As Três Faces do Medo.
20 Capítulo 19: Sopros do Passado!
Notas iniciais
Os agradecimentos de hoje vão para:
- Ju;
- Miaka;
- Uchiha Scorpion;
- Vamp;
- Myrian.
Obrigada pelos lindos comentários! o/
Esse capítulo ainda é meio parado, mas a partir do próximo as coisas vão "acelerar"...
Capítulo não betado, qualquer erro me avisem, por favor!^^
O menino olhava atentamente tudo ao redor, o lugar era tão grande e tão cheio de coisas. Será que Sasuke estava escondido por ali? Encarou o grande homem de olhos verdes que andava ao seu lado:
- Onde está o Sasuke?
Mas antes que o homem lhe respondesse outro apareceu, ele era pálido, tinha cabelos brancos e olhos arroxeados.
- Oe Kakuzu, seu corno! Pensei que não ia chegar mais! Porra, porque você demorou tanto? – Praticamente gritou.
Naruto fez uma careta pra ele. Seu pai sempre dizia que falar palavrão era muito feio.
- Eu não demorei. Você que é muito impaciente. – O grande homem respondeu friamente. – Na verdade, era para o Kisame estar aqui hoje e não você.
- Você sabe que aquele merdinnha covarde não curte esses serviços, então eu vim no lugar dele.
- Generosidade religiosa, Hidan?
- Teu cu! – Riu. Para Naruto a risada o fazia parecer uma daqueles vilões burros dos desenhos. – O chefe, que é mó lambedor do cara de peixe, trocou nossa escala.
Eles ainda trocaram algumas palavras, mas Naruto não estava mais prestando atenção. Já que ninguém dizia onde estava Sasuke, ele iria procurar. Andou pelo lugar, deixando a curiosidade enchê-lo, ali tinha tantas coisas legais. Fuçou nos vidros, tubos e computadores, com o máximo de cuidado possível. Mas deixou um cair, quando alguém agarrou fortemente seu braço e o puxou.
- Pirralho do caralho! – O cara pálido o olhou furioso. – Quem mandou tu ficar andando por ai, cacete! – Apertou o pequeno braço.
- Ai... – Tentou se soltar e olhou o homem com raiva. – Me larga seu idiota!
- Idiota?! – Chacoalhou o menino, já que o chefe não permitia que alguém batesse em suas vítimas. – Se não segurar sua língua, vou ter que arrancar. – Sorriu de lado.
- Me solta! Me solta! – Nem ligou para o que o outro disse e começou a se debater.
Hidan apenas se divertia vendo o menino lutar para se libertar, os olhos azuis brilhando quase com selvageria.
- Sabe garoto? – A voz saiu calma, quase amigável e o aperto suavizou. Naruto parou de se debater e o encarou. – O chefe sempre escolhe bem suas vítimas, você parece ter uma alma rebelde. Mas ele irá acabar com você, o deixará em pedaços.
Naruto não havia entendido direito o que ele disse, mas o tom e expressão do homem o fizeram sentir um terror tão grande que ele paralisou. Até que começou a ser arrastado para algum lugar e novamente começou a se debater e gritar.
Logo Hidan o jogou em um quarto todo sujo e escuro, o loiro ainda tentou escapar e até acertou uma mordida no albino, mas este apenas sorriu e saiu do quarto, fechando a grande porta de metal.
Naruto ainda gritou e gritou...
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Estava amarrado, vendado e nu, sentia algo quente escorrer por seu peito e unhas arranharem seus braços. Soluçava o mais baixo possível, não queria irritá-lo, não queria apanhar ainda mais... Suas costas ainda ardiam.
- Porque chora, pequeno? – O tom era gentil.
Silêncio.
- Responda-me...
Silêncio. Queria apenas gritar, queria correr... Queria sua mãe!
- Eu disse pra me responder! – Acertou uma tapa na pequena face e apenas obteve um alto soluço como resposta.
Não queria responder! Não iria responder!
- Ainda uma alma tão rebelde... – Acariciou o local maculado. – Temos que domá-la.
Sentiu a presença se afastar, seu corpo automaticamente relaxou um pouco, mas logo sentiu algo gelado nas costas... O que era? O objeto rasgou sua pele e ele gritou...
- Grite até que sua voz não possa sair mais, pequeno. – Sussurrou.
