As If We Never Said Goodbye

9 Do You Wanna Touch?


Notas iniciais
Obrigada pelas reviews, vocês fazem minha alegria em dias tristes T.T Por favor, por favor NÃO ME ODEIEM, não queriam que eu fique em coma alcoólico, embora seja fácil; vocês não vão gostar desse capitulo, mas espero que leiam, os próximos capítulos serão importantes e eu considero este importante também. Prometo que em pouco tempo vai rolar faberry com força total. Desculpem os erros e boa leitura.

-Isso é definitivamente uma péssima ideia, não sei por que concordei em te seguir –Quinn estava sendo arrastada por Carmen para dentro de um bar de strip chamado “The Hell in Haven”.

-Quinn, confie em mim, depois disso as duvidas que você tem em sua cabecinha vão sumir, confie em mim –Carmen sorria enquanto caminhava para dentro do bar enfumaçado segurando Quinn pelo braço.

Algumas garotas desfilavam com roupas apertadas e outras apenas de calcinha e salto alto, mas todas usavam marcaras cobrindo os olhos; no centro do ambiente havia um pequeno palco onde duas garotas seminuas dançavam pole dance ao som de uma musica de rock. Para a surpresa de Quinn o ambiente era freqüentado por homens e mulheres.

-Que tal umas tequilas? –Carmen perguntou à Quinn, mas não esperou uma resposta, quando chegaram ao bar ela fez o pedido e a barman de cabelos curtos e negros piscou para a latina depositando dois shots de tequila sobre o balcão.

-Não vou beber, Herrera! –Quinn protestou sentando-se no bar ao lado da amiga.

-Vai sim, por que o álcool entra e a verdade sai! –Carmen colocou sal entre o polegar e o indicador, o lambeu, virou a tequila e chupou uma fatia de limão que a barman tinha colocado em um prato sobre o balcão. –Vamos lá, Fabray!

-Só vou tomar, por que você não me chamou de Fabgay –Quinn repetiu o processo que Carmen havia feito e sentiu a tequila arder abrindo caminho pela sua garganta, tossiu duas ou três vezes despertando risadas de Carmen e da barman.

-Quer uma água, bonitinha? –a garçonete sorria para Quinn com uma sobrancelha erguida.

-Eu... Eu aceito –Quinn ficou sem jeito, a garota estava dando em cima dela.

-Ah, não! Tem que ser algo alcoólico! –Carmen riu. –Ela precisa de uma ajudinha pra se soltar.

-A princesinha não é chegada ao álcool não é? –a garota pegou uma cerveja e ergueu para Carmen que assentiu pedindo duas. Virou-se para Quinn e perguntou. –Qual o seu nome?

-Quinn... –a loira parecia insegura, pegou a cerveja e deu um gole longo.

-Sou Victoria, e pode me chamar do que quiser, contanto que eu saiba que é comigo –soltou uma risadinha e se encostou no balcão.

-Interrompendo o climinha de vocês, sou Carmen –a latina se intrometeu vendo que Quinn começava a ficar vermelha.

-Então, Carmen, o que traz você e Quinn a “O Inferno em Haven”?

-Quinn precisa tirar algumas duvidas...

-Carmen! –Quinn berrou com os olhos esbugalhados.

-Qual é, Q? –Carmen e Victoria riam da loira.

-Acho que sei de que duvidas está falando e sei como resolver esse problema –Victoria sorriu maliciosa para Carmen que exibia o mesmo sorriso, Quinn sabia que estava ferrada.

Dez minutos depois, com mais duas rodadas de cerveja, Victória levou Carmen e Quinn para um cômodo forrado por veludo, com apenas uma cadeira no centro.

-Isso não me parece uma boa ideia, mesmo sem saber do que se trata –Quinn olhava de Carmen para Victoria que exibiam um sorriso idiota no rosto.

-Relaxe, Q, isso vai ser interessante –a latina saiu do cômodo com a barman ao seu encalço.

-Não me deixem sozinha... –reclamou a loira sentando-se na cadeira.

-Você não está sozinha –uma voz rouca ecoou pela sala, uma garota entrou por uma porta lateral oculta pelas paredes de veludo. –Por meia hora, você terá minha companhia.

Quinn riu sem graça.

-Desculpe, não precisa fazer isso, quero dizer, foi ideia de uma amiga louca sabe? –sua voz tentou ser confiante, mas falhou miseravelmente, pois soou um tanto assustada.

-Olha, com o que eu estou ganhando e com a sua beleza, não me importo nenhum pouco de fazer essa meia horinha ser bem agradável –a garota ligou um aparelho de som que tinha atrás de Quinn e ficou de frente a loira.

Quinn ficou extasiada com a visão, era uma garota de cabelos escuros ondulados e de pele morena, estava seminua e usava uma máscara, assim como a maioria das mulheres daquele bar, exibia sem pudor os seios perfeitamente arredondados e o abdômen definido.

-Vamos fazer disso algo bem interessante –a garota sentou-se de lado no colo de Quinn vendando-a, em seguida colocou os braços da loira para trás para poder amarrá-los. –Se tudo der certo, vou te dar um orgasmo.

