As Três Faces do Medo.
7 Capítulo 6: Internato
Notas iniciais
Não posso garantir que irei postar a história regularmente, a vida de adulto é muito chata. Mas não vou abandonar a FIC.
Peço desculpas a quem ficou esperando pelo capítulo e nada, sei o quanto é horrível. Mas pior que a falta de tempo é a falta de inspiração! É muito muito triste, sorte que eu tenho o esquema da história pronto!
Espero que gostem do capítulo.
Beijos
A semana passou sem maiores novidades, Naruto decidiu ignorar cada sorriso e cordialidade falsos que lhes eram dedicados, graças a isso sua rotina escolar estava quase normal, a não ser pelas poucas palavras educadas que passou a trocar com Sakura e as tentativas de aproximação por parte de Sai, os quais ele tentava ser indiferente.
No entanto o garoto parecia realmente interessado em se aproximar, quando surgia uma oportunidade lá estava ele tentando puxar um assunto com o loiro.
– Eu não aguento mais isso! – Resmungou irritado.
– Acalma-se, Naruto-kun, logo ele enjoa e “parte pra outra”. – Itachi disse indiferente.
Após o inicio do tratamento de regressão, Itachi resolveu deixar um intervalo de tempo entre uma sessão e outra, para não sobrecarregar o jovem loiro. Devido a isso a consulta de quarta-feira havia se resumido ao quase silêncio total, mas hoje, sexta-feira, o garoto parecia irritado demais para se conter.
Itachi não achou ruim...
– Ele é irritante, preferia quando ele apenas me insultava e depois saía andando. – Bufou deitando-se no divã.
– E essas tentativas de aproximação começaram quando?
– Na terça, — o loiro pareceu ficar inquieto – ele tentou me agarrar, disse que queria me beijar. – A voz saiu muito baixa.
– Como você reagiu? – A postura indiferente não existia mais, agora ele estava completamente atento a cada palavra de seu paciente.
– Eu... – Fechou os olhos. – No dia eu quase não consigo me livrar dele, mas graças ao seu irmão nada aconteceu. Mas depois eu não pude evitar e corri para o vestiário chorando igual a uma criança. – Os olhos azuis ficaram marejados. –
Eu fiquei com medo, muito medo.
– Tudo bem, é normal sentir medo. – O moreno teve que se conter para não perguntar como seu irmão interferiu. – Você conseguiu controlar esse medo sozinho?
O loiro negou apertando os lábios, Itachi esperou pacientemente até que ele tivesse vontade de falar mais abertamente, o que não demorou muito...
– Sasuke me encontrou no vestiário... – Parou olhando hesitante para o médico, este o encarava com a mesma expressão profissionalmente atenta de antes. – A presença dele me acalmou. – Soltou de uma vez.
– Entendo... – Anotou algo em seu bloco e voltou a fitar o loiro. – Mais algum aluno na escola tem essa influência sobre você?
Naruto ficou pensativo por alguns instantes...
– A Hinata-chan sempre consegue me acalmar, perto dela sinto como se tivesse uma irmã mais velha... – Deu um pequeno sorriso. – Daquelas que sempre tem um conselho pra dar, mesmo que pareça bobo.
– Isso é bom. – Voltou a postura indiferente. – Isso significa que você ainda é capaz de confiar em pessoas, sem que elas sejam de sua família.
– A Hinata-chan não sabe do meu problema... – Disse envergonhado.
– Eu já imaginava que não, no entanto, mesmo não contando você age diferente dos outros alunos e ainda assim ela o aceita normalmente e o considera como um amigo, pelo que entendi.
– Acho que você está certo.
– Eu tenho certeza. – Sorriu e piscou um olho para seu paciente.
– Egocêntrico... – O adolescente murmurou.
– Ok, Naruto-kun. Você acha que está preparado para mais um sessão de hipnose?
– Pensei que você tivesse desistido dessa ideia, já que na quarta-feira não fizemos a sessão.
– Eu expliquei que faria um intervalo entre as sessões, você não estava prestando atenção? – Estreitou os olhos, o jovem loiro ficou sem graça.
– Desculpe...
– Tudo bem, mas da próxima vez... – Deu um sorriso sinistro, deixando a ameaça no ar.
– Prometo que não haverá uma próxima vez! – Disse rapidamente, com os olhos arregalados.
– Quanto você acha que aguenta voltar hoje?
– Não sei... – Murmurou receoso.
