As If We Never Said Goodbye
18 I’ve been an awful good girl, Santa Baby! Parte II
Notas iniciais
Quinn a olhou com um meio sorriso, querendo fazer daquela conversa algo banal. Carmen olhava para as duas garotas, sentindo uma pequena tensão começar a se espalhar por todo o refeitório, foi aí que algo mudou, Carrie deu de ombros.
-Então vai estar toda a família reunida, não é? –perguntou enrolando os dedos nos cabelos loiros da namorada que olhava para uma Carmen sem palavras. -Adoraria ver sua filha novamente, será que posso ir também? –perguntou brincando com uma colher solta sobre a xícara de Quinn.
-Claro, não é Quinn? –disse a latina com um sorriso. –Estou pensando seriamente em ir, já que íamos fazer nossa festinha, e meus pais estão longe e bem, não faria mal mais uma, ou duas pessoas a lista para essa ceia.
Carmen não perderia aquilo de maneira alguma. Se houvesse um barraco ela queria estar no meio, registrar com fotos em alta definição e colocar no anuário da universidade com os dizeres “Vivi intensamente tudo o que Yale me proporcionou”.
-É, acho que não teria problema –o cérebro de Quinn fervilhava, agora a namorada maluca realmente queria ir junto e “Adoraria ver sua filha novamente”.
-Então, Q, já terminou de jantar? –perguntou Carrie beijando o pescoço da loira que engoliu em seco. –Que tal ficarmos um pouquinho no meu quarto?
-Hm, bem, eu até queria, mas... mas... –Oh merda, onde estava a maldita desculpa esfarrapada quando mais precisava? –Mas prometi à Carmen que a ajudaria a procurar uma coisa que perdeu no nosso quarto... é importante, é sobre o nosso negócio, uma encomenda de camisetas para o lar de idosas... que... que precisa ser assinada e simplesmente sumiu!
-Ah, Q. Relaxe, eu mesma posso continuar a procurar essa papelada, devo ter deixado cair sob o assoalho ou por trás de algum móvel –a latina olhou para Quinn com um sorriso idiota. –Pode aproveitar esse tempo com sua garota... e procurar coisas mais importantes para fazer.
-Ótimo, agora você não tem desculpas, Q –sorriu a garota com um sorrisinho malicioso. –Garanto que não vou te torturar...
Quinn riu sem graça e se levantou trocando um olhar significante com Carmen. A latina apenas aproveitou que Carrie estava virada e moveu os lábios mandando a amiga procurar a maldita carta de Rachel no dormitório da namorada psicótica, a loira queria resmungar feito criança, não queria ir, de maneira alguma, mas aquela história deveria ficar clara.
Carrie estava mentindo, houve tortura. Quinn foi obrigada a assistir Crepúsculo, ela simplesmente não agüentava aquele romance água com açúcar onde Lobisomens são caras sarados e vampiros fadas que brilham. Quinn Fabray gostava de Harry Potter e de histórias de ficção cientifica e de terror que seguissem linhas clássicas de pensamentos. Como o Lobisomem que se transforma contra sua própria vontade e o vampiro que suga sangue de mocinhas virgens e dorme num belo caixão.
Mas Carrie tinha que gostar daquilo. Quinn se deixou levar pelo sono enquanto abraçava sua namorada, ainda era bom estar assim com alguém que, embora fosse ciumenta, e as vezes psicótica, se importava com você.
A garota a abraçou com as pernas e ela esqueceu de procurar a carta, para que se torturar?
X
Santana e Oliver pareciam dois velhos, o rapaz insistia em dizer que os enfeites deveriam seguir apenas uma tonalidade, ficaria mais requintado. A latina o ignorava e continuava seu trabalho de colocar os novos enfeites na árvore de natal.
Hoje ela estava odiando Lucy, o que era um sentimento extremamente errado, visto que era diz vinte e quatro de dezembro. Mas aquela cadela –referia-se no sentido perjorativo- tinha enrolado a coleira na árvore que se erguia no canto do apartamento, amassando os presentes e derrubando a árvore em si. Foi desastroso. Rachel ainda estava na rua tentando achar a peça que faltava, a estrela dourada, que segundo a latina era maior que a cabeça de batata de Finn Hudson. A judia tinha insistido que era importante e Santana sabia que era.
-Já que você não me ouve, poderia ao menos espalhar um pouco esses enfeites? Tem muito azul aqui –disse Oliver derrotado, retirando algumas bolas e colocando-as no outro lado.
-Você acha que Quinn vem? Quer dizer, sei que ela falou com Shelby e tal, mas ela não respondeu à Rachel... –Santana olhava para a árvore assumindo a si mesma que era péssima naquela organização.
-Quer saber o que realmente acho? –Oliver apareceu do outro lado da árvore.
-Claro, Branca de Neve! –exclamou.
-Acho que essa reunião vai ser um B-A-R-R-A-C-O! –disse pausadamente.
