As If We Never Said Goodbye

19 I’ve gotta to get a move on with my life Parte I


Notas iniciais
Olá! Como vocês estão? Desculpem a demora para postar, minha Universidade começou e quero me dedicar bastante a ela para que meus sonhos se realizem KKK Essa semana tive uma folguinha e consegui postar, ainda estou meio desorganizada, mas saibam que já fiz um horário para que eu possa sempre postar, ao menos uma vez na semana e já estou com dois capítulos bem adiantados, o que significa que amanhã ou segunda feira vou postar. Dividi esse capitulo para não juntar muita informação e pra torturar vocês u.u e vou deixar escapar algo sobre o próximo capitulo, vai ser longo, e com uma grande passagem de tempo, finalmente vocês vão ter sua cena Faberry tão desejada e Beth terá 7 anos de idade. Quero saber de algum palpite de vocês, o que vai acontecer nesse tempo todo? E Quinn, vai terminar com Carrie?

–Se recomponha antes de voltar, não quero deixar mais do que claro que houve um barraco aqui –Rachel não riu da piadinha de Oliver para quebrar a tensão, só se dirigiu para o interior sendo seguida por Finn.

Quinn e Carrie se afastaram dos outros, caminhando lentamente até as escadas, a loira olhou bem para a namorada, ela tinha os joelhos ralados e arranhões por todas as partes do corpo, sem contar com o lábio inchado. Santana tinha dado um trato e tanto.

–Não sei como você a chama de amiga! –disparou Carrie quando alcançavam as escadas.

–Carrie, San é minha amiga de verdade, embora tenhamos passado por muitas situações conflitantes, e quando ela entra numa briga ela tem motivo. O que diabos aconteceu? –Quinn a segurava pelo braço, mais para dar apoio, mas não resistiu e começou a apertá-lo sentindo uma raiva correr por dentro de si.

–Sua amiga disse que não gostava do nosso namoro, e que era pra eu me aquietar e ainda me chamou de va...

–Ela estava defendendo Rachel, você acha que não percebi que a xingou na primeira oportunidade que teve de ficar a sós? E aquele cartão? Era seu, não era? Ela e Santana saíram bem estranhas do quarto depois que a Rach leu o que estava escrito...

–Estava assegurando o que é meu –disse em um tom impetuoso que fez o sangue de Quinn ferver.

–E o fato de que eu estou sempre contigo e que quando te pedi em namoro jurei tentar te dar todo meu amor, já não assegura que quero ficar com você? Precisa jogar baixo, dessa maneira? –a loira soltou o braço de Carrie com receio de machucá-la.

–Você me acusa! Acho que errou de papel, Quinn. Deveria estar me defendendo, me dando apoio, é isso o que namoradas fazem... –reclamou Carrie segurando o rosto de Quinn entre as mãos de maneira que seus olhares se cruzassem. Ela nunca havia visto os olhos da loira daquela maneira. Tão desgostosa.

–Então não devo ser sua namorada –ela olhou para Carrie por apenas mais um segundo e baixou o olhar. –Não te reconheço mais...

–Você está... –Carrie deixou a queimação nos olhos aflorar.

–Carmen! –chamou Quinn e a latina apareceu meio segundo depois. –Se não for incômodo, acompanhe Carrie até Yale...

–Não vem conosco, loira? –perguntou Carmen acariciando os cabelos da amiga e repousando a mão em seu ombro.

–Preciso fazer algo... –disse encarando a amiga.

–Você não vai... atrás dela? Vai? –perguntou Carrie com a voz chorosa.

–Não vou fazer nada que do que você pensa que eu vá fazer, tenho uma coisa chamada respeito –Quinn deu as costas para ambas as garotas e fez seu caminho de volta ao apartamento de Rachel.

–O que está fazendo? –perguntou Carmen em tom baixo a acompanhando até o meio do corredor que estava deserto.

–Não sei direito... –fechou os olhos por um momento respirando forte e se encostando na parede. –Só preciso falar com a Rachel... ela nem se despediu direito e antes desse barraco todo...

–Quinn, acho que agora não é um bom momento... –Carmen a olhou com sinceridade. –Você é a namorada da Carrie, embora ela tenha sido uma completa va...