O corpo de Quinn vibrou com aquelas palavras, e tremeu ainda mais quando a garota sentou-se no seu colo colocando as pernas em volta da cintura da loira e com as duas mãos alisou o rosto de Quinn o virando para o lado; deslizou a língua por toda a extensão parando na orelha para chupar o lóbulo e sussurrar.

-Você tem um gosto bom –soltou uma risadinha e começou a rebolar sobre o colo de Quinn seguindo o ritmo lento da musica.

A loira não sabia de amaldiçoava ou agradecia à Carmen por essa ideia, estava excitada, seu clitóris pulsava com os movimentos da garota em seu colo.

A garota pressionou os seios contra o rosto de Quinn que entreabriu a boca de espanto ao sentir a maciez. A dança seguiu sensual, a garota se levantou um pouco e abriu um pouco as pernas de Quinn, que estava de saia, para em seguida sentar-se em seu colo de maneira que pudesse quicar no colo da loira, fazendo com que seus centros se tocassem por cima da roupa.

-Jesus... –Quinn deixou escapar o sussurro de sua boca e a garota agarrou o pescoço de Quinn rebolando devagar e forte, fazendo a loira soltar gemidos desconexos.

-Ei, loirinha, você parece ser uma boa garota, vou abrir uma exceção para você – a garota se levantou deixando Quinn emitindo protestos.

A loira estava em êxtase, aquela garota a estava tirando do sério, os movimentos dela em seu colo e a textura de seus seios a estavam deixando louca. Em seu vocabulário não havia mais a palavra heterossexual como um adjetivo para si mesma, aquilo parecia uma coisa totalmente fora de cogitação.

Sentiu suas mãos sendo liberadas e a venda ser retirada.

-Queria ter feito isso desde que te vi na sala de aula... –a morena segurou o rosto de Quinn e se aproximou. A loira ficou tensa, não tinha certeza se havia ouvido direito, olhou nos olhos da garota que ainda estava de mascara e não a reconheceu. -Tão linda...

A garota tirou a única peça que usava e levantou a saia de Quinn e abaixou a calcinha dela para em seguida sentar-se sobre uma das coxas de Quinn encaixando seu joelho sobre o sexo de Quinn.

-Tão gostosa... –a garota começou a roçar seu sexo na coxa de Quinn e conseqüentemente a pressionar seu joelho em Quinn que gemeu alto. –Tenho que dizer... aquela foto no facebook me fez ter inúmeras fantasias só com a possibilidade... de você gostar de garotas.

Quinn mordeu o lábio sentindo a morena passar o as unhas por sua nuca, seus braços criaram vida e agarraram os seios da garota.

-Quem é você? –conseguiu dizer sentindo a pressão que a garota fazia sobre seu sexo.

A garota não respondeu, só se agarrou mais á Quinn intensificando os movimentos, fazendo a loira soltar um palavrão junto com o ar que prendia. Satisfeita com o efeito que causava, retirou o joelho e desceu uma das mão para o clitóris de Quinn que se contorceu. A garota continuou sentada sobre a perna da loira roçando com força contra a mesma, seus movimentos eram sincronizados, foi ai que ela deslizou os dedos para dentro de Quinn.

-Ah, me fode –a loira amaldiçoou as palavras que disse, não era parte de sua criação, só de sua fase Skank, mas aquele não era o momento de pensar naquilo, estava entregue.

A garota não disse nada, apenas se concentrou em se movimentar sobre Quinn e fodê-la como a loira pediu. Não demorou muito para que as paredes da loira estremecessem e ela explodisse em um gemido alto avisando a garota em seu colo que a havia feito gozar. A morena acelerou os movimentos sobre a coxa da loira enquanto Quinn se recuperava do orgasmo, colocou os dedos sobre os próprios lábios e lambeu o gozo de Quinn, a loira que agora a olhava ficou extasiada com aquilo, puxou para um beijo faminto enquanto agarrava os quadris da garota ajudando-a com os movimentos.

-Quinn... –gemeu quando chegou ao orgasmo, caindo sobre a loira com a respiração alterada.

-Quem é você? –queria saber, precisava saber.

A garota se levantou do colo de Quinn e a deu um beijo sorrindo.

-Até segunda-feira, espero que aquela morena seja só sua amiga... –levantou-se deixando Quinn imóvel, pensando bem, parecia que estava tentando achar uma substituta para Rachel.

X

Rachel estava em frente a petshop esperando Oliver aparecer, não demorou muito para o garoto surgir na porta com um sorriso tímido.

-Pai, pode fechar a loja sozinho? –perguntou virando-se para o pai que estava no balcão.

-Tudo bem –sorriu ao ver Rachel acenando para ele.

-Ei, tudo certo? –Oliver sorriu ficando de frente para Rachel.

A morena lembrou da conversa com Kurt antes de sua volta para Lima, o amigo tinha lhe aconselhado a investir em Oliver, que embora não soubesse nada do universo ao qual ela pertencia, parecia ser alguém legal.

-Tudo sim, e com você?

