As If We Never Said Goodbye

22 I felt the earth move in my hands Parte II


Notas iniciais
Olá! Inicialmente queria agradecer pelas reviews e que fiz um twitter especificamente para comentar sobre a fic ou sobre Faberry e o que queiserem falar, é o https://twitter.com/BoeMagya enfim. Fiquei em duvida sobre esse capitulo, até ontem de madrugada ele estava lindo e perfeito com cenas de sexo selvagem, mas eu resolvi retira-las e colocar momentos de fofura MUHUAHAHA, não por ser má, mas por motivos estratégicos.
Alguns pontos importantes:
Neste capitulo haverá uma musica de Frank Sinatra chamada Love, que também ganhou uma versão em glee e aqui está ela http://www.youtube.com/watch?v=aAHoOEPEgxg

O coração de Quinn vacilou, suas batidas não eram nada compassadas, não tinha mais fôlego e com um solavanco desgrudou sua boca da de Rachel que exibia a boca entreaberta e os lábios inchados e vermelhos, a morena mantinha os olhos fechados como se ainda desfrutasse o beijo. Quinn a fitou e acariciou suas bochechas em um sinal de adoração, a judia inclinou a cabeça em direção a caricia e segurou as mãos da loira.

-Quinn... –suspirou abrindo os olhos vagarosamente. Quinn não pode ouvir devido ao barulho da multidão e da musica que estourava pela avenida, mas sabia que seu nome havia sido dito.

-Não tente me mandar embora, por que eu não vou –disse a loira ao pé do ouvido de Rachel em um tom claro que ela pudesse escutar. Não consegui nem olhar naqueles olhos castanhos, teve um medo extremo de que eles estivessem frios e distantes, de que, alguma maneira, não correspondessem o carinho que seus próprios olhos estavam emanando.

Rachel a abraçou forte afundando o rosto em seu pescoço, sua consciência poderia dizer para que se afastasse, mas algo a empurrava para Quinn, agora, mais do que nunca ela precisava sentir a loira ali.

-Precisamos conversar, Quinn –a judia se afastou da loira e a puxou pela mão por entre a multidão. Ela sabia que aquela conversa ia ser como as ultimas que tiveram, dolorosa. Mas aquela, de fato era necessária.

Quinn a seguiu sem contestar, apenas tentando manter o contato de suas mãos, queria decorar a textura e a maneira com que se encaixavam, ela os queria fazer aquele momento eterno, nem que fosse apenas em sua memória.

X

Carrie arranhou as costas de Carmen, agradeceu imensamente pela escuridão da casa de show. A musica eletrônica estourava pelo local e o calor era quase insuportável, mesmo o ambiente sendo climatizado. Mas quem se importava? Tinha uma latina quente lhe apertando e chupando seu pescoço, ela não se importava com o calor, na verdade ela tinha quase certeza de que ele emanava de Carmen.

-Eu não acredito que ela está traindo nossa irmandade! –disse Santana encostada no bar ao lado de Oliver.

-Satã, por favor, a Carrie tem um corpo e tanto e elas estão solteiras –disse pegando duas cervejas e um Mojito para Kurt.

-Até ai tudo bem, mas há uma semana todos nós estávamos envolvidos em um puta barraco, onde todos concordamos que aquela garota que agora está enfiando a língua na faringe dela era uma total vadia –explicou virando-se para o barman que estava adorando aquela conversa ou pelo menos ver as duas garotas se pegando no canto. -Cadê meu Manhattan e minha Pina Colada?

-Vai ficar vendo as duas se comendo e ficar indignada? Tem uma loira te secando sentada ao lado de Kurt –brincou Oliver.

-Oh, eu queria tanto estar numa cama com ela, mas acho que o meu apartamento está ocupado e não tem nenhum lugar vazio para fazer o que mais quero fazer no momento –suspirou finalmente recebendo seus drinks.

-Você acha que Quinn e Rachel estão fazendo sexo selvagem? –gargalhou.

-Espero chegar lá e ter a cama!

-Mas me diga, onde todas essas pessoas vão ficar? Digo, Quinn, Brittany, Carrie e Carmen? –disse dando um gole em sua cerveja.

-Por mim eu dividiria o apartamento, mas a Carrie estaria lá, então, espero que ela, Quinn e Carmen não fiquem para dormir, a menos que queiram apartar uma briga feia –resmungou sentando-se ao lado de Brittany lhe entregando o Manhattan.