– Talvez possamos pular os últimos dias, afinal você já me contou tudo, não precisa contar de novo.
– Tudo bem...
– Ajeite-se confortavelmente, — o menino deitou-se no divã, o corpo o mais relaxado possível.
Itachi iniciou o processo, falava calmamente induzindo o paciente a um estado de semiconsciência. Naruto no começo, como sempre, estava receoso, mas com o passar dos minutos sentiu-se relaxar completamente. Logo imagens do período em que viveu no internato começaram a povoar sua mente.
Pov on:
Escuto gritos raivosos, acompanhados de batidas constantes em uma porta, esse barulho todo está me enlouquecendo. Gaara perdeu o controle novamente, faz algumas semanas que ele não tem um ataque.
– DEIXE-ME SAIR! – Sinto arrepios ao escutar a voz dele, nem parece que pertence ao garoto calmo e apático que eu conheço. – EU QUERO SAIR! – Ele parece estar chutando a porta de seus aposentos.
Ouço passos no corredor, os médicos estão indo sedá-lo. Espero que ninguém saia muito machucado dessa vez.
Silêncio...
Me aproximo da porta do meu quarto, tentando escutar alguma coisa. Mas algo se choca violentamente com ela e eu me afasto tremendo de medo.
– Acalme-se Gaara! – É a voz meu tio Nagato.
– EU QUERO SAIR DAQUI! ME LIVRAR DE VOCÊS! – Novamente minha porta balança, eles estão parados bem aqui em frente.
– Se vocês não o segurarem direito, não vou conseguir sedá-lo.
– Estamos tentando Nagato-sama. De onde esse garoto tira tanta força?
A gargalhada forte e debochada de Gaara me faz sentir ainda mais medo. Me encolho no canto da parede, o mais longe possível da porta. Cubro minhas orelhas com as mãos, tentando evitar ouvir os sons que Gaara faz, ele parece um animal quando está tendo ataques.
A porta balança mais algumas vezes. Fecho os olhos. Gaara grita, xinga e rosna, meu tio tenta acalmá-lo de todas as formas possíveis, os enfermeiros parecem cada vez mais temerosos. Eu e Gaara, junto com outro amigo nosso, Juugo, somos considerados os pacientes mais difíceis do Internato. Poucos enfermeiros ficam com a gente mais de três meses.
– Fique parado!
– Nagato-sama, não consigo o fazer parar de se debater.
Um grito assustador soa em seguida a porta do meu quarto caiu fazendo um barulho estrondoso. Diante de mim esta meu tio com os olhos ligeiramente arregalados, três enfermeiros grandes e Gaara. O ruivo é fortemente segurado pelos três enfermeiros, mas não parece que irá sair do lugar, seus olhos verdes repletos de um ódio infundado, estão presos em mim.
O ruivo sorri de lado, com uma força anormal ele se livra do agarre dos enfermeiros, a passos decididos se aproxima de mim.
– Naruto saia de perto dele.
Ouço a ordem de Nagato, mas não consigo nem ao menos respirar direito, quem dirá sair de onde estou. Só consigo enxergar olhos verdes brilhando insanamente em minha direção, então um estranho calor acomete meus sentidos e tudo escurece.
********////********
Acordo com o som de uma música calma, essas terapias musicais só servem para me deixar ainda mais inquieto, não gosto desse tipo de música. Estou com uma incomoda dor de cabeça, olho em volta tentando me situar e percebo que aquele não é meu quarto.
Sento-me rapidamente, assustado. Os quartos do Internato são padronizados, mas cada residente pode levar algumas poucas coisas para dar um toque pessoal ao quarto. Mas existiam quartos diferenciados, aqueles que nenhum residente gosta de estar, os quartos acolchoados.
Estar nele significa que eu novamente tive uma recaída e já que estou aqui, provavelmente foi Kyuubi que voltou para perturbar a paz.
Espero que ele não tenha machucado ninguém...
Pov Off.
A voz de Itachi o guiou para a realidade novamente.
– Está tudo bem, pode abrir os olhos Naruto-kun. – O loiro o fez e virou-se para encarar o Uchiha. – Como se sente?
– Um pouco cansado.
– Você consegue me falar como se sente em relação a Gaara?
Naruto sentiu-se incomodado, ninguém nunca havia lhe perguntado o que achava das pessoas que conviviam com ele no Internato. Na verdade as pessoas pareciam acreditar que pessoas como eles não tinham opinião própria, agiam apenas por instinto como se fossem animais, incapazes de ter raciocínio lógico.
