louis !! Quando fui a primeira vez procurar o rei foi por curiosidade já falei !!" Armin do futuro dizia.
"Acreditamos em você Armin." Meu pai dizia calmamente.
". . . Eu estou desesperado com essa informação. Porque eu raptaria o rei ?? Pra onde eu o levei ?! Eu não faço ideia !!
Isso só pode ser um delírio da Sophie. . ." Armin falava encarando a carta.
"Tenho certeza que ela falou a verdade e ela sabe bem o que escreveu. Você raptou o rei Armin." meu pai dizia sério.
"Porque diz isso ? Mais um defensor da diretora ?" Armin do presente dizia.
"Porque eu sou o Louis." quando meu pai disse isso, todos nos viramos pra ele.
Armin do futuro levantou de uma vez o encarando e minha mãe só teve força para falar "Philippe . . . ?" pausadamente.
"Do que está falando Philippe ?" Armin do futuro dizia assustado.
". . . O que ouviu . . . Eu sou o Louis XVI. Eu fui o rei da França." meu pai falava sério enquanto encarava o Armin. Realmente não parecia uma piada, até porque ele não era de soltar piadas.
"Pai ! Do que está falando ?!" perguntei assustada.
"É complicado demais . . . Mas um dia Armin simplesmente me levou para uma época cheia de luzes e metais exóticos.
Era um futuro que nem em nosso presente alcançamos.
Era tudo confuso demais pra mim, especialmente pra mim, afinal, eu não conhecia nada desse mundo, tecnologia era algo novo pra mim.
Não tive muito tempo para assmilar tudo, ele já saiu jogando toda a informação em cima de mim.
Que eu seria morto no passado.
Que a culpa por atrocidades que ocorreram na época da revolução cairiam sob minhas costas.
Que ali era o futuro seculos depois.
E que eu teria de ser morto naquele momento pelas suas próprias mãos.
A principio recuei e claramente surtei com toda a informação.
Armin era um viajante temporal, ele tinha o tempo em suas mãos e o tempo que quisesse me dar para que eu entendesse tudo, logo, ele se usou disso para me dar tempo ate assimilar tudo.
Basicamente eu teria que ser morto para que pudesse tomar uma nova identidade, a identidade de Philippe.
Ele me deu uma nova identiade e um novo corpo com um ritual, o mesmo ritual que Sophie cita na carta.
Ele dizia que eu era uma peça importante para que tudo ocorresse, e que o Philippe real não ficaria com a Lucia jamais, mas eu, já havia passado por tudo e minha vida já estava pre escrita, o que ajudou ele a saber o que fazer e como fazer comigo.
Como peça essencial ele precisava me salvar da revolução e me manter vivo até que eu pudesse me envolver com Lucia.
Foi bem complicado saber que minha vida toda foi destruída e eu jamais a recuperaria.
Tudo que eu vivi e conhecia foi eternizado nos livros.
Certas coisas distorcidas, afinal, eu não era o Louis que fez as coisas das quais foram descritas nos livros.
Além do mais, eu já tive que ouvir xingamentos ao meu nome sem que as pessoas soubessem que se referiam a mim, era difícil me defender principalmente sabendo que quem tomou as tais atitudes foi o usurpador de meu titulo . . . Saber que alguém usou minha aparência e fez coisas se usando disso me doí bastante, confesso." meu pai dizia.
"Perai. . . Você é o rei da frança . . . ?" Armin do presente dizia ainda confuso.
"O original. Não o usurpador que morreu no meu lugar." meu pai respondia.
"Eu . . . casei com o rei da frança ?" minha mãe falava incrédula enquanto se sentava confusa.
"Pera e como que o senhor nunca falou nada a respeito ?! Sabia que todos aqui estavam em um barco afundando e que teríamos compreensão contigo pelas bizarrices que todos aqui no local viveram ! Nem no futuro dele nem no meu nunca foi dito nada a respeito disso tudo !" Armin do futuro esbravejava enquanto apontava pro Armin do passado e em seguida para meu pai.
"Você quem me falou para jamais falar sobre isso. Simplesmente segui suas ordens." meu pai dizia.
"E porque está contando agora ?" Armin do presente questionou.
"Porque veio a tona." ele falou.
"É por isso que nunca agiu com surpresa real quando soube da minha historia . . . ?" minha mãe falava se aproximando dele. Ela estava catatônica e isso era visível.
Acho que todos estávamos . ..
"Sim . . . E ali eu decidi recomeçar a vida com você Lucia.
No fim, sabe que eu até preferi a vida que levamos juntos ?" meu pai ria ao dizer isso pra minha mãe.