-Onde está Quinn? Queria tanto vê-la, você acha que ela e a Rachel estão fazendo sexo quente no apartamento de vocês? –perguntou inocente. –Tem chance de assistirmos? Sempre achei que a Berry tinha umas pernas legais.

Oliver quase engasgou com aquele comentário.

-Olie, se acostume, esses comentários são comuns –brincou Kurt arrancando uma risada do grupo.

-Onde está seu pai, Kurt? –perguntou Ben olhando ao redor em busca dos pais de Rachel, Burt e Carole. –Aliás, onde está Finn?

-Meu pai está passando vergonha com a Carole –apontou para os dois que tentavam dançar ao som da musica eletrônica sem muito sucesso. –E Finn, bem... não faço a mínima ideia!

-Ele está ali –Oliver o indicou sentado no bar conversando com a garçonete.

-Devo ir lá adverti-la que o Finnbécil é como um saco de batatas suado na cama? –disse Santana doida para destilar seu veneno.

-Não seja maldosa, Santana, ele tem trabalhado muito no próprio corpo –atentou Kurt.

-Porcelana, por favor, esse cara tem um problema sério de transpiração excessiva, lembra quando Sr. Shue fez o “Booty Camp” para ajudar quem não conseguia dançar, eu nem consegui assistir, o cheiro se suor do Finn chegou até o meio do auditório!

-Oh, eu lembro! Sr. Shue o mandou para o chuveiro duas vezes, não sei como agüentavam ele durante os treinos de futebol –comentou a loira encostando a cabeça no ombro de Santana.

-Lá ninguém liga muito para o suor um do outro, tentei mudar esses hábitos quando participei do time, mas precisa ter inteligência para aprender novos truques e aqueles babuínos não tem cérebro –Kurt torceu o nariz para a memória dos jogadores jogando meias sujas um nos outros e Puck soltando seus gases.

-Você já participou do time de futebol, Kurt? –Oliver parecia surpreso, não era para menos, Kurt realmente parecia ser feito de porcelana.

-Já, e fiz o time inteiro dançar Single Ladies! –riu.

-E já demos uns pegas no sofá –disse Brittany com um sorriso.

-Saiba que se eu fosse homem e Santana não me matasse, tentaria algo com você Britt!

-Seria totalmente legal, teríamos vários unicórnios, mas eles seriam gays demais! Aliás, vocês sabiam que golfinhos são somente tubarões gays? –perguntou se virando para Oliver e Ben. –Tipo, vocês nem parecem ser gays, então, são golfinhos, se fossem mais afeminados como Kurt e Blaine seriam unicórnios, não sei se conseguem acompanhar minha linha de raciocínio, mas sendo desse jeito fui presidente de classe por duas vezes!

-Eu disse que esses comentários eram comuns –murmurou Kurt para os dois.

X

Meia hora depois, as duas conseguiram escapar da multidão e finalmente estavam no SoHo. Caminhar em silencio é uma coisa, mas caminhar lentamente em silencio ao lado de quem você gosta, segurando sua mão e trocando um sorriso ou outro é algo totalmente diferente.

Rachel não conseguiu se desfazer da mão macia de Quinn nem por um segundo desde que saíram da loucura que era a Times Square, já estavam perto do apartamento da morena quando passaram por um bar que tocava “Love” de Frank Sinatra.

Quinn a puxou pela mão fazendo com que seus corpos colassem e conseguissem trocar um olhar intenso, a loira sorriu divertida e Rachel a acompanhou. A loira começou a citar a musica, ela queria deixar a morena saber daquilo, precisava dizer tudo antes de partir, não importava mais quantas vezes dissessem adeus ou se Rachel a havia dito para se mandar dias atrás.

-Two in Love can make it. Take my heart and please… -cantou tomando Rachel para dançar e a rodopiando. -… don’t break it, love was made from me and you!

A morena girou ficando de costas para Quinn e a loira lhe abraçou e juntas continuaram a balançar pela musica.

-Eu sei que você me pediu que nos afastássemos, que nos tratássemos apenas como conhecidas. Me desculpe, mas depois do nosso “encontrão”, não acho que isso seja possível –Quinn beijou seu pescoço soltando uma lufada de ar quente que fez Rachel se contorcer. –Se você não me quiser, eu não vou conseguir entender e vou lutar por você todos os dias da minha vida. Vou perguntar novamente, e, por favor, responda sinceramente.