– Eu... – Fechou os olhos momentaneamente, buscando na memória as faces dos únicos amigos que teve, quando vivia naquele lugar. – Eu acho Gaara um cara legal. Mesmo que na maioria das vezes ele sendo frio e distante, eu gostava de conversar com ele e sinto saudade dessas conversas. Quando ele perdia o controle eu sentia medo, mas ele nunca fez me machucou.
– Vocês eram amigos?
– Sim, nosso grupo era formado por três pessoas: Gaara, Juugo e eu. Os casos mais complicados do Internato, considerados os mais perigosos quando em crise.
– O garoto se ajeitou no divã, tentando achar uma posição confortável, em vão, pois o incomodo que sentia era por estar contando sobre sua via.
– E isso foi dito a vocês? – O moreno franziu o cenho.
– Não! Mas nós sabíamos por que éramos os únicos que passaram pelo quarto acolchoado mais de três vezes e não tínhamos medo uns dos outros. – O loiro deu um pequeno sorriso. – Juugo era muito calmo e gentil, gostava de passar seu tempo no jardim – o sorriso aumentou — ele dizia que conversar com as flores o acalmava.
– E você chegou a presenciar alguma crise dele?
– Sim, na verdade chegamos a nos machucar em uma briga. Juugo com raiva se tornava incontrolável, além disso, ele é muito alto e forte. Eu não me lembro da briga, só sei que acordei em um hospital. Meu tio disse que Juugo também ficou muito machucado.
– E essas brigas aconteciam frequentemente?
– Não muito, era muito difícil tirar Juugo do sério, mas era ainda mais difícil fazê-lo se acalmar. Depois dessa briga, ele tentou se afastar de mim, estava sentindo culpa por ter me atacado. A direção do Internato disse que nos manter afastados era melhor, mas eu e Gaara fizemos de tudo para que Juugo não fosse afastado, não queríamos que ele vivesse sozinho, ele era nosso amigo.
– E conseguiram?
– Sim, conseguimos. Mas dois meses depois meu pai me tirou daquele lugar. – Soltou um suspiro. – Pode soar estranho, sabe? Mas eu me sentia livre pra ser eu mesmo quando estava com eles, porque eles me entendiam. Não gostava de viver confinado, não gostava de andar pelos corredores junto de pessoas de jaleco e odiava o quarto acolchoado, mas Gaara e Juugo são amigos preciosos pra mim.
– Você nunca disse a seus pais que não gostava do Internato?
– É claro que não!
Itachi arqueou uma sobrancelha, Naruto percebeu que havia quase gritado e corou.
– Meus pais sempre fizeram tudo buscando o melhor pra mim, eu sentia medo de sair e interagir com outras pessoas. Eles acharam que o melhor era me colocar no Internato, onde eu receberia tratamento e educação, podendo conviver com pessoas semelhantes.
– Mas você concorda com isso? – O moreno percebeu que o olhar de seu paciente havia ficado repleto dúvidas. – Naruto-kun, quando algo acontece com uma pessoa que amamos, ficamos perdidos e confusos, como crianças. Buscamos fazer o melhor para aquela pessoa e muitas vezes o que achamos ser o melhor, não é.
– Você acha que passar todo aquele tempo no Internato foi ruim, Itachi-san?
– Conhecer amigos preciosos e encontrar com eles uma liberdade nunca sentida, isso é ruim Naruto-kun?
O loiro negou.
– Ficar em uma instituição, longe de seus pais, conviver com “pessoas de jaleco” o tempo inteiro e ser trancado em um quarto especial, é ruim?
Desta vez o adolescente demorou alguns segundos antes de responder, mas por fim assentiu.
– Tudo que vivemos, nos trás experiências boas e ruins, muitas vezes é difícil extrair coisas boas de vivencias ruins, mas sempre a algo a se aprender. Por exemplo, pense sobre o que você pode extrair do episódio das fotos que foram espalhadas na sua escola.
Naruto abaixou a cabeça, se lembrado do que sentiu quando Kiba falou sobre seu avô, da vergonha por ser alvo de piadas, da sensação de frustração por novamente ser um problema para seus familiares. Se ele ao menos tivesse...
– Se eu tivesse dito a verdade logo quando cheguei se não tivesse implorado para manter quem eu era em segredo. Nada daquilo teria acontecido.
