Notas iniciais
Gente, mais uma vez obrigada por todas as reviews, que não tive tempo de responder todas, esse capitulo trabalha mais a perspectiva da Rachel e espero não confundi-los. Por tanto vou logo explicar, a peça Wicked que é referida nesse capitulo não é a grande estreia da Rachel na Broadway, mas é o que a leva a isso. Em breve, muito em breve a história vai tomar o rumo da sinopse, queria que as coisas se desenvolvessem de maneira certa e a fic já se desenvolveu da maneira esperada. Desculpem os erros e tenham uma boa leitura.

Rachel sentiu o peso das palavras que Quinn e ela haviam trocado, aquilo pareceu uma conversa de atos infantis com conseqüências adultas. Sentou-se no sofá ainda enrolada aos lençóis de sua cama e sentiu-se estúpida, a maneira como havia agido com a loira tinha sido a pior, não havia motivo para cobrir o corpo, uma vez que as duas já tinham se visto em situações intimas e que em uma delas Rachel sentiu-se extremamente atraída pela loira.

-Aquela garota é louca –Oliver sentou-se ao lado de Rachel passando o braço pelos ombros da namorada. –E eu e aquela outra garota ouvimos a conversa toda do lado de fora. Então ela é lésbica?

-Se não se importa, preferia não falar sobre isso, pelo que parece já tem muita gente sabendo.

-Vamos lá, Rachel. Eu não contarei a ninguém, por que não tenho amigos de confiança e falar sobre esse assunto com meu pai é fora de questão, não parece, mas ele é homofóbico –Oliver suspirou.

-Seu pai? –a morena olhou para o namorado indignada.

-Sim –o rapaz a olhou entristecido, Rachel sabia que Oliver estava escondendo algo, sempre que o assunto chegava em sua família, principalmente em seu pai, as coisas ficavam mais silenciosas. –Você pode, por favor, me explicar o que houve aqui?

-Olie...

-Se servir de argumento, aquele tornado loiro que passou por aqui disse que se eu pisar na bola com você, ela irá me trucidar, então...

Rachel revirou os olhos e começou um monólogo sobre a relação das duas desde o ensino médio até a festa regada à álcool em Yale. Oliver acompanhou toda a história, por vezes a interrompendo para ver se havia entendido direito uma parte ou outra; não pode deixar de sentir-se mau em momentos onde Rachel descrevia uma pequena atração pela loira.

-Certo... –disse o rapaz depois de minutos em silencio, como se estivesse digerindo a história. –Rachel, quero realmente ser alguém especial na sua vida, sei que você deve estar com mil coisas para pensar, e eu vou te dar mais uma. Não quero ficar entre vocês duas, seja na amizade ou no amor.

-Eu não sou lésbica! –Rachel levantou-se agarrando o lençol junto ao corpo.

-O futuro não nos pertence, Rachel...

-Você esta insinuando que um dia eu posso ser lésbica!

-Sim, estou. Mas pode ser gay por Quinn, e só por ela –Oliver estava triste mas manteve o semblante imparcial.

-Como pode ter tanta certeza sobre o assunto?

-Nunca ouviu que quando o álcool entra a verdade sai? –sorriu pondo-se de pé.

-Não venha com essa, por favor... –Rachel se aproximou do namorado. –Você lembra que há menos de meia hora estávamos a ponto de fazer...

-Sexo. É eu lembro bem –Oliver sorriu bobo.

-Exato. E me diz que posso ser lésbica –Rachel mordeu a bochecha internamente.

-É, você entendeu bem, agora trate de se entender, Rach –sorriu beijando o cabelo da namorada. –Amanhã passo por aqui antes que vá à NYADA, certo?

-Certo –a morena parecia um tanto emburrada e mal acompanhou o rapaz até a porta.

Mais uma vez a cena se repetiu, Rachel sentou-se no peitoril da janela e deixou-se afundar no som de Manhattan, Lucy percebeu sua tristeza e aconchegou-se aos seus pés, estava fazendo o que Quinn lhe dissera, estava cuidando de sua dona.



