As If We Never Said Goodbye

7 Whatever happened to Saturday night?


Notas iniciais
Castigo suspenso! Nunca mais vou beber... A quem quero enganar? Obrigada pelas reviews e pela oferta de um figado novo. Estou fazendo auto escola e já não tenho o tempo mais livre para escrever e postar como antes, mas vou me esforçar ao máximo para fazer capítulos mais longos. Espero que estejam gostando, tenham uma boa leitura e desculpem qualquer erro.

As batidas fortes na porta fizeram a cabeça de Rachel palpitar, abriu os olhos com dificuldade e a claridade fez com que os fechasse rapidamente, sentou-se na cama e amaldiçoou ter feito aquele movimento, o mundo parecia rodar. A noite passada era um borrão, jurou que nunca mais beberia em sua vida.

-Esta acordada –a voz de Quinn era baixa, mas firme. Trazia em mãos uma garrafa térmica e um pacote de um restaurante local que também servia comida vegana. Estendeu a garrafa para Rachel. –É tipo, uma batida sem álcool, ela vai te fazer sentir melhor, é horrível, mas vai te ajudar.

-Bebi tanto assim? –a morena segurou a garrafa e esfregou a testa.

-Você se lembra... –Quinn pegou o celular na cômoda e procurou o vídeo que havia gravado na noite anterior e entregou o aparelho a Rachel. -...disso?

A morena era jogada para cima por diversos rapazes que gritavam seu nome. Rachel arregalou os olhos, não se lembrava daquilo.

-Eu... eu... Fiz algo inapropriado? –Quinn queria dizer o que ela havia feito, talvez, de alguma maneira, a morena lhe revelaria algum sentimento que estourou na noite passada. Mas decidiu contar somente meias verdades.

-Bem... você quase ficou com uma garota –a loira sentou ao seu lado na cama abrindo o pacote de comida revelando macarrão com vegetais e ofereceu um dos talheres que acompanharam o prato a Rachel. A morena que estava tomando o liquido da garrafa térmica quase cuspiu ao ouvir o que Quinn havia lhe dito.

-Eu? Eu o que?

-Tinha uma garota lá, você dançou com ela... por um tempo e depois vocês foram ao banheiro... não se lembra? –Quinn fingiu-se de distraída e começou a revirar o macarrão com seu garfo.

-Banheiro? –Rachel levantou-se e começou a caminhar de um lado para outro. –Você me impediu? Foi uma boa amiga, e não me fez fazer nenhuma idiotice?

-O que é uma idiotice? Ficar com uma menina ou ir ao banheiro com uma menina com segundas intenções? –Quinn queria ter a resposta certa, não queria deixar esse tema com duvidas.

-Os dois! –a morena exclamou frustrada. –Me diga, fez seu papel de amiga?

-Claro –Quinn respondeu séria comendo seu macarrão. –Não deixaria você ficar com uma menina...

Rachel permaneceu em pé por algum tempo sem emitir som algum, Quinn percebeu e não ousou cruzar o olhar com ela. A loira resolveu por um ponto naquilo, embora não mais acreditasse que Rachel era hetero e começasse a duvidar da própria sexualidade, a morena deixou claro que, sóbria, não gostava da ideia de ficar com outra mulher. Rachel confiava em Quinn para não deixá-la fazer uma “besteira” e isso incluía fazer estas “besteiras” com a loira.

-Definitivamente... não te deixei cometer nenhuma idiotice –Quinn deu ênfase a idiotice, definitivamente não havia deixado a morena entrar no banheiro em que estava se tocando, cumprira seu papel. –Não achei que ia ter essa reação quando soubesse... do que fez.

-Só por que tenho dois pais gays, não significa que ficaria com uma mulher –Rachel sentou-se ao lado de Quinn pegando um dos garfos revirando o macarrão.

-Verdade –a loira não a encarava, coisa que deixou Rachel intrigada, mas a morena preferiu não comentar nada sobre aquilo.

Ficaram em silencio absoluto até terminarem a refeição, Quinn realmente não olhava a judia nos olhos e se retirou para jogar o lixo fora. A morena sentiu um buraco abrir-se e sugá-la para dentro, teria dado em cima de Quinn?