-Não poderia ter feito um comentário mais gay e preciso, Boy George –riu Santana. –Não posso te falar como, mas realmente sei que vai dar merda. Hoje teremos uma combinação explosiva.
-Quinn e Rachel?
-Quinn, Rachel, Carrie, Carmen e eu –riu. –Alguém vai se queimar, e não vou ser eu ou Rachel...
-Ouvi meu nome? –a judia acabava de entrar no apartamento, com um sorriso enorme e uma embalagem que necessitava ser carregada com as duas mãos. Santana se divertiu vendo a garota tentar fechar a porta com o joelho.
-Sim, Gay-Berry, queríamos saber onde diabos você estava –respondeu. –Não me diga que isso é a estrela dourada...
-Em promoção, e é enorme! É perfeita! –disse entregando o embrulho para Oliver.
-E é pesadinha... –ele a segurou com uma mão e desembrulhou facilmente, fazendo Rachel se sentiu uma criança minúscula e sem força, o que as vezes parecia ser.
A estrela de cinco pontas era pesada e cheia de glitter, deveria ser de resina ou algum material assim, Oliver quis colocar logo no topo, mas Rachel o impediu.
-Quero que Beth faça isso... –sorriu docemente fazendo o rapaz sorrir também.
-Eles chegam de que horas? –Santana sabia que o aeroporto deveria estar uma loucura, então não seria nada mal chegar um pouco mais cedo, mesmo que ocorresse o risco de o avião se atrasar.
-Chegam as onze e vinte...
-E seus pais? –Oliver correu para a janela onde Rachel costumava passar os dias tristes e pendurou no alto um pequeno visgo.
-As dez...
-Hm, isso foi há quarenta minutos –informou Oliver conferindo o relógio de parede se desfazendo dos enfeites que segurava. Rachel entrou em desespero e Santana apenas rolou os olhos, se ainda não haviam ligado, então o avião deveria estar atrasado. –Rachel, respire! Eu estou com o carro do meu pai, hoje. Então vocês duas vão buscá-los, ok?
-Pode deixar –Santana queria se livrar da arrumação daquela arvore, já havia feito uma vez e queria deixar aquilo para Oliver. A latina puxou Rachel pela porta e lá foram as duas para o aeroporto JFK.
X
-Hoje vai ser interessante –exclamou Carmen na estação de trem de New Haven quando o grande relógio central marcou oito em ponto. Carrie não estava por perto, então finalmente pode falar com Quinn, já que o recesso das festas de fim de ano resumiu ao casalzinho agarradinho no friozinho, como a latina sempre definia quando via as duas.
-Por favor, Carmen, não comece...
-Oras, Fabgay, vai ser interessantíssimo! Você irá apresentar sua namorada ciumenta psicótica para muita gente, e na casa da Rachel e espere, o pior está por vir. Santana vai estar lá! Pra mim isso soa como massacre...
-Quando você coloca as coisas dessa maneira, ficam muito piores!
-Por que é assim que soam pra quem está de fora, Quinn –a latina ajeitou nas mãos as sacolas com os presentes.
-Você não está de fora, está até o pescoço nessa história, Carmen!
-Wow, isso não soa nada bem...
-Ela não vai te matar, só quero dizer, que de certa maneira todas nós estamos envolvidas nesse enredo maluco. Eu sei que Carrie é uma pessoa boa, você também sabe disso. No hospital, você precisava ver como ela foi atrás de alguém pra te atender, estava disposta a arrastar o primeiro medico que visse pra te salvar. Você a conhece –Quinn tinha razão, Carmen era eternamente grata por Carrie tê-la encontrado no dia em que sua vida poderia ter acabado.
-Você está certíssima, Quinn... Ela é uma pessoa boa... Mas, você fica balançada por Rachel toda vez que ela surge...
-Carmen, eu decidi dar essa chance a Carrie, nem tudo é um mar de rosas. Ela é ciumenta e bem agressiva... mas não é uma louca...
-Eu vi seu olhar quando falávamos sobre ela quanto aquela história da carta, ainda não acredito que você não foi atrás, Quinn –a latina balançou a cabeça negativamente.
-Olhe, hoje eu vou ser educada, vou cumprimentar Rachel e os pais dela, e manter um clima amistoso. Nós fazemos escolhas e eu estou com Carrie...
Carmen a olhou e apenas revirou os olhos.
-Sua felicidade em primeiro lugar –murmurou.
X
As dez e meia da noite, Kurt e Burt, Carole e Finn apareceram no apartamento de Rachel, a morena não esperava os últimos dois convidados. Finn apressou-se para explicar que fora liberado em cima da hora para passar as festas com a família. Carole que iria passar as festas com uma tia, aceitou ir com Burt e Kurt de ultima hora, sendo assim Finn decidiu ir para NY e os quatro reuniram-se no aeroporto naquela noite. Não era um problema, de maneira alguma, só era mais alguma coisa para se lidar.
