As If We Never Said Goodbye

23 Hello, Goodbye Parte I


Notas iniciais
Desculpem por não postar antes, problemas com internet. Aliás, este capitulo é provavelmente o maior de todos e está fragmentado em 3 partes, resolvi postar essa logo, porque estava ha muito tempo sem postar. Parei numa parte para torturar vocês, como sempre faço. Se me seguirem no twitter, deixem um aviso que vocês estão aqui, por favor. Esse capitulo já se passa em fevereiro de 2013. Tenham uma boa leitura e desculpem pelos erros.

O que indica que alguém teve uma noite fantástica? Santana Lopez tem essa resposta, é chegar em casa carregando seus saltos, com os pés latejando acompanhada da garota mais linda que já tinha visto em toda sua vida em uma das cidades mais estonteantes do mundo. Aquela, com certeza tinha sido uma noite digna de entrar em seu “Top 10”.

Ela deslizou a chave pelo buraco da fechadura e destravou a porta tentando evitar fazer barulho, para melhorar tudo, queria ter o prazer de flagrar Gay-Berry e, a ex Head Cherio, Quinn Fabray nuas na cama. Seria o ápice. Fez seu caminho para o quarto enquanto ouvia Brittany desabar no sofá soltando um muxoxo ao sentir o corpo relaxado.

Tirou o celular da bolsa e se preparou para fotografar a cena que todos os tarados de Lima (Jacob Ben Israel) estavam ansiosos para ver.

-Ah, mas que merda! –esbravejou fazendo com que o Quinn se virasse na cama para encará-la consequentemente se desgrudando de Rachel. –Vocês nem se comeram, francamente!

Saiu da porta do quarto deixando confusas as duas garotas que estavam na cama.

-Mas... o que? –grunhiu Rachel olhando ao redor com os olhos semicerrados, virou-se automaticamente virando-se de costas para Quinn roubando as cobertas.

-Santana –respondeu num sussurro rouco deitando a cabeça no travesseiro virando-se para Rachel e puxá-la pela cintura para perto.


A cama era larga o suficiente para as duas se esparramarem, mas o único problema era que Quinn tinha o sono muito inquieto, sempre distribuía cotoveladas e joelhadas, Rachel descobriu que para fazê-la parar precisava abraçá-la, mas Quinn era muito manhosa, acabou soltando-se do abraço resmungando algo sobre liberdade e voltava para perto de Rachel a agarrando. O sono era inconstante.

–Rach... –balbuciou Quinn sonolenta a abraçando como se fosse um urso de pelúcia, colocou o rosto em seu pescoço e sua inconsciência fez com que sua mão deslizasse pelo abdômen de Rachel por baixo da blusa.

Rachel sorriu segurando a mão de Quinn sentindo a sensação de estar protegida e desejada tomar seu corpo.

-Minha –suspirou deixando um leve beijo no maxilar de Rachel. A morena ficou paralisada, Quinn achava que ela estava dormindo?

-Sua? –sussurrou.

-Minha morena –roçou o nariz pelo pescoço de Rachel, perdendo qualquer noção.

-Quinn, acorde –disse Rachel batendo de leve no braço da loira.

-Já estou acordada o suficiente, Berry –Quinn se acomodou melhor puxando Rachel para ficar de frente a ela e enroscar as pernas.

-Então sou eu que estou dormindo e sonhando? –Rachel sorriu sentindo o calor inundar o ambiente.

-Quer dizer que você sonha comigo fazendo carinho em você? –a loira mantinha os olhos fechados, mas permitiu que um sorriso escapasse dos lábios.

Rachel não respondeu. Era verdade, havia sonhado com Quinn duas semanas seguidas, todos os dias e o tema era sempre algo quente.

-Vai, me conta –Quinn abriu os olhos e aproximou o rosto do de Rachel. –Quem sabe... não é tão bom quanto você sonha.

Quinn moveu-se com delicadeza sentando-se por cima de Rachel, uma perna de cada lado, acariciou seu rosto com a ponta dos dedos, inclinando-se em direção a morena. Antes de beijá-la encarou aqueles olhos grandes e castanhos.

Rachel fechou os olhos e Quinn continuou. Seus lábios se tocaram devagar e a loira apoiou-se nos braços ficando sobre sua namorada.

-Totalmente quente... –disse Brittany aparecendo ao pé da cama. –Se vocês precisarem de uma ajuda, ou camisinhas... não sei se vocês usam, não sei se alguém tem um pênis, mas se precisarem disso... ou de um óleo aromático... me avisem, vou estar dormindo no sofá!

-Deixa eu pegar uma roupa mais confortável pra gente Britt-Britt –Santana invadiu o quarto indo até o guarda-roupa revirando as gavetas que Rachel havia cedido a ela. –Mas podem continuar, finjam que não estamos aqui.