O moreno deu um pequeno sorriso.
– Mas eu estava com medo!
– Sim, só que agora você não vai fazer a mesma coisa novamente. Por que você sabe que agir da forma que você agiu pode ter consequências ruins. Isso é extrair coisas boas de experiências ruins.
– É difícil! – Passou as mãos nos cabelos loiros, bagunçando-os.
– Sim é, mas um dia você se acostuma. – O moreno sorriu, olhou para o relógio e arregalou os olhos. – Naruto-kun, nossa sessão demorou mais de duas horas.
O loiro levantou rapidamente do divã e olhou assustado para o relógio.
– Meus pais devem estar preocupados!
– A Tsunade-sama não iria levá-lo pra casa?
– Não, hoje eles me deixaram voltar sozinho, mas agora eles nunca mais...
A porta do consultório se abriu, fazendo um barulho alto e por ela passou Uzumaki Kushina com uma expressão desesperada e ao mesmo tempo nervosa.
– Naruto-chan! – A mulher abraçou o loiro fortemente. – Você nos deixou preocupados! – O aperto aumentou.
– M... Mãe. – O loiro tentou, mas a voz saiu em um sussurro. Ele olhou desesperado para Itachi.
– Kushina-san. – A voz fria do psiquiatra, vez a mulher soltar o filho e o encarar. Os olhos da Uzumaki brilhando raivosamente.
– Porque vocês ainda estão aqui? A consulta era pra ter acabado há mais de uma hora atrás! – A ruiva estava muito nervosa. – O que você estava fazendo com meu filho? – Sussurrou.
O Uchiha a fitou seriamente por alguns segundos, antes de dar um meio sorriso e olhar para Naruto.
– Naruto-kun, você pode esperar sua mãe lá fora? Falarei com ela por alguns minutos. – O loiro o olhou para a mãe, pedindo silenciosamente sua permissão.
A mulher assentiu e ele se retirou da sala, dando uma aceno para Itachi.
– Sente-se Kushina-san. – Indicou uma cadeira a frente de sua mesa, enquanto se acomodava na que era designada para si.
– Diga-me Itachi, o que você estava fazendo com meu filho?
– Eu faço o que estudei e sou pago para fazer, Kushina-san, nada além disto.
– Você não consegue fazer uma consulta dentro do prazo estipulado?
– Seu filho estava indo muito bem na consulta, não quis interrompê-lo. Afinal como posso saber quanto tempo levaria para conseguir novamente fazê-lo falar.
A postura da ruiva mudou, a raiva dando lugar a curiosidade.
– O que ele disse?
– Nada que um dia ele não possa te contar. Estou sob sigilo profissional, o que é dito neste consultório, fica aqui. Se um dia ele quiser contar a vocês o que me disse aqui, pode ter certeza eu ficarei muito feliz. No entanto, – o moreno inclinou-se pra frente, os cotovelos sobre a mesa e as mãos apoiando o queixo – não vou aceitar ser acusado de coisas que não fiz e nem irei fazer. Entendo pelo terror que passou Kushina-san, mas pense bem antes de acusar alguém.
A expressão da mulher endureceu, o olhar tornou-se raivoso.
– Quem você pensa que é para falar comigo assim, pirralho?
– Eu não sou alguém importante e vou permanecer assim, só que mesmo sendo ninguém, também tenho meus princípios e não vou aceitar que estes sejam questionados. – A postura e o tom de voz dele permaneciam os mesmo. – O que vai fazer quanto a isso? Fazer Naruto-kun mudar novamente de médico, apenas porque você não se sente segura?
Ela abaixou a cabeça e suspirou pesadamente, as mãos no colo, apertadas uma na outra.
– Atrasos acontecem, peço desculpas por ter deixado o tempo da consulta exceder, mas não me arrependo. Espero Kushina-san, que a senhora repense suas atitudes, não apenas você como toda sua família, sei que a situação é difícil para todos vocês, mas está na hora de saírem desse abismo de medo, sei que aos poucos todos vão conseguir se reerguer.
A mulher o encarou, cansada, ele lhe sorriu e estendeu a mão em cumprimento.
– Desculpe-me por ter agido daquela forma, Itachi-san. – Disse enquanto segurava a mão do jovem.
– Não se preocupe, mães sempre se preocupam demais. – Ela sorriu pra ele e se levantou, indo em direção a porta. – Até mais Itachi-san.
