As If We Never Said Goodbye
28 I think I hear them callin’ Parte I
Notas iniciais
-Com todo o respeito, prefeito, o senhor está fugindo das perguntas que lhes foram inferidas, o que me leva a crer que não há mobilização e nem preocupação dos departamentos de policia e nem da prefeitura em questão a violência que cresce de maneira estrondosa na cidade –Santana mantinha suas mãos unidas sobre a bancada e olhava fulminantemente para o prefeito de NY no extremo oposto da bancada.
-Senhorita, está errada em diversos pontos, a prefeitura está trabalhando em conjunto com grandes empresários e com o departamento de policia para conter a violência. Aliás, já está contendo, esta semana foram detidos diversos meliantes que participaram dos assaltos as lojas no Upper East Side...
-No lado nobre da cidade? No lado onde a criminalidade é quase zero, prefeito? Pensava que o senhor trabalhava em prol de todos, se não sabe, as zonas de perigo estão nas áreas mais afastadas do grande centro, estas pessoas que foram empurradas para a margem da sociedade não merecem um lugar bom para prosperar?
-Nestas áreas detêm-se o maior numero de imigrantes ilegais e latinos, o que eleva...
-Peço que merca suas palavras –Santana apenas o olhou com um sorriso adorável no rosto. –O senhor me parece sem argumentos, prefeito. Aponta resultados para destoar a verdade geral e ainda “agride” a população que vive em áreas mais pobres da cidade, que tipo de prefeito o senhor é?
-Senhorita Lopez, estou tentando ao máximo fazer meu trabalho...
-Então o faça, Senhor Thompson, se não fizer me terá no seu encalço com perguntas que farão seu cabelo recém implantado querer sair de seu couro cabeludo –a latina brincou e virou-se para a câmera principal. –Tenha um bom dia, NY! Bom dia América!
-Corta! –o diretor exclamou e Santana se levantou como se corresse de um incêndio.
-Não fico mais um segundo com esse prefeito de merda na mesma sala, George! Se me colocar para falar com ele novamente, juro que deixo toda essa cara de boa moça e vou para uma briga com ele! –Santana esbravejou para seu diretor, um homem calvo e baixo.
-Sinceramente, é o que todo nova-iorquino e metade do país quer ver acontecer –resmungou baixando o tom ao ver o prefeito se aproximar para em seguida deixar os dois a sós.
-Santana...
-Pra você é Senhorita Lopez –cruzou os braços e o olhou como se o imaginasse pendurado numa forca.
-Senhorita Lopez, entenda isso como quiser. Não fique no meu caminho –caminhou pelo estúdio escuro indo até o camarim.
Santana entendeu, estava começando a lidar com gente poderosa.
X
Ela estava exausta, era o ultimo ensaio para Spring Awakening, em uma semana ela iria de fato se apresentar aos pés de NY, o teatro Les Freres Corbusier seria sua nova casa por dois meses, até que se fossem bem aceitos, pudessem subir mais alguns degraus em teatros menores, na Broadway de fato.
-Certo, certo! Vamos lá seus vagabundos, todos para o Soho! Precisamos de uma cerveja gelada para acalmar nossos nervos! Mas sem exagerar, por favor, se ficarem sem voz eu juro que sou capaz de matar a todos vocês enquanto estiverem dormindo!
-Por favor, Streisand, diga que vai nos acompanhar, não agüento mais sair com essas pessoas que não acompanham meu desenvolvimento intelectual e artístico e não me diga que vai ficar mais uma vez grudada num computador para falar com sua namorada –Jesse St. James sentou-se ao seu lado no fim do palco. Rachel soube assim que o viu nas audições que assim como ela, St. James conseguiria esmagar a maioria dos concorrentes com apenas uma mão.
-Não sei, estou tão cansada Jesse...
