Notas iniciais
Obrigada mais uma vez pelas reviews, vocês são demais (até os tímidos que não falam comigo D:). Detalhes importantes sobre a fic: é provável que estejamos chegando na metade dela, e vocês não vão mais querer me matar por que logo logo vai vir Faberry. E sobre este capitulo, vai ter Lopez - Herrera. Desculpem os erros e tenham uma boa leitura.

Santana olhava indignada para Quinn através da tela do computador, não sabia qual a noticia mais escandalosa: Quinn Fabray ser lésbica; Quinn Fabray e Rachel Berry quase se comendo; Quinn Fabray estar saindo com uma Stripper ou ter sido trocada por outra latina.

-Você deveria estar rindo da minha cara, S –Quinn olhava a amiga com certa surpresa.

-Estou em choque, eu posso ter essa reação, Q –Santana balançava a cabeça de forma negativa.

-É informação demais, mal da pra acreditar que quase rolou algo entre mim e a Rach...

-Não acredito que me trocou por uma versão barata de mim mesma, olha só pra ela! Nem parece ser latina, e posso apostar minha bunda que esse cabelo é aplique –Carmen que estava atrás de Quinn teve um ataque de risos.

-Tem certeza que quer por a sua bunda nessa aposta? Não quer apostar esse seu silicone que tem nos seus seios? –Carmen levantou a mão e Quinn bateu contra a dela, ambas trocando um sorriso cúmplice.

-É oficial, estou indo pra esse fim de mundo matar essa vadia que você chama de colega de quarto!

-Colega? Q e eu já passamos dessa fase, somos melhores amigas –Carmen provocou abraçando Quinn que ria da situação.

-Ok, vamos parar com isso, certo? –a loira resolveu intervir.

-Certo, certo, mas não pense que acabou, vou ai tirar essa história de você e essa latina falsificada –Santana bufou recostando-se em sua cadeira. –Agora, me explique essa sua paixão não correspondida pela Gay-Berry.

-Hm, Gay-Berry, não tinha pensado nessa... –Carmen refletiu e sentou-se em sua cama, já havia ouvido aquela história tantas vezes que já lhe dava enjôo.

-Já lhe contei, só foi aquilo lá na festa e nossa discussão... O resto começou do nada, S...

-Do nada? Garota, você já parou pra pensar em tudo que vocês já passaram?

-O que você quer dizer?

-Quer que comece por eventos em ordem alfabética, cronológica ou de importância? –Santana sorria maliciosa. –Prefiro em ordem de importância...

-Que seja!

-O mais importante foi ter impedido ela de se casar com a Orca...

-Isso não conta, S. Eu sofri um acidente no caminho e era uma das madrinhas...

-Ah, Quinn, você não sabe o barraco que foi aquilo, Finn disse “É agora ou nunca” e ela só pensava em você –Santana se distraiu estendendo os braços e um vulto loiro se jogou em seus braços. –Olha Britt-Britt, é a Quinn.

-Quinn! –Brittany abraçou o computador fazendo com que Santana e Quinn rissem.

-Ei, Quinn, fala pra elas sobre a Carrie-peituda –Carmen aparece novamente atrás de Quinn segurando os seios.

-Oh, Quinn te um bom gosto então? –Santana debochou.

-Fala sério, a garota é linda e ainda deu um fora na Quinn...

-Calada Carmen! –Quinn berrou dando um empurrão na amiga.

-Gostei dessa Carrie, stripper, peituda e ainda te dispensou, preciso ir à New Haven mesmo –Santana piscou para Brittany que ficou séria diante da ideia.

-Vá a New Haven que nunca mais vai ter meus beijos... –Brittany se levantou do colo de Santana.

-Hm, a patroa se aborreceu, Lopez –Carmen tirou sarro de Santana que estirou o dedo do meio.

-Então, me diga logo, a Carrie te dispensou...

-É, a esperei sair do trabalho e ela disse que eu não a conhecia, que estava interessada apenas pela garota que me fez uma dança no colo, discutimos até chegarmos ao dormitório dela e ela finalizou dizendo que não era boa o suficiente.

-Ah, Quinn, então os rumores de que você é gay são verdadeiros? –Brittany voltou empurrando Santana para ficar na frente do computador.

-O que? Mais rumores?

-É verdade ou não? Eu ouvi o Kurt comentando com o Blaine quando estávamos saindo da escola... –a loira sentou-se melhor no colo da latina.

