As If We Never Said Goodbye

25 Hello, Goodbye Parte III


Notas iniciais
Primeiramente, desculpem a demora, fiquei sem internet essa semana e estava me dedicando a algumas avaliações e coisas da universidade. Finalmente acabou a parte 1 dessa fic. Enrolei demais até, espero que no fim do próximo capitulo já haja a volta de Quinn para Nova York e espero que gostem desse capitulo. Desculpem os erros e boa leitura.

Desde que havia começado seu rígido programa para terminar as matérias obrigatórias em seu curso em Yale, Quinn não havia passado uma noite sequer sem dormir. Mas aquela era mais que especial, e ela nem se importava de ter tiro o maior trabalho em levar a morena até a cama sem acordá-la, já que haviam adormecido na sala; ou se teria que sair de NY assim que o sol nascesse. Ela estava com Rachel Berry nua, enlaçada ao redor de seu corpo, suspirando suavemente durante seu sono. Aquilo valia mais do que qualquer coisa no mundo, especialmente agora que estava prestes a se mandar para a Itália. Se ela pensou em jogar para o alto? Sim, ela pensou desde que beijou Rachel pela primeira vez. Mas ela sabia que se ousasse proferir aquela hipótese em voz alta, sua namorada lhe faria uma apresentação em Power Point, dos motivos para ir, e ela sabia que era uma chance única na vida.

-No que está pensando? –soou a voz abafada de Rachel contra seu pescoço.

-Quer saber o que estou pensando? Que namorada controladora, é pior que Carrie!

-Não diga o nome dela na nossa cama, Quinn! –Rachel sentou-se na cama e puxou o lençol cobrindo-se.

-Nossa cama? Pensei que essa era sua cama e de Santana –a loira gargalhou provocando a namorada e puxando delicadamente o lençol que cobria o corpo da judia.

-Tecnicamente é, por que dividimos o colchão, mas é minha e da minha companheira por que o apartamento é meu, mesmo que ela tenha se apossado daqui... Mas voltando ao assunto, não gosto de quando você fala nela, apenas –disse dando um tapa na mão de Quinn que corria pelo lençol tentando puxá-lo.

-Mas ela não está aqui... –disse apontando para o coração. –E não tem esse anel maravilhoso que combina com o meu...

Rachel piscou algumas vezes, olhou para a mão de Quinn e para sua própria, lá estava um anel de prata trançado por dois filetes do próprio material que se entrelaçavam formando uma espiral ao redor da peça.

-Você estava tão linda dormindo, não queria te acordar... resolvi por... mas se não gostar e não quiser ter um compromisso assim tão sério comigo...

-Está me pedindo...?

-Estou pedindo que aceite ter um compromisso mais que sério comigo, quero deixar bem claro que você é a única para mim e que possa ter isso como um símbolo físico de que eu te amo e que vou estar sempre por perto –Quinn suspirou se martirizando pro ser tão piegas. –Quero que daqui há alguns anos, possamos nos casar e ter filhos... não sei...

-Um compromisso, hein? –suspirou olhando para o anel.

-Só se você quiser, não quero te pressionar... –ela não completou a frase já que sua boca foi tomada de assalto por Rachel que agora estava sentada sobre seu colo beijando-a parecendo estar sedenta.

-Eu quero Quinn! –disse se distanciando apenas alguns milímetros segurando o rosto da loira entre as mãos e lhe aplicar beijos rápidos e sussurrar entre eles um “Eu quero” exasperado. Quinn lhe abraçou pela cintura afundando o rosto na curva de seu pescoço. Aquilo bastava para Quinn. Estar sentindo, cheirando, tocando, amando Rachel Berry.

Mas nada é tão perfeito assim, o celular de Quinn tinha que começar a tocar “U Can’t Touch This”, era seu alarme, informando que em uma hora o primeiro trem para New Haven sairia.

-Por favor, não diga que tem que ir embora –a morena sussurrou deslizando as mãos pelo pescoço de Quinn até os ombros.