–Não aguento mais todas vocês xingando a mesma palavra! –bufou. –Eu sei que Carrie é minha namorada, mas você viu o que aconteceu aqui e tem muitas coisas rondando a minha cabeça e pra tomar a decisão certa preciso tirar tudo a limpo.

–Certo, vou levar a psicopata comigo, mas e você?

–Vou ver no que dá e assim te ligo informando se consigo voltar para Yale ou fico por aqui mesmo...

–Juizo, loira... –despediu-se Carmen sabendo que a amiga não deixaria que a loucura lhe tomasse a cabeça.


Carrie não se virou para ver Quinn, sentia que a estava perdendo de vez. Apenas aceitou o meio abraço de Carmen que a guiou cuidadosamente pelas escadas.

Quinn apertou os olhos e suspirou. Pouco antes de sair, Rachel havia lhe dito que não passou de uma confusão em sua amizade, não parecia ser isso, seu coração não a enganaria dessa forma.

Para sua surpresa a porta se abriu e sua pulsação subiu, achando que daria de cara com Rachel, mas de lá saíram Kurt, Burt, Carole, Puck e Beth adormecida em seus braços, Shelby e Ben. Deram um olhar carinhoso a garota e após duas ou três palavras trocadas se dirigiram as escadas. Quinn olhou para o relógio e viu que eram quase duas da manhã, teria que falar logo se queria voltar a New Haven ou arranjar um lugar para dormir.

Aproveitou a porta entreaberta e entrou evitando fazer barulho, na cozinha estava Oliver, Hiram e Leroy juntando alguns pratos, ela soltou um pigarro e os três se viraram surpresos.

–Hey, Quinn, achei que já tinha ido –disse o rapaz enxugando um copo.

–Hm, preciso falar com a Rachel, será que ela está muito ocupada? –perguntou ficando corada sobre o olhar que os Berry lhe lançavam.

–Bem, ela está no quarto com Finn e Santana, quer que eu a chame? –respondeu Leroy a olhando intrigado.

–Não precisa... Se não for muito incomodo eu a esperarei... –disse caminhando até a sala, sentando-se ao sofá largando a bolsa. Logo Lucy correu da sua casinha e pulou no sofá exigindo sua atenção. –Hey, menina! Está cuidando bem da sua dona?

–Se ela falasse, garanto que diria que cuida muito bem –Oliver sentou-se ao seu lado com um sorriso triste. –Todos os dias, à noite quando chega do trabalho, a Rachel se senta naquela janela, onde pendurei o visgo, e canta aquela musica da Streisand, Lucy vai até lá e fica aos seus pés...

–Espera, ela está trabalhando? –Quinn se surpreendeu, faziam meses que não tinha noticias concretas de Rachel, Santana deixava escapar uma coisa ou outra, mas sempre respeitava o pedido da loira para não falar em Rachel.

–Sim, está trabalhando comigo, na Pet Shop, consegui um bom empréstimo no banco e a ampliamos, precisava de alguém de confiança, para me ajudar e Rachel... bem, acho que ela é minha melhor amiga, não teria ninguém melhor.

–Então, da ultima vez que nos falamos vocês tinham terminado... não me contou direito o que houve... –disse passando as orelhas de Lucy entre os dedos.

Oliver engasgou, há poucos minutos, antes da loira reaparecer no apartamento, Rachel lhe fez jurar que a ajudaria a esquecer de Quinn e dizer o motivo de terem rompido não era lá muito favorável a este pedido.

–Bem, eu não pude mentir para ela... Estava levando nosso namoro como um relacionamento de fachada, meu pai é homofóbico ao extremo e ainda não sabe que sou gay... –Oliver suspirou contente com sua meia versão dos fatos, assim tirava Rachel da jogada.

–Entendo, meu pai também é... aliás, toda a minha família, eles nem me ligaram para desejar feliz natal –sorriu triste.

–Todos precisam de tempo para se acostumar com certas mudanças... –divagou o rapaz. –E o que anda fazendo da vida?

–Estudando, obviamente –sorriu. –E administrando um pequeno negócio com Carmen e Carrie...

–Pequeno negocio?