-Como ele sabe? –Quinn sabia que a probabilidade de estar ferrada era de 99 em 100, se Brittany sabia de algo, era questão de pouco tempo para o McKinley inteiro e conseqüentemente Lima saber da história. E ela sabia que a única maneira de Kurt saber daquilo era por Rachel, já que a maioria dos alunos de Yale tinham sido discretos, comentando somente no campus e em conversas fechadas.

-Oh-ow –Santana olhou para a imagem de Quinn, uma de suas sobrancelhas erguidas e a boca entreaberta. –O que está passando nessa sua cabeça de vento, Q? Você está com aquela cara de quando Rachel contou à Finn que Puck era o pai da Beth.

-Ei, Quinn, seu celular está vibrando... –Carmen recolheu o celular da loira na mesa de cabeceira e lhe oferecia. A garota o pegou e leu no visor “Frannie”.

-Ah, meu Deus... –deixou escapar pelos lábios antes de atender com a voz vacilante. –Alô...

-Quinnie, que história é essa? –sua irmã mais velha parecia desesperada do outro lado da linha. –Por favor, desminta essa história, mamãe me ligou contando sobre um rumor de que você estaria com uma garota aí em Yale, Quinn, me responda se isso é verdade ou não.

-Frannie... eu... –Quinn começou a deixar as lagrimas caírem, Lima já sabia.

-Quinn... O que houve? –Santana que não conseguia entender a conversa perguntou em tom baixo para não atrapalhar a ligação. Carmen se apressou pegando o notebook do colo da amiga colocando-o em sua cama virado para a loira. –Carmen, o que está acontecendo? Aumente o volume!

-Santana, acho que é a irmã dela... –Carmen aumentou o volume do mirofone e as duas garotas que estavam em Lima puderam ouvir os soluços secos de Quinn

-Quinn, quando você vai aprender? Quando vai ser uma pessoa digna? Não entendo como nossos pais erraram tanto com você! –Frannie berrava do outro lado da linha. Quinn apenas desligou o celular e o jogou em cima da cama.

-Acho que nasci na família errada –Quinn enxugou as lagrimas e começou a colocar algumas coisas em sua bolsa.

-Ei, garota, o que vai fazer? –Carmen se levantou da cama olhando para Quinn que corria de um lado para outro pegando celular, carteira e o mais importante: seu passe de New Haven para Nova York.

-Oh... você está indo atrás da Rachel...

-O que? Não estou entendendo nada! –Santana reclamou.

-Santana, depois eu falo com você –Quinn correu para o armário pegar um de seus vestidos, afinal estava com um pijama pois já passavam das nove da noite da terça-feira.

-Carmen, fale comigo! –Santana berrou.

-O que é?

-A partir de agora você vai ser meus olhos e meus ouvidos em Yale. Não sou muito de pedir favores, e isso eu só faço por quem merece, por favor, tome conta da Quinn por mim.

X

Carmen e Quinn estavam no metro de Manhattan indo em direção ao Soho, era a primeira vez da latina naquele lugar e ela teve uma das piores experiências, pode contar uma dúzia de ratos correndo pelo vagão e um deles tentou subir pela sua perna.

-Não gostei dessa cidade... –reclamou espantando um rato.

-Aqui não basta querer morar, precisa ser forte pra agüentar esse tipo de coisa –Quinn olhou distraída para os animais.

-Achava que você era do tipo que gritava quando via animais desse tipo –Carmen olhava preocupada para Quinn.

-Não sou tão fresca assim... Já vivi dezessete anos com animais piores –declarou desgostosa e Carmen se calou.

A latina entendeu o recado, a garota falava sobre a própria família. Foi afastada de seus pensamentos por uma mensagem de Santana.

“Já chegaram? Me mantenha atualizada sobre a confusão que está por vir, e se precisar segurar a Quinn a puxe para trás segurando os braços.”

Uma voz soou no vagão indicando que estavam chegando a uma das paradas do Soho. Quinn não esperou que a morena a seguisse e saiu andando a passos rápidos.

-Mas que merda, Quinn, me espere! –Carmen berrou quando as duas caminhavam pela estação e se distanciavam. –E já não está muito tarde para incomodar a garota?

-Vamos Herrera! Você que quis vir junto, então trate de me acompanhar e não reclame –assim que ganhou a rua Quinn começou a correr e Carmen lutou para acompanhar.