A loira apenas afastou o rosto do pescoço da namorada e lhe encarou com uma expressão triste.

-Queria poder ficar com você o dia todo, mas...

-Eu sei Quinn –respondeu com um sorriso fraco. –E além do mais, quero me casar com uma pintora renomada, então, por favor, já para o chuveiro!

-Eu vou pro chuveiro, mas eu lhe levo junto! –Quinn agarrou Rachel com mais força se levantando e a levando junto. A morena agarrou-se a Quinn enlaçando-a pela cintura, depositando beijos ao longo de seu pescoço. Atravessaram a porta e caminharam até o banheiro, Quinn se apoiou na parede e abriu a porta do banheiro, Lucy que estava trancada desde a tarde do dia anterior saiu correndo para fora olhando ao redor. As garotas aproveitaram a deixa e entraram no banheiro deixando a cadela do lado de fora, Quinn pôs a morena no chão e começou a lhe beijar com desejo. Rachel, muito desastrada, pisou na tigela de água de Lucy no meio do caminho e quase escorregou. Quinn a segurou e ambas caíram na gargalhada.

-Espere, deixe eu colocar isso ali fora, para continuarmos... –Rachel pegou a tigela de água e a de ração que estavam sob a pia do banheiro e levou para fora dando de cara com Santana e Brittany a olhando com interesse.

-Ela também tem peitos legais... –divagou Brittany fazendo com que Rachel se escondesse atrás da porta do banheiro e deslizasse as tigelas de Lucy para fora.

-Hey, Berry, o sexo foi “MIB – Homens de Preto” ou “Os Vingadores”? –Santana exibia um sorriso safado que fez com que as bochechas de Rachel queimassem, ela sabia que se não respondesse a pergunta, a latina ficaria batendo na porta interrompendo o banho de Quinn e ela.

- “Os vingadores” –declarou fechando a porta e amaldiçoando a si mesma por ser amiga de Santana.


X


Depois de uma despedida, que na opinião de Santana, foi melosa demais, Quinn viu Rachel acenar para ela da plataforma e lhe respondeu mandando um beijo. Estava voltando para New Haven, e assim que chegasse lá, teria mais um longo dia de estudo, ela se perguntava como estava agüentando e como toda aquela informação entrava na sua cabeça.


Hoje pela manhã teria sua ultima aula de tipografia e a apresentação de um trabalho sobre três dos principais movimentos artísticos da idade média; a tarde teria de começar a fazer a elaboração de um pequeno seminário sobre produção audiovisual e a noite, após mais uma aula de escultura avançada, se reunir com o Mestre de Berkeley. Só de pensar no que faria, bocejou. O trem ainda corria relativamente devagar, o som da composição parecia querer adormecê-la, era realmente cedo, por volta das cinco e meia da manhã, então se permitiu dormir o trajeto, já que tinha repousado pouco graças a sua namorada que parecia simplesmente uma ninfomaníaca, não que ela reclamasse.

Só queria terminar logo aquelas aulas, ir logo para a Itália e voltar o mais rápido possível. Ela estava grata com tudo o que estava acontecendo, mas sinceramente, se soubesse que estaria namorando Rachel e pudesse se manter sem a ajuda dos pais, teria declinado a proposta. Mas certas coisas acontecem a seu tempo.


Mais tarde, aquela noite, finalmente se encontrou com Carrie e Carmen no refeitório, não se viam desde a manhã anterior.

-Como foi no seminário?Já terminou? –Carrie terminava seu jantar e empurrava o prato para frente.

-Já dei uma boa adiantada, próxima semana terei de apresentá-lo –desabafou sentando-se em frente as duas com seu chá de costume. –Estou simplesmente acabada!

-Falta só algumas semanas, e se precisar de ajuda, já sabe... –Carmen de espreguiçou passando o braço sobre os ombros de Carrie que se aconchegou nela.