–Sim, estamos trabalhando na confecção de materiais promocionais, como estampas de camisetas, canecas, botons e mais recentemente estamos fazendo telas com o processo de serigrafia... –sorriu, ela adorava falar do trabalho que rendia bons frutos. –Aliás, Puck fez uma grande encomenda para nós, fizemos alguns adesivos para ele e cartões...

–Ah, ele me deu! –Oliver tirou do bolso um adesivo e um cartão. Não tinha piscina, mas mesmo assim os aceitou quando Puck distribuiu pela sala. –Quem fez a arte?

–Bem, fui eu –sorriu envergonhada.

–Oh, você tem que me dar seu numero, seria ótimo algum trabalho desses para a Pet Shop, é incrível... –disse tirando o celular do bolso anotando o numero da loira. –E como vai em Yale? Rachel me contou que planeja se formar em primeiro na sua turma...

–Ela ainda lembra disso? –pareceu surpresa.

–Ela disse há algum tempo...

–É, digamos que estou indo bem, penso que posso até conseguir uma vaga para extensão no exterior...

–Isso é fantástico, quando você regressasse seria muito cobiçada, não é? –disse empolgado.

–É o que dizem, mas não sei se seria possível... são muitas coisas para resolver...

–É uma grande oportunidade, não é? Se pudesse faria, já pensou, viajar pra algum lugar fora do normal... digo, uma cultura diferente? Deve ser fantástico! –disse com os olhos brilhando.

–Você poderia tentar entrar em alguma universidade...

–É, vamos ver... –seu olhar ficou vago. –Quinn, desculpe me intrometer, mas o que quer com Rachel?

–Eu... Queria...

–Você não faz a mínima ideia do por que veio aqui, não é? –perguntou com um olhar de compreensão.

–Vim tirar as coisas a limpo, por que diabos Carrie e Santana saíram no pau? E aquele cartão? E ainda tem uma história da carta...

–Oh, a carta... –disse displicente. Esqueceu que Rachel não queria que ninguém falasse sobre a carta que Santana lhe havia feito escrever.

–Carmen lhe contou algo sobre a carta?

–Carmen? –disfarçou. –É a carta que não chegou? Sobre a reunião do natal?

–É... –Quinn estreitou os olhos.

–Rachel disse que estava te escrevendo... –antes que pudesse se enrolar mais a sala se encheu com Santana reclamando com Finn.

–Isso lá é proposta que se faça, Orca? –reclamou a latina empurrando Finn para fora do quarto de Rachel.

–Quinn? –perguntou Finn estranhando a presença da loira ali. –O que faz aqui?

–Eu... eu... queria trocar uma palavrinha com...

–Não diga que foi com Rachel, por que não deixo de maneira alguma! –resmungou a Santana fitando a amiga com uma expressão séria. –E você não deveria estar voltando para Yale?

–San, eu preciso falar com ela...

–Já chega a Orca dando em cima dela, ninguém mais vai entrar naquele quarto! –decretou Santana. –Exceto os senhores Berry.

–Você deu em cima dela? –Quinn ficou estarrecida com Finn e caminhou até ele.

–Eu... eu... só elogiei os... os... –Finn começou a gaguejar quando a loira encostou o dedo no peito dele.

–Você fica calado! Só escute! Ela ficou mal por sua causa por muito tempo, não tem direito de fazer isso com ela! –disse enfiando o dedo no peito dele com mais força.

–Você que deve ficar calada, Fabray –a voz de Rachel soou da porta do quarto fazendo com que a respiração de todos parasse. –Você não tem o direito de estar na minha casa e mandar como se esse espaço fosse seu.

A boca da loira estacou meio aberta e seu rosto se retorceu em indignação.

–Desculpe-me... Achei que te defender de um homem que pensa com a cabeça de baixo fosse adequado –disse mudando sua expressão, Rachel tinha razão. Não podia entrar em seu apartamento e ditar as regras.

–Quinn, o que quer? –perguntou sucinta cruzando os braços na frente do corpo e jogando o cabelo para trás com um movimento de pescoço.

–Quero deixar certas coisas bem claras...

–Pois diga –pediu a encarando com o rosto fechado.

–Podemos falar a sós? –pediu olhando para todos os presentes que faziam questão de demonstrar que estavam atentos à conversa. Rachel concordou vendo a situação. Caminhou para seu quarto em silencio e Quinn a seguiu.