X


Quinn segurou-se ao máximo para não chutar a porta da estação de trem quando saiam da mesma, naquela noite não haveriam mais idas à New Haven, essa era a conseqüência para viagens mal planejadas. Encostou-se na parede lateral cerrando os punhos.

-Podemos tentar a estação rodoviária –Carmen acabava de enviar uma mensagem para Santana sobre o que havia acontecido e passou a olhar o mapa de Manhattan no celular para conferira a direção que deveriam tomar para um terminal rodoviário.

-Eu devia voltar lá! –Quinn bradou chamando a atenção dos poucos transeuntes. Encostou-se na –Deveria ter... ter deixado mais claro... dito que está doendo, que meu corpo e a minha mente... Me entende? Deveria ter dito algo que a fizesse dizer que me ama ou que ao menos tinha pena de mim, que se sente enojada... Mas ela não disse absolutamente nada!

-Quinn, cale a porra da boca do seu coração e seja racional, você acabou de se despedir da Rachel, não adianta voltar no apartamento dela e dizer que está arrependida do que disse, porque você só disse a verdade. –Carmen encostou-se na parede ao lado de Quinn que tinha os olhos fechados e desferia golpes frouxos sobre a parede. -A história entre vocês não está acabada, mas antes de entrar em um relacionamento sério, você que conhecer a você mesma. Já percebeu o quão rápido tudo isso aconteceu? Me sinto até culpada por ter te pressionado.

-Não peça desculpas quanto a isso –Quinn deixou escapar um sorriso. –Disse que você era um anjo que caiu na minha vida, é verdade Carmen, você viu em mim algo que nem eu mesma vi. E agora está completamente certa, preciso me conhecer melhor.

-As vezes leva tempo...

-Acho que não estou com muita pressa –mordeu o lábio.

-Você sabe que o tempo pode afastar as pessoas, não sabe? Refiro-me à Rachel.

-Sei, e depois de hoje, acho que é exatamente por ela que não tenho pressa.

-Diz isso por que quer realmente se afastar dela?

-Entenda, hoje falei muita coisa a ela e tudo o que sinto é que não fui correspondida de nenhuma forma, nem negativamente, muito menos positivamente. Quero pensar nisso direito, não quero voltar a ser tão impulsiva, e se ela tiver algo para me dizer, ela dirá, seja para querer manter essa amizade fragilizada ou deixar mais que claro que não é lésbica...

-Ah, ela tem um pé no arco-iris, lhe garanto... assim como aquele namorado dela –Carmen sorriu. –Então, Quinn, sei que a gente se conhece há realmente pouco tempo, mas, olha só as coisas que eu já fiz por você e com você, isso é um sinal, significa que você vai poder contar comigo sempre. E vou estar do seu lado pra agüentar o tranco, venha o que vier.

-Promete? –Quinn esticou o dedo mindinho com um sorriso infantil, Carmen a acompanhou e envolveu o dedo da loira com seu próprio mindinho, selando um pacto.

-Prometo, Fabgay –Sorriu. –Agora, vamos dar o fora daqui, amanhã temos aula com o professor idiota, quer ver a reação dele quando souber que não fui suspensa.


X


Harmony caminhava pelos corredores de NYADA com seu vestido de listrar azuis e brancas com o cabelo perfeitamente ondulado sobre os ombros, seu sorriso era doce e falso, seu entusiasmo quando encontrava os colegas no corredor os fazia sentir o estomago se remexer nervoso.

Chegou ao seu armário e de lá tirou seu caderno de musica, fechou o armário e viu Rachel Berry ao seu lado fazendo o mesmo que ela, só que com cara de poucos amigos. Aquele dia tinha começado bem para Harmony, sua rival com semblante derrotado, aquilo significava distração nas aulas, que levava ao baixo desempenho e possivelmente a uma péssima interpretação de um papel secundário na montagem de Wicked, cujos ensaios começariam em apenas uma semana.

-Olá, amiga –Harmony colocou um sorriso no rosto. Rachel a olhou e revirou os olhos soltando em seguida um suspiro cansado.

-Olá... Mony...

-Então, os ensaios vão começar em uma semana, o que vai fazer na peça mesmo?