Burt, Leroy e Hiram discutiam sobre as eleições presidenciais, e Kurt abordava Oliver e Ben sobre a coleção da Burberry e Finn no meio deles parecia extremamente confuso, mas sempre lançava olhares significantes a Rachel, Santana só fez rolar os olhos e se contentar com a taça de vinho tinto, Brittany lhe mantendo atualizada sobre sua investigação para saber se seu gato era uma das renas de Papai Noel e Lucy que estava aos seus pés olhando para aquelas pessoas com curiosidade. Rachel se trancou no quarto para trocar de roupa e até agora não havia aparecido. Quando finalmente deu o ar da graça, vestia um vestido vermelho rodado, que Santana a havia feito comprar. Tinha um decote que seguia o desenho dos seios num tomara-que-caia, já que a latina a havia feito prometer que não usaria mais uma estampa de bichinhos na vida.
Finn deu uma pequena engasgada quando a morena se aproximou dele mudar o assunto na rodinha.
–Então, Finn, o que anda fazendo? –perguntou a morena que enrolou o braço no de Kurt.
–Bem, minhas expectativas de ir para a guerra e lutar de fato não se concretizaram, pois descobriram minha habilidade para concertos automotivos –explicou tentando desviar o olhar dos seios de Rachel. –Então me transferiram para concertar os tanques.
–Soube que tem uma fabrica de tanques em Lima –disse Ben. –Será que tem chance de trabalhar por lá?
–Acho que não, bem... se tiver vou recusar, já que não está diretamente nos meus planos...
–Oh, e a garota? –perguntou Rachel normalmente.
–Hm, bem... nós... nós não demos muito certo –Finn ficou vermelho.
–É uma pena, Finn, você encontrará alguém –respondeu a judia sem querer jogar na cara o fato de que ele terminou com ela e tudo mais.
Assim que Shelby, Puck e Beth, que estavam hospedados em um hotel próximo, chegaram o apartamento se encheu de alegria. Santana largou a taça de vinho e ficou atrás de Kurt, ambos olhando, encantados com a menina loirinha que exibia um sorriso sapeca. Puck correu para agarrar Rachel com apenas um braço, pois o outro estava ocupado com algumas malas, levantando-a do chão e rindo, falando algo sobre estar escondendo os presentes e a roupa de Papai Noel que Burt concordou em usar, para que a filha não descobrisse.
Puck e Finn entraram em uma animada conversa sobre o exercito, o judeu admitiu que o amigo estava simplesmente bombado.
Shelby primeiramente cumprimentou os pais de Rachel e depois guiou a filha para os braços da judia que se ajoelhou e se esticou pedindo um abraço que não tardou em receber. Ela sorriu para Shelby e lhe deu um meio abraço, agora que Beth estava em seu colo, e rumaram para a cozinha terminar de organizar o que deixaram por fazer pela tarde.
Ao fundo tocava You’re a mean One, Mr. Grinch, e a campainha tocou. Puck deixou as malas perto da árvore e educadamente se ofereceu para abri a porta, e lá estavam as três garotas, carregando sacolas e sorrindo.
–Oh, Quinn! –ele abraçou a loira que estava mais a frente e beijou a mão de Carrie e de Carmen soltando um sorrisinho safado que levava a latina a rir. –Me dêem esses presentes, quero escondê-los, sabe como é... não queremos estragar a infância da Beth.
Quinn sentiu um aperto no coração, iria rever sua filha mais uma vez. Carrie segurou sua mão quando Puck pegou as sacolas de presentes e se mandou para dentro da casa deixando-as à soleira da porta. Carmen impaciente, adentrou no apartamento quentinho tirando o casaco, e logo deu de cara com Santana Lopez, com uma sobrancelha erguida e os braços cruzados sobre o busto.
–Hm, traços latinos, e silicone nos peitos, é só checando... você é Santana –disse sorrindo.
–Pela voz de vadia e por se parecer comigo... Olá, Carmen –riu a abraçando e sussurrando em seu ouvido. –Precisamos conversar sobe a Gay-Berry e a Fabgay...
–E precisamos de álcool –acrescentou. –Você não sabe o aconteceu!
Santana simplesmente puxou Carmen para o quarto de Rachel e no caminho apanhou a garrafa de vinho trancando a porta atrás das duas. Quinn olhou para Carrie e deu o primeiro passo para dentro do apartamento. O ambiente estava animado, todos conversavam e as duas pareciam estranhas no ninho.
Carrie encostou a porta e olhou ao redor, e se surpreendeu, Rachel tinha um gosto aceitável e parecia ser do tipo de garota mimada. Só a havia visto por uma foto ou outra, e só sabia o básico sobre a personalidade dela, já que Quinn evitava o assunto.
–Olá –a voz melódica de Rachel soou próximo as duas que estavam distraídas tentando se encaixar.