-Como... como ela era? –não tinha certeza se a loira escutaria, pois tinha ido deixar o lixo na cozinha comunitária no fim do corredor.

-O que? –Quinn entrava pelo quarto.

-Como a garota era? –perguntou com mais firmeza.

-Era bonita... não prestei atenção a ela –a loira começou a arrumar a cama de Carmen que agora não parecia mais estar úmida.

-Não reparou nela, Quinn? Me diga, era morena? Loira? Parecida com você?

-Ruiva! Ela era ruiva e tinha olhos azuis, maior que você e vestia um vestido preto –Quinn começou a descrever a menina que havia entrado no banheiro na noite anterior e dado um fim a cena tragicômica que vivenciara com Rachel.

A judia ficou em silencio, olhando pensativa para o pôster da Califórnia, não deveria ter bebido tanto, lembrava de algumas cervejas e dois ou três copos de tequila. Forçou a mente, começou a concentrar-se na cena filmada no celular de Quinn. Mark tinha perdido para ela em algum jogo bobo e os rapazes começaram a ovacioná-la; pelas lembranças de flashes coloridos e de cotoveladas deveria ter dançado com alguém, depois foi ao banheiro e sua memória terminava ali, agachada –quase deitada- no chão com o braço totalmente dentro da cabine. Mas em nenhum momento lembrou-se de ruiva alguma.

-Esse cheiro de fumaça está vindo da sua cabeça trabalhando? –Quinn pegou o notebook e sentou-se na cama de Carmen cruzando as pernas e o colocando sobre as mesmas.

-Palhaça –murmurou colocando a garrafa térmica que Quinn havia lhe dado há algum tempo no chão aos seus pés.

-Ouvi isso, baixinha –respondeu entrando em seu facebook. Haviam algumas solicitações de amizade de estudantes de Yale e algumas notificações, uma em especial era uma postagem sobre a festa da noite anterior, ao clicar no link deparou-se com a seguinte:

Kelvin Hammersmith: “Quem era a morena baixinha que venceu o Mark Johnson? Nunca a vi no campus, acho que o apelido dela é Rach.”

-Ei, você é famosa –a loira soltou uma risada, o clima no quarto parecia sufocante, Rachel parecia pensativa e Quinn não achava interessante que ela lembrasse da noite passada.

-O que?

-No facebook, um cara quer saber quem é você, “Quem era a morena baixinha que venceu o Mark Johnson? Nunca a vi no campus, acho que o apelido dela é Rach.”. –leu em voz alta.

-Só o que me faltava, um fã em potencial cujo qual nem devo lembrar –a morena sorriu sentando-se ao lado de Quinn, alguém queria saber quem ela era, possivelmente se soubesse de seus talentos poderia se tornar um fã.

A loira só fez rir e digitou como comentário: “Ela é uma futura estrela da Broadway.”

-Quinn! –gemeu a morena de maneira melosa.

-Não minto –riu olhando para o notebook que agora exibia outro comentário.

Kelvin Hammersmith: “Fabray, é sua namorada?”, Quinn ficou tensa, havia um link no comentário. Rachel prendeu a respiração, quando percebeu que a loira não iria clicar no link apressou-se afastando sua mão e clicando.

A morena levou as mãos à boca, a foto foi tirada de perto e de cima, pelo ângulo a pessoa com a câmera estava extremamente bem localizada. Quinn e Rachel estavam extremamente próximas, ambas apertando a bunda uma da outra, com feições de puro prazer.

-Por que não me disse que era você? –Rachel berrou levantando-se da cama num pulo. –Quinn! Como você pode me usar?

-Te usar? Pode parar por ai, eu resisti a todas as suas insinuações a noite toda! –Quinn se pôs de pé com os braços cruzados, seu rosto estava vermelho, não sabia se de raiva ou de vergonha.

-Então o que suas mãos faziam na minha bunda? –a morena correu para sua mala tirando uma calça jeans e uma blusa que nem fez questão de escolher e foi ao banheiro trancando a porta.

-Desculpe bonitinha, mas o que a sua mão fazia na minha bunda? –rebateu elevando o tom da voz. –Não passa de uma bêbada carente!