-É, mas se precisarem de algo, já sabem.... podem me chamar...

-Britt! –exclamou Santana. –Com elas não, seria nojento!

-Mas a Rachel tem umas pernas ótimas! E a Quinn tem uma bunda e tanto... só quero deixar claro que elas podem ser uma ótima opção para nossas aventuras, não avalie pelos aspectos negativos, seria tudo entre amigas! –argumentou Brittany caminhando até Santana para pegar uma camiseta comprida e larga.

-É, quem sabe. Mas eu ainda tenho que matar minha saudade de vocês –a latina começou a beijar sua namorada se encostando sobre o guarda-roupa.

-Ei, quarto ocupado, será que... bem, vocês poderiam fazer isso na sala! –reclamou Rachel com uma expressão zangada, não era para menos, tinham interrompido sua seção de amassos com Quinn, que agora estava deitada ao seu lado de braços cruzados observando a situação.

-Que seja! –exclamou Santana saindo do quarto com Brittany acenando para as duas.

-Precisa de um apartamento maior –disse Quinn virando-se para Rachel.

-Definitivamente, talvez quando estivermos juntas... –sorriu bobamente.

-Você está mesmo me chamando para viver aqui?

-Não quero mais ficar longe de você, assim que voltar da Itália, quero você comigo, se me quiser, é claro...

-Eu quero... –sorriu beijando a testa de Rachel. –Não temos mais que fugir uma da outra.

-Bom saber –suspirou olhando o relógio de cabeceira, eram dez e quarenta, e por mais que fosse o primeiro dia do ano novo e que não tivesse tido seu devido sono reparador, ela estava atrasada para sua rotina matinal. –Estou atrasada!

-Atrasada pra que? –Quinn permaneceu na cama vendo Rachel correr pelo quarto.

-Minha rotina matinal, não posso perder nenhum dia, senão posso acabar ficando desleixada com meu corpo e não serei apta para competir na Broadway por papeis que exigem, por exemplo, o nu –explicou quando se dirigiu ao armário para pegar sua roupa de ginástica.

-Pois, eu acho, que você está em plena forma e um dia comigo na cama seria ótimo, já viu meu rosto? Eu sou linda e você ficar se matando no seu elíptico? –brincou se esparramando na cama.

-Você falou que nem a Quinn de antigamente –sorriu escolhendo a roupa intima e se dirigindo a porta e a abria.

-Falei que nem a Quinn super vaidosa e narcisista –concordou. –Mas você bem que poderia ficar aqui...

–Quase me convenceu, mas acredito firmemente que manter minha rotina é essencial!

–Rachel! –resmungou levantando-se da cama para abraçar a morena na porta.

–Não adianta resmungar, Fabray. Aliás, você não tem aquelas uma reunião sobre suas aulas em Yale?

–Mas ela só começam as duas da tarde –disse beijando o pescoço da garota.

–Você esqueceu que não está em New Haven? –perguntou alisando os braços de Quinn que estavam entorno de sua cintura.

–Quer mesmo que eu vá embora?

–Não... mas você vai se atrasar e bem... acho que agora vou gastar aquele bilhete de trem que você me deu, não vou sair do seu pé, mas sem lhe atrapalhar é claro. Nos finais de semana estarei lá.

–É melhor estar –beijou os lábios que tanto desejou.

–Será que vocês sempre tem que estar se comendo? –disse Santana passando pela porta aberta se dirigindo à cozinha.

-Olha quem fala –Quinn revirou os olhos e saiu do quarto com Rachel.

-Oh, tenho uma bomba pra vocês! Enquanto vocês se comiam no meio da Times Square, um novo casal também surgiu, Carmen e Carrie! –exclamou se enfiando na geladeira em busca do bacon que havia gerado protestos da parte de Rachel.

-Não brinca! –Quinn a olhou descrente sentando-se na mesa.

-Sério, elas estavam se fundindo na casa noturna e saíram juntas de lá. Me senti traída por Carmen...

-Ela nem me contou, mas que amiga fui arranjar!

-Tá vendo só? Não adianta querer arranjar copias minhas, elas sempre vem com algum defeito.



X


O maldito trem tinha que ter atrasado! Lá estava Quinn correndo pelo campus em direção a sala de seu Mestre e ainda tinha aquele maldito frio que queria se instalar em seus ossos.

-Pensei que não viria –brincou o professor quando Quinn apareceu respirando pesado na porta da sala.

-Pro... problemas no trem... –respondeu se jogando em uma das cadeiras.

-Certo, sem problemas. Enquanto você toma fôlego, vou lhe dizer o começo do nosso programa de aulas especiais.