– Até. Não deixe Naruto esquecer a consulta de segunda-feira.
– Não deixarei. – Saiu.
O moreno recostou-se na cadeira, pegou o bloco que estava sobre a mesa e começou a fazer anotações. A expressão voltando a ficar séria.
********////********
Quando mão e filho chegaram a casa, encontraram Minato na cozinha tomando café, ele parecia estar ansioso, pois não para de mexer a perna.
– Oi pai. – Naruto sorriu para o homem.
– Oi filho. – Tentou sorrir, mas não conseguiu. Kushina se aproximou dando um selinho no marido e o indagou se estava tudo bem. – Sim, acho que esta tudo bem. Eu tenho uma notícia.
Naruto se sentou, sua mãe sentou-se ao seu lado, ambos fitando o mais velho com curiosidade. Minato bebeu o resto de café que estava na xícara, parecia tentar adiar ao máximo a hora que teria que falar.
– Fala logo Minato! – Kushina bateu na mesa.
– Eu assinei hoje o acordo com Sarutobi Hiruzen e a partir de agora Konohamaru-kun irá herdar a presidência da empresa. – Falou olhando para o filho.
Naruto fechou os olhos e colocou a mão na testa, como se sentisse uma incomoda dor de cabeça, mas na verdade estava se segurando para não chorar.
– Naruto... – A mãe tentou tocá-lo, mas o jovem levantou-se e se afastou um pouco.
– “...muitas vezes o que achamos ser o melhor, não é.” — Naruto deu um pequeno sorriso, ao lembrar-se dessas palavras. A vontade de chorar passou, dando lugar a uma estranha determinação, como se uma parte de si acordasse.
– Obrigado por buscar fazer sempre o melhor pra mim, pai. Mas eu vou provar para o senhor que sou capaz de herdar seu patrimônio e administrá-lo bem! É uma promessa! – Sorriu confiante e correu para seu quarto.
Os pais se entreolharam assustados, o filho nunca havia agido daquele jeito, nunca havia questionado qualquer decisão tomada por eles. Eles pensavam que ele ficaria triste, mas aceitaria.
– O que você vai fazer Minato? – Kushina não gostava da decisão do marido, mas mesmo assim havia aceitado, por achar que era o melhor. Agora não sabia mais.
– Se ele me provar que é capaz, não posso negar o que lhe é de direito. – Sorriu para a mulher. – Vou falar com ele.
Foi até o quarto do filho, a porta estava aberta, mas o homem bateu anunciando sua entrada.
– Desculpe-me pai. – Naruto estava sentado na cama e o fitou receoso. – Eu falei aquilo sem pensar, se o senhor acha que é o...
–Mesmo que você não fosse ser presidente da empresa, você ainda teria sua parte, afinal é meu filho. Você não quer isso? – Naruto suspirou, tomando coragem.
– Eu quero trabalhar pai, quero seguir seus passos, ser alguém tão respeitado e admirado quanto você. Mas não posso fazer nada se o senhor não confia em mim. E se eu acabar errando, pondo tudo a perder? – Falou rápido e confuso.
– Você parece ter muitas dúvidas... Vamos fazer assim. – Se sentou ao lado do filho e o fez encará-lo. – Ainda falta muito tempo para eu me aposentar e esse é o tempo que você terá para me provar que é capaz.
– Mas e Konohamaru?
– Ele é mais jovem que você, tem 14 anos, mas caso você prove sua capacidade ambos irão administrar a empresa juntos. Assim como Sarutobi e eu fazemos hoje, afinal ele trabalhou com o vovô Hashirama e sempre me ajudou com a empresa.
– Sério?
– Sim, mas no seu caso o Instituto também que ficará sob sua responsabilidade. – Naruto arregalou os olhos. – É uma grande responsabilidade Naruto-kun, pense sobre isso.
Beijou a testa do filho e deixou o quarto. Naruto jogou na cama, olhando o teto abobadamente, sentiu um sorriso crescer em seu rosto.
– Eu não vou falhar.
Continua...
Notas finais
Então sobre Itachi e a consulta: vale lembrar que tudo relacionado a doenças, tratamentos, leis e coisas que eu não entendo, só tem base na realidade, o resto é ficção!
Pq eu não entendo muito profundamente de nada disso! hehe
Beijos Beijos
E até mais... Espero que eu não demore muito pra voltar!
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