"De rei pra . . . cidadão comum. Eu não consigo ver isso como algo bom. Meu deus, eu realmente atraio muita bizarrice . . ." minha mãe falava levando as mãos ao rosto.
"Eu vivi os dois lados e posso falar que a liberdade e as descobertas que tive nesse tempo atual foram incríveis. Eu queria ter te contado tudo Lucia, mas como mexia com viagem temporal eu preferi seguir as ordens do Armin." meu pai então segurou a mão de minha mãe gentilmente.
"Meu deus . . . você ser professor de historia nunca fez tanto sentido. . . " Armin dizia espantado.
"Eu gostaria de entender pra onde nossa vida ta indo . . . " falei me sentando.
"Acho que a prioridade agora é procurar a diretora não ?" minha mãe dizia.
"Procurar não é bem a palavra, até porque sabemos onde ela se encontra. De qualquer forma, a prioridade é a Boreal e meu eu do passado." Armin do passado dizia.
Nessa hora ouvimos alguém bater desesperado na porta, todos olhamos para a porta assustados, não esperávamos ninguém.
Meu pai foi na porta e ao abrir, Armin do passado entrou desesperado.
"Armin ?! Estamos te procurando o dia todo !! Você e Boreal pra ser mais exata. Por onde estiveram ?!" perguntei levantando de uma vez.
" Boreal e eu saímos para resolvermos nossas indiferenças e descobrir mais sobre o que acontecia e aconteceria em nossas vidas.
Ela teve a ideia de usarmos o Jade para descobrir mais.
O problema é que quando ela descobriu com detalhes o que aconteceu com a mãe , como foi a morte e como ficou sua vida depois . . . ela se enfureceu e foi atras da diretora." Armin dizia ofegante.
Ele estava transmitindo total desespero.
"Porque não a impediu ??" meu pai dizia.
"Não deu ! Ela fingiu que foi no banheiro enquanto eu falava com o Jade e sumiu ! Notamos sua demora e quando fomos verificar ela havia fugido !!" Armin falava histérico.
"E agora . . . ?" minha mãe falava.
"Não tem jeito, vamos ter que apelar pro Castiel . . . infelizmente eu me conheço o suficiente pra saber que no momento eu só darei ouvidos para ele e que provavelmente confiei em pedir pra ele encobrir tudo.
Fui assim como ele, Nathaniel e até o Armin. Eu sempre jogo meus problemas para serem acobertados pela pessoa que eu confiar mais no momento." falei respirando fundo enquanto ia até o carro, e fui parada pelo Armin.
"Boreal ! De qualquer forma não sabemos onde ela esta !! Castiel não deve ser a prioridade agora ! Se ela fugiu ela pode ter ido direto pra diretora !" Armin dizia correndo até mim.
"Colégio ?" falei.
"Não ! Eu já fui la !! Ela não está lá . . . " Armin do passado dizia.
Armin do futuro apressadamente entrou no carro.
"Eu vou com vocês" minha mãe dizia.
"Mãe, não. Você já morreu antes nessa brincadeira toda, não vamos arriscar de novo isso tudo." falei.
"Mas--"
"Eu concordo. Acho melhor não ir. Além do mais, se ela voltar precisaremos que a senhora nos avise." Armin dizia.
"Mas eu posso ir ? Afinal, é minha filha querendo ou não." meu pai dizia.
"Bem . . . ele estava presente da outra vez que a bomba toda estourou, não acho que seja ruim ele ir e estar presente novamente. Até porque quanto mais pessoas procurando a Boreal melhor." Armin dizia.
"Mas Armin, você tá agindo como se estivéssemos indo ao encontro do chefão." falei.
"E estamos não ? Pelo menos um chefe grande já que sua eu foi atrás dela. Acho que no minimo liberamos um evento grande no jogo." Armin dizia.
"Isso é hora de fazer analogia de jogo ?" meu pai dizia.
"Acha que estão na casa da diretora ?" Armin do presente perguntou.
"É uma possibilidade, mas ela não sabe onde fica creio eu. Ninguém sabia creio eu. Eu realmente quero falar com o Castiel antes, acho que as chances de eu ter ido falar com ele antes de ir atrás da diretora são enormes." respondi.
"Sim, Boreal se conhece melhor que nós nesse ponto. Vamos no Castiel primeiro, ele pode ter noção disso." Armin dizia me dando ouvidos.
E assim seguimos até a casa do Castiel, que por sinal, era bem perto então não demorou nada para chegarmos lá.
Segui desesperada até sua porta e o chamei ainda mais desesperada enquanto batia na porta e tocava campainha.