-Sem desculpas, sei que provavelmente a latina raivosa e a rainha dos unicórnios estão em uma seção de amassos no carpete de pelo sintético da sua sala, dê um tempo pra elas e, por favor, faça por mim, faça essa noite ser um pouco menos intragável! –Jesse sorriu docemente, ele havia mudado, não completamente, ainda era egoísta, maldoso e quase inescrupuloso, mas estava trabalhando nisso tudo desde que conheceu Carol. Jesse estava perdidamente apaixonado por uma das coadjuvantes da peça, uma colega de NYADA de Rachel, e quando se está apaixonado as coisas tendem a mudar.
-Quer que eu chame alguém em especifico para ficar conosco essa noite? –Rachel sorriu.
-Não precisa, ela deve ter planos com o namorado...
-Por mais que odeie passar informações...
-Oh, por Deus, Berry, sua língua está se coçando para passar informações, você ainda é a garota fofoqueira da escola, não a nível Hummel ou Jones.
-Vou fingir que não escutei isso –revirou os olhos e chegou perto dele. –Ela e o namorado não estão lá muito bem, sempre ouço ela chorando nos banheiros da Academia, você poderia ir lá perguntar a ela se irá nos acompanhar e jogar esse seu charme de James Dean sobre ela.
-Gostei do elogio, pareço mesmo com James Dean, não é? –riu deitando-se no palco.
-Parece, mas começa a ter fama de gay...
-Gay? Quem espalhou isso? –sentou-se novamente olhando para os lados.
-É melhor começar sua fama de paquerador, St. James, já basta fazer teatro musical e sair com tantos gays, não precisa ninguém dizer... –Rachel se pôs de pé em um pulo. –Vou me arrumar para fazer sua noite mais feliz.
X
Assim que entrou naquela sala, há mais ou menos uma hora e meia, Quinn soube que Jane Adams, estava tentando seduzi-la. Certo, ela era bonita, charmosa, mas custava a entender que Quinn não estava nada interessada em algo intimo. Amaldiçoou Yale e suas provas finais, Carrie poderia tratar disso, com certeza com um olhar mais duro aquela mulher se afastaria. Mas Quinn estava tentando fechar um negócio, com o maior beneficio possível para os dois lados, e se aprendeu uma coisa em seus estágios em Florença, é que, ela deveria dançar de acordo com a musica.
-Então, Quinn, quando posso ter o que preciso? –disse sedutora afastando a cadeira da mesa e cruzando as pernas de maneira que a loira pudesse ver sua pele exposta pelo corte lateral da saia.
-Basta assinar os documentos –Quinn deslizou os documentos com uma caneta em cima pela mesa até Jane de maneira que tivesse de estirar o corpo sobre o móvel. –Terá as camisas e o material promocional dentro de um mês; mas agora, levando em conta seu novo pedido para criar uma identidade visual para a loja o prazo se estende para dois meses, processo de criação sempre é algo longo.
-Pelo que mostrou, a espera vai valer a pena –sorriu assinando os documentos e os devolvendo para Quinn.
-Então, temos um acordo, tem nosso telefone, então a qualquer momento pode entrar em contato –Quinn se recompôs colocando os documentos dentro de uma pasta bege e a colocando dentro da bolsa.
O celular de Jane tocou e ela rapidamente o atendeu.
-Claro que sim, o material é fantástico! –disse sorrindo para Quinn. –Onde? Mas é claro! Estarei ai daqui a pouco.
-Bem, acho que isso é tudo por hora –a loira sorriu e se pôs de pé.
-Somente quanto aos negócios, meu sócio acabou de sair do jantar que o fez não vir aqui, está em um bar a duas ruas daqui, ele gostaria de lhe conhecer, o que me diz? –Jane se levantou colocando o celular na bolsa e ajeitando a roupa.
-Não sei, ainda tenho alguns assuntos a resolver... –precisava dormir, queria tanto desfrutar a cama macia de seu quarto de hotel que chegava a doer.
-Ora, Quinn, não tenha uma alma velha! Vamos sair para celebrar nosso acordo, você tem que beber pelo menos uma cerveja conosco –sorriu sincera.
-Uma cerveja e nada mais –Quinn sorriu de volta, era até necessário conhecer todas as partes interessadas no negócio, se mais tarde tivesse que alterar o projeto por conta de conflito no gosto do cliente, seria o dobro de trabalho e perder tempo não é bom para ninguém.
O bar ficava realmente perto, chegaram lá em menos de dez minutos, Jane lhe lançava olhares furtivos de vez em quando, mas não fez nada mais. John, seu sócio era um homem na casa dos quarenta anos, estava acompanhado de uma bela mulher que tinha metade de sua idade, Quinn não ousou dizer nada e nem a laçar um olhar torto, ela conhecia as pessoas o suficiente para saber como reagem quando coagidas.
Eles apenas trocaram algumas palavras, ele estava mais preocupado em tratar de outros negócios com sua acompanhante.
O bar estava cheio, imitava o estilo de um pub irlandês, era escuro, mas agradável, ao longe ela podia ouvir um grupo bem barulhento em torno de uma Jukebox que tocava, provavelmente, por insistência deles musicas de Fleetwood Mac.
-Hey! Duas cervejas! –disse Jane para o Barman. –Desculpe pelo meu sócio, sabe como são homens, são fáceis de serem entretidos, por isso gosto de mulheres, elas são mais interessantes.
O barman entregou as bebidas e Quinn agarrou logo seu copo tomando um longo gole, queria sair rápido dali, tinha prometido apenas uma cerveja e Jane estava começando a se sentir a vontade no ambiente, o que a fazia parecer um animal selvagem indo para a caça.
Ao fundo começou a tocar uma de suas musicas favoritas dos Beatles, as pessoas que estavam dominando a Jukebox tinham um gosto fantástico, quando ela virou para o balcão foi surpreendida por Jane, que selou seus lábios com os de Quinn num beijo faminto, sua língua deslizava pelos lábios imóveis da loira que se afastou imediatamente derrubando um dos bancos que ficavam ao redor do bar.
-O que deu em você? –perguntou depositando a cerveja no bar, o Barman as observava achando graça na cena.
-Não se encha de frescuras, Quinn, desde que pôs os pés na minha sala sabia que essa noite teria um final assim, aliás, só estamos no começo –sorriu maliciosa se aproximando novamente. –Não seja uma gatinha arisca...
-Escuta aqui, minha namorada parece já ter deixado claro que não quer nenhum contato físico com você, se insistir, posso esquecer que é uma mulher e lhe levar para um beco lá fora num duelo “mano a mano”, já que do meu ponto de vista você parece ser tão vulgar e baixa que aceitaria algo do tipo –Jesse St. James sorria debochado enquanto abraçava Quinn pela cintura. –Vamos Quinn, temos assuntos pessoais a serem tratados.
Ela não entendeu muita coisa, mas deixou-se ser carregada por Jesse pelas pessoas que já lotavam o ambiente. Quando se viu fora do campo de visão de Jane se desvencilhou do braço de Jesse.
-O que diabos...
-Não me agradeça, Fabray! Poupe seu tempo escasso e vá atrás de sua enfurecida mulher que lhe viu nos braços daquela gostosa.
-Rachel está aqui? –Quinn entrou em desespero.
-Ela acabou de sair correndo daqui, Streisand está em fúria, se eu fosse você, mas graças a Deus, não sou, iria atrás dela ou... quem sabe não seja uma boa ideia... você que sabe, se for fã de tapas e... –Jesse não completou seu comentário sarcástico apenas observou Quinn sair correndo para o guichê para pagar o consumo. Ele deu as costas e voltou para o grupo de teatro que conversava animadamente ao redor da Jukebox.
X
Assim que saiu do bar olhou desesperada ao redor, não havia nenhum sinal de Rachel pelas redondezas, Quinn se lançou para a rua parando um taxi e mandando o motorista seguir em direção ao Central Park, não tinha decorado o endereço, ligou para Santana.