As duas seguiram naquele ritmo por dois quarteirões, só diminuindo quando chegaram à rua onde o flat de Rachel se localizava. Quinn subiu as escadas com uma latina ofegante ao seu encalço.

-Você... é... uma... maquina de... corrida, Fabray –Carmen finalmente se manifestou com as mãos apoiadas nos joelho quando as duas se encontravam em frente a uma porta com “RB” e uma estrela dourada incrustados na porta.

A loira recuperou o fôlego e apertou a campainha, uma, duas, três vezes, até que uma Rachel um tanto descomposta abriu a porta.

-Mas o que você está fazendo aqui? –perguntou olhando Quinn da cabeça aos pés, puxou a camisa social para esconder melhor seu corpo seminu.

-Precisamos conversar –Quinn tentou ignorar o estado de Rachel, mas volta e meia seus olhos caiam sobre suas pernas. –E por que você está vestida assim?

-Eu... Eu estava com meu namorado –respondeu afastando os cabelos do rosto corado.

-Você quer dizer que estava transando com ele? –Quinn soou indignada e Carmen, que até o momento recuperava o fôlego, colocou a mão no ombro de Quinn num pedido silencioso para que ela se acalmasse.

-Bem... estávamos... somente –Rachel não pode completar a frase pois a loira tinha invadido seu apartamento sem pedir permissão e foi até o quarto de Rachel encontrando Oliver vestindo apenas sua calça jeans já com a braguilha aberta.

-Você deve ser Oliver –Quinn se aproximou e o puxou pelas duas extremidades do cinto aberto. –Sua namorada e eu, temos um assunto pendente, volte outra hora campeão!

-Mas, o que? –Oliver ficou vermelho de ser pego em uma situação quase intima.

-Fora daqui! –Quinn pegou os sapatos dele e o entregou o empurrando até a porta.

-Quinn, pare com isso –Carmen foi até a amiga tentando segurá-la, mas Quinn se soltou e empurrou Oliver até a porta.

-Mas que merda você está fazendo? Você está no meu apartamento! –Rachel puxava os braços de Quinn em vão.

A loira finalmente empurrou Oliver para fora e fechou a porta, ajeitou os cabelos e se virou para Rachel, sem cerimônia alguma tirou a camisa social que ela vestia deixando-a somente de roupa intima. Carmen não se conteve e olhou para Rachel de cima a baixo, olhando demoradamente nas pernas, por azar, Quinn percebeu e abriu a porta jogando a camisa que na certa pertencia a Oliver e puxando o braço da latina, colocando-a do lado de fora.

-Quinn! Quinn! Mas que merda é essa? Me deixe entrar sua vadia! –Carmen berrou batendo na porta.

-Me desculpe, mas pode me explicar o que está acontecendo aqui? –Oliver tentava colocar a camisa se atrapalhando com os botões.

-Olha, espero que você não seja ciumento... –Carmen bufou encostando-se na parede deslizando até o chão.

-Você acabou de deixar meu namorado do lado de fora, Quinn, o que é tão urgente? –Rachel correu para o quarto colocar uma roupa mais decente.

-Então você já está avançando no relacionamento, não é mesmo, Berry? –Quinn a seguiu fazendo-a parar no meio do quarto.

-O que? Quinn, você está sendo desconexa! O que foi esse show todo?

-Lima inteira está especulando que eu sou gay, ouvi isso de Brittany, que ouviu Kurt contando à Blaine na saída do McKinley; minha irmã Frannie, me ligou há algumas horas perguntando se era verdade ou não, se questionando onde meus pais haviam errado na minha criação para eu não ser uma pessoa digna! Me diga! Você contou sobre a festa de Yale à alguém? –Quinn tinha os olhos marejados, doía perceber que quanto mais conhecia a si mesma mais sua família a rejeitava.

-Quinn... Eu...

-Pare de gaguejar, Berry! Fale logo de uma vez! –bradou.

-Contei ao Kurt, ele disse que não contaria a ninguém, ele é meu amigo Quinn, não espalharia... não fofocaria...

-Certo, certo... –Quinn olhou para Rachel com um sorriso sarcástico. –Será que não lembra que quando estava grávida o Glee todo trocou informações e chegaram a conclusão que Finn era o pai? É mesma coisa, Rachel. Só que é sobre minha sexualidade, uma coisa que comecei a aceitar há poucas semanas...

-Está me dizendo que você é realmente... lésbica? –Rachel a olhou receosa.