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- Sabe quem eu gostaria de trazer aqui? – Falou casualmente, dedicando um pequeno sorriso ao garoto jogado na cama.
Os olhos azuis, quase sem brilho, ficaram presos à figura altiva que estava um tanto encoberta pela escuridão com o rosto quase sem aparecer.
- O Sasu-chan!
O brilho voltou com força total e o menino se sentou, parecia não haver dor e nem cansaço. As íris brilhavam intensamente em direção ao homem... Nem parecia uma criança.
- NÃO! NÃO! – Balançava a cabeça em negativa sem parar. – Deixa o Sasuke!
- Ora... Ora... – Se afastou vagarosamente. – Ainda existe tanta força em você? – A voz ainda era clara, mesmo que o homem estivesse mais distante.
Parou! Os olhos se encheram de lágrimas e ele voltou a se deitar, logo a venda seria novamente colocada em seus olhos...
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Abriu os olhos. Viu uma grande mancha vermelha sobre si, gotas quentes caiam sobre seu rosto... Fechou os olhos.
Escuro, vozes, apitos, dor... Vozes...
Abriu os olhos.
Teto branco, boca seca. Vozes...
- Naruto! – Uma voz chorosa soou. O menino arregalou os olhos.
Os aparelhos começaram a apitar e logo pessoas de branco o cercaram, sua última palavra antes de desmaiar foi:
- Mamãe...
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O jovem de onze anos caminhava pelos corredores claros do lugar, ele segurava uma caixa quadrada nas mãos. O garoto andou até chegar a um grande pátio, onde havia outras crianças, todas abriram espaço para ele passar. Elas o temiam e isso o entristecia, mas a sensação passou quando ele avistou um garoto exatamente do seu tamanho sentado em um canto... Ele parecia pensativo.
- Vamos jogar dama, Gaara? – Sorriu minimamente para o garoto de expressão calma, assim que parou diante dele.
- Você sempre ganha, não tem graça jogar com você. – Deu um sorriso idêntico.
- É por isso que gosto de jogar! Você sempre ganha de mim nos outros jogos.
Um garoto alto de olhos e cabelos alaranjados se aproximou, trazia uma caixa retangular. Parou diante dos dois.
- Vamos jogar Banco Imobiliário? Deve ser mais legal que dama e dá pra jogar com três pessoas. – Disse de forma suave.
Os outros dois se entreolharam e assentiram.
- Certo, Juugo! – O loiro largou o tabuleiro de damas.
Sentaram-se ali mesmo, no chão do pátio e começaram a jogar. Discutiram pouco durante o jogo, também não houve piadas e nem provocações. Mas, mesmo no quase silêncio, achavam divertido jogar.
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O loiro caminhava em direção à sala de exames. Estava se sentindo bem, fazia um bom tempo que Kyuubi ou Naru não apareciam, mas ainda era necessário passar pelos exames periódicos. Assim que chegou a sala, estranhou o fato de ter apenas uma pessoa ali, geralmente tinha, além do médico, um ou dois enfermeiros.
- Boa tarde, Naruto-kun! – O homem alto de longos cabelos brancos e olhos vermelhos, lhe dedicou um sorriso calmo.
- Boa tarde, Hiruko-san. – Disse baixo e se sentou na maca. Havia passado por tantos exames durante sua vida que já era natural para si.
O homem se aproximou e com rapidez examinou o adolescente de quatorze anos, sabia que o loiro não gostava de ser tocado. Após o procedimento, estendeu ao jovem uma pílula e um copinho com água.
Naruto o olhou um tanto confuso...
- É apenas um composto vitamínico, Naruto-kun. – Sorriu amigável. – Percebi que você está com principio de anemia.
- Certo... – Tomou a medicação e fez menção de sair.
- Espere um tempinho, por favor? Tenho que terminar a atualização da sua ficha e você tem que assinar.
- Tudo bem. – Sentou na cadeira em frente à mesa onde o médico escrevia em um papel.
O loiro ficou parado, os olhos fixos na parede, sempre em silêncio. Então começou a sentir muito sono e sua consciência foi se apagando lentamente... A última coisa que viu foi um sorriso satisfeito no rosto pálido do médico.
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Sentia o corpo pesado, suas mãos doíam muito e sua cabeça parecia prestes a explodir. Abriu os olhos lentamente, deparando-se com um quarto simples, mas muito aconchegante, o sol de fim de tarde iluminava belamente o local, trazendo ao jovem boas lembranças.