-Bem... melhor agora em te ver –sorriu. –Passei esse fim de semana no seu apartamento, mas você não estava...

-Oh, eu fui à New Haven, visitar Quinn.

-Ah, bem fui lá pra te convidar para um café ou algum passeio... –ele enfiou as mãos nos bolsos da calça jeans e mordeu o lábio inferior.

-Sabe, por que não fazemos algo agora? Quero dizer, se não estiver ocupado...

-Não, estou livre, que tal um café e uma caminhada?

-Vamos! –sorriu. –Para onde vamos?

-Que tal o Washington Square Park? Podemos comprar um café e caminhar até lá, no entardecer aparecem alguns músicos, uns mendigos, afinal estamos em Nova York... –riu.

-Seria adorável –riu. Oliver estava mais solto, não tão envergonhado como em seu primeiro encontro.

Compraram um café após uma pequena discussão sobre os tipos de café que deveriam existir e caminharam até o parque, onde como prometido haviam alguns músicos e alguns mendigos, mas não deixou de ser agradável.

-Então você gosta de moda? –Rachel ouviu Oliver falar por mais de meia hora sem interrompê-lo, era algo quase que surpreendente, Rachel sem fazer comentários extensos.

-É, sempre gostei, mas meu pai sempre disse que não é coisa pra homem, que basta ter uma roupa para cobrir o corpo e proteger do frio que está tudo bem –riu amargamente.

-Sinto que algo te incomoda...

-Bem... uma vez, há uns cinco anos, consegui uma entrada para a Fashion Week, quando cheguei em casa, meu pai me deu uma surra de cinto –riu envergonhado.

-Isso... isso é péssimo, Oliver! –Rachel levou as mãos à boca.

-Já passamos dessa fase de apanhar... e pode me chamar de Olie, é um apelido meio bobo, mas me chamam assim...

-E você gosta que te chamem assim? –perguntou com o choque da revelação anterior se dissipando.

-Depende, preciso te ouvir falando...

-Hm... Olie –riu gostosamente.

-É, agora que saiu da sua boca eu gostei muito –Oliver se aproximou de Rachel tocando seus ombros.

-Você perdeu sua timidez perto de mim...

-Percebi que não deveria ficar assim perto de garotas bonitas, por que elas podem me achar um idiota –sorriu. –Eu fiz papel de idiota, não fiz?

-É... –gargalhou. –fez sim.

-Bem, acho que estou melhorando nisso, não é?

-Com certeza, até agora não pareceu ser idiota... –Rachel o olhou nos olhos.

-E te beijar agora me faria parecer um idiota? –ele se aproximou ainda mais e acariciou o rosto de Rachel com a ponta dos dedos.

-Provavelmente –sorriu. –Mas tenho uma queda por idiotas, então tudo bem.

Rachel aceitou de bom grado os lábios de Oliver sobre os seus, eram macios e quentes, era uma oportunidade de deixar muitas coisas para trás.

X

-Como assim tem uma stripper que estuda em Yale? –Carmen ria descontroladamente.

-Só você pra me colocar nessas enrascadas –Quinn riu. Abas estavam na escuridão do quarto, deitadas em suas respectivas camas.

-Vamos lá, você ficou atraída pela garota, não foi uma enrascada...

-Oh, se ela abre a boca já sei qual vai ser a nova fofoca “Quinn Fabray do céu ao inferno” –Quinn riu, não estava brava, de maneira alguma. –Mas, você tinha certa razão.

-Certa razão? Quinn, eu tenho razão, agora quero saber de você, tirou a duvida ou piorou sua situação?

-Posso dizer que mamãe vai surtar quando eu lhe contar –gargalhou envergonhada.

-Bem vinda ao lado negro da força –Carmen imitou a voz do Darth Vader e em seguida riu. –Sabe, hoje você teve sua primeira experiência de verdade e podem surgir questões, e muitas pessoas não vão aceitar e espero que eu não esteja forçando muito...

-Carmen, acho que você foi um anjo que caiu na minha vida –riu.-Talvez eu já tivesse isso dentro de mim e você me ajudou a me soltar com esse seu jeito intrometido, obrigada, de verdade.

-De nada, Fabgay –Carmen se sentou na cama com as pernas cruzadas e acendeu o abajur. –Mas, sei que você tem uma pessoa na cabeça e não é a garota que te fez uma dança no colo.

-Rachel Berry –Quinn sussurrou e virou-se para Carmen que a encarava na meia luz.

-Exato, você gosta dela não é?

-É tão confuso Carmen, parece que vou explodir quando penso no que houve e na repercussão que teve, no que ela me disse e em como estávamos próximas, parece uma bomba relógio dentro de mim –exclamou sentando-se na cama alisando os cabelos que já estavam passando dos ombros.

-É o que eu sinto pela minha garota, é uma bomba relógio no meu peito, toda vez que penso nela e sei que apesar da distancia ela me ama... Quinn, Rachel pode ser seu amor.

Quinn deitou-se novamente pensando naquilo, lembrou de quantas vezes desejou alguém para amar e lhe dar amor.

Notas finais
Não me matem D: