As If We Never Said Goodbye

21 I felt the earth move in my hands Parte I


Notas iniciais
Hi Niggas! Tudo bem com vocês? Espero que sim. Bem aqui está mais um capitulo e tenho o prazer de informar que estou praticamente sem aulas por que estou sem professor na universidade, isso quer dizer que vou ter mais tempo para escrever, acho que vou dar uma boa adiantada na história! Não vou enrolar muito, quero que lembrem de um ponto importante da história, lembrem da história da Carrie, sobre a vida dela. Só lembrem mesmo, é um detalhe mas ha uma citação sobre isso neste capitulo, é mais pra vocês não se perderem.
E aliás, eu me sinto péssima sem postar muitos momentos Faberry para vocês... então... bem, aqui está, Faberry para vocês.

No centro da cidade, Quinn e Carmen estavam em frente a uma pequena loja de esquina, onde antigamente era uma confeitaria e hoje era mais um andar térreo abandonado de janelas quebradas de um prédio que abrigava um complexo de lojas. Carmen deu um passo em direção ao prédio, a corretória havia dado a chave para a latina quando soube que as garotas tinham certa urgência, e como era o ultimo dia do ano e a mulher tinha que viajar para o Mississipi, confiou a visita as duas garotas.

Desde que Quinn havia sido escolhida para o programa de extensão, elas estavam procurando um lugar fixo para a pequena empresa que até o momento estava dividia entre o quarto de Carrie e o de Quinn e Carmen. Elas simplesmente não conseguiam mais manter as coisas em ordem de acordo com os pedidos que estavam ganhando grandes proporções.

Assim que Carmen abiu a porta Quinn correu para dentro, o frio estava terrível, mas as janelas quebradas ainda deixavam o frio assolar o lugar. Quinn olhou em volta, aquele lugar era perfeito, ainda haviam alguns resquícios da instalação anterior, mas o espaço era muito útil. Tinha um grande balcão de mármore e atrás dele havia uma porta larga que separava a cozinha da recepção.

-O que acha? –perguntou Carmen.

-Nosso dinheiro é suficiente, atende a nossas necessidades, por mim, achamos nosso lugar –sorriu dando a volta no balcão, ali haviam muitas caixas e jornais velhos, ao tentar passar pelas caixas para conferir os fundos do lugar, sentiu algo passar pelo seu pá. Fechou os olhos torcendo para que não fosse um rato. Olhou para baixo e deu de cara com um gato alaranjado, devia ter semanas, se não meses de vida, era pequeno e havia alguns tufos de pelo faltando, o coração de Quinn amoleceu quando ele soltou um miado fraco e desabou sem conseguir ficar de pé.

-Quinn? –Carmen se esticou sobre o balcão e viu o gatinho. –Oh!

-Ele deve estar aqui sem comer há algum tempo, me parece doente –ela se abaixou olhou para o gatinho frágil.

-Não o toque, ele pode ter alguma doença, ou pulgas –advertiu Carmen. A loira a assistiu a amiga pegar um caixote de madeira e colocá-lo sobre o balcão. Ela se abaixou e pegou alguns jornais que não estavam úmidos e fez uma espécie de cama, forrando as tabuas de madeira. –Pegue-o com jornal e coloque aqui dentro, vai estar quentinho.

-O que vamos fazer com ele? –perguntou pegando o gato e o colocando no caixote. -Precisamos achar um lar para ele... ou um abrigo? –perguntou Quinn que baixou o rosto se recusando a dar voz a ideia que surgiu no fundo de sua consciência.

-Oh, Fabray, eu sei que você está pensando nela –disse Carmen captando o pensamento de Quinn. -Sabe, estava querendo mesmo voltar a NY, nunca vi a Bola de Neve descer no alto daquele prédio, seria algo perfeito, eu poderia levá-lo comigo e deixar na Pet Shop de Oliver e Rachel.

-Isso seria fantástico –a loira respondeu aliviada pelo tato da amiga. –Só acho ruim que não vou passar o ano novo com minha amiga...