-Vou dançar, no fundo... em dois atos –suspirou, odiava aquilo em Harmony, sempre que conseguia algo fazia questão de esfregar em sua cara. Não poderia ser diferente com a montagem de Wicked, Rachel sabia que deveria ter recebido o papel de Elphaba, uma das principais, mas Harmony havia sido favorecida por um professor que era seu mestre, assim como Tibideaux era sua mestra na Academia. Tentou reclamar, mas foi aconselhada por sua professora a não fazê-lo, pois poderia causar uma péssima imagem dentro da universidade. –Por que tem que me lembrar disso?

-Eu esqueci seu papel, Rach, tem muita coisa na minha cabeça... Aliás, como vai com o Oliver?

-Bem –respondeu curta e grossa, não entrava muito em detalhes desde que ele a pedira em namoro, por isso não iria comentar sobre ele, naquela manhã, a ter deixado esperando por meia hora até que o rapaz chegasse para buscá-la para a NYADA.

-Oh, alguém não quer conversar hoje...

-Não é isso, Mony, só não quero que desgaste sua voz, já que você ainda não tem capacidade vocal para atingir as notas finais de Defying Gravity –Rachel deu uma leve batida no armário imitando um sorriso de Harmony. A outra morena ficou parada, encostada em seu armário com a expressão furiosa.

Não fez questão alguma de esperar por Harmony para irem juntas à sala de musica onde teriam o primeiro horário. Ao virar no corredor deparou-se com Carmen Tibideaux caminhando para fora de seu escritório acompanhada de um homem de meia idade, seus olhos castanhos aparentavam cansaço, mas não deixou de se despedir de Tibideaux com um sorriso. O coração de Rachel queria sair pela boca, era Joe Montello, o homem que dirigiu Wicked, ele estava ali somente por uma razão: a peça a ser apresentada pela Academia. Milhares de especulações viajaram por sua mente, seria possível ele estar de olho em algum futuro talento da Broadway?

Joe Montello olhou brevemente para Rachel ao passar por ela indo em direção à saída e novamente o coração de Rachel pareceu querer fugir de seu corpo. Carmen Tibideaux olhou para a morena e fez um pedido silencioso para uma conversa, Rachel quis se aproximar, mas ela ergueu a mão e esperou que uma terceira pessoa saísse de sua sala, era um homem de aproximadamente quarenta anos, vestindo um terno preto, de cabelos escuros e lisos, tinha um charme natural comentou algo com a mulher que estava na porta e se virou para Rachel fazendo-a segurar a respiração.

Aquele era Ronnie Gilaumme, o professor de dança e violino da Academia, mas a judia prendeu a respiração não por ele ser uma homem bonito e charmoso, ou por ser um professor de dança importante ali dentro.


No dia anterior, antes de toda a confusão com Quinn estourar, no ultimo período de aulas, a morena estava na aula de dança de Ronnie. A maioria dos alunos fugia naquele período, pois o professor era extremamente grosso e berrava a cada erro, pelo menor que ele possa ser. Mas Rachel insistia, não importava o quanto ele gritasse ou dissesse que a morena não conseguia dançar, ela não sairia sem tirar todo o conhecimento que pudesse.


-Você não sabe contar? 1, 2, 3, 4, faça uma pausa! 5, 6, 7, 8, pula! –Ronnie desligou a musica e berrou ao ouvido de uma garota ruiva que por falta de homens suficientes, fazia par com Rachel. –Entendeu a contagem? Quer que eu te dê aulas de matemática?

A garota começou a chorar e rapidamente enxugava as lagrimas.

-Ah, está chorando? Fora daqui! –bradou fazendo a garota correr para fora do estúdio de dança, catando suas coisas rapidamente. Só restavam cinco alunos ali, e ele deu recolocou a musica de batida forte e espaçada para tocar do começo.

-Vou ficar com você, Berry –ele falou baixo ao pé do ouvido da morena que não contestou. Ligou a musica e deixou a introdução começar, logo iniciou a contagem e começou a dançar com Rachel não deixando de olhar para os outros alunos pelo grande espelho que cobria grande parte do estúdio.