A judia se virou nos braços da garota e olhou diretamente em seus olhos aguardando a pergunta.

-Você me quer? –Quinn perguntou guiando as mãos de Rachel contra seu coração.

-Soube que você vai para a Itália, e espero que me escreva toda semana, que fale comigo por skype, e que nenhuma italiana bem vestida roube você de mim. Eu te quero Quinn, e não agüento brincar de gato e rato com você. Embora eu saiba que você está indo embora, e que não vou te ver por um longo tempo, não posso deixar você ir assim... sem... –Rachel começou a chorar, embora estivesse colocando seus sentimentos para fora a realidade lhe socava no estomago. Elas poderiam dizer tudo o que sentiam, mas teriam pouco tempo para isso.

-Eu sou completamente sua, Rachel, de certa maneira, sempre fui. Não importa se vamos estar distantes, sempre vou voltar para casa, dizem que o nosso lar é onde nosso coração está, e o meu está com você –com um sorriso Quinn enxugou as lágrimas da morena.

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Santana lhe deu um breve aceno amistoso, mas seu rosto parecia emanar um aviso de “Ainda não está acabado”. Carrie limitou-se a fazer seu caminho para fora da casa de show sendo seguida por Carmen.

-Ela não lhe matou –brincou a latina.

-Eu vi o jeito que ela olhou pra mim, senti como se a morte se aproximasse! –riu segurando a mão de Carmen.

-Então, vamos para a festa da Beta Fi? Mark me disse que só termina hoje a noite, se conseguirmos um trem ou ônibus para New Haven podemos chegar antes do dia amanhecer.

-É um bom plano, faz tempo que não saio para curtir a vida, acho que preciso disso –acenou para um táxi que passou direto por ela. –Odeio essa cidade por causa disso, nunca se consegue pegar um táxi.

-Deixa eu ver se consigo! –Carmen se lançou na frente do primeiro táxi vazio que viu na rua e o motorista se viu forçado a pisar no freio com força parando a centímetros da morena que sorriu vitoriosa. –Agora já sabemos como pegar um táxi aqui!

-Sua louca! –disse dando um soco em seu braço.

Carmen só riu e abriu a porta para a garota entrar.

-É dessa maneira que se pega táxi aqui, não é? –perguntou ao motorista.

-Exatamente! Para onde as levo... meus amores? –questionou virando-se para as duas com um sorriso malandro direcionado aos seios de Carrie que estavam comprimidos e saltando por causa do vestido.

-Para a estação rodoviária –Carmen o instruiu em um tom seco ficando na frente da garota para cortar o contato visual. Quando o carro deu partida cerrou os olhos para o retrovisor que refletia os olhos do motorista e encostou-se no banco olhando as pessoas com seus chapeis e óculos ridículos, comemorando o ano novo.

Ela lembrou-se de Quinn, que deveria estar fazendo coisas importantes com Rachel, não queria ligar para não atrapalhar e apenas mandou uma mensagem sucinta dizendo que estavam indo para New Haven.

Carrie soltou uma risadinha ao seu lado a fazendo se virar para encará-la.

-Isso já passou pela sua cabeça?

-O que? –perguntou confusa.

-Você e eu?

-Talvez quando você fazia pole dance –disse com um sorriso safado fazendo com que Carrie a socasse no braço.

-Você gosta de bater!

-Não sabe o quanto –brincou.

-Posso lhe perguntar uma coisa?

-Acho que sei o que é... vá em frente –Carrie virou-se para ela apoiando a cabeça no banco.

-O que estava fazendo hoje pela manhã no centro cínico? Especificamente naquela ala?

-Eu fui a mais uma seção com meu psicanalista, depois que Quinn e eu terminamos, me senti uma completa vadia por todas as minhas atitudes, e essa semana eu vim trabalhando nisso... –mordeu o lábio receosa em compartilhar aquela informação.

-Entendi... E se querer passar nenhum limite, como está indo?

-Indo bem, acho que estava precisando achar uns porquês na minha vida... Sendo que eles estavam bem na minha cara. Tenho medo de rejeição, medo de perder as pessoas que gosto, que elas me machuquem...

-Espero que isso te ajude, Carrie. Eu gosto de você, sempre vou lembrar da maneira que me ajudou e sempre que precisar... eu vou estar disposta a fazer qualquer coisa por você –sorriu sincera se aproximando da garota selando seus lábios.