-Aliás, como foi o dia dos namorados? Quer dizer... vocês estão namorando? –Quinn sorriu debilmente. Não guardava rancor algum, Carmen era uma de suas melhores amigas e Carrie merecia alguém que pudesse gostar dela de verdade.

-Não estamos rotulando isso... –Carrie disse enquanto se levantava. –Aliás, preciso passar na Q&C², acho que deixei alguns documentos sobre a compra das maquinas de impressão a jato, lhes vejo mais tarde... especialmente você Carmen.

A garota beijou o rosto da latina e caminhou para fora do refeitório.

-“Não estamos rotulando isso”? –Quinn repetiu erguendo uma sobrancelha para a amiga.

-Isso está me deixando louca, ontem a noite foi demais, o sexo foi...

-Opa, por favor, sem assuntos de sexo envolvendo minha ex namorada! –riu. –Estou brincando, continue...

-Hm... olha, ontem a noite ela me deixou ficar no comando, você entende o que isso significa?

-Oh, isso significa muita coisa! Mas e depois?

-Ela voltou a ser super agressiva, não reclamo... é realmente bom –sorriu envergonhada.

-E você ainda reclamava quando eu aparecia toda arranhada...

-Não sabia o quão bom era uma mulher dominadora! –brincou. –Mas o ponto é que estamos há quase um mês e meio nisso e ela insiste em não classificar isso, é frustrante!

-Então seja taxativa com ela, fale o que quer nessa relação e se precisar seja firme e tome o controle! –Quinn disse tomando um longo gole de seu chá. –Preciso ir agora, tenho que me reunir com o Sr. Richardson.

-Certo... mas você não me disse como foi com a Rachel!

Quinn sorriu bobamente e mostrou a mão exibindo a aliança, Carmen a havia ajudado a escolher a aliança, sabia de todo o plano, apenas sorriu, sabia o quanto aquele gesto significava.


X


-Rachel! É a segunda vez que chamo sua atenção! –o professor de dança berrou seu nome fazendo que os alunos parassem de executar seus movimentos e olhassem para a morena. –Amanhã teremos a audição para Hairspray, se você quiser conseguir ao menos um papel para dançar no fundo tem que se dedicar ao máximo, espero que amanhã consiga dar o máximo de si. Estão dispensados, boa audição para os capacitados e boa sorte para os que... enfim.

Rachel respirou fundo, ela já sentia falta de Quinn, mesmo que tivessem se despedido pela manhã. Aliás como poderia se concentrar se faltavam apenas trinta dias para que ela fosse embora? Como o mundo poderia ser tão insensível quanto a isso?

Queria conseguir algum papel importante em Hairspray, tinha capacidade, mas naquele dia ela não conseguiu nem se concentrar naquilo, tudo parecia confuso.

-Rachel, vai tentar algum papel importante em Hairspray? –Harmony apareceu ao seu lado enxugando a testa com uma toalha.

-Não, tentarei apenas de dançarina...

-É o que você consegue e olhe lá, aliás o que está acontecendo com você? Problemas no céu? –riu desdenhosa.

-Problemas no céu?

-É, você e Quinn Fabray estão juntas, não é mesmo? –sorriu. –Semana passada fui a Lima e ouvi alguns comentários de que os pais dela a deserdaram por ser lésbica!

-Os pais dela cometeram alguns erros, mas Quinn está se saindo muito bem, então não vejo problema algum –disse caminhando até sua mochila no canto da sala.

-Ela está indo para a Itália, não é? Como vão conseguir continuar esse namoro? –ela acompanhou Rachel até a mochila. -Quero dizer, as italianas são muito bonitas, tem seu charme natural e você... bem, estamos falando de Quinn Fabray, se bem me lembro ela nunca foi uma flor de pessoa...