-Controle seu amor por mim, garota –riu Carmen dando a volta no balcão para continuar a visita ao local. –Você deveria vir comigo.

-Não, Carmen, isso não soa uma boa ideia, estou deixando Rachel ter o espaço que ela merece!

-Como se ficar longe dela pelos próximos quatro anos já não fosse dar espaço o suficiente –retrucou irônica. –Não estou dizendo para deixar esse gato na Pet Shop, estou dizendo para vir comigo comemorar a passagem de ano.

-Bem... não tenho plano algum para a data, então seria um prazer te acompanhar, mas por favor, não tente me empurrar para Rachel ou algo do tipo, está bem?

-Temos um acordo Fabray –respondeu com um sorriso. –Agora... vamos ver o que temos atrás dessa porta.

As garotas entraram na antiga cozinha da confeitaria, o lugar estava sujo, como já presumiam, e as paredes tinham pichações por toda sua extensão. Fora a péssima aparência que o lugar como um todo exibia, as duas estavam extremamente satisfeitas, haviam pias, mesas de mármore em bom estado, prateleiras fixas e o melhor de tudo: espaço de sobra. Ali poderiam fazer um pequeno escritório e um ateliê apropriado para os trabalhos que envolveriam tinta e colocar as maquinas que haviam adquirido com o empréstimo generoso dado pelo pai da latina.

-É nosso, com certeza –disse Quinn olhando ao redor enquanto a amiga examinava os fundos do ambiente.

-Só precisamos fazer alguns concertos, mas é coisa pouca –Carmen voltou e suspirou com um sorriso se formando em seu rosto. –Acho que finalmente estou enxergando algo grande para nós.

Quinn riu.

-Você duvidava da nossa capacidade?

-É claro que sim! No começo estava trabalhando com uma psicopata e a namorada tapada da psicopata! –riu.

-Qual é, já passamos da fase de chamar Carrie de psicopata! –sorriu Quinn. –Aliás, onde ela está? Não há vejo faz bastante tempo.

-É uma boa pergunta, ela simplesmente evaporou depois que vocês terminaram.

-Isso me preocupa, aliás, onde ela vai passar o fim de ano? Ela não tem ninguém além de nós duas, acho que deveríamos convidá-la para ir à Nova York conosco...

-Tem certeza? –perguntou Carmen erguendo uma sobrancelha.

-Tenho, me sentiria mal se não a convidasse, e não é nada demais, nós duas concordamos em ser amigas, e amigos não deixam amigos sozinhos em ocasiões como estas! –argumentou e Carmen teve que concordar.

-Quem a vir primeiro a convida, se nos dividirmos temos mais chances de encontrá-la por ai e ainda temos que escolher o maldito nome dessa empresa antes que você nos abandone e só volte daqui há quatro anos...

-As vezes você consegue ser mais dramática que Rachel Berry –disparou caminhando para fora da cozinha, dirigindo-se ao balcão de mármore para observar o gatinho no caixote.

-Mas, como andam os tramites para essa sua viagem? –Carmen a acompanhou e continuou a observar o lugar detalhadamente.

-Bem, para ir tenho que cumprir as matérias obrigatórias, e como só terminaria isso no começo do verão e o curso começa na primavera, o corpo docente se reuniu e vão fazer um horário especial, que deve começar dia dois de janeiro.

-Isso parece que vai ser puxado –disse a latina se apoiando no balcão. –Vou conseguir te ver?

-Vai conseguir me ver dormindo –riu a loira.

-Certo, vamos terminar de vistoriar esse lugar e nos mandar para NY –Carmen começou a bater nas paredes vendo se sua estrutura estava comprometida. Quinn riu, ela parecia uma louca no meio daquele lugar abandonado, e era mias do que obvio o fato de que iria sentir falta daquela latina que em tão pouco tempo tinha roubado um pedaço do seu coração.