Levantou-se e foi até a janela, olhou para a paisagem apresentada a si: uma rua pacata, onde casais passeavam calmamente, comerciantes conversavam animados com os clientes e crianças corriam em todas as direções.
Aquela era a Vila das Fontes Termais. O único local que frequentou antes do sequestro do qual ainda se lembrava. Mas o que estava fazendo ali? Era para estar no internato.
Sentiu a mão latejar e a olhou, estava com alguns arranhados simples, mas Naruto sabia que aquele tipo de machucado era adquirido em briga, provavelmente ao socar alguém...
- Droga. — Sentiu lágrimas começarem a escorrer por seu rosto. – O que aconteceu?
Olhou em volta, quase com desespero. Estava sozinho ali? Onde estavam seus pais? Viu uma folha branca sobre um tatame no centro do quarto e a pegou...
“Yo... Naruto-kun! É o Naru!
Cara que estranho escrever uma carta pra mim mesmo, dattebayo! É que eu acho que Kyuubi se meteu em encrencas, já que eu acordei todo ferrado e tive que pedir ajuda à uma velhinha para fazer os curativos. Mas ela era meio esquisita e vivia se esquecendo de tudo, sorte minha! Acho que ela nem se lembra mais de mim, dattebayo!
To enrolando!
Bom é o seguinte... Não sei o que o Kyuubi fez, mas sei que acordei aqui na Vila das Fontes Termais e o único recado que ele deixou foi: “Se voltar pra casa, não conte onde estava.” Mas como não sei se vou conseguir voltar pra casa (mal consigo me mexer com todas essas faixas, talvez você volte antes de eu conseguir fazer isso), estou deixando esse recado pra você, ttebayo! Não fique desesperado, tem dinheiro aí no quarto, vai dar pra tu voltar pra Konoha, ttebayo!
Boa sorte, dattebayooo!”
O loiro terminou do ler, achando um tanto esquisito aquilo. Nunca tinha se comunicado com suas outras personalidades, mas até que era uma boa ideia, ao menos o deixou mais calmo.
Voltou a olhar em volta e percebeu que no lugar onde estava sentado ao acordar, havia algumas faixas... Presumiu que Naru estava se desfazendo delas quando voltou, então olhou pra si mesmo e se viu sem camisa e que havia alguns machucados espalhados por seu tronco.
Decidiu que, mesmo estando com medo, iria voltar sozinho para Konoha, já que Kyuubi não queria que revelasse onde estava. Se ele queria isso, deveria ter seus motivos.
O mais rápido que a dor permitiu banhou-se, se arrumou tentando ao máximo disfarçar sua identidade, e depois seguiu para a rodoviária. Assim que recebeu a passagem, viu data e horário...
- Não pode ser! – Murmurou arregalando os olhos.
Haviam se passado seis meses desde o dia em que havia perdido a consciência.
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Suas malas estavam prontas, sentia a ansiedade quase engoli-lo, ao seu lado seus melhores amigos o olhavam de forma neutra... Quando o loiro lhes deu a notícia de que sairia do internato, eles foram sinceros e disseram que estavam tristes por sua partida, mas felizes por sua evolução.
Sair do internato significava que estava confiante o suficiente para enfrentar o que eles chamavam de “mundo cruel” ou “mundo real”. Naruto havia pedido aos pais para sair, desde o dia em que havia conseguido voltar para Konoha sozinho sentia-se um tanto mais confiante.
Torcia para estar certo...
Agora ali estava ele, junto de seus amigos, em frente à sala de administração do internato, eles esperavam os pais do loiro terminarem de resolver os últimos tramites da liberação de Naruto.
- Hei, Naruto... Pare de fuzilar a porta com os olhos. – Gaara falou sem alterar o tom de voz, mas o loiro sabia que aquilo era uma forma de quebrar o clima pesado.
- Ele está ansioso, Gaara. Deixe-o em paz. – Juugo dedicou um pequeno sorriso ao amigo loiro.
- Obrigado por estarem aqui comigo. – Disse com sinceridade e seus olhos marejaram. Iria sentir muito falta daqueles dois, eram seus amigos desde que tinha dez anos.