-Quinn teve seus motivos para agir da maneira que agiu e eu não vou ficar aqui ouvindo você divagar sobre minha namorada e sobre nossa relação –Rachel começou a alterar o tom de voz e enfiou o dedo no rosto de Harmony. –Eu sei o que você está querendo fazer, eu soube desde que estávamos em Ohio. Você e eu éramos esteticamente parecidas, mas uma coisa que aprendi é que quando você tenta colocar alguém para baixo é por medo de mostrar quem você realmente é ou por que não confia que pode ser bom o suficiente. Harmony, você está em Nova York! Entrou em NYADA e tem uma voz incrível! Não precisa fazer esses joguinhos baixos, jogue limpo pelo menos uma vez na vida!

Rachel apanhou a mochila e saiu da sala, assim como os outros alunos e o professor, que assistiram a discussão (monólogo), Harmony ficou paralisada.

A judia correu para o vestiário, se despiu e entrou na ducha fria. Ela não precisava daquilo, não precisava de mais uma pessoa tentando colocá-la para baixo. Enfrentar NY, um namoro a distancia e suas inseguranças já era suficiente para uma pessoa só, já era difícil o bastante.


X


Quinn chegou da reunião com seu Mestre por volta da meia noite, ele queria saber sobre tudo e a encheu de perguntas e se deparou com Carmen pintando na sala do dormitório.

-Ei, como foi com a Carrie?

-Ela me deu um tapa... –Quinn largou a bolsa no cabideiro e as chaves na mesinha que tinha no canto. Ela não conseguia ver o rosto de Carmen, já que a tela em que ela trabalhava era enorme e só dava para ver suas pernas atrás do cavalete.

-Ela lhe deu um tapa?

-Deu...

-E o que fez? –perguntou dando a volta na tela, tomando cuidado para não se tornar alvo respingos de tinta que estavam voando pelo espaço.

-Eu revidei! –Carmen parou de pintar quando Quinn a encontrou do outro lado da tela. –Tomei o controle da situação.

-Por favor me explique isso direito! –Quinn estava mais do que confusa com aquele relato.

-Ela disse que não sabia que eu queria algo mais sério, então que disse na maior inocência “Você está louca?” ela não me deixou concluir a frase e me estapeou, eu queria marcar meu território então devolvi o tapa! –explicou. –E bem, ela está fazendo terapia, como você já sabe, então ela levou na má intenção.

-E depois?

-Nos trocamos quase uns cinco tapas, depois nos beijamos... mas ela me empurrou e... foi embora para o dormitório, não quer me ver...

-Sinto muito, mas... ela tem que entender que nem sempre as palavras são a ferro e fogo... vocês estão começando esse relacionamento, e Carrie é difícil de se lidar, mas ela é especial... não desista dela –Quinn sorriu e tirou o casaco, arremessando-o em direção a cama errando o alvo. –E o que temos aqui?

-Só queria extravasar a raiva... –ela limpou a tinta da testa e deu dois passos para trás para olhar a obra.

-Isso tudo é por causa da Carrie? –Quinn podia sentir a raiva explodindo nas cores quentes espalhadas na tela. Possivelmente, a latina tinha arremessado a tinta com a ajuda do pincel, já que o meso estava em sua mão direita e pingava tinta alaranjada na lona prata que forrava o chão da sala. Na tela não havia quase nenhum espaço em branco, tudo era preenchido por vermelho, laranja, amarelo, verde e branco. Aqui e acolá, tinham marcas de mãos e pés. Quinn olhou para os pés de Carrie, estavam descalços e numa mescla de cores.

-Será que ela não vê que eu... realmente gosto dela? Olha, eu nem sei por que, mas eu gosto! Isso me deixa com raiva e triste... odeio isso, Quinn! –Carmen se abaixou, fechou as latas de tinta e recolheu os pinceis caminhando até o banheiro.

-Fale com ela, mas a domine de verdade! Não batendo de frente... digamos que... você tem que domá-la –riu. –Nunca consegui fazer isso... mas acho que Carrie precisa se sentir segura e você pode fazer isso por ela.

-Está certa Quinn, mas ela precisa saber realmente se quer ficar comigo.