–Olá –respondeu Quinn automaticamente antes de se perder nos olhos da morena. Seus olhos estavam cansados ou era tristeza? Carrie mordia a língua para não falar e só exibia um sorriso.
–Hm, fico feliz que tenham vindo, deve ter ocorrido um pequeno incidente, mandei uma carta falando sobre nossa reunião na semana que antecedia o feriado, mas o correio de Nova York é uma loucura, talvez chegue somente no ano novo –sorriu nervosa.
–Sim, claro –respondeu Quinn sentindo Carrie ficar tensa ao seu lado, estava cada vez mais claro que tinha algo errado. –E Rachel, está é Carrie Menphis.
–Namorada dela, é um prazer conhecê-la, Rachel –Carrie ergueu a mão.
–Sim, é um prazer conhecê-la –sorriu segurando a mão de Carrie que deu um leve aperto e sorriu aberto. –Por que não me dão seus casacos e bolsas? Vou guardá-los no meu quarto...
A judia pegou os casacos e as bolsas com um sorriso que a loira sabia não ser nada natural.
–Se precisarem de algo, Quinn está familiarizada, fiquem a vontade! –caminhou para o quarto deixando as duas na sala.
–Você poderia ter pelo menos disfarçado! –Carrie disse entre os dentes.
–Disfarçado o que? –a loira lhe olhou confusa.
–O decote dessa garota, parece que foi de propósito que se vestiu assim. Eu vi, Quinn! –disse num sussurro raivoso.
–Não comece... –reclamou e se espantou ao ver Finn no meio da sala. O rapaz a reconheceu e fez seu caminho até ela, lhe dando um abraço apertado.
–Quinn! Você está ótima! –exibiu um meio sorriso.
–Você também Finn! O que tem feito lá pelo exercito tem feito um bem danado em você! –disse apalpando o braço do rapaz.
–É! Nem me diga! –sorriu. –E quem é essa?
Finn olhou para Quinn e para Carrie com uma cara de quem não entendia absolutamente nada. Burt, Leroy e Hiram apareceram ao lado de Finn cumprimentar as meninas.
–Então, está é Carrie, minha namorada... –Quinn ficou vermelha, sabia que aquilo deveria ser dito, mas não conseguia se sentir a vontade, especialmente quando Burt quase engasgou e foi ajudado por Leroy e Hiram que lhe davam fortes tapas. Kurt se aproximou assustado pensando que o pai estava tendo outro ataque cardíaco. Finn apenas exibia um olhar catatônico.
Kurt olhou para Quinn um tanto receoso e antes que ele pudesse começar a se desculpar por tê-la exposto para Lima quanto a sua sexualidade, ela simplesmente o abraçou pedindo para esquecer aquele assunto e logo apresentou Carrie, logo estavam entrosadas conversando com ele e Ben, falando sobre fotografia, já que era a profissão do affair de Oliver que assim como Santana, Rachel e Carmen havia sumido da festa.
-Ei, olha quem está aqui, macaquinha! –disse Puck que vinha com Beth no colo depois de uma “emergência marrom” que havia sido contornada. –Qual o nome dela? Hein?
-Quinn! –exclamou satisfeita levando a mão à boca. Quinn sorriu sentindo seu coração inflar de tanta felicidade, sua filha tinha dito seu nome.
Então Rachel acompanhada das latinas e Oliver, finalmente reapareceu e sua cara era a de uma pessoa que havia descoberto que tinha uma doença grave, ela estava apenas ali de corpo, ninguém alam de Quinn parecia ter percebido. Aquilo estava muito estranho, pois para piorar Santana e Carmen trocavam palavras em espanhol e algumas vezes pensou ter ouvido ambas concordarem em um adjetivo meio pejorativo.
Shelby apareceu logo atrás de Puck e sorrindo para Quinn e direcionou uma pergunta a sua filha.
-Então, Beth, me diga, quantos papais você tem?
A garotinha mostrou um dedo e moveu os lábios como se dissesse “Papai Noah”.
-E quantas irmãs você tem? –perguntou e a menina se contorceu nos braços do pai esticando os braços para Rachel que pareceu ter recebido uma injeção de vitalidade, sorriu abertamente abraçando a menina que saiu dos braços de Puck.
-A Rachel –disse baixinho com medo de errar como das outras vezes que pronunciava. A morena beijou seu cabelo e ela se encolheu.
-E quantas mamães você tem? –Shelby perguntou olhando para Quinn. A loira só pode erguer as sobrancelhas de espanto quando Beth levantou dois dedinhos e se escondeu na curva do pescoço de Rachel. Foi impossível segurar as lágrimas, ela levou as mãos ao rosto e começou a soluçar. O braço de Rachel criou vida e acariciou o rosto da loira, que se viu queimar com o toque. Carrie ao seu lado passou o braço por sua cintura e a beijou no rosto olhando de maneira fulminante para Rachel que retirou o braço e ofereceu Beth para que a loira pudesse segurar. Ela estendeu os braços e pegou a menina no colo que se agarrou ao seu pescoço. Puck abraçou a amiga, e se fossem outros tempos, lá estava a família que um dia Quinn chegou a pensar que poderia construir com seu primeiro.