Não passava das onze da manhã quando as duas terminaram de avaliar o prédio, saíram satisfeitas e prontas para fazer o contrato do aluguel. Seria um bom investimento, ali teriam espaço de sobra para fazer estampas, adesivos e materiais promocionais em larga escala.

As duas se dirigiram ao campus, no meio do caminho foram surpreendidas por Mark que levava alguns panfletos na mão.

-Hey, gatinhas –exclamou animado.

-Hoje não, Mark –disse Quinn seguindo em direção ao dormitório.

-Wow, eu não vou dar em cima de você, loirinha! –levantou as mãos em sinal de rendição. –Vim convidá-las para a festa de réveillon da Beta Fi, vai ser uma espécie de Have, vai começar hoje, as nove e meia e só deve acabar na noite do dia primeiro. Cerveja, Blue Lagoons, três DJ’s, gatinhas e uma jacuzi para dez pessoas.

-Já temos o que fazer hoje a noite, Mark, mas obrigada pelo convite –disse Quinn.

-Mas não temos o que fazer amanhã –Carmen se animou ao saber da jacuzi para dez pessoas. –Bem, eu não estou namorando, e se tem gatinhas...

-Isso ai! –exclamou entregando para Carmen três panfletos. –Vocês duas e aquela amiga de vocês deveriam dar uma chegada lá, vai ser legal.

-Eu vou, não sei quanto a elas, mas eu vou –garantiu Carmen.

-Aliás, eu queria me desculpar por ser tão idiota com vocês... –sorriu sem graça.

-É tipo uma promessa de ano novo, Mark? –Quinn riu.

-Algo assim –assumiu.

-Ok, desculpas aceitas –disse a loira mantendo o sorriso.

-Por mim sem problemas, só de saber que o pegador de Yale desistiu da loira é um presente –riu Carmen.

-Ok, mas é realmente sem chance gente? Sério mesmo? Eu não sou bonito ou sei lá... charmoso? –perguntou sincero.

-Entenda Mark, nem todo mundo gosta da mesma coisa, e cada um tem o momento certo de descobrir-se, desculpe ter dado a impressão que poderia rolar algo entre a gente –respondeu Quinn.

-Em uma linguagem mais fácil de se entender: ela prefere melões à banana, é bem mais divertido brincar com eles –respondeu Carmen numa gargalhada.

-Me dei por vencido –sorriu. –Hey, mas vejam se podem ir à festa, vai ser fora do campus, tem o endereço no panfleto. E avisem a sua amiga, eu a vi indo para o centro clinico, não quis atrapalhar. Vejo vocês por ai –disse se afastando em direção à rua.

-Carrie no centro clinico? Será que ainda é por causa da surra da Santana? Ela nem estava tão machucada assim –divagou Carmen preocupada.

-Eu vou ver se ela já chegou no dormitório –Quinn se preocupou com a garota, não a via desde que terminaram o namoro.

-Então, antes de viajarmos preciso deixar as chaves do prédio que visitamos na empresa da corretora, é perto do centro clinico, vou dar uma passada por lá, se a encontrar me avise –disse a morena indo em direção a rua.


Quinn olhou no dormitório, e ela não estava lá, foi as bibliotecas mais próximas, mas não encontrou nenhum rastro da garota. Ligou para Carmen e recebeu a noticia que ela estava no centro clinico esperando Carrie sair de uma consulta psiquiátrica.

Carmen falou de maneira séria, a loira nem ousou questionar, era como se o tom da amiga berrasse “Eu lhe disse que ela era louca”.

A latina garantiu que ficaria ali e esperaria a garota sair, já que tinha de acertar tanto a ida a Nova York quanto a questão do aluguel do espaço no centro de New Haven.

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-E a que você atribui isso? –perguntou alisando os cabelos castanhos com tons grisalhos. Eles estavam ha meia hora naquela seção e a garota tinha despejado sobre ele uma tonelada de fatos difíceis de processar.