-Qualquer coisa? –perguntou erguendo uma sobrancelha, Carmen teve receio do que pudesse estar planejando, mas ela realmente estava disposta a fazer tudo.

-Só precisa pedir...

-É melhor manter os olhos na estrada! –disse firme ao motorista que as observava pelo retrovisor.

Carmen sentiu seu sobretudo ser desabotoado e o corpo ser empurrado violentamente de encontro ao banco de couro.

-Carrie...

-Calada! –disse num tom rouco que fez com que Carmen sentisse um incomodo entre as pernas, agora sabia por que Quinn falava tanto sobre o sexo com aquela garota, ela tinha um domínio incrível. Sentiu o pescoço ser atacado com mordidas selvagens e inclinou a cabeça para trás observando as luzes cintilantes dos anúncios da Broadway pela janela. Estava prestes a fazer sexo selvagem com uma garota no banco de trás de um táxi. Ela amava Nova York.

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-Então... –suspirou Quinn acariciando os cabelos castanhos de Rachel. As duas estavam no apartamento da morena, a menor sobre ela, esparramadas no sofá assistindo o noticiário que relatava a virada de ano em várias partes do mundo. –O que você acha de irmos encontrar os outros? Acho que seus pais devem estar preocupados com seu sumiço.

-Você quer ir? Eu... quero ficar aqui com você se não for pedir muito... só... –Rachel mordeu o lábio inferior e começou a acariciar uma mecha do próprio cabelo. –Meus pais viram que eu estava com você...

-Eles sabem sobre nós? –perguntou colocando os braços ao redor da morena.

-Bem... depois do que houve no Natal eu os falei sobre o que... bem... o que estávamos tendo... Fiz mal?

-Não, de maneira alguma –garantiu a loira.

-Eu não sabia como você ia agir a isso, lembro que uma das nossas brigas foi por ter dividido nossa relação com Kurt e ter feito com que parte de Lima soubesse da sua sexualidade... Aliás, pedi a eles para não comentarem com ninguém, eles podem ser extravagantes e adorar fofocar, mas respeitam completamente toda essa história e pela boca deles ninguém vai saber nada sobre nós –disse estalando os dedos.

-Não fique nervosa, não tenho mais medo de que todos saibam de mim, no momento estou me virando como posso, não dependo mais da minha família e embora eu quisesse ser aceita por eles, já não me importa a opinião que tiverem. Lima pode falar o que quiser –Quinn beijou o rosto de Rachel e encostou seu rosto no dela.

-Então... estamos bem? –perguntou a morena.

-Você está bem? –sorriu.

-Sim...

-Então eu estou bem –suspirou roçando o nariz pelo pescoço da judia. –Nós estamos bem.

-Sendo assim... –Rachel se virou bruscamente sobre Quinn e sentou sobre seu colo. –Quando você estiver numa festa em New Haven ou em Florença e uma garota lhe jogar uma cantada qualquer... vai dizer que tem namorada?

-Eu tenho uma namorada? –perguntou soltando uma gargalhada e colocou as mãos na cintura de Rachel.

-Tem! –disse firme pegando as mãos de Quinn e a segurando no braço do sofá sobre sua cabeça.

-Rachel Berry está me pedindo em namoro? –brincou tentando se soltar. –Você acaba de destruir um sonho meu.

-Um sonho? –a morena soltou os braços de Quinn.

-Eu queria te pedir em namoro... –a loira sentiu o rosto queimar, ela deveria estar um pimentão.

-O que te impede? –Rachel perguntou com um sorriso provocativo no rosto. Ela queria profundamente que Quinn quisesse dar um passo a mais naquela relação embora ambas soubessem que seu primeiro beijo havia ocorrido há pouquíssimo tempo.

Ela sorriu puxando a morena para um beijo casto.

-Eu... não sei como fazer isso –riu sem graça colocando as mãos sobre o rosto. -Já pensei diversas vezes, mas agora...

-Não quer mais?

-Quero! Eu quero! –apressou-se em dizer enquanto sentava-se no sofá com a morena em seu colo.

-Vamos, Quinn, não é tão difícil assim –disse brincando com a barra da camisa da garota.

-É difícil quando a mulher da sua vida está sentada no seu colo quase te fazendo pedir por outra coisa!