- Naruto você sabe que nós podemos receber ligações, temos até celulares. Isso aqui não é uma prisão. – O ruivo sorriu de lado, ele conseguia ler com perfeição os sentimentos que os olhos azuis transmitiam.
- Gaara para de fazer isso! – Franziu as sobrancelhas.
- Fazer o que?
- Adivinhar o que eu estou pensando. – Murmurou.
- Não tenho culpa se você é tão transparente quanto cristal, Naruto. – Deu uma risada curta.
- Juugo você também consegue descobrir o que estou pensando?
- Sim, mas também percebo que você não gosta disso. – Deu de ombros.
- Estou desconfortável com isso.
- Não fique. – Os dois garotos disseram em uníssono.
Antes de Naruto responder a porta foi aberta e por ela passaram Minato e Kushina, ambos com um sorriso singelo.
- Está tudo pronto, Naruto. – O loiro mais velho sorriu. – Vamos pra casa.
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Naruto caminhava pelo corredor tentando chamar o mínimo de atenção possível, estava há uma semana no Instituto e se arrependimento matasse, ele estaria morto. O lugar era cheio de pessoas esnobes e altivas, apenas poucos se salvavam.
Ao menos aquele dia já tinha acabado e finalmente poderia ir pra casa. Suspirou em contentamento e levantou a cabeça, percebendo que apenas ele estava naquele corredor, seus passos ecoando de um jeito agourento.
Então passos soaram atrás de si e, instintivamente, começou a andar mais rápido. Os passos também aceleraram e o coração do loiro começou a bater mais rápido, até que quase parou quando uma mão pousou em seu ombro.
- Hei... – A voz neutra soou.
O loiro virou-se devagar, a cabeça baixa, então viu um livro de história estendido em sua direção.
- Você esqueceu na sala.
Naruto pegou o livro e levantou a cabeça, dedicando um sorriso simples ao garoto a sua frente. O popular Uchiha Sasuke.
- Obrigado, Uchiha-san. – Fez um leve meneio de cabeça, ainda com o sorriso na face.
O moreno franziu o cenho e o encarou com intensidade, parecendo incomodado com alguma coisa, mas logo sua expressão voltou ao normal e ele deu de ombros, saiu andando em seguida... Sem dar muita atenção ao loiro.
Naruto ainda ficou parado alguns instantes, nunca tinha reparado no quanto aquele menino era bonito...
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- Sasukeeee! Assim não vale! – Gritou indignado, apontando o dedo para o outro menino, que ria de si.
- Claro que vale! Ninguém mandou você não prestar atenção na contagem! – Riu e fez uma pose arrogante. – Eu ganhei a corrida, dobe.
- Temeee! Você gritou já depois do dois e não do três! – Bateu o pé e fez um bico.
- Era pra correr depois do Já e não do Três! Você é um mal perdedor, Naruto.
O loiro ficou furioso e correu até o moreno, se jogando sobre ele, os dois rolaram na grama trocando tapas e socos, que na realidade não machucavam nada. Jamais machucariam um ao outro de propósito. Por fim, cariam lado a lado, sujos de terra e com sorrisos nos rostos.
- Meninos! – A voz de Tsunade soou.
Eles se levantaram e foram correndo até o banco onde a mulher ficava os esperando, a encontraram segurando uma sacola branca e com um sorriso no rosto.
- O que é isso, vovó? – O loiro indagou curioso, quase pulando de ansiedade.
Sasuke também estava curioso, mas esperou pacientemente a mulher mostrar o que tinha na sacola.
- Sorvete de chocolate! – Seu sorriso ficou ainda maior ao ver o neto pular e o Uchiha ficar um tanto desconfortável. – Eu sei que você não gosta muito de doces, Sasuke-kun. Te trouxe um de limão, seu tio disse que desse você gosta!
Naruto viu o amigo abrir um pequeno sorriso e assentir, os olhos brilhando em direção ao sorvete que lhe era estendido.
- Obrigado, Tsunade-san.
Os dois comeram e se lambuzaram com os sorvetes, Naruto estava todo melecado de marrom, já Sasuke sujou apenas o queixo e as mãos.
- Hei, teme... – Chamou, depois de jogar o palitinho no lixo.
- Hm? – Ainda estava terminando o próprio.
- Me da um abraço? – Sorriu sapeca.
- O quê? – Olhou assustado e um tanto corado para o loiro.