-Estou tão perdida, não sei ordenar meus pensamentos, eu me sinto uma bagunça, nem sei se o que eu digo faz sentido –disse limpando mais uma lágrima teimosa que tentava chegar a sua bochecha. –Mas sinto que isso está ligado a falta do meu pai... e ao que aconteceu entre mim e meu padrasto.

-Entendo como se sente, Carrie. Mas a base para se encontrar e saber o que a leva a esse desencontro de si mesma e a este comportamento possessivo exagerado que você me relatou. Acho que hoje demos mais um passo em relação a descoberta do que desencadeou isso em você.

-Essa falta de afeto?

-Pode ser uma causa. Vejamos, Quinn foi sua primeira namorada, certo?

-Sim –confirmou.

-E antes dela você se viu perdida em meio a tantas perdas, isso pode ser a causa do seu ciúme por esta garota –divagou Sr. Hofster. –Sua história é cheia de altos e baixos, Carrie. E uma coisa que aprendi na minha trajetória, é que a vida de algumas pessoas não é linear, é como uma montanha russa. Tem horas que uma queda revira o nosso interior e achamos que está tudo perdido, mas a queda em si nos dá uma injeção de vida que nos faz querer alcançar o topo novamente.

-Mas sempre há uma queda...

-Já percebeu que o final é uma reta?


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Carrie saia de um dos escritórios dá área psiquiátrica do centro clinico, foi a recepção assinou alguns papeis. Carmen que estava sentada na sala de espera caminhou até ela e esperou que a garota a visse.

Carrie olhou para o lado e deu de cara com Carmen a fitando sem nenhuma expressão concreta.

-Mas que merda você está fazendo aqui? –questionou puxando a latina pelo braço para o hall de entrada.

-Eu... eu só vim te esperar, Mark me disse que a havia visto vir para cá, então... te procurei, e a atendente me informou que você estava em consulta... –dizia receosa, sentiu que estava colocando a garota contra a parede mesmo sem a intenção.

-O que quer? –perguntou grossa soltando o braço da garota e indo em direção ao elevador.

Carmen suspirou e caminhou até ela.

-Queria saber o que vai fazer hoje.

-Não vou fazer nada, acho que talvez ler um livro, não sei... –sua voz soava triste.

-Então venha a Nova York comigo e Quinn, vai ser legal, vamos ver aquela bola de cristal descer e vai haver shows de Jay-Z, The Strokes e Britney Spears, vai ser fantástico! –disse animada querendo quebrar o clima tenso que queria se instalar entre elas.

-Não quero estragar mais uma reunião de vocês, não precisa fazer isso –respondeu com um sorriso triste entrando no elevador com a latina.

-Só vamos estar Quinn, eu e você e umas milhares de pessoas que vão assistir o show, e além do mais esse é o nosso primeiro ano em Yale, somos garotas que crescemos em lugares distantes da costa leste, vai ser legal –insistiu acotovelando a garota ao seu lado. –Vaaaaaaaaaamos, Carrie!

-Não sei...

-Caaaaaaaaaaaaaarie.... Vaaaaaaaaaaamos –fez uma voz extremamente manhosa e arrastada finalizando com um bico.

-Tá, eu vou... –resmungou.

-Eu sei que quer mover essa bunda ao som de Jay-Z –disse arrancando uma risada da garota. Ela não tinha o direito de perguntar a ela o por que estava ali, mas sentia o dever de deixá-la feliz.



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Rachel caminhava de um lado para o outro na frente da Pet Shop, não se sentiu no direito de ficar ali dentro enquanto aquela conversa tão intima ocorria, mesmo que tivesse que ficar naquele maldito frio. Oliver estava apresentando Ben, que agora era oficialmente seu namorado, ao seu pai e, consequentemente, estava saltando do armário.

Seu interior de excitação quando viu Oliver e Ben saindo do prédio e caminhando até ela.

-O que ele disse? O que aconteceu?

-Ele disse que não importava o que faríamos sozinhos, mas que evitássemos um comportamento afetado quando estivéssemos em família –disse Oliver um tanto triste.