-Não espere pra sempre, o tempo é precioso demais, aproveite cada segundo com que gosta.


X


Rachel dançou o melhor que pode, mas não conseguiu sequer um papel para dançar no fundo na montagem de Hairspray, pelo menos teve mais tempo para poder ficar com Quinn, durante as semanas que se seguiram ela viajou para New Heaven todas as sextas feiras para passar as noites com sua namorada. Por incrível que pareça, estava saindo até com Carrie, já que Carmen era quem saia com ela quando Quinn não podia, e não se separa casal.

Carrie e Carmen tinham se acertado, nada de “Não estamos rotulando isso”, a latina conseguiu ser extremamente firme, depois dos tabefes que trocaram, ela disse o que sentia e que não esperava nada em troca. Elas estavam namorando firme, Carmen a havia pedido em namoro no meio da biblioteca de Berkeley de uma maneira épica, conseguiu fazer com que dez garotos tocassem violão simultaneamente enquanto ela recitava Shakespeare, “Pobre é aquele amor que se pode medir”. Bingo! A garota se derreteu.

Tudo parecia estar em seu lugar, mas Rachel se sentia triste, não importava se ela estava sobre o corpo nu de Quinn e que seus corpos exalavam um calor sem igual, ela só conseguia pensar que era quinta-feira, quatorze de março, ela deveria estar em Nova York para a aula de amanhã, mas naquele dia havia ocorrido a avaliação final de Quinn, já estava tudo pronto, a passagem agendada para a sexta-feira no fim da tarde, as malas prontas e documentos assinados. Quinn estava indo embora para o outro lado do oceano atlântico e só voltaria em quatro anos. Era tempo demais para se contentar com visitas esporádicas, como ambas tinham acordado, elas poderiam se ver assim que tivessem dinheiro extra e pudessem achar uma promoção próximo a datas importantes e que estivessem sem compromisso. Fora isso teriam as ligações por Skype e as cartas, já que Rachel insistia em ser romântica.

Quinn se mexeu inquieta, já passava da uma da manhã e Rachel só queria pensar em maneiras de fazer com que seus corpos pudessem ser derretidos e moldados em um só. Ela queria estar com Quinn em cada passo do caminho.

A morena se levantou de cima da namorada e sentou-se a beira da cama, olhou a garota dormindo desnuda, suas formas estavam demarcadas pela luz tênue e amarelada do abajur. Ela era uma obra prima. Rachel olhou ao redor e viu o painel em que Quinn guardava fotos que achava importantes, ela tinha percebido o quanto o numero de fotos em que aparecia tinham aumentado, surpreendeu-se uma vez quando viu fotos suas do primeiro ano do McKinley e na montagem de Amor, sublime amor.

Como de costume caminhou até o painel e ficou ali correndo os dedos pelas fotografias, e estacionou em uma que elas tinham tirado recentemente, onde Quinn e ela seguravam Lucy que dava lambidas no rosto da loira. Parecia uma foto armada, mas a verdade era que Rachel havia jogado sorvete no rosto da garota e Lucy era uma cachorra louca por doces e quando farejou a sobremesa em Quinn, tratou de lambê-la.

-Está frio sem você na cama –Quinn abraçou Rachel pela cintura encostando o queixo em seu ombro.

-Esqueci de lhe cobrir –a morena colocou as mãos sobre as de Quinn.

-Eu vou levar essas fotos num álbum, é só o que falta arrumar -murmurou referindo-se a foto que Rachel olhava. -Carmen gosta de tirar onda comigo, por que digo que é minha família de Nova York, ela fica dizendo que além de duas lésbicas não poderem engravidar uma da outra, não tinha como nascer um cachorro tão bonito de nós duas –sorriu beijando o pescoço de Rachel.

-Você... você quer ter uma família? Digo, um dia... num futuro distante? –Rachel baixou a cabeça envergonhada.