-Quer saber? Heterossexual é a ultima coisa que eu sou –disparou andando de um lado para o outro. Rachel puxou o lençol da cama se cobrindo e Quinn a olhou incrédula. –Sério? Você está se cobrindo por minha causa?

-Agora é como se tivesse um homem no meu quarto, me olhando seminua, Quinn –Rachel foi até o armário colocando um blusão e um short.

-Oh, belo ponto –Quinn estava um pouco ofendida. –Mas isso não vem ao casso, Rachel, você não deveria ter contado nada do que houve a ninguém...

-Isso importa tanto assim? Quero dizer, você parece estar bem decidida sobre isso –sentou-se na cama.

-É claro que importa, Rachel. Minha mãe ligou para Frannie, quer dizer que ela tem vergonha de mim, nem suporta a ideia da filha mais nova ser lésbica, é contra as preciosas regras arcaicas que meus pais mantinham e ainda mantêm mesmo não estando mais juntos. E sabia que meu pai não precisa mais me pagar pensão? No meu próximo aniversário não vou mais receber dinheiro algum dele, e não terei mais como me manter na faculdade com um possível emprego de meio expediente.

-E você está me culpando por isso?

-Indiretamente, sim –Quinn caminhou para fora do quarto da morena.

-Então, você vem aqui tarde da noite, para armar esse circo e jogar para cima de mim a culpa das conseqüências da sua sexualidade? –Rachel a seguiu até a sala.

-Não, vim aqui só para ser uma empata-foda entre você e seu namoradinho –disparou irônica. –Vim aqui para te aconselhar a cala a boca quanto ao que houve entre nos duas, por que embora eu tivesse te desejado naquela noite, nunca iria acontecer, afinal não precisamos ficar atrapalhando o caminho uma da outra.

-Você está dizendo que...

-Estou dizendo que naquela noite estive a ponto de me render a você, mas adiantava de algo te ver acordar sem lembrar se foi bom ou ruim? Se eu te fiz sentir amada ou enojada? –Quinn deixou algumas lágrimas descerem pelo rosto. –Estou dizendo que estou me afastando, por que decidi esquecer o que estava sentindo por você.

Lucy que estava trancada no banheiro, para não atrapalhar os amassos entre Oliver e Rachel, ouviu a voz de Quinn e de alguma maneira a reconheceu, começou a arranhar a porta. A morena correu para abrir e a cadela correu para Quinn pedindo seu carinho, a loira se abaixou depositando um beijo na cabeça de Lucy.

-Cuide bem da sua dona, meu amor –Quinn se despediu de cadela, caminhou até a porta. –Seja feliz com seu namorado, e só não te desejo sorte na Broadway, por que é a Broadway que terá sorte ao te ter.

-Você está dizendo isso como se nunca mais fosse me ver... –Rachel exibia seus grandes olhos castanhos marejados.

-Estou dizendo adeus –Quinn não disfarçou e deixou-se chorar. –Por que eu sei que não era uma atração, que toda nossa história não foi somente de ódio e amizade. Por que acho que te amo, e isso não é bom pra nenhuma de nós duas.

Rachel a olhou sem conseguir formular uma resposta, só sentia um rombo no peito e uma vontade louca de chorar.

A loira não a abraçou, não a beijou, simplesmente abriu a porta e saiu do flat, Carmen que estava sentada no corredor levantou-se e olhou para dentro do apartamento, vendo uma Rachel estática. Oliver que estava de pé no corredor trocou um olhar intenso com Quinn que parou para encará-lo secando as lágrimas.

-Se você a magoar, eu vou atrás de você nem que seja no inferno, e vou fazer você sofrer de maneiras que nunca pensou que poderia sofrer. –Carmen a empurrou pelo corredor sem olhar para Oliver, Quando já estavam nas escadas a latina apenas abraçou a loira que chorou abafado em seu pescoço.

-Deu pra ouvir o que vocês falaram e você pode me odiar pelo que vou dizer, mas isso entre vocês duas não tem cara de final. Pra ter realmente um fim, as coisas tem que estar bem, e você definitivamente não está no seu melhor. E você não está só, a copia falsificada de Santana vai sempre estar do seu lado, Fabgay –Carmen a apertou contra seu corpo e sentiu a breve risada triste de Quinn.

Notas finais
O trecho de musica que da nome ao capitulo? alguém sabe? (não vale colar TheDias)