-Bem... ele não te mandou embora de casa, te xingou ou... enfim, a situação poderia ter sido pior, dê tempo para que ele se acostume mais com a ideia, amor –Ben abraçou o namorado depositando um beijo em sua têmpora.

-Você está certo, o próximo passo é falar com minha mãe –suspirou com um sorriso fraco.

-Não dê esse sorriso sofrido, Olie! Ela é sua mãe, vai lhe entender, e se assim, como seu pai, não conseguir compreender de inicio, dê um tempo para eles –Rachel deu o braço para o amigo e os três caminharam até o café que havia do outro lado da rua.

Santana estava tomando seu café forte olhando para seu notebook com uma expressão confusa.

-Hey, Satã –cumprimentou Oliver sentando-se à mesa ao lado da latina.

-Hey, Cher –retrucou sem tirar os olhos da tela.

–O que está fazendo, Santana? –perguntou Rachel sentando-se.

–Brittany e eu estamos jogando algo que ela chama de “adivinhe onde eu estou”, ela ganhou um Ipad de Natal e esta usando o skype, querendo que eu descubra onde ela está –explicou a latina dando o ultimo gole de seu café.

–Pode fazer isso rápido? Temos que ir à Times Square logo, meus pais já devem estar por lá marcando um lugar bom para nós, mas em algumas horas as ruas vão ser interditadas e as pessoas vão começar a abarrotar aquele lugar. E eu simplesmente não quero ficar em um lugar que mal dê para ver a bola de cristal descer ou o show da Celine! –Rachel parecia extremamente animada, parecia que a cidade a estava dando um presente, seria a melhor passagem de ano de todas, Celine Dion iria cantar.

–Você e sua Celine, quero ver Jay-Z! –disse Santana movendo os braços come se curtisse um rap.

–Que seja –disse Ben. –The Strokes vão tocar!

–Gente, vocês sabem onde é isso? Não me parece Lima –questionou Santana voltando sua atenção para a tela que exibia uma loira muito animada que falava palavras desconexas e abafadas por um som ensurdecedor de buzinas e alguma batida.

Os três se aproximaram da latina para observar a tela.

–Oh, é a Times Square! –Ben reconheceu aquele lugar de cara, haviam policiais fechando ruas adjacentes com barreiras de ferro e uma pequena multidão começava a se amontoar.

–Britt-Britt! –exclamou Santana na tentativa de avisar a namorada que já sabia onde ela estava, mas a loira parecia tão empolgada girando para todos os lados e mostrando o lugar que não parecia se importar se Santana sabia ou não onde ela estava. A latina desligou o notebook e sacou o celular. –Vou ligar para ela.

–Então vamos logo indo para lá? Nos encontramos com ela e com seus pais, Rach –propôs Oliver já se pondo de pé.

Santana apenas balançou a cabeça afirmativamente quando caminhou ao caixa para pagar seu café.

–Preciso passar no meu apartamento e pegar um casaco mais quentinho, acho que hoje a noite vai ser extremamente fria! –a morena se levantou e foi acompanhada pelos dois rapazes, antes de chegarem a rua Santana estava ao seu lado conversando ao telefone com um sorriso enorme.

O celular de Oliver tocou e ele diminuiu o passo, deixando que os outros três tomassem a frente.

–Oi, Carmen! Como vai? –perguntou Oliver.

Muito bem, Oliver e você?

–Tudo indo bem, então, no que posso te ajudar?

–Bem, hoje pela manhã Quinn e eu achamos um gatinho num prédio abandonado e o nosso coração amoleceu com ele, queríamos achar um lar para ele...

–Entendi, e quando você pode passar aqui para deixá-lo? Ou quer que eu vá ai? –perguntou tentando acompanhar o grupo a sua frente.

–Na verdade, eu já estou em Nova York, vou passar a virada de ano por aqui, tem problema se eu passar agora para deixá-lo?

–Bem, eu estou indo para a Times Square daqui a pouco, mas meu pai vai ficar lá até as cinco da tarde –explicou.