Ela seria a melhor. Não da maneira que esperava: ser a melhor na sua turma de Yale, por que aparentemente ela já era. Mas seria a melhor na sua turma em Florença. Nunca deixou de fazer o que queria e agora não seria diferente, tinha um futuro lindo a sua frente com a garota de seus sonhos, sua filha por perto e uma perspectiva de trabalho mais que promissora. Ela estava no caminho certo.

X


Rachel nunca pensou que aquilo pudesse estar de fato acontecendo. Tudo bem, ela tinha dois pais gays, mas isso não significava que toda a família deveria ser um pacote de purpurina. Simplesmente aconteceu. Mas não queria dizer que ela era gay. Certo, ela estava numa relação com outra mulher e se a sociedade e seus padrões queria por uma etiqueta nela lá estaria escrito: Lésbica. Ou seja, ela era gay. Mas gay por apenas uma pessoa. Lucy Quinn Fabray.

-Gay-Berry, finalmente você chegou! –Santana estava deitada no sofá com dezenas de folhas soltas de jornal espalhadas sobre seu corpo e pelo chão e com o notebook sobre o peito.

-Oi, o que é isso? –perguntou tirando a mochila do ombro e colocando-a no chão. Lucy veio correndo até ela abanando o rabo com um olhar pidão. A morena teve que se abaixar e fazer carinho atrás de suas orelhas.

-Estou procurando alguns apartamentos, e achei alguns em conta, queria que você desse uma olhada neles –explicou se ajeitando no sofá.

-Posso lhe fazer uma pergunta? –questionou sentando-se ao lado da latina.

-Diga... –respondeu organizando os jornais.

-Eu sou gay?

-Sim, claro... Por que a pergunta? –olhou para a morena com um ar de riso.

-É que eu vim pensando, eu sou gay por Quinn... não gay...

-Mas é gay –respondeu sem pestanejar.

-Mas Santana...

-Sem mais Berry, é assim. Você não precisa ter atração por todas as mulheres do mundo, mas mesmo assim, sendo gay por Quinn... você ainda é gay.

-É tudo tão novo...

-Vocês estão juntas há mais de um mês, achei que já tinha pensado nisso.

-Pensei, mas é que é estranho, você entende o que digo... se aceitar...

-Sei como é, Rachel. Até as pessoas mais gays que conhecemos, Kurt, Oliver e eu, tivemos problemas de aceitação, por não nos aceitarmos bem. Mas sua situação é diferente, você gosta de Quinn, e estão namorando. Então você é gay. A não ser que seja Bissexual... acho que combina mais com você –sorriu.

-Bi?

-Pense comigo, você já namorou o Finnocencia, o Jesse, Puck e até o Boy George, então teve sua parte Heterossexual, e agora com Quinn... e se você não sente atração por todas as mulheres, só por ela... Talvez Bissexual seja o termo mais adequado para a sociedade –finalizou sua linha de pensamento.

-Você tem razão...

-Sempre tenho razão, agora faça o favor de encerrar esse papo gay e se concentrar na busca do novo apartamento!

-Okay, mas acho que devemos esperar uma época quente para escolher um apartamento, para ver se ele recebe luz natural, se é abafado. O grande problema dessa região é o verão.

-Quer esperar até o verão? –perguntou indignada.

-Não, me refiro a primavera, pelo menos é um clima ameno, dá para ter uma ideia. –explicou olhando as anotações de Santana. –Afinal, Brittany vem morar conosco assim que acabar o ano letivo no McKinley.

-O que?

-Ela não vem morar conosco? Temos que levar a opinião dela em conta.

-Você realmente está certa disso? Quero dizer, adoraria morar com minha Britt-Britt...

-Estou, por que Quinn vai morar conosco quando voltar da Itália –disse se espreguiçando. –Eu já falei com sua Britt-Britt, ela aceitou.

-Oh, Berry! –Santana se jogou no colo da amiga a abraçando. -Então estamos fadadas a morar numa republica?

-Absolutamente –riu. –Agora me dê licença, que preciso me arrumar para ir a pet shop.

-Vou com você, Oliver me aceitou lá –sorriu largamente se dirigindo ao quarto para trocar de roupa.

-Por favor, trate os clientes de forma delicada –brincou a judia recebendo um tapa no braço da latina.

-Eu sou um poço de delicadeza, Hobbit.


X


Quinn e Brittany estavam mais uma vez se falando por skype, depois que a garota de olhos azuis finalmente aprendeu a usar direito seu Ipad, não desgrudava mais, vivia falando com Santana, e nos últimos tempos com Quinn. Era dia quatorze de fevereiro, era dia dos namorados.

-Então, você tem tempo mesmo? Não vai perder aula? –Brittany perguntou pela terceira vez.

-Sim Britt, está tudo certo. Não se preocupe com isso.

-Certo, então nos vemos em algumas horas! Elas não sabem que estou na cidade e não encontrei nenhum lugar para comer e isso é um grande problema –explicou-se mandando um beijo para a amiga em seguida desligando.