A porta se abriu e Rachel saiu de lá meio descabelada catando os seus pertences e os jogando na mala aberta.

-Nunca me chame de bêbada carente! Não fui eu que fiz sexo com Noah Puckerman por que estava me sentindo gorda –fechou sua mala, calçou os sapatos e deu o fora do dormitório sem pensar direito no que havia dito.

Por alguns segundos Quinn ficou estática, aquilo tinha doido. Saiu correndo em fúria atrás de Rachel a alcançando no inicio da escada.

-Berry –bradou fazendo a morena virar-se.

Antes que a morena pudesse falar algo sua mala foi tirada de suas mãos e arremessada para o meio do corredor e ela foi imprensada na parede, a loira segurava Rachel com o próprio corpo

-Se quer a verdade me escute bem –Quinn parecia um animal seus olhos verdes estavam intensos, fuzilavam a morena que se assustou com a loira a poucos centímetros de seu rosto

-Me provocou até que não agüentei mais, agarrei sua bunda e pelo que eu me lembre você gostou. Gostou tanto que me seguiu quando me afastei, foi até o banheiro perguntando se eu tinha gostado de como a gente se tocava e... –falou ao ouvido de Rachel encostando o lábio em seu lóbulo. -...ainda enfiou a mão por baixo da porta da cabine acariciando minhas pernas. Você queria fazer idiotices comigo e resisti ao máximo e Rachel Barbra Berry é uma bêbada carente, isso é fato, por que ao contrario de você lembro com clareza como roçou seu corpo no meu e gemeu meu nome.

-Quinn pare com isso! Estava bêbada, estou confusa –Rachel se remexeu tentando sair do aperto do corpo da loira. Aquilo era um tanto desconfortável, mas estava gostando de tê-la tão perto. Mas ao mesmo tempo em que parecia certo parecia errado. –Me desculpe por ter dito aquilo la dentro...

-É verdade não é? Não preciso ficar bêbada pra mostrar toda minha carência. –Quinn soltou a morena recuando alguns passos. –Nós duas falamos a verdade então não há nenhuma desculpa a se dar ou receber. Pelo que eu vi você está indo embora, até qualquer dia Rachel.

Quinn entrou em seu dormitório batendo a porta, fechou os olhos com força e se encostou na parede, deixou-se escorregar até o chão, o momento havia sido intenso, queria ter machucado a morena, não fisicamente, só queria que Rachel entendesse a dor que acabara de produzir na loira.

-Pode me bater se quiser, fui injusta com você –Rachel abriu a porta do quarto tão devagar que a loira não havia percebido.

-Pensei que estava de partida –Quinn não olhou para a morena, só apoiou as mãos nos joelhos e as fitou.

-Não gosto de fazer mal a ninguém, você está aborrecida comigo e me sinto péssima por isso. É assim todas as vezes que falamos a verdade de uma maneira cruel, como quando contei que você estava grávida. Repito se quiser pode me bater, deve estar me odiando –Rachel se ajoelhou de frente a Quinn fechando os olhos esperando por um tapa como no baile do segundo ano.

Só o que recebeu foi um riso. Abriu os olhos com as sobrancelhas unidas.

-Rachel, o pior de tudo é isso, nem quando você me magoa consigo te odiar –Quinn se levantou puxando Rachel pela mão. –Sinto pelo que aconteceu ali fora, fiquei exaltada.

-Também fiquei exaltada, não deveria ter dito aquilo sobre você e o Puck, foi uma infantilidade minha, sei que sou uma bêbada carente, só não queria sair por baixo.

-Vamos esquecer isso que aconteceu entre a gente, somos amigas, certo? –perguntou caminhando para fora do quarto com Rachel em seu encalço.

-É, somos –sorriu apanhando a mala deitada no corredor. –Meu trem sai em uma hora... brigamos bem em tempo –riu.

-Fazia parte do meu plano.

Quinn queria ter beijado seu objeto de desejo quando se despediram, queria ao menos sentir os lábios que pareciam ser apetitosos e sua possível maciez. Mas agora aquilo estava fora de questão, talvez aquilo nem estivesse mesmo em questão, talvez fosse só mais uma armadilha de sua própria cabeça.

Notas finais
Quem conhece a musica que da titulo ao capitulo?