–Eu estou indo para a Pet Shop agora, estou bem perto na verdade, e depois vou para a Times Square, acho que nos encontramos por lá então.

–Façamos o seguinte, eu lhe espero na Pet Shop e depois vamos juntos, o que acha?

–Se eu estivesse sozinha, eu até iria, Oliver. Mas, estou com Quinn e Carrie, e bem, depois do fiasco que foi nossa comemoração de Natal, acho que não seria bom deixar Carrie perto de Santana e Quinn com Rachel... eu prometi que elas não se encontrariam hoje –suspirou a latina.

–Oh, eu compreendo. Então, pode passar lá quando der, meu pai estará por lá, é só dizer que é uma amiga minha. E aliás, a namorada de Santana está na cidade, acho que Quinn iria gostar de saber.

–Certo, Oliver, obrigada. E vou avisar a ela, eu posso te ligar mais tarde? Não sei, talvez a gente possa se encontrar com o pessoal, tudo pode acontecer! –brincou a latina.

–Claro, só espero que não ocorra nenhum barraco... ou que ocorra, eu gosto de barracos –riu virando a esquina.

–Mas uma coisa que sempre me deixou aflita nessa história toda, Quinn e Rachel nunca se beijaram, nunca passou de uma provocação!

–Isso é verdade! Essa relação foi marcada sempre por momentos de pura tensão sexual, e agora que a Quinn vai para a Itália, gostaria de saber o que vai acontecer. Venhamos e convenhamos, Quinn é uma garota linda, tenho certeza que não vai ficar muito tempo sozinha lá na Europa –Oliver falou em tom mais baixo, vendo que seus amigos o esperavam a alguns metros, ele fez um sinal para que eles continuassem a andar, Santana revirou os olhos e foi empurrando os outros dois.

–Realmente não sei no que vai dar, mas torço pra que essas duas fiquei juntas, é chato ouvir a Quinn se lamentando ou com o olhar perdido. Elas bem que poderiam se beijar... seria meio que uma prova de que isso não é uma simples atração.

–Isso seria perfeito... isso seria possível! –exclamou Oliver com animação.

–O que? Você deve estar viajando, como Rachel beijaria Quinn? Elas entrariam num monologo sobre sentimentos, o que viveram, o que pensam sobre o futuro e depois teríamos que apartar uma briga entre Santana e Carrie... Não daria certo...

–Daria! Vamos lá, hoje é a o ultimo dia do ano, e em NY tem o beijo da meia noite, com certeza um estranho vai agarrar Rachel, e bem, Quinn poderia ser essa pessoa, só acho... –Oliver parou na frente do apartamento de Rachel.

–Poderíamos simplesmente jogá-las uma em cima da outra...?

A voz de Carmen parecia mais que receosa, tinha prometido a Quinn que não faria nada, mas um empurrão, literal, não cairia mal.

–Olie-Gay, mecha essa sua bunda depilada aqui para cima –berrou Santana da janela chamando a atenção de alguns pedestres.

–Escute, tenho que desligar, as meninas vão se aprontar e em pouco tempo estaremos indo para a Times Square, nos falamos melhor ao longo da tarde, certo? –Oliver fez seu caminho para dentro do prédio.

–Quer dizer que vamos mesmo tentar algo quanto a Rachel e Quinn?

–Mas é claro que sim, na melhor das hipóteses pode sair um barraco! –disse com um sorriso sacana no rosto.


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Niggas talkin’ real reckless stuntmen, I adopted these niggas Phillip Drummond ‘em now I’m bout to make them tuck they whole Summer in…–Santana mandava o Rap junto com Kanye West, um convidado especial na apresentação de Jay-Z. Ela não se importava de maneira alguma se estava sendo imprensada por quinhentas mil pessoas, ela estava na frente do palco, dançando, da melhor maneira que podia, com sua garota loira e cheirosa em seus braços. Ela estava no céu.