A coreografia em que estavam trabalhando era de hip hop, então havia muito contato especificamente com aquela musica, em que tinham de explorar sensualidade.

Inicialmente todos ficaram de frente ao seu par, dançando livremente, seguindo a contagem imposta, depois, virados para o espelho fizeram a coreografia solo, que incluía muitos movimentos complexos com os braços, para em seguida o homem do par ficar atrás da mulher, fazendo um movimento de tesoura, onde um se virava para a esquerda e o outro para a direita sem parar de rebolar.

Assim que completaram a primeira parte da coreografia, Rachel sentiu a mão firme do professor percorrer a lateral de sua cintura, mas pensou que fosse somente ele corrigindo sua postura.

Houve novamente a execução da primeira parte, só que com os casais interagindo de maneira mais direta, em seguida a musica dava uma pequena brecha de tempo, onde todos se espalhavam pelo ambiente e paravam esperando a batida que não tardava a voltar. Em seguida faziam movimentos onde caiam de joelhos se entregando ao chão e se erguiam girando em um de seus joelhos e se erguiam, apontavam para os lados movendo-se para trás, o professor continuou a contagem e parou de fazer a coreografia, passando pelos alunos corrigindo-os. Por sorte do garoto que havia errado uma parte foi salvo pela sineta estridente que ecoou pela sala, mais alto que a musica. Automaticamente os alunos pararam de dançar, alguns se sentaram no chão e outros correram para pegar seu material e dar o fora dali o mais rápido dali.

Rachel caminhou até sua mochila pegando a garrafa de água e tomando metade de seu conteúdo, o resto dos alunos saíram da sala assim que puderam, a morena ao perceber aquilo apressou-se, não gostava daquele professor.

Quando caminhou para a porta a viu bloqueada pelo professor.

-Quero falar com você, Rachel –ele escorou-se na porta.

-Pois não, professor.

-Você precisa estar em Wicked –disparou enquanto caminhava pelo estúdio.

-E vou estar, dançarei em dois atos...

-Como principal, você tem talento para fazer a Elpheba, mas Harmony tem apoio do professor que vai dirigir a peça, ela fez algo que você não fez –ele sorriu e Rachel se perdeu.

-Obrigada pelo elogio. E entendo que Harmony tem o apoio do professor dela, é algo que não posso mudar...

-Poderia se tentar parecer inocente, Rachel –ele caminhou até o som, tirando o CD e o guardando junto com seu material dentro de sua bolsa.

-Parecer inocente? –Rachel lembrou do que já havia feito no Glee, seja quando conseguiu que fizessem um comercial de colchões, mandado Sunshine à uma casa de crack, e de um momento nada inocente entre ela e Quinn naquela maldita festa.

-Não adianta se prender a coisas inocentes de garota do interior –virou-se para Rachel que o olhava indignada. Ele se aproximou e começou seu discurso. –Fiz uma pequena pesquisa sobre você: Lima, Ohio; pais gays; cantora temperamental de um show de coral chamado Novas Direções, um nome bem idiota, se me permite dizer; foi suspensa por falsificar votos numa eleição à presidente de classe; e pesquisando no Google seu nome aparece varias ligações suas a um tal de Jacob Ben Israel com uma foto com uma calcinha que jura ser sua, uma ... e mais recentemente uma foto sua com uma loira linda...

-Você não sabe as minhas razões e não pode dizer que não sou inocente, mal me conhece –Rachel erguia a voz a cada palavra que passava por sua boca.

-Sei que tem umas pernas bem boas –empurrou Rachel até ela bater as costas na barra de balé que havia no estúdio. –Se você fizer o que ela fez talvez meu apoio seja importante, quem sabe com ele você poderia até conseguir o papel principal...

Ronnie pressionou violentamente sua boca contra a de Rachel, com uma mão apertou uma das coxas da judia e com a outra amassou um de seus seios, a morena ficou sem reação por um segundo. Não era nada delicado, era bruto, como ele. Em nada lembrou seus primeiros contatos com Finn. Empurrou o professor com toda a força e foi nesse momento que a porta se abriu e um dos alunos apareceu, pois havia esquecido sua toalha de rosto na sala e logo saiu. Aproveitando a deixa Rachel apanhou suas coisas e caminhou apressadamente para a porta.