Rachel se afastou respeitando o espaço, vendo que aquele não era de fato um momento para ela.
-Ei, falta a estrela! –exclamou Oliver que surgia com a grande estrela que Rachel tinha comprado naquela manhã.
-Estava faltando algo, mesmo –comentou Leroy. –Mas por que já não haviam colocado?
-Lucy saiu correndo com a coleira e enrolou na arvore hoje de manhã, e quebrou a maioria dos enfeites quando a árvore caiu –explicou-se Rachel. –Então, acho que seja justo que a mais nova coloque a estrela... não é Beth?
A garota se desgrudou do pescoço de Quinn e olhou para Rachel que recebeu a estrela de Oliver e caminhou até a árvore, com todos a seguindo.
-Puck, é melhor ajudá-la –disse passando a estrela ao amigo. Shelby se aproximou e junto com Quinn ergueu Beth até o topo da árvore, para que Puck pudesse colocar a estrela no encaixe e que a garotinha a segurasse numa perfeita atuação, como se estivesse colocando a estrela, fazendo a sala explodir em murmúrios de como a cena era doce. Rachel finalmente ligou as luzes da árvore e a sala ficou completamente iluminada. Oliver tinha aproveitado o tempo que ficou ali sozinho e reorganizou a árvore apenas com enfeites vermelhos e dourados e pisca-piscas brancos, o que resultou uma reclamação de Santana sobre o tempo que ela havia passado ali naquela manhã.
Assim que voltaram a se acalmar, Quinn se desfez de Carrie e se dirigiu a Santana, que continuava com Carmen.
-Então, estou começando a achar que foi uma péssima ideia essa história de vocês duas se conhecendo... –disse sentando-se a mesa da cozinha.
-Na verdade, acho que pode ser sua salvação em diferentes aspectos –disse Santana enchendo uma taça de vinho para Quinn.
-Me diga, como vocês duas são minha salvação –perguntou.
-Acho que seria melhor, você saber disso amanhã –murmurou Carmen trocando um olhar significativo com Santana.
-Agora quero saber –Quinn tomou um gole de seu vinho e olhou de uma para a outra.
-Barraco... Barraco... Barraco... –cantarolou Oliver indo para a cozinha preparar mais uma bandeja de petiscos para levar para a sala. Quando passou novamente pela mesa maneou a cabeça em direção à janela.
O coração de Quinn deu um salto, sua namorada e Rachel conversavam próximo a janela, e Carrie corria as mãos pelos braços da judia, ambas sorrindo.
Carmen, Quinn e Santana trocaram um olhar preocupado, todas as três pensavam que ficar perto da janela era potencialmente perigoso para Rachel. Santana especialmente, pois há alguns minutos tinha escutado atentamente aos relatos de Carmen, de como a namorada amável tinha se tornado ninfomaníaca e extremamente ciumenta. O pior era que Rachel sabia, já que “invadiu” seu próprio quarto enquanto as duas conversavam. Ela deveria estar testando Carrie.
Oliver estava próximo as duas e estava nervoso, estava pronto para se jogar entre as duas e apartar uma provável briga, mas ambas aparentavam apenas conversar. Foi quando Santana que prestava, extrema atenção ao movimento dos lábios das duas, distinguiu a namorada de Quinn dizer “Vadia” e Rachel ficar estática.
Santana olhou para Quinn e a loira havia visto o mesmo que ela, pois levantou-se apressada e caminhou para as duas.
-Ei, trouxe pra você –disse sorrindo para Carrie lhe entregando a taca de vinho.
-Oh, obrigada, carinho –disse Carrie segurando a taça. –Olha, visgo, já sabe o que é isso, Quinn.
-Hã? –Quinn olhou para cima e viu o visgo preso à janela. Não teve muito tempo de raciocinar e só sentiu a boca de Carrie ser pressionada contra a sua, sair daquela situação era quase impossível. Devolveu o beijo e logo se separou da namorada. Rachel já não estava mais à vista, se sentiu extremamente mal, era indelicado fica se agarrando numa festa de natal e ainda na frente de uma garota que gosta de você. Era indelicado, por que faz a pessoa que você ama sofrer.
-Beth! Não puxe a cauda dela! –exclamou Shelby puxando a filha pro colo, já que a mesma insistia em caçar Lucy que demonstrava enorme paciência com a criança.
A pequena bagunça feita por Beth fez Quinn acordar um pouco.
–Carrie, por favor, não faça isso novamente, está bem? –pediu fechando os olhos e soltando o ar que tinha prendido sem perceber.
–Fazer o que? –perguntou fazendo cara de santa.
–Eu não sei o que estavam conversando, mas eu vi que você falou algo para ela e ainda mais esse beijo desnecessário, na frente dela! –a conversa era baixa mas a loira não maneirou no tom. –Carrie, um pouco de respeito seria excelente!