Estava um frio terrível, mas mesmo assim a Times Square estava lotada. Rachel estava animada, fazendo poses com Oliver e seus pais para a lente de Ben. Kurt estava lá com seu pai, Carole e Finn. Esse ultimo tentava a todo custo ficar perto de Rachel, digamos que ele ainda tinha uma esperança que pudesse dar um beijo na morena à meia noite.

Não muito longe dali, Carmen tentava ensinar a Carrie a letra das musicas, mas era como se alguém a falasse alemão. Quinn ria das duas, elas pareciam um casal e dentro de si começou a desejar que aquilo ocorresse.

–Hey, branquela! Ta se achando a dona do pedaço, aposto que nem sabe dançar e cantar um rap! –provocou Carmen quando começava a tocar Empire State of Mind.

–Então veja isso! –disse começando a dançar e cantar o rap. –Yeah, Imma up at Brooklyn, now I’m down in Tribeca, right next to DeNiro, But i’ll be hood forever, I’m the new Sinatra, and since I made it here, I can make it anywhere!

Carmen se ajoelhou e fez uma saudação como se fosse uma súdita. Quinn agradeceu ao eternamente ao Glee Club.

–Branquela com alma de negra? –brincou Carrie dançando.

–Eu tenho o Funk em mim –riu Quinn.

–Falta muito pra meia noite? –perguntou Carmen pegando o pulso de Quinn para ver as horas em seu relógio. –Caramba só faltam dez minutos.

–Passou rápido! –reclamou Quinn.

–Depois daqui, vamos a algum lugar? –Carrie parecia extremamente animada com tudo aquilo.

–Tem a festa da Beta Fi em New Haven, mas poderíamos achar algum bar por aqui, o que acham? –perguntou Quinn.

–Por mim tudo bem! –só Carrie respondeu. –E por você Carmen?

–O que? –disse guardando o celular no bolso.

–O que acha de depois acharmos um bar e ficarmos por La? –Quinn refez a pergunta.

–É uma ótima ideia, deve ter alguns por aqui ou podemos ir ao SoHo, soube que lá tem bares e casas de show funcionando hoje –disse andando pelo meio da multidão.

–Para onde está indo? –perguntou Quinn.

–Quero ter uma vista melhor da bola de cristal –disse puxando Carrie pelo braço. Quinn não teve outra solução senão as seguir.

Carmen fez com que todas se espremessem e chegassem até a frente do palco. Jay-Z já havia terminado o show e o prefeito da cidade estava no palco, assim ele começou a contagem. A multidão começou a contagem.

Oliver viu o cabelo loiro usando um gorro cinza e sabia que era Quinn, do jeito que Carmen havia descrito em uma mensagem de poucos minutos atrás. Rachel estava ao seu lado, na frente dos pais. Ele logo percebeu que Finn estava mais do que ansioso, dando espiadas para cima da morena. Cutucou Santana e fez um sinal para que ela ficasse no caminho de Finn, ela sabia de toda a jogada e achou simplesmente uma ideia fantástica.

A bola de cristal descia vagarosamente, mas logo chegou a base do terraço, e o relógio chegou a zero, gritos de feliz ano novo estouraram por toda a Times Square, Nova York brilhou à luz dos fogos de artifício. Passado o momento inicial, vários casais se formaram, conhecidos, desconhecidos, namorados, casais desquitados, policiais, a até crianças se beijavam.

Os Senhores Berry trocaram um beijo apaixonado que fez com que Rachel batesse palmas e fotografasse o momento. Ben e Oliver, Santana e Brittany, Burt e Carole trocaram seus respectivos beijos, só havia sobrado Finn, Kurt (que beijava a tela do celular, pois havia entrado em uma chamada vídeo com Blaine) e Rachel. Assim que Finn deu um passo em direção a Rachel, Oliver se agachou discretamente em sua frente para que ele tropeçasse e Santana andou para trás com a loira em seus braços empurrando o garoto de maneira que ele tropeçasse em Oliver e caísse no chão antes de chegar em Rachel que estava distraída com uma movimentação estranha do seu lado.