-Oi, Juno, estou no meio de um jantar romântico e não tenho tempo pra você, vou desligar e...
-Santana! Como chego no apartamento de vocês?
-Provavelmente você deve pegar um avião e voltar para a America, Quinn se estiver bêbada, por favor...
-Estou em NY, só preciso que me diga onde é, rápido –disse vendo que logo a frente não haviam prédios.
-Na esquina da Rua central Park com a 86, décimo primeiro andar –a latina ouviu Quinn repetir para o motorista. –Tem tempo para me explicar ou...
Quinn desligou o celular, o taxista parou o carro assim que ouviu o endereço, estava de frente a um prédio de tijolos expostos. Pagou o taxista sem esperar o troco e atravessou a rua em direção a entrada do prédio.
-Boa noite, posso ajudá-la? –um senhor postado de frente ao elevador lhe dirigiu a palavra.
-Boa noite, preciso ver Rachel Berry...
-A Senhorita Berry deu ordens para não ser incomodada –explicou olhando para Quinn.
-É uma emergência...
-Se for por essa emergência que ela chegou com raiva, acho que é melhor não deixá-la entrar –torceu o rosto.
-Eu sou a namorada dela, houve um mal entendido, preciso colocar as coisas à limpo, ela deve estar me odiando, mas eu...
-Talvez eu a tenha visto descendo as escadas para a lavanderia... quando ela fica zangada ou estressada corre para lá e lava a roupa –sorriu chamando o elevador. –Mas eu não estava aqui quando você chegou.
-Muito obrigada! –Quinn sorriu e beijou a careca do homem, entrou no elevador e apertou o primeiro botão que indicava a lavanderia.
Era só um andar a baixo, ela não teve tempo de pensar em nada, ela esqueceu o porquê de estar ali quando as portas se abriram e ela viu o cabelo castanho e o corpo pequeno de Rachel debruçado sobre uma das máquinas de lavar. Só soube correr até ela a abraçá-la por trás com força a tirando-a do chão.
-Me largue! Meu Deus! Socorro! –Rachel gritou se esperneando para se soltar dos braços.
-Sou eu Rach! Sou eu, amor! –disse a colocando no chão fazendo com que a morena ficasse de frente a ela. Quinn exibia um sorriso feliz e avançou para a boca de Rachel, mas ela foi desviada.
-O que acha que está fazendo aqui? Como chegou aqui hein? Conseguiu se soltar da boca daquela mulher, não foi? –Rachel se virou colocando as roupas dentro da máquina de lavar sem sequer fazer distinção de cores, misturou peças claras com coloridas as jogando com força e a ligou.
-Rachel, deixe-me explicar...
-Quem é ela? –virou-se com raiva. –Não quero nem saber, Quinn! Eu vi tudo, ela que te beijou e tal, mas Quinn... Ahrg! Quinn, você volta e não me diz nada! Porque fez isso? Queria um tempo sozinha? Mais ainda? Não foi suficiente me ter longe todo esse tempo?
-Amor...
-Sabe como me sinto? Não, você não sabe! Está aqui por se sentir culpada não é mesmo? –a maquina de lavar começou a vibrar de maneira estranha e a tampa se abriu batendo causando um barulho terrível, Rachel fechou a tampa com força e virou-se para Quinn com os braços cruzados.
-Rach, eu não estou aqui por me sentir culpada, mas por me importar com você! Jesse me disse que você viu o que aconteceu e saiu de lá com raiva, então eu vim...
-Quinn, você deveria estar em Florença, tipo, do outro lado do mundo... e eu te vejo num bar sendo beijada por uma outra mulher...
-Eu cheguei ontem e fui direto para New Haven, fiz algumas provas hoje de manhã e...
-Não preciso saber disso, sei que você não me trairia, quero saber por que não me contou que estava aqui, Quinn! –esbravejou virando-se para se debruçar sobre a maquina de lavar.
