As If We Never Said Goodbye

13 God knows I'm tough


Notas iniciais
Esse capitulo é da latina, Carmen está se tornando uma principal K Desculpem a demora, mas para postar um capitulo espero ter pelo menos a metade ou um capitulo inteiro adiantado. Agradeço demais as reviews, espero não decepcionar.
Desculpem os erros e tenham uma boa leitura.

Assim que suas aulas terminaram, Rachel correu para casa, pois precisava ensaiar. A primeira musica que lhe ocorreu foi Defying Gravity, que já havia cantado com Kurt no Glee e era uma das musicas que a personagem Elphaba cantava no musical Wicked, sabia que com ela trucidaria Harmony. Mas lembrou-se de três pessoas em especial, sua mãe biológica, Shelby que uma vez lhe dissera para se arriscar; Sue Sylvester, que aproveitava as falhas de seus adversários e por ultimo, e não menos importante, Will Schuester, que lhe ensinou a se aceitar e colocar na musica o que sentia. Naquele momento soube o que cantar, a tarde voou e a noite não tardou a chegar de mansinho. Rachel terminou seu ensaio e foi à cozinha preparar algo para jantar, quando terminou de montar o suflê que fazia, o colocou no forno e pegou o celular, tinha que conversar com Kurt.

Procurou o nome do amigo na agenda e o discou, após três toques a voz de Kurt soou.

-Oh, meu Deus. Rach! Por favor, me perdoe! –exclamou.

-Kurt Hummell, precisamos conversar, é muito assunto a ser tratado –a morena sentou-se a mesa da cozinha e começou a discursar sobre o quão irresponsável o amigo tinha sido ao comentar sobre ela e Quinn na saída do McKinley. Relatou o furacão que entrou pela sua porta na noite seguinte e deixou perdida, o professor que tentou abusá-la.

Kurt ficou chocado, não sabia como aconselhar a amiga.

-Hey, Kurt, vou jantar e tenho que me deitar cedo, amanhã vou fazer uma segunda audição para Wicked, quero desbancar Harmony...

-Ainda não acredito que ela passou para NYADA, deveriam fazer uma avaliação psicológica em cada concorrente a uma vaga, assim eles descobririam que essa garota é uma víbora –reclamou cansado.

-Concordo, mas se eles soubessem do tamanho do meu ego, talvez não me aceitassem –disse a morena arrancando risadas do amigo.

-Rach, só mais uma coisa, o que pretende fazer em relação a Quinn?

-Ela não quer me ver, deixou isso bem claro antes de sair daqui. Penso que o tempo seja a melhor solução para nós duas e além do mais estou com Oliver, ele só precisa de uns limites...

-Certo, mas as vezes nem mesmo o tempo cura, Mini Barbra, Quinn e você estiveram sempre metidas uma com a outra nessa amizade louca, não a deixe sair de sua vida –disse cansado e Rachel pode ouvir a voz de Burt gritando pela casa. –Preciso desligar, mau pai tem uma reunião com o prefeito e não sabe como se vestir.

-Tudo bem, obrigada por ser paciente e meu amigo Kurt –ambos desligaram e Rachel tirou o suflê do fogo, colocando-o em cima da mesa da cozinha com cuidado para que ele não murchasse.

Seu celular vibrou inúmeras vezes enquanto jantava, era Oliver, e aquela foi a primeira vez desde que começaram a namorar que ela sentia vontade de ignorá-lo, era cedo demais para algo daquele tipo acontecer. Queria falar com uma única pessoa, mas sabia que seu querer não era o suficiente.

X

Quinn não se importou se já estava de noite e estava frio, só queria deixar o corpo cansado, correu pela pista de atletismo como quando Sue gritava com ela nas Cheerios. O treino de futebol tinha terminado há cerca de meia hora, quando a loira achou que já seria seguro sair dali sem esbarrar em Mark, mas para seu azar, lá estava ele sentado na arquibancada, ela pensou em correr, mas já estava cansada demais para isso.

Derrotada ela caminhou para a saída e ele a seguiu.

-Hey, Quinn –sorriu charmoso.

-Oi, Mark –disse com falso entusiasmo.

-Estava pensando, poderíamos sair para correr novamente... e quem sabe não precisasse de uma permissão de uma de suas amigas ou cães de guarda pra te beijar –passou o braço pala cintura de Quinn que logo tratou de se afastar.

-Já viu o que parece estar escrito na minha testa?

-O que? O que quer dizer com isso?

-Está escrito “Gay” –saiu caminhando mas Mark insistiu.

-Olha, eu entendo que quando as garotas entram na faculdade sentem a liberdade de estar longe dos pais e querem se aventurar por caminhos obscuros, algumas experimentam maconha e outras preferem se meter com outras garotas, é pra isso que eu estou aqui, adoro fazer as garotinhas inocente perceberem do que realmente gostam, e acredite meus métodos são ótimos –Quinn tentava ignorar a ladainha apertando o passo, mas ele continuava. –Primeiro eu insisto em uma boa pegação atrás das arquibancadas, depois uma relação a três -o que eu acho muito interessante-, de preferência com duas garotas; e depois uma noite a sós pra conquistar de vez.

-Mark, você está fazendo com o que o resto de afeição que tinha por você se vá e no lugar dela está crescendo profundo desprezo –Quinn virou-se e Mark se aproximava, sem sombra de duvidas ela chutou entre as pernas do garoto e não ficou para ver a feição de dor, se contentou apenas com o gemido que ecoava.

Ao chegar no dormitório viu colado na porta um aviso de Carmen “Minha fome não quis te esperar e me arrastou até o refeitório, te vejo por lá. C.”, correu para o banheiro tomar uma ducha rápida, em seguida colocou uma roupa confortável e se deslocou ao refeitório que não ficava naquele prédio. Chegando lá encontrou Carmen conversando com uma garota morena, e só pelo jeito do cabelo soube que era Carrie.

Encheu seu prato de bacon, pegou um café e sentou-se ao lado de Carmen.

-Hey, Quinn, estava contando pra Carrie que em NY fui atacada por ratos –Quinn olhou para as duas que riam juntas.

-Já fui algumas vezes a NY, mas nunca me aconteceu de um rato tentar me atacar –disse sem sequer olhar para Quinn, desde que a loira lhe deixara no dormitório e descobrirá que a garota também era de Berkeley, só que de um dormitório diferente, ela preferia não manter contato. –Mas amo aquela cidade.

-Planeja se... –Carmen não concluiu a pergunta, pois seu celular começou a vibrar. –Só um momento, meninas.

A latina se levantou indo pegar mais um suco e se dirigiu a um lugar menos barulhento para poder ouvir melhor a pessoa do outro lado da linha.

-Sua amiga é engraçada –declarou Carrie mordendo uma de suas torradas. –Ela me reconheceu da aula de desenho e pelo jeito você deve ter comentado sobre a garota stripper...

-Bem, comentei, e é uma história... curiosa.

-História curiosa? Sobre eu ser uma stripper?

-Não –Quinn rolou os olhos e sorriu. –A história curiosa é sobre o porquê de ter contado a ela tudo que sei sobre você.

-Certo, agora eu fiquei parecendo um tanto idiota... –Carrie tomou um gole de seu café tentando não manter contato visual com Quinn.

-Afinal, quer ou não saber da história curiosa?

-Se fizer questão... –Carrie tentou se fazer de desinteressada.

-Bem, Carmen me fez ir aquele bar, desde que me viu ela disse que eu era gay, até me chama de Fabgay... Enfim, ela quis tirar minhas duvidas sobre minha própria sexualidade.

-Então você estava em conflito quando te fiz aquela dança?

-Parecia mais a terceira guerra mundial dentro de mim...

-Era por causa daquela sua amiga, não é? –Carrie referia-se a Rachel.

-Mais ou menos... –a ideia de pensar em Rachel a estava aborrecendo desde que Carmen e ela haviam deixado NY.

-E a ida ao bar te ajudou em algo, não é mesmo?

-Sim, ajudou... e então quando ela me questionou sobre o que havia acontecido, tive que contar que não me senti hétero... e por conseguinte contei sobre o que você tinha me dito. E na aula de desenho ela estava sentada do seu lado e lhe viu me desenhando e me passou a informação –a loira sorriu.

-Legal... –se limitou a dizer.

-Está vendo, não doeu tomar um café comigo –a loira bebericou seu café sentindo o gosto amargo preencher sua boca.

-Como?

-Você se recusou a tomar um café comigo e aqui estamos nós, na mesma mesa, tomando um café e conversando –sorriu colocando a xícara sobre a mesa.

-Ah, claro, no meio do refeitório. Isso é não é nada demais, é coincidência, isso tudo não estava nos meus planos –esclareceu terminando uma de suas torradas.

-Então posso abusar de toda a coincidência?

-Quinn, pare! –Carrie bateu os punhos na mesa de madeira fazendo algumas das poucas pessoas que ainda jantavam olhar para elas. –Por favor, não faça isso comigo, não quero ser um premio de consolação, e o pior ainda, eu nem valho como um premio de consolação.

A loira entendeu o que Carrie lhe dizia, entendeu e concordou que estava fazendo da garota um consolo por não ter o que mais desejava, se sentiu como a antiga Quinn, a vadia do primeiro ano do colégio.

-Desculpe, Carrie. Se isso está lhe incomodando não farei mais nenhum tipo de insinuação –Quinn falou em tom baixo, mas claro tentando amenizar o tom da conversa.

-Quinn, eu realmente tenho uma queda por você, mas todas as vezes que penso sobre o que faço pra ganhar a vida não me sinto bem para ter uma relação com alguém e, além disso, você está no meio de um processo de redescobrimento, e isso se desencadeou por causa daquela garota... –Carrie terminou de tomar seu café e se levantou. –Se quiser, podemos ser amigas.

-Se não for pedir muito... –murmurou Quinn sem olhá-la diretamente.

-Você sabe que tenho razão sobre tudo o que disse, nem adianta ser cabeça dura pra cima de mim –a morena pegou sua bolsa que estava encostada ao pé da mesa e deu um sorriso a Quinn. –A gente se vê Quinn.

-Ei, já vai garota? –perguntou Carmen que havia desgrudado do celular.

-É, ta na hora... –ela não completou a frase, mas as duas garotas sabiam o que ela iria trabalhar e se despediram com acenos breves.

-Por que você acha que ela trabalha nisso? –Carmen perguntou sentando-se de frente para Quinn tamborilando nervosamente os dedos sobre a mesa.

-Ela não me deixa nem iniciar uma conversa, imagine só, me falar sobre isso...

-Mas eu vi vocês conversando, o que rolou?

-Disse que eu a estou tratando como um premio de consolação –Quinn olhou para Carmen que a fitava de volta com uma cara de quem já sabia disso.

-Você pode se aquietar um pouco, sabia? Digo, acabou de acontecer toda essa explosão entre Rachel e você e tem seu “rolo” com a Carrie. Esse lance de ser gay e se envolver com alguém é que nem ser heterosexual, é a mesma merda, a gente fica uma confusão por dentro, se desgasta, faz tudo pela pessoa que ama e que supostamente te ama, pra no final das contas ela ligar num dia comum dizendo que te traiu com um homem. E diz na maior cara de pau, como se não fosse nada fora do comum, ela parece uma daquelas tias velhas que dizem durante o jantar de ação de graça que você ser lésbica é apenas uma fase. Ela simplesmente disse que foi só relembrar como era, como se não soubesse que eu fui a primeira vez dela! –Carmen discursou em um fôlego só, Quinn se atrevia a dizer que a latina tinha feito Rachel Berry comer poeira nesse quesito. –O que quero dizer é que não consigo te dar um conselho concreto por quer a Anne acabou de dizer que me traiu.

Os olhos da latina se encheram de um vazio que Quinn nunca havia visto naqueles olhos castanhos. Mas Carmen não se permitiu chorar, pelo menos não ali, onde algumas pessoas ainda jantavam, levantou-se e disparou para a saída. Quinn correu atrás dela empregando a suas pernas o máximo de força que podia, mas não conseguiu alcançar a amiga. As duas foram parar no dormitório, Carmen havia chegado primeiro e lá teve seu acesso de fúria. Correu diretamente para o porta-retrato que exibia Anne e ela, o jogou violentamente contra a parede fazendo inúmeros cacos de vidro correrem pelo quarto; ela ainda rasgou seu pôster da Califórnia ao meio, bem onde havia a inscrição de “Califórnia, aí vamos nós” e começou a socar a parede com tanta força que Quinn interveio, a puxando pelos braços para um abraço forte que refreou os chutes que Carmen ainda desferia, como se tentasse acertar um monstro invisível.

-To aqui! Eu estou aqui! –Quinn sussurrou enérgica ao pé do ouvido da amiga que chorava intensamente enquanto sentava na cama. –Eu sei que dói, eu sei.