- Vamos... Só um abraço... – Abriu os braços.
- Você quer me sujar? – A voz saiu fina. – Não... Não... – Balançou a cabeça, se afastando lentamente.
- Vem aqui, dattebayo! – Avançou no outro, que saiu correndo.
- Não, Naruto! – Correndo ao redor do banco onde Tsunade estava sentada.
- Vou te pegar, dattebayo. – Gargalhava.
O loiro pulou sobre o outro, os dois caíram em frente ao banco. Naruto esfregou o rosto melado no de Sasuke, enquanto moreno grunhia e se debatia, até que pregou o resto do sorvete de limão no cabelo do amigo.
- Teme! Você grudou sorvete no meu cabelo! – Sentado na barriga do moreno.
- Você me sujou inteiro de sorvete, idiota! – Empurrou o loiro, que caiu do seu lado, depois se sentou emburrado.
- Foi engraçado, dattebayo! – Também se sentou e começou a rir. O moreno o acompanhou só que sua risada era mais discreta.
Quando o olhar de Naruto caiu sobre sua avó, ele percebeu que ela parecia estar no mundo da lua, enquanto os olhos âmbar estavam fixos neles.
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O loiro estava sentado no balanço, o olhar distante. Seus pais tinham ido viajar e ele estava com muita saudade, sentia-se sozinho sem eles, afinal não tinha crianças com quem brincar e seus pais tentavam ao máximo suprir essa falta.
Era por isso que estava ali, seu avô o tinha trazido para conhecer outras crianças, mas todas pareciam já ter um grupinho fechado e eram mais velhas que ele. Então o homem pediu para ele ficar ali, enquanto ia buscar um doce para tentar alegrar o menino.
Mexeu as pernas suavemente, o balanço se movimentou e o garoto olhou na direção em que seu avô tinha ido. Viu que tinha duas pessoas sentadas no banco de madeira, mas não deu muita atenção e voltou a olhar pra frente. O balanço parou.
Uma mão pálida e pequena se estendeu diante do seu rosto, olhou surpreso para o menino de cabelos negros a sua frente, ele carregava um sorriso tímido.
- Meu nome é Sasuke!
Sentiu uma euforia crescer dentro de si, ao mesmo tempo em que um sorriso tomava conta de seus lábios. Segurou a mão do menino.
- Eu sou Naruto! – Saltou do balanço, ainda segurando fortemente a mão do moreno. Teve medo de soltá-lo e ele se afastar. – Vamos brincar, Sasuke! – O puxou em direção a um lugar onde tinha visto uma gangorra.
- Do que vamos brincar? – O moreno soltou sua mão e passou a andar ao seu lado.
- Pode ser de gangorra? – Indagou quase pulando de agitação, o sorriso grande praticamente colado na face.
- Pode. – O moreno assentiu um pouco tímido ainda.
Os dois ficaram brincando um bom tempo no brinquedo, até que voltaram para o balanço revezando na hora de empurrar. Naruto nunca tinha se divertido tanto.
Os sons das risadas infantis foram diminuindo, o ambiente escurecendo e logo não se podia ver mais os dois garotos...
- Eu acho que gosto de você... – Uma voz mais madura soou, como se alguém sussurrasse rente a sua orelha.
Naruto abriu os olhos e sentou em um rompante, olhou em volta percebendo-se em seu quarto. O coração batia igual a um louco, sentia o suor na testa, costas e mãos.
- Bem-vindo. – O loiro virou a cabeça tão rápido que escutou o pescoço estalar, mas se acalmou ao ver Juugo confortavelmente sentado no chão, logo em baixo da sua janela.
- Juugo... – Murmurou e respirou fundo. – Você quase me matou de susto.
— Você quase nos matou de susto, Naruto. – Se levantou e foi até o amigo, sentando-se na beirada da cama.
- Quanto tempo?
- Hoje é sábado, então faz uma semana. – Percebeu o outro passar os olhos rapidamente por seu corpo. – Mas a maior parte do tempo, foi Naru.
- Oh... Menos mal... – Suspirou.
- Mas Hinata-san quase surtou quando ele desmaiou agora pouco. – Deu um pequeno sorriso.
- Hinata? – Ficou confuso.