Aquele era o grande problema do apartamento de Rachel, pouca privacidade, assim que obtivesse sua estabilidade financeira iria se mudar.

A loira fechou a porta atrás de si e a morena se virou com os braços cruzados sobre o peito com o rosto lívido.

–Fale –seu tom não pedia, ordenava.

–Você poderia, por favor, tirar toda essa muralha? Eu quero ter uma conversa sincera contigo e assim não consigo me sentir confortável –Quinn sentou-se no centro da cama da morena como se aquele espaço fosse seu.

–Certo, mas por favor, seja rápida e sucinta – permaneceu de pé no fim da cama. Quinn rolou os olhos e a puxou pelas mãos para que se sentasse na cama, mesmo contrariada ela engatinhou sobre o colchão sentando-se de lado na frente da garota.

–Primeiramente, quero me desculpar por Carrie, ela não deveria ter feito o que fez hoje, me refiro tanto a briga no corredor quanto ao que ela pode ter lhe dito –Quinn a encarou sincera e Rachel balançou a cabeça afirmativamente aceitando aquele pedido de desculpas. –E segundo, quero que, se puder, me perdoe por ter ficado tanto tempo longe de você. Quero dizer, esses meses, sem contato algum...

–Não peça desculpas, Quinn. Você está ótima, veja sua vida! Tem uma namorada linda, que é um tanto possessiva, está com um negócio, que pelo que tenho ouvido, está indo muito bem, e com certeza está se destacando em Yale... Durante esses meses, você estava dando real interesse para aquilo que poderia prosperar.

–Esta querendo dizer que...

–Você entendeu rápido Quinn, nós nunca poderemos prosperar. Quando entrei na sua vida, praticamente estraguei tudo. Vamos ser sinceras, tivemos nosso momento bom, mas agora é hora de amadurecer e seguir em frente, de verdade. Não dá pra ficar numa relação que machuca tanto, hoje me provou, mais do que nunca que devemos ser tratadas apenas como conhecidas. Sua namorada quis deixar claro que vocês se pertencem... –Rachel ia continuar sua divagação, mas a aproximação furtiva de Quinn a fez se calar. A loira ficou de joelhos na cama, com um braço se apoiou no colchão e o outro segurou o rosto da morena e juntou suas testas.

–Esqueça Carrie, aqui só estamos nós duas, e pelo amor de Deus, só quero saber se você também sente o mesmo que eu sinto –fechou os olhos ao ver que Rachel fazia o mesmo. –Me diga, você sente como se você fosse se desfazer? Como se precisasse de um toque pra se sentir segura?

–Quinn, do que diabos está falando? –Rachel tinha a respiração pesada e tentou se afastar sem esforço, fazendo Quinn a segurar.

–Só diga que me quer, Rachel, só isso! E se me pedir, eu nunca mais toco nesse assunto, vamos fazer as coisas do seu jeito, vamos ser apenas conhecidas que tem uma ligação familiar nada comum... só diga o que quer –a loira passou o polegar pelas maçãs do rosto de Rachel.

–Por favor... –a judia lutou contra o desejo de se jogar nos lábios que eram ofertados tão gentilmente a alguns centímetros. –Por favor, Quinn, volte para New Haven.

–Até mais, Rachel –Quinn suspirou e beijou a bochecha da morena, levantou-se da cama e se foi. Não ficou para ver que Rachel escondia o rosto contra as mãos, nem que ela segurava o choro.

Ela simplesmente se foi, como havia ido embora diversas vezes. Mas aquilo tinha sido intenso, tinha um sentido muito grande por trás das palavras trocadas ali, naquela noite. Rachel lutou contra seu desejo mais profundo, pois não tinha o direito de começar com Quinn algo que não poderia fazer bem ao outro, ela simplesmente não conseguia ser egoísta a esse ponto.

Desde que havia entrado na vida de Quinn a loira chegou a perder tudo, e por mérito seu tinha conseguido dar a volta por cima, ela podia agradecer ao Glee por ter dado apoio a ela durante seus períodos mais obscuros, mas ninguém viu o quanto ela estava perdida dentro de si mesma. Todos a viram como a garota descuidada que engravidou, que traiu o namorado e que virou a rebelde mimada. Nunca viram o quanto a alma dela tinha sido machucada.