-Se você quiser entrar nesse mundo, tem que deixar essa pose de inocente. Amanhã te vejo por aqui... –ele falou em tom baixo, mas claro. Rachel fez que não ouviu e seguiu para fora da sala.

Correu ao primeiro banheiro se trancando em uma cabine. Chorou copiosamente, ela sabia que nem sempre aquele meio era limpo, mas não esperava que isso fosse ocorrer no começo de suas aulas, não estava madura nem para se entender quanto mais para se sujeitar a tal experiência.

No dia anterior, quando ocorreu a situação, ela chegou em casa e durante o banho esfregou o corpo com força excessiva e a tarde tomou duas, (três ou quatro?) aspirinas, pois sua cabeça rodopiava. Já a noite quando pensou que poderia ter algum tempo com o novo namorado, que a escutaria e daria atenção, as coisas começaram a sair de controle.

Oliver tirava a própria camisa e partiu para a de Rachel que estava de camiseta simples e um short curto, a morena com a cabeça perdida entre o que havia acontecido mais cedo e o que o professor havia lhe dito não prestava atenção no que Oliver fazia, só foi tragada de seus pensamentos pelos latidos de Lucy e a campainha furiosa. Saindo da cama e percebendo seu estado agarrou a primeira peça de roupa e correu até a porta, sua cabeça rodopiava, mas ela chegou sem danos à porta colidindo diretamente com o furacão Quinn.


A morena não o olhou no rosto e de cabeça baixa caminhou até o a sala da professora, esperou que a mesma entrasse e sentasse ao birô, para que pudesse se sentar.

-Lembra quando veio me falar sobre a injustiça que fizeram com você em Wicked? – Tibideaux a olhou por cima dos óculos cruzando as mãos sobre a mesa.

-Sim, lembro –respondeu contida.

-Acaba de abrir uma vaga para um dos papeis principais, haverá uma audição aberta para Elphaba, quero que você tente, de acordo? –foi direta.

-Depende se eu serei julgada nas mesmas condições das outras concorrentes –Rachel suspirou fundo e encostou o cotovelo na cadeira apoiando a mão na testa.

-Esta audição está sendo refeita, por que alguns professores, como Ronnie Gilaumme e o professor Alexandro Switchdown –o mestre de Harmony- não corresponderam as expectativas da diretoria da Academia de artes dramáticas de Nova York, espero que isso responda a sua pergunta.

-Sim, senhora...

-Ontem, pela parte da noite houve uma reunião do corpo docente, e os dois professores que citei foram demitidos, e agora eu estou na direção da peça, só não pense que você irá ser favorecida, sou imparcial e nem serei eu quem irá escolher Elphaba, será...

-Joe Montello –Rachel a interrompeu com os olhos brilhando. Era por isso que ele estava aqui.

-É... –disse prosseguindo ignorando Rachel. –E será amanhã, espero que não me desaponte.

-Certo, não irei desapontar, vou tentar ao máximo –ela levantou-se da cadeira, aquela era a primeira boa noticia da semana.

-E Rachel...

-Sim?

-A diretoria não sabe sobre Ronnie e você, estou lhe dando o controle da situação, o procedimento é falar com seus pais, e sei que você está sozinha em Nova York, não conheço seus pais, e não sei se eles vão lhe tirar da Academia ou se podem interromper seu sonho da Broadway. Quero dizer, que isto está apenas entre você e eu, e somente se você quiser, levo o caso a diretoria, isto é, se você concordar.

-Acho que podemos lidar com isso sem envolver mais ninguém, não quero deixar claro que ainda sou frágil para esta cidade, agradeço pelo tato, Madame Tibideaux.-Mas só tenho uma pergunta, como soube do que ele fez comigo?

-Tenho olhos o ouvidos em todos os cantos desse lugar e acho que você pode me chamar de Carmen –a professora sorriu para Rachel pela primeira vez. –Espero que não engasgue amanhã.

-Não irei, Carmen –Rachel saiu da sala de sua professora encontrando Harmony lhe olhando como se quisesse queimá-la até a alma.