- Sim, ela veio te visitar para saber se estava tudo bem e encontrou Naru. Gaara e eu já estávamos aqui, então resolvemos assistir um filme. Naru foi buscar pipocas, mas desmaiou antes de sair da sala.
- Eu sempre volto nos momentos mais estranhos. – Fez uma careta. – Ela ainda está aqui?
- Sim... Isso aconteceu faz uns dez minutos, eu trouxe você aqui e Gaara ficou lá tentando acalmá-la. – Sorriu.
- Gaara? Acalmando a Hinata? – Não conteve o espanto.
- Surpreendente, eu sei. Eles até foram passear por Konoha no meio da semana, ela apresentou a cidade a ele.
- E eu perdi isso... – Riu baixo. – E você?
- Eu o que? – Inclinou a cabeça.
- Não foi conhecer a cidade?
- Eu fui conhecer a cidade junto de Temari e Kankuro.
- E quem serviu de guia?
- Naru fez questão de nos apresentar tudo e acabou se perdendo algumas vezes. – Riu com leveza, fazendo o outro acompanhá-lo. – Temari quase enlouqueceu, mas um tal de Shikamaru nos ajudou, parecia conhecer você.
- Ele estuda comigo, é um garoto bem na dele. – Falou pensativo. – Parece estar sempre dormindo.
- Também achei isso e ele pareceu não perceber que você estava diferente.
- Boatos dizem que ele é um gênio, mas também muito discreto. Ele deve ter percebido, mas não se importou. – Deu de ombros e se levantou da cama.
- Hm... – Permaneceu sentado, apenas observado o outro andar pelo quarto parecendo buscar algo.
- Juugo o que aconteceu depois que eu apaguei? – Indagou após pegar um caderno de capa preta em baixo da cama e parando em frente ao outro.
- Kyuubi apareceu na festa e fugiu...
O mais alto narrou tudo que sabia sobre o ocorrido, ou seja, quase tudo relacionado às buscas e ao retorno. Ao final da narrativa, o loiro olhava espantado para o amigo.
- Sas... Sasuke me trouxe de volta? – Murmurou sentando-se pesadamente na cama, o caderno pousado em seu colo.
- Foi o que seus pais disseram. Ele foi até a mansão Senju e depois saiu a sua procura, mas não avisou ninguém e na segunda a noite ele apareceu aqui junto do Naru.
- Será que ele sabe o que eu tenho? – Sentia-se aflito.
- Provavelmente sim.
- Mas quem contou? – Olhou com quase desespero para o amigo. – Será que foi a Hinata? O Itachi?
- Não acho que tenha sido qualquer um deles. Mas pergunte diretamente ao Sasuke como ele descobriu. – Se levantou.
- É... Acho que só ele pode me responder isso. E talvez outras coisas... – Falou a ultima parte bem baixinho, fitando o caderno preto.
- O que vai fazer com esse caderno?
- Anotar as lembranças que eu tive, elas estão um tanto confusas, mas acho que vai ser bom. – Lançou um olhar significativo para Juugo.
- Ok... Vou dizer ao Gaara e a Hinata que você precisa descansar. – Sorriu de lado e foi em direção à porta.
- Onde estão meus pais, Juugo?
- Em um jantar com os Sabaku, por isso eu e Gaara estamos aqui.
- Serei vigiado agora? – Murmurou.
- Provavelmente. – Lançou um olhar compadecido ao amigo, pois sabia o quanto isso era horrível. Depois saiu e fechou a porta atrás de si.
Naruto deixou de lado o desconforto de estar sendo vigiado e voltou sua atenção ao caderno, às lembranças estavam se misturando em sua cabeça, deixando tudo um pouco confuso, mas agora algo estava muito claro para si: havia convivido com Sasuke quando criança e isso, de alguma forma, estava relacionado ao período do sequestro.
Retirou a caneta que estava presa a espiral do caderno e passou a escrever tudo que havia se lembrado, deveria se concentrar nisso naquele momento. Mas iria descobrir como Sasuke sabia sobre ele e o que tinha feito para trazê-lo de volta.
Notas finais
Gaara sendo legal com a Hinata? Hm... Desconfio!
Acho que Tsunade desconfiava de todo aquelas demonstrações de amor! kkkk
É a vez de Naruto organizar as ideias!
E o que será que vai rolar no encontro entre o casal mais querido de todos os tempos?
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Fantasminhas apareçam! o/
Beijos Beijos
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