"PRA QUE ESSA PORRA DE ESCÂNDALO TODO ?! PORRA MINHA CAMPAINHA E PORTA TEM CARA DE PAU PRA FICAREM PUNHETANDO ELE SEM PARAR CARALHO ?!" ele dizia atendendo com aquela cara de sono e irritação de sempre. OK, TALVEZ ESTIVESSE UM POUCO MAIS ALTERADO. Mas enfim . . .
"Sabe algo da Boreal ?" Armin perguntou tomando frente.
Castiel então apontou pra mim em silencio.
"Não seu idiota ! Boreal a sua namorada ! A DO PASSADO !! Seu presente, foda-se." gritei. Eu sempre me irrito falando com ele, já é natural.
"PORRA VOCÊS DUAS TEM A MESMA CARA E SÃO A MESMA PESSOA ! QUEREM QUE EU NÃO ME CONFUNDA ?! TOMAR NO CU !" ele gritava me encarando.
"AO INVÉS DE FICAREM DISCUTINDO DÁ PRA ANDAREM LOGO ?! É A VIDA DA BOREAL QUE TÁ EM RISCO !" Armin do passado dizia.
Castiel então me encarou e em seguida respirou fundo antes de responder o Armin.
". . . mais cedo ela passou aqui, parecia cansada e paranoica.
Ai ela perguntou se eu sabia o endereço da diretora porque tinha que resolver umas coisas com ela, como eu já fui na casa daquela velha de merda pixar quando ela me deu suspensão por merda nenhuma eu sabia e dei pra ela, então ela foi embora sem falar mais nada. Mal agradeceu. Nem me tratou direito. . ." Castiel dizia irritado olhando pro lado.
Nós todos nos encaramos em silencio.
"OK, ela sabe o endereço então . . . " falei sentindo um arrepio na espinha.
"Que cara de preocupação é essa ?" Castiel questionou.
"Achamos que ela foi atras da diretora pra fazer algo contra a diretora, o problema é que a diretora é bem forte então . . . "
"A diretora tem uns laces igual eu né ??? Eu tinha esquecido disso . . . Armin me contou e . . . O que ela quer coma diretora !?" Castiel pareceu finalmente entender a gravidade da situação.
"Salvar a mãe. A mãe seria morta pela diretora e destruiria a vida dela." Armin do futuro dizia.
Castiel se desesperou e colocou uma jaqueta correndo pra ir embora atrás dela sem falar mais nada.
Nós também não paramos pra questionar nada, só fomos correndo com ele.
Deixamos o carro pra trás já que seria só mais mão de obra levando em conta que a casa da diretora era perto.
A casa da diretora estava escura, somente com luzes leves refletindo na janela.
Ainda dava pra ver com a claridade do dia, mas o manto da noite já estava se espalhando pelo terreno de sua casa.
Era uma casa bonita, porém, assustadora quado se notava o tipo de iluminação ambiente, principalmente avermelhada vinda das janelas.
Castiel saiu correndo na frente, e ao chegar na casa da diretora ele tomou ainda mais impulso para correr.
Eu tentei acompanha-lo, principalmente porque nós dois eramos os únicos com super força.
Castiel saiu já arrombando a porta sem pensar duas vezes, foi bem simples já que a força ajudou.
Ele não mediu esforços.
A casa era pequena de certa forma, só tinha um corredor que já dava na sala, e era um corredor minusculo.
Então a surpresa não foi cheia de suspense como se espera em filmes e afins . . .
Assim que abrimos a porta, vimos logo de cara o pior. . .
Havia um circulo enorme e a Boreal no centro ensanguentada com uma adaga enfincada em seu peito.
Eu pude ver o Castiel se desesperar . . . ele gritou "Boreal !" com força e inúmeras vezes.
Foi necessário que eu o segurasse mas ele fazia força para ir até ela em grande desespero.
Eu confesso que não consegui me manter segurando ele fixamente por muito tempo . . .
Eu estava estava atônita.
Era minha eu do passado . . . morta.
Exatamente como minha mãe.
Haviam velas ao seu redor, um manto preto . . . E ela morta.
Por um momento eu sequer conseguia olhar pro resto do ambiente, somente pro "meu" corpo ali . . . morto.
Mas não demorou muito até que um brilho interrompesse meus pensamentos. . .
Era algo que vinha do centro da sala, na área da parede.
Notei a diretora ali encarando o tal brilho.
A diretora.
Eu não havia notado que ela estava no local. . .
Tudo que notei além dela de frente pro clarão, era uma sombra masculina saindo do clarão.
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