Quinn suspirou, tinha dado um trabalho e tanto arrumar todas aquelas coisas, mas não tinha realmente como Brittany se virar em Nova York para achar tudo aquilo. Tinha que pegar o trem, ligar para Oliver furtar as chaves de Santana e Rachel e entregá-las a Brittany e ela, para que pudessem fazer o que planejaram no apartamento das duas.

-Hey, Q! –cumprimentou Carmen entrando no dormitório.

-Hm, dormiu fora é? Não tem nem graça dia dos namorados pra vocês duas, todo o dia sexo selvagem! –brincou enquanto fechava a mala que levaria para NY.

-Se você estivesse com a Gay-berry por perto, aposto que seria o dia todo –riu sentando-se na cama. –Mas eu não dormi fora, só cheguei tarde e sai cedo, estou consumida!

-E o que a senhorita estava fazendo?

-Você perdidamente apaixonada é muito avoada! Quinn, ontem foi o meu dia de organização lá na Q&C², tive que sair hoje de manhã pra organizar os documentos.

-Esse é nosso nome mesmo?

-“Q&C² — Serigrafia e Cia.” Carrie e eu gostamos.

-Eu gostei, pelo menos agora temos um nome e agora temos direito a fazer registro e tudo mais. Enfim, tenho que ir –respondeu pegando sua bolsa e carregando a mala para fora do quarto.

-Mande um beijo para Rachel, Santana e Brittany –sorriu.- E Carrie mandou lembranças.

-Garanto que Santana tem doces lembranças dela –resmungou rindo.


X

-Não é possível, como nós duas podemos ter esquecido nossas chaves? –Santana estava procurando pelo jardim que abrigava grande parte do canil.

-Vai ver alguma de vocês deixou a chave em casa e a outra perdeu –disse Oliver aguando o jardim lateral que servia de área para recreação para os animais.

-Mas Rachel lembra de ter saído de casa com ela, por que hoje ela volta mais cedo do NYADA e eu quem fechei a porta... e vamos concordar que Rachel Berry não esquece nada!

-Você acha que pode ter sido roubada?

-Duvido, eu estava com a chave no bolso da frente da minha calça, teria percebido se alguém tivesse pego –disse se levantando. –Já olhei tudo e não achei, Rachel chega em casa daqui a pouco, talvez ela tenha achado a dela...

-Ah, ela vai demorar um pouco mais, pedi para ela pegar uma encomenda no correio, eles não puderam despachar pra cá, e como lá é perto do NYADA ela vai quebrar esse galho –ele fechou a torneira e guardou a mangueira e sentiu seu celular vibrar. –Oliver falando.

-Olie, é a Quinn!

-Em que posso ajudar Senhora... Weasley? –tentou inventar um sobrenome e só conseguia lembrar de Harry Potter, pois havia planejado uma maratona com o namorado que era fã.

-Weasley? Está falando sério? Poderia ter inventado um nome melhor! –reclamou Quinn.

-Sim, sim, mas o que posso fazer?

-Já pode nos dar a chave?

-Em alguns minutos, vou pedir para que Santana, minha funcionária, vá ver se há mesmo um cachorro na casa do seu vizinho, entendido? –perguntou olhando para Santana vendo que a latina tinha a atenção voltada a ele.

-Quer dizer que Santana vai pra algum lugar e você vai nos dar a chave?

-Exatamente.

-Podemos ir até a Pet Shop buscar as chaves?

-Sim, claro! Mais alguma duvida?

-Não, até mais, Olie!

-Até, Senhora Weasley –disse desligando e se virando para Santana. –Ham, preciso que você vá ver se há um cachorro numa casa abandonada ao lado da casa da Senhora Weasley.

-Casa? Qual é Oliver, são cinco da tarde, deve ser longe de Manhattan! –Santana resmungou.

-Você pode ir de carro, é melhor ir logo antes que o transito fique movimentado e depois pode ir direto pra casa. Aliás, é na rua ao lado do correio, então você pode até buscar Rachel...

-Qual o numero da casa?

-Eu vou anotar pra você... –disse caminhando para dentro da loja. Santana não o seguiu, ainda ficou procurando as chaves. Rapidamente procurou uma lista de endereços de clientes que tinha naquela região, achou uma no fim da rua que havia dito à latina. As coisas estavam conspirando a seu favor. Anotou rapidamente e entregou a Santana.

-Eu liguei para Rachel, ela está saindo de NYADA e vai ao correio, aproveito e vou buscá-la –disse alcançando as chaves do carro que usavam para resgatar animais.

-Feliz dia dos namorados, então!

-Feliz dia das namoradas! –corrigiu com um sorriso. –Pena que vou ter que me contentar com a minha loira através de um monitor.


Notas finais
@BoeMagya