–Só deixei bem claro o que é meu –respondeu dando costas à loira que continuou naquela janela. Ela estava ficando chateada com toda aquela possessividade.
–Quinn! Ma... Mãe Quinn –Beth puxou sua saia e a loira se virou para olhar a menininha que a havia acabado de chamou de mãe. Sorriu feliz e se agachou para pegar a garotinha no colo.
–O que foi meu anjinho –limpou a lagrima teimosa que caiu.
–Triste? –perguntou envergonhada.
–Não, não! Só queria saber quando o Papai Noel vai chegar! –sorriu.
–Tá cedo –afirmou com veemência.
–Ah, verdade... –Quinn beijou os cabelos dourados da garota, era tão bom estar assim com ela, parecia que era o jeito certo, que quilo era mesmo a melhor coisa para todos.
–Pessoal, meia noite se aproxima, então, a ceia será servida –anunciou Rachel. –Embora, não seja a favor da matança de um pobre peru para uma celebração, além dos pratos vegetarianos teremos o peru recheado feito por Santana.
–É seguro comer –afirmou a latina levando todos ao riso.
Como era esperado, a mesa não pode comportar a todos, então a velha divisão entre adultos e crianças foi feita, embora Rachel resmungasse a cada segundo que agora a maioria ali estava em pé de igualdade.
Na sala de estar Rachel explicava a Ben como havia preparado aquelas batatas assadas com alho e alecrim, que segundo ele o estavam levando a loucura.
Quinn tinha que concordar e Carrie deu o braço a torcer, aquilo estava maravilhoso.
–Rachel, eu estou totalmente solteira, se quiser, meu bem, sou toda sua, só precisa fazer essas benditas batatas! –exclamou Carmen.
–Nojento! –disse Santana cortando sua fatia de peru com certa dificuldade, pois não havia muito apoio quando sua mesa é seu colo. –Quer saber, Berry? Precisamos de uma mesa maior!
–Okay, você compra –brincou a judia.
–Justo, já que estamos morando juntas –concordou a latina. Olhou para Carmen que piscou para ela, hora de colocar o plano em prática. –Então, Quinn, quando dormiu aqui com a Rachel, ela te chutou muito na cama?
Rachel se engasgou um pouco com o vinho.
–Quente! –disse Puck balançando a cabeça com um sorriso malicioso.
–Bem, nós não invadimos muito o espaço uma da outra –disse Quinn sabendo que a amiga tramava algo com aquilo, sempre relatava o ciúme de Carrie por Rachel à latina. –E você vai viver com a Rachel pra sempre?
–Bem, estou procurando um apartamento, mas é ruim procurar algo nessa época... e também, estou esperando a Britt-Britt para escolhermos nossa lar –sorriu.
–Brittany não sente ciúmes de você dormir com outra mulher? –perguntou Carrie.
–Nós só dormimos, no sentido literal da palavra e Gay-Berry, por favor, ela só serve pra outra pessoa nessa sala e não é pro Finnocência, sem ofensas, cabeça de batata –Santana tomou um gole de seu vinho e olhou para Carrie. As duas trocaram um olhar intenso.
–E quem é a pessoa que serve para ela? –perguntou colocando o prato vazio na mesinha de centro.
–Eu, é claro! –disparou Carmen sentando-se no colo de Rachel que estava confusa com toda aquela conversa. –Vamos lá, morena! Me diz, não quer trocar meu amor por essas batatas?
Era tensão, após tensão. Santana e Carmen se revezavam para fazer comentários sarcásticos e idiotas que deixavam Carrie e Quinn com os nervos a flor da pele.
O supra-sumo da festa de natal foi quando Burt apareceu de Papai Noel, reclamando algo sobre só aceitar fazer por Beth, já que parecia que todos ali o estavam chamando de velho barrigudo.
–Oh, minhas renas devem estar morrendo de frio lá fora! –disse quando sentou-se numa cadeira próxima a árvore. –Vamos lá!
Ele escolheu aleatoriamente um dos presentes que haviam sido colocados numa grande sacola vermelha.
–Hm, este daqui é para uma menina que é muito má, só não sei mesmo por que ela ganha presente... –Burt tinha nas mãos uma caixinha embrulhada com estampas xadrez. –Para Santana Lopez!
A latina comemorou e sentou-se no colo de Burt posando para Ben que se tornou o fotógrafo da noite. Ela abriu e era um anel de prata incrustado com uma pedraria verde. Rachel sorriu e a latina correu para abraçá-la.
–Obrigada Rach! –sorriu.
–E de quem será esse pequenininho aqui? –se perguntou alisando a barba de espuma. –Ah! É de uma garotinha linda! Beth? Onde está Beth?
A garotinha olhou para o Papai Noel, e seus olhos brilhavam de excitação. Puck caminhou com ela até Burt e a colocou no colo dele. Ela pegou de usas mãos a caixinha e ele a ajudou a abrir.