-Só se for com você, e eu quero ter dois filhos, um casal de preferência... acho que numero par da sorte –riu. –E você?

-Só quero estar com você... já vai ser o suficiente pra me fazer feliz... –a morena odiava ser tão sentimental, começou a deixar que algumas lágrimas começassem a escorrer.

-Eu vou voltar, Rach, eu volto pra você nem que seja a ultima coisa que eu faça! –Quinn fez com que Rachel ficasse de frente a ela.

-Promete? –os olhos grandes e injetados poderiam fazer com que Quinn prometesse lhe dar a estrela mais brilhante que pudesse ser vista a olho nu.

-Prometo, não importa o que eu vá fazer nessa vida, sempre vou fazer meu caminho de volta a você –a loira selou seus lábios e segurou a vontade de chorar.

-Mesmo que uma italiana linda apareça?

-Ela pode ser linda, pode ter pernas melhores que as suas, mas ela nunca vai ser você –Quinn sorriu abraçando Rachel e a guiando de volta para a cama. –e nunca vai ter o meu coração.


X


Uma pessoa vagava pelo aeroporto JFK olhando ao redor, não sabia se ela já havia partido, ou se ainda não havia chegado. Só queria pelo menos ver sua irmã caçula antes que ela desse um salto que nenhum dos Fabrays poderia imaginar ou fazer.

O vôo foi anunciado e ela caminhou em direção ao portão de embarque, ela reconheceu a garota baixinha, Rachel Berry, Quinn estava lá.

-Santana, está chorando? –Carmen que estava chorando cutucou a outra latina nas costelas.

-Estou mesmo! Ela é minha melhor amiga! –exaltou-se dando mais um abraço em Quinn que por nenhum segundo largava a mão de uma Rachel estranhamente silenciosa.

Carrie que já havia se despedido de Quinn tratava de tirar algumas fotos, quem sabe uma foto de Santana Lopez chorando poderia valer alguns milhões em alguns anos.

-Quinn, qualquer coisa é só me falar, a Santana e a Rachel disseram que vão me ensinar a nadar melhor, assim vou poder nadar o oceano pra te ajudar! –Brittany era a única que não chorava, abraçou a amiga e deu espaço para que Oliver e Mark se despedissem da loira.

O vôo foi anunciado mais uma vez e uma mulher veio correndo até Quinn, parou alguns metros de distancia, mas fez com que todos ficassem congelados.

-Mãe? –nem Quinn conseguia acreditar no que seus olhos viam.

-Precisava vir... eu, lhe trouxe isto –Judy Fabray tirou da bolsa um urso de pelúcia marrom e entregou a filha com mãos tremulas. –Achei que você poderia querer ele, achei arrumando o sótão, você não dormia sem ele nas noites de tempestade... Só achei que gostaria de tê-lo...

-Mãe... –Quinn desabou em lágrimas e se jogou nos braços da mãe.

A ultima chamada foi anunciada.

-Nos falaremos em breve, Quinnie, agora vá... e espero que esteja levando casaco...

-Russell, ele veio?

-Não, vim por conta própria –disse enxugando as lágrimas da filha. –Agora vá, e escreva!

-Quinn, é hora de ir – Sr. Richardson que viajaria com ela, informou a Quinn que se desfez da mãe e caminhou até Rachel.

-Eu vou voltar pra você, não se preocupe meu amor –ela abraçou a namorada que começou a soluçar. –Eu te amo.

-Também te amo, Quinn –a morena se agarrou a roupa da loira como uma criança.

Para Rachel aquele momento passou rápido demais, ela só sentiu os lábios de Quinn a tocando vagarosamente e depois de dois segundos ela atravessava o portão de embarque. Aquela tarde poderia não existir, na verdade, Rachel desejava que só houvessem momentos como o dia anterior, onde elas fizeram do seus corpos, um só. Onde dividiram a coisa mais pura que tinham em si. Mas do que seriam os reencontros se não houvessem as partidas?


Notas finais
@BoyMagya