E era por se preocupar tanto com essa parte de Quinn que ela tomou aquela decisão, não queria mais ser um tipo de parasita que sugava aquilo que a outra havia construído e conquistado. Não poderia roubar novamente sua capacidade de gostar de alguém como ela gostava de Finn, não poderia derrubá-la do topo de sua classe em Yale, não se daria o direito de tomá-la para ela.

Ela havia crescido tanto sem Rachel por perto, que a morena chegou a conclusão de que Quinn era uma pessoa melhor sem ela.


Antes de sair, Quinn deu um sorriso amarelo aos demais e saiu apressadamente pela porta com suas coisas em mãos, ganhou o corredor sem pensar muito no que faria, apenas caminhou destinada a seguir em frente e nunca mais parar.

Santana correu atrás dela e cogitou a possibilidade de lhe jogar um dos saltos que usava na cabeça da loira que não escutava nenhum de seus chamados. Ela apressou o passo e segurou o ombro de Quinn fazendo com que a loira desse meia volta e mostrasse seus olhos que ardiam sem lágrimas.

A latina a abraçou num aperto forte que fez a loira desmanchar em fragilidade, deixando seu casaco e sua bolsa caírem de suas mãos no meio do corredor em um baque surdo.

–Eu vou até a estação com você, e nem ouse dizer que não, me espere lá em baixo –a latina disse e correu para o apartamento pegar o que precisava.

Quinn apanhou suas coisas e caminhou debilmente até o térreo até chegar à calçada, não demorou muito para que Santana aparecesse ao seu lado devidamente agasalhada. A neve estava cobrindo as ruas como um majestoso tapete felpudo, mas Quinn realmente não se importava.

–Hey, Q... desculpe por bater na sua namorada... –suspirou Santana acenando freneticamente para um taxi que parou a alguns metros de distancia das duas que rapidamente entraram para se abrigar. –Para a rodoviária –ordenou a latina que olhou para Quinn.

–Pode me explicar direito o que houve?

–Digamos que, ela mexeu com a pessoa errada...

–Santana, sem meias palavras, diga logo e conte direito! –Quinn disse exausta.

–Okay, vamos começar do inicio... –a latina suspirou e ordenou seus pensamentos. –Carmen me contou sobre o sumiço da carta que Rachel lhe enviou, e das suspeitas que Carrie poderia tê-la pego, e agora no fim da festa, quando ocorreu a troca de presentes, Rachel recebeu um cartão da sua namoradinha e eu fiz questão de roubar da Rach pra te mostrar –revirou a bolsa por um segundo e tirou o cartão o entregando a Quinn que deixou escapar um suspiro frustrado.

–Eu não... –Quinn esfregou os dedos nas têmporas quando terminou de ler o cartão. –Mas que merda está acontecendo, San?

–Olha, é simples, você gosta da Berry, mas está com a Carrie, a Estranha pra sei lá, fazer sexo selvagem, se gosta de Rachel, termine com sua namorada –disse encarando feio o motorista que bisbilhotava pelo retrovisor.

–Rachel e eu conversamos civilizadamente, ela não me quer, San. Não posso forçar nada, talvez tenha sido realmente como ela disse, que nós tivemos nosso momento, mas já passou.

–Você realmente acha isso? –Santana entendia o ponto de Quinn, não dá pra forçar a barra em tudo.

–Acho, mas tenho a certeza de que se for para que fiquemos juntas, um dia isso vai acontecer.

–Então se tem essa certeza, por que está triste assim?

–Por que é frustrante estar numa situação dessas, não poder ficar com quem quer, você sabe como é Santana, foi dessa mesma maneira entre você e a Brit-Brit, você sabe como eu me sinto –Quinn enxugou a lagrima teimosa que descia pela bochecha.

–Eu sei –Santana afirmou quando o taxi chegou a rodoviária e Quinn se aprontou para descer do taxi. –Só uma coisa, não adianta se prender a um relacionamento violento onde um parceiro não confia no outro.

Quinn assentiu e deu um abraço apertado na amiga.


Notas finais
De quem é essa musica?