–Foi a Quinn que me ajudou a escolher para você! Ela me contou que ficariam lindos em você! –disse Burt a menina que brincava com o par de brincos em forma de rosa que Quinn havia comprado.
A garotinha pulou do colo dele e caminhou até Quinn lhe agarrando as pernas e logo correu para Shelby.
–Oh, este é para uma pessoa que está num lugar de gente inteligente! Quinn Fabray! –Quinn olhou confusa e caminhou até Burt sentando-se em seu colo rindo da situação. –É da Rachel.
Após ser fotografada abriu o presente e lá viu um pequeno álbum de fotos, não havia foto, embora parecesse ter abrigado, pois havia uma marca amarelada como se houvesse cola. Ela caminhou até Rachel e ignorou o olhar incomodo de Carrie e lhe abraçou, inalando aquele cheiro gostoso que saia dos cabelos da judia, seu corpo pedia para continuar ali, para tocá-la de verdade. Queria desesperadamente sentir a maciez que aquela boca aparentava ter. Afastou-se sem a olhar nos olhos, sabia que se ficasse mais tempo ali as coisas sairiam de controle.
Quando ela retornou a seu lugar ao lado de Carrie a garota segurou sua mão sem dizer muita coisa.
Os outros presentes foram distribuídos, Quinn ficou sem jeito ao ser abraçada por Rachel quando ela recebeu seu presente, um pingente em forma de estrela, Carrie nunca abandonou a mão da namorada e sempre trocava um olhar mortal com Rachel.
Burt entregou o ultimo presente à Rachel. Era um envelope, com cartão, a morena leu e fechou a expressão, rumando para o quarto com Lucy em seu encalço. Santana ficou intrigada e apenas a seguiu com Carmen em seu encalço. Entraram no quarto e viram mais uma cena melancólica de Rachel.
Estava de pernas cruzadas no chão, com Lucy apoiando a cabeça em sua coxa soltando muxoxos perante as lágrimas da dona que soluçava enquanto alisava seu pelo. Ao seu lado o envelope que recebera estava deitado implorando para que mais alguém o lesse. Santana se aproximou sentando na cama e afagando de leve os cabelos da morena, Carmen se agachou e pegou o cartão o lendo.
“Querida Rachel Berry, não nos conhecemos bem, por isso não quis gastar meu dinheiro com algo que você provavelmente não usaria. Vim a sua reunião de natal, apenas para lhe mostrar que ela é minha, você teve sua chance e não a terá novamente. Não me leve a mal quando digo isso, Quinn merece alguém que a ame e não tenha duvidas sobre seus sentimentos, não a torture mais, por favor. Peço isso, pois a amo e quero o bem dela. É só a possibilidade de te ver aparecer e ela fica estranha, ela está sofrendo. Pelo bem de todas nós, desapareça de nossa vida.
Grata pela compreensão, C.”
–Mas que vadia... –murmurou entregando o cartão à Santana. O silencio no quarto só restou até que os saltos de Santana fizeram barulho rumando para fora do lugar. Rachel olhou assustada para Carmen.
–Não, não! Não quero confusão! –Carmen a segurou quando fez menção em se levantar.
–Mas Carrie quer, e antes de alguma coisa vai ter que me escutar –Santana voltou rapidamente acompanhada um copo com água e lhe entregando. –Precisamos te contar umas coisinhas.
–Sua carta chegou à New Haven, eu a recebi e coloquei nas coisas de Quinn, mas depois ela simplesmente desapareceu, Santana compartilha a ideia de que Carrie pode tê-la pego.
–Isso é insanidade, meninas... –disse Rachel
–Isso daqui, que é insanidade! –Santana balançou o cartão. –E me diz, o que tanto falavam antes do jantar?
–Nada de importante...
–Porra, Berry! Não fode! –exclamou Carmen se levantando e andando pelo quarto. –Nos diga, por favor. Quinn é nossa amiga e ela pode estar indo pra guilhotina com aquela louca.
–Ela disse que... Quinn estava muito bem com ela, que se eu reparasse podia até ver uma marca no pescoço dela, das vezes em que elas fazem amor... disse que Quinn não se interessaria por uma vadia tendo o que tem –disse triste.
–Mas eu vou jogar umas verdades na cara dessa vadia... –Santana se levantou e saiu do quarto.
–Okay, acho que agora ela vai atrás da Carrie... –Carmen saiu correndo e chegou a sala vendo Santana exibir um sorriso e apenas dizer. “Você e eu. Corredor.” Quinn ia acompanhá-la e a latina a impediu com a mão em seu ombro, mantendo o sorriso, guiando Carrie à porta.
Rachel saiu do quarto e falou algo com Carmen, Quinn foi até elas.
–Certo, o que está acontecendo?