-Como pode alguém- como pode alguém te jurar amor e lealdade? E- e em alguns meses te trair com um cara qualquer? –Quinn sabia. O que Carmen dizia era o retrato de uma antiga Quinn, que mentiu até sobre a identidade do pai de seu bebê. Mas embora tivesse passado por essa situação, a resposta para seus atos eram fúteis demais, o que não parecia ser o caso de Carmen e sua namorada. Ali a distancia e a simples atração falavam mais alto. –As vezes queria não ter coração.

-Eu já tentei tirar fora meu coração, no sentido figurado é claro. Mas falhei miseravelmente, não há maneira alguma de ser uma pessoa sem coração se a motivação é não se machucar, por que quanto mais as pessoas te vêem forte, mais elas pisam em você, pra ver o quanto suporta.

-Você acha que... Anne me veja como uma pedra de gelo?

-Você é uma pessoa forte, não uma pedra de gelo, se ela te vê dessa manerira...

-Ela é a única garota que amei na vida, dei todo o amor que não recebi dos meus pais sem realmente esperar nada em troca, vivo pra vê-la feliz, Quinn. Sem ela isso tudo, me mudar pra o outro lado do país, estudar artes em uma das melhores universidades do mundo, só pra poder voltar pra Califórnia e dar vazão ao meu sonho de ter minha família, não depender de ninguém e mandar um “Foda-se” do tamanho do Empire State pra quem apontou e xingou a mim e ao meu amor –Carmen soluçava e deixou as lagrimas quentes descerem pelo rosto. –E quando eu estava lá, sempre a mandava uma flor e desde que cheguei aqui lhe envio uma palavra de carinho, nem que seja um “Te amo, durma bem minha pequena”. Demonstrei tudo, nunca foram somente palavras, eu me entreguei de corpo e alma.

-Nem sempre adianta a gente dar tudo o que tem se não recebe algo em troca, não estou dizendo que ela não te ama –Quinn queria realmente dizer que Anne estava sendo uma vadia e que não amava Carmen, mas se conteve. –Tente saber o por que disso, sei que você não se conformou com “foi pra relembrar”, mas antes de amar alguém, ame a si mesma.

Após longos minutos de silencio, as lagrimas de Carmen cessaram,

-De onde você tira essa sabedoria?

-Acho que de uns livros velhos ou apenas do que eu já passei –Quinn sorriu e soltou Carmen de seu abraço.

Grávida aos dezesseis... –Quinn rolou os olhos, esse, provavelmente, seria mais um apelido a ser adicionado a lista. –Obrigado...

-Por nada... Copia de Satanás...

-Cópia de Satanás? –Carmen se indignou.

-Satanás, é assim que chamava Santana, já que você é uma copia dela... nada mais justo.

X

A voz de Carmen Tibideaux chamando pelo próximo ecoou pelo auditório, a morena respirou fundo e caminhou até o centro do palco e encarou as duas pessoas que estavam nas poltronas, logo ao centro, Carmen e Joe Montello

-Olá, sou Rachel Berry, e irei cantar I’m not that Girl, do musical Wicked –A banda soou mansa e Rachel a acompanhou com a voz doce e confiante, disposta a passar através de suas cordas vocais tudo o que sentia no peito.

Hands touch

(Mãos se tocam)

Eyes meet

(Olhos se encontram)

Sudden silence

(Silencio repentino)

Sudden heat

(Calor repentino)

Hearts leap in a giddy whirl

(Corações pulam em um eufórico redemoinho)

He could be that boy

(Ele poderia ser aquele garoto)

But I'm not that girl

(Mas eu não sou aquela garota)

Era fácil pensar em Finn, em Jesse e até mesmo em Puck, mas naqueles versos ela lembrava de Oliver, ele realmente poderia ser o garoto ideal, aquele que não entendia musicais, que não entendia a importância de Barbra Streisand, mas que respeitava seus gostos e se esforçava para acompanhá-la, mas ela realmente não era a garota para ele.

Don't dream

(Não sonhe)

Too far

(Tão distante)

Don't lose sight of

(Não perca de vista)

Who you are

(Quem você é)

Don't remember that rush of joy

(Não se lembre daquela sensação de alegria)

He could be that boy

(Ele pode ser aquele garoto)

I'm not that girl

(Eu não sou aquela garota)

Agora seus sonhos podiam ser tocados com a ponta de seus dedos, eles estavam ali, bem a sua frente, só precisava de foco para continuar no caminho certo, para não se perder da garota alucinada por Barbra, que conseguia o que queria e não se importava de ter vindo de uma cidade hipócrita.