Rachel queria tê-la, queria tanto. O beijo foi tomando proporções catastróficas, Lucy que havia subido no sofá e deitado na extremidade não ocupada, foi obrigada a sair Dalí, já que Rachel havia se deitado totalmente sobre a loira e tentava entrelaçar suas pernas e quase lhe deu alguns chutes.

-Quinn... –sussurrou a morena ao se afastar da loira. –Estamos a tanto tempo nessa provocação, me refiro... a tudo, quero tanto sentir seu corpo no meu, eu preciso tanto.

-Você sabe que no começo da primavera eu vou embora, não sabe? –a loira ignorou por alguns segundos o efeito das palavras de Rachel em seu corpo e tentou ser racional.

-Santana me contou... –resmungou contrariada por Quinn cortar o clima.

-Eu te quero demais, mas só vou fazer isso se nossa relação for para frente... Fazer isso com você será mais do que apenas sexo, entende o que quero dizer? –perguntou acariciando as costas da garota.

-Você é muito romântica –brincou deitando-se sobre a loira. –Isso soa até como um conto de fadas...

-Conto de fadas? Eu sou seu príncipe num cavalo branco?

-Acho que sim –riu.-Já passamos pela complicação da trama, nos beijamos e estamos juntas...

-Você se esqueceu que agora a trama tem uma segunda parte, estarei indo embora... –repetiu. Aquilo estava virando seu mantra.

-Mas não pra sempre, por que você pertence a mim –sorriu selando seus lábios sobre os de Quinn, antes que pudessem iniciar uma seção de amasos no sofá o celular de Quinn vibra no bolso de seu jeans que estava de encontro com o centro de Rachel, a morena se levantou num susto e se levantando com pressa de cima da loira. Quinn ficou sem ar de tanto rir do susto dela, tirou o celular do bolso e viu a mensagem de Carmen. “Carrie e eu estamos indo para New Haven aproveitar a festa da Beta Fi, acho que você está bem acompanhada hoje não é? Aleluia! Santana e Brittany resolveram ficar aqui na casa de show e só vão chegar por ai pela manhã, acho que é só. Qualquer coisa me ligue. X”

-Carmen e Carrie estão voltando para New Haven –informou guardando o celular e sentando-se no sofá com as pernas para fora.

-Você vai embora? –perguntou sentando-se entre as pernas da garota.

-Só se você quiser passar a noite sozinha, mas eu não tenho planos de lhe deixar dormir sozinha –exibiu um sorriso safado em direção à garota que sentiu seu interior reclamar por estar tão longe de Quinn.

Ela se levantou e estendeu a mão, Quinn a pegou sem vacilar e as duas fizeram seu caminho até o quarto. Lucy, que estava sobre a cama, levantou a cabeça para a movimentação e sua expressão de desagrado quando Rachel a tirou da cama e a colocou no chão fez a loira rir.

-Ela gosta de dormir entre Santana e eu –explicou a morena fazendo seu caminho para Quinn que estava deitada na cama da morena.

-Vocês realmente estão morando juntas, isso é quase inacreditável!

-A própria Santana acha inacreditável, mas estamos nos dando muito bem, e temos até planos de nos mudar –Rachel se deitou ao lado de Quinn se virando para fitar a loira.

— Por favor, mude-se para um lugar onde, no futuro, não vamos precisar dividir a cama com Santana –riu se aproximando da morena lhe dando um beijo doce, nunca ia se cansar de demonstrar o que sentia.

-Você quer morar comigo? –perguntou se afastando da loira lhe afagando o rosto.

-Só se você responder a próxima pergunta corretamente... Quer namorar comigo?

Rachel só pôde sorrir, não havia um traço de duvida quando ela se lançou para Quinn e a apertou contra seu corpo, queria fundir seu corpo ao dela, deixar mais claro ainda o que sentia.

-Eu quero, Quinn. Quero você oficialmente na minha vida... desculpe ter sido tão covarde por todo esse tempo e ter te colocado em situações difíceis, eu só queria acertar e só consegui errar...

-Mas estamos aqui hoje, apesar dos pesares, todos estamos bem e vamos ficar bem...

Aquela madrugada correu mansa, olho no olho, sorrisos e beijos lentos. Quinn sentiu-se completa, sua vida não poderia estar melhor, pela primeira vez pode se ver de maneira concreta, num futuro não muito distante, como uma pintora e com Rachel e ela correndo atrás de Lucy por ter roubado um frisbee alheio.

Notas finais
@BoeMagya ou @ElisaFidellis