–Não faço a mínima ideia, Quinn... vou tomar um ar... –a latina fez o mesmo caminho que Santana e Carrie haviam feito.
–Nem me pergunte –Rachel deu as costas e foi até a cozinha recolher alguns pratos que haviam ali.
–Deixa eu te ajudar –disse Quinn a acompanhando.
–Não precisa, pode voltar para a festa –disse organizando os pratos em pilhas.
–Você vai se sujar, e esse vestido ficou tão bonito em você –Quinn tirou os pratos de sua mão e começou a fazer o que antes a morena fazia. –Então, o que tinha na carta?
–Nada demais, só avisando do jantar já que Shelby não conseguia entrar em contato contigo...
–Poderia ter me ligado –disse arrumando os copos.
–Não, eu não poderia... não depois de ter te dito o que disse naquela noite em Yale –falou num sussurro. Quinn estava feliz com sua namorada, ela merecia alguém que a amasse.
–Rachel, já faz algum tempo... poderia ter me ligado...
–Quero que saiba que estou muito feliz por ver você e sua namorada –sorriu. –Você merece ser feliz, Quinn... E ainda bem que não houve nada de fato entre nós, hoje vejo que não se passou de uma confusão na nossa amizade –Rachel mal conseguia entender como conseguia respirar, falar e controlar as lágrimas. Pela primeira vez em muito tempo se perdeu nos olhos da loira, não queria vê-los sofrendo novamente, se ela estava bem naquele relacionamento, ela não precisava meter o dedo.
Quinn não respondeu, seu cérebro se recusava um pouco a acreditar naquilo, mas havia também um barulho horrível vindo de fora. Todos ficaram em silencio e Quinn soube que vinha algo ruim. Oliver olhou para Rachel e sibilou “Barraco”, as duas e ele saíram pela porta deixando os que estavam na sala sem entender direito o que acontecia.
No corredor Carmen, que tentava separar as duas era atingida por várias unhadas de Santana enquanto Carrie que tentava se defender da maneira que podia.
Oliver correu tirando Carmen que tinha um arranhão na bochecha e se colocando entre as duas.
–Eu vou te matar sua vadia! –berrou Santana quando agarrou o braço de Carrie e o arranhou.
–Santana! –a voz de Quinn ecoou pelo corredor e a briga se dissipou. –Mais respeito com a minha namorada!
–Sua namorada é uma vadia, Q, eu sinto o cheiro de longe!
–De tanto conviver com sua mãe e sua avó, é? –perguntou Carrie e Santana atropelou Oliver e agarrou os cabelos da morena arrancando um tufo de cabelo.
Rachel correu para dentro do apartamento e lá dentro os gritos de fora ecoavam.
–Finn, Puck, poderiam dar uma mãozinha a Oliver ali fora? –perguntou calma, os dois caminharam até o corredor e Rachel foi ao seu quarto pegar as coisas das meninas, depois disso certamente nenhuma das duas ficaria ali.
Quando chegou novamente ao corredor viu Carmen tirando uma foto com o celular num ângulo em que captava seu rosto arranhado, Quinn segurando Carrie que mal se agüentava em pé; Puck e Finn segurando Santana ainda enfurecida. Oliver com cara de panaca e Rachel com indignada.
–Melhor tomar cuidado, Quinn, cuidado pra não levar uma facada nas costas! –disse Santana mais calma.
–Acho melhor que vocês se retirem –a judia se pronunciou entregando os casacos e as bolsas a cada uma das meninas. –Não há condições. Quinn, você poderia ao menos se despedir de sua filha e ver se há algo seu na sala.
Carmen terminou de tirar sua foto épica e trocou de lugar com Quinn para segurar Carrie.
A loira entrou no apartamento e encarou todos os restantes com um sorriso amarelo.
–Tivemos um pequeno incidente lá fora, estamos indo... Foi muito bom rever todos vocês, espero que possamos repetir essas reuniões mais vezes –dizia enquanto abraçava um por um e pegou no sofá os presentes trocados.
–Seria fantástico, Quinn –disse Shelby com uma Beth adormecida em seus braços. A loira beijou seu rosto com cuidado para que não a acordasse. E saiu do apartamento. O corredor ainda continuava pacifico, Carrie estava de pé sem ajuda de Carmen, mas Puck ainda segurava um dos braços de Santana que sorria para o estrago que tinha sido feito.
–Rachel, obrigada pela festa e desculpe por isso tudo –a loira iria lhe dar um abraço mas a morena se esquivou educadamente.
–Adeus, Quinn. Santana lhe enviará as fotos –Rachel mal olhou em seus olhos.
–Então, tchau garotos, foi bom vê-los novamente –despediu-se de Puck, Finn e Oliver, e lembrou que precisava tirar uma duvida que a corroeu o jantar todo. –Oliver, você é gay?
–Como Santana diz, sou tão gay que meu cocô é um cupcake de chocolate.
Notas finais
Aliás, querendo conversar @ElisaFidellis
Fale com o autor