Every so often we long to steal

(De vez em quando nós desejamos ir)

To the land of what might have been

(Para a terra do "o que poderia ter sido")

But that doesn't soften the ache we feel

(Mas isso não atenua a dor que sentimos)

When reality sets back in

(Quando a realidade volta à tona)

E se tivesse ficado em Lima? Se tivesse ido à Califórnia quando Puck surgiu com a ideia do próprio negocio de limpeza de piscinas? Se tivesse se casado sem sua madrinha? E se tivesse ouvido ao profundo desejo de ter Quinn, que agora ganhava mais vazão, o que poderia ter sido?

Embora suas decisões já tivessem sido tomadas, pelo menos na maioria desses assuntos, não deixava de existir um incomodo dentro de si ao pensar que sua vida poderia estar melhor, ou simplesmente ter tomado um rumo diferente que a tivesse levado a este mesmo ponto exato.

Blithe smile

(Sorriso alegre)

Lithe limb

(Membros ageis)

She who's winsome

(É ela que é a encantadora)

She wins him

(É ela que o ganha)

Gold hair with a gentle curl

(Cabelo dourado e cachos gentis)

That's the girl he chose

(Essa é a garota que ele escolheu)

And heaven knows

(E o céu sabe)

I'm not that girl

(Eu não sou aquela garota)

Era Quinn, Rachel lembrava perfeitamente quando seu cabelo ainda era comprido e ela cruzava os corredores do McKinley com um sorriso, que raramente aparecia e era dedicado a Finn. Seu rosto era e ainda é a perfeição, prova de que Deus existe.

E Rachel teve a chance de possuir aquele sorriso e deixou escapar pelos dedos, agora era sabia, mais do que nunca, como é dar valor a algo depois que pode tê-lo perdido.

Don't wish

(Não deseje)

Don't start

(Não começe)

Wishing only wounds the heart

(Desejar só machuca o coração)

I wasn't born for the rose and the pearl

(Eu não nasci para as rosas e para as pétalas)

There's a girl I know

(Tem uma garota, eu sei)

He loves her so

(Ele a ama tanto)

I'm not that girl

(Eu não sou aquela garota)

Ela sabia que não era a garota perfeita, que seu ego poderia engolir a todos os que, um dia, a assistissem no maior teatro da Broadway, sabia que poderia não ser mais a garota que Quinn desejasse. Mas, agora seu peito arfava somente pela ideia de que Quinn poderia querê-la, sabia que machucava se apaixonar por alguém que havia lhe feito tanto mal, mas só em pensar em Quinn dançando enquanto fazia o café da manhã, em como suas respirações se chocaram quando em um dia de fúria em New Haven Quinn a pressionou na parede. Ela só tinha uma pessoa em mente, Quinn.

Ela terminou de executar a musica como se apenas tivesse mantido uma conversa franca consigo mesma. Pode ver que Carmen sorriu e Joe Montello fazia algumas anotações.

O homem virou-se para Carmen e sussurrou algo ao pé do ouvido, em seguida ela acenou positivamente com a cabeça.

-Por favor, Harmony e Rachel, no centro do palco –sua voz enérgica se fez imparcial.

Rachel sabia que aquilo poderia significar uma nova chamada para as duas. Se posicionou no centro e ao seu lado surgiu Harmony com um sorriso enorme e com uma falsidade imensa pegou a mão de Rachel entrelaçando seus dedos, a judia rapidamente recolheu a mão e Harmony disfarçou.

-Não temos tempo para uma segunda chamada –Rachel congelou com a voz de Joe, aquilo era um mata-mata. –Ambas conhecem todas as musicas que compõe Wicked, estou enganado?

Ambas balançaram a cabeça firmemente.

-Quero ouvir Defying Gravity –foi simples e direto. –Respeitando a ordem em que se apresentaram, Harmony, você é a primeira.

Rachel caminhou para fora do palco se escondendo nas sombras da coxia, Harmony estava extremamente nervosa, no dia anterior Rachel tinha alfinetado-a sobre aquela musica e suas notas finais.

A judia não pode esconder um sorriso quando ela engasgou.