Quinn não se importou, apenas olhou para os fogos como se fosse uma criança, até que Carmen lhe deu um empurrão descomunal que quase a fez cair no chão. Duas pessoas a seguraram, ela viu um sorriso nada culpado em Carmen e a ficar de costas para ela, ficou sem entender o que havia ocorrido. Então ela se virou para agradecer quem a tinha segurado e deu de cara com o sorriso de Hiram Berry, só se deu conta do motivo do sorriso dele quando sentiu que havia sido abraçada pela cintura, para evitar sua queda, por ninguém menos que Rachel Barbra Berry.

As pessoas ao redor viram a cena e Oliver e Santana começaram a gritar “Beija! Beija!” sendo seguidos pela multidão ao redor.

Rachel e Quinn estavam tão próximas, a morena tinha o rosto pressionado contra o pescoço da loira e a outra podia sentir sua respiração e seu cheiro. Os gritos eram ensurdecedores, a loira se afastou poucos centímetros da morena e suas mãos criaram vida segurando seu rosto. Ela conseguiu, de fato olhar para Rachel, ela estava tão linda com seu cabelo cheio de cachinhos, seus lábios gritando para serem beijados e seus olhos castanhos que pareciam esperançosos e ao mesmo tempo medrosos. Como não beijá-la? Seria um pecado.

Santana olhava para as duas quase se comendo, mas não ousou interromper o momento, procurou Carmen na multidão mas sentiu que iria interromper uma pegação eminente.

Carmen e Carrie olhavam de um lado para o outro, com um sorriso bobo. A latina cutucou a garota nas costelas e mordeu o lábio inferior.

-O que foi, Carmen?

-Meia noite... –resmungou.

-O que? –perguntou se apriximando da latina para entender o que ela havia dito.

-É meia noite! –disse mais alto.

-O que tem?

-É meia noite e sua boca parece muito bonita –disse ao pé do ouvido da garota e atacou seus lábios com voluptia.

Carrie não se opôs de maneira alguma, a assaltou com a língua e quem olhasse de fora com certeza pensava que aquelas duas precisavam de um quarto, com urgência.

As mãos de Carrie foram para a cintura de Carmen e apertaram o local, a latina não queria se sentir para trás e a puxou pela nuca arranhando o local e desceu a mão livre por dentro do casaco da garota agarrando sua bunda.

-Argh... eu vou vomitar com tanta homossexualidade! –disse Santana voltando a se beijar com Brittany.

Rachel só sentiu que se derretia com aquele perfume que Quinn exalava, tinha um cheiro amadeirado que ficou preso na sua garganta. Ela estava hipnotizada. Inclinou-se sobre Quinn matando seu desejo aprisionado por meses, finalmente seus lábios haviam se tocado, seu coração martelou contra seu peito e seu estomago parecia ter congelado, ela estava beijando Lucy Quinn Fabray e estava sendo correspondida.

Quinn sentiu os lábios da morena sendo pressionados de maneira doce contra os seus, fechou os olhos se doando para o ato. Aquilo era o paraíso, mas Quinn não era Santa. Chupou o lábio inferior de Rachel e deslizou a língua sobre ele, assim que a morena abriu os lábios ela deslizou sobre eles e colidiu contra a língua da garota.

Suas bocas se encaixavam com perfeição, Rachel era completamente diferente de Carrie, Quinn percebeu isso na hora, sua língua a acariciava delicadamente, seus lábios deslizavam pelos seus com algo alem da paixão ou do desejo.

Rachel abraçou a loira com força contra seu corpo, ela sabia que o beijo não poderia durar para sempre, que infelizmente teriam que parar em busca de ar e a realidade cairia sobre elas, mas aquele era o melhor beijo que já havia compartilhado em toda sua vida.



Notas finais
E essa musica? Que musica é?
Se quiserem me xingar, me pedir em casamento, rir da minha cara ou enfim, aqui está meu túiter -q @ElisaFidellis