-Eu queria fazer uma surpresa –sua voz soou receosa. –Queria aparecer amanhã com na festa de aniversário de Beth, porque hoje eu aluguei um apartamento no Brooklyin e fechei um negocio para a empresa, é por isso que estava no bar, Rach, aquela mulher é a cliente, só estava lá por que seria rude rejeitar um pedido para me encontrar com o sócio dela.
O silencio percorreu a lavanderia. Quinn sabia que Rachel tinha entendido. Ela a abraçou por trás afundando o nariz entre os cabelos da namorada.
-Você sabe que eu te amo Rachel... –a loira colocou sua mão sobre a de Rachel, passou o dedo pelo anel que havia dado a ela.
-Estou me sentindo um pouco estúpida agora... –riu envergonhada baixando a cabeça.
-Um pouquinho, mas é aceitável –riu abraçando-a e beijando seu pescoço. –Senti falta do seu drama, do seu cheiro doce... Me prometa que não vai me deixar ir embora sem você.
-Me prometa que não vai deixar mais ninguém te beijar além de mim e eu penso nisso –sorriu passando as mãos pelos braços que a seguravam.
-Só se eu estiver fora de mim que vou deixar uma coisa dessas acontecer –sorriu.
A maquina de lavar deu um susto em ambas, começou a vibrar de uma forma descomunal e a tampa abriu esparramando água sobre as duas. Rachel se debruçou sobre a maquina na tentativa de não deixá-la sair do lugar e com os braços tentou fechar a tampa, Quinn ficou sobre a morena a ajudando a fechar a maquina, a trepidação não diminuía, o jeito era ter de desligar, quando a loira procurou o botão, Rachel segurou sua mão e a olhou com malicia.
Quinn estava posicionada atrás de Rachel e o corpo da morena trepidava junto com a maquina fazendo fricção entre as duas.
-Berry, você é uma garota muito safada –Quinn sorriu e pegou Rachel a colocando sentada sobre a maquina de lavar.
-Sou sim e o que você vai fazer quanto a isso? –sorriu puxando Quinn pela barra da calca jeans fazendo com que a loira encostasse a região pélvica contra seu centro.
-Não deveria ter perguntado, Berry –sorriu sentindo a vibração percorrer seu corpo, tirou seu casaco exibindo a camisa branca de botões
-Você parece tão mandona com essas camisas sociais, me deixa louca –Rachel mordeu o lábio e puxou a camisa de Quinn estourando os botões deixando a lingerie azul que a loira usava.
-Pareço mandona? –Quinn mordeu o lábio de Rachel enquanto segurava as mãos de Rachel e as prendia contra a superfície da máquina. –Você vai ficar quietinha e se usar suas mãos eu paro nossa brincadeira.
Rachel nada disse, apenas sorriu. Ela sabia que Quinn não era louca de parar o que iria fazer, mas obedeceu, ter a namorada tão autoritária era algo que triplicava seu prazer.
Quinn não perdeu muito tempo, puxou Rachel pelas coxas a inclinando sobre a maquina de lavar e ergueu a saia preta da namorada até a cintura e esfregou os dedos pelo tecido da calcinha.
-Parece que alguém está dando uma festa na piscina –sorriu esfregando os dedos com mais força e rapidez.
-Advinha quem é o convidado especial? –perguntou lutando contra a vontade de agarrar a loira.
-Acho que não fui convidado... –uma voz grave soou pela lavanderia fazendo com que Quinn e Rachel se virassem assustadas. Era o vizinho de Rachel. –Não queria interromper, mas realmente preciso lavar minha roupa e ficaria estranho lavar do lado de vocês...
-Meu Deus, me desculpe! –Rachel não sabia onde enfiar o rosto, apenas se recompôs e jogou o casaco para Quinn.
-Sem problemas, já peguei as suas amigas em estágio mais avançado e justamente em cima dessa mesma máquina de lavar –riu quando as duas passaram por ele até o elevador. Rachel apertou o botão tantas vezes e com tanta força que Quinn receou que agora estivesse quebrado.
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