As If We Never Said Goodbye
2 Did you have a puppy?
Notas iniciais
-Come on, girls, let's go show the guys that we know! How to become number one in the hot body show… Now push it!–Rachel acordou com alguém cantando Salt N Pepa, definitivamente não era seu despertador. Olhou para o chão e viu algumas malas no canto do quarto, Quinn estava ali. Por onde andava a cabeça de Rachel Berry? Andava realmente esquecida.
Foi até o banheiro escovar os dentes, não agüentava falar com alguém sabendo que sua boca teria milhares de bactérias. Desceu as escadas ainda de pijama e se deparou com uma cena adorável que a fez correr até o quarto pegar o celular para filmar a cena. Quinn estava absorta com seus fones dançando e cantando a musica que fez Rachel sair da cama enquanto fazia torradas e fritava algo no fogão.
-Yo baby pop, yeah, you, come here, give me a kiss –Quinn estava com uma camisa larga e um short rosa solto fazendo uma coreografia um tanto quanto sensual cantando a plenos pulmões.
Rachel se controlou para não rir, queria ter material suficiente para que se um dia necessitasse pudesse chantagear a loira com aquele vídeo revelador. A loira terminava a canção e Rachel fingiu que descia as escadas naquele momento.
-Ei, espero que não se importe, achei queijo e bacon na geladeira... aliás, pensei que fosse vegetariana –Quinn retirou o fone e voltou sua atenção para a frigideira.
-Ah, esse cheiro de animais inocentes sendo fritos é bacon –resmungou caminhando em direção à geladeira para pegar uma salada de frutas que havia deixado ali no dia anterior e a caixa de suco de laranja –De fato sou vegetariana, mas meus pais não, e como eles estavam aqui essas semanas devem ter deixado os restos do que um dia foi um porco feliz. Não me agrada nenhum pouco ter isso na geladeira.
-Pense assim... seria um crime deixar que isso apodrecesse na geladeira, um animal morreria em vão –argumentou a loira tirando o bacon da frigideira.
-Então deveríamos dar a aqueles que não têm o que comer, nada mais justo –a morena puxou o prato com o bacon das mãos de Quinn.
-Nem vem, eu não tenho o que comer Rachel, me dê esse prato- a loira levantou uma sobrancelha tentando ameaçar a amiga.
-Coma frutas –Rachel ofereceu sua salada que estava em uma taça em suas mãos.
-E quanto as pobres frutas que foram tiradas do pé? –Quinn negou a taça e pegou o prato das mãos de Rachel.
-Elas não sentiram dor –Rachel pegou um copo e sentou-se à mesa enquanto Quinn pegava as torradas e a acompanhava.
-Só por que elas não falam... –começou Quinn mas foi interrompida por Rachel.
-Uma vez Mercedes e eu ficamos nesta mesma discussão por quase três horas, quer mesmo continuar isso?
-Só me deixe com meu bacon... –resmungou derrotada. Levantou-se em busca de algo para beber, mas ali não havia sequer leite. Pegou um copo e colocou do mesmo suco que Rachel tomava.
-Não te importa ouvir as frutas chorando por que vão parar no seu estomago? –provocou Rachel.
-Se bem me lembro elas não falam, Berry.
X
Já passava das quatro da tarde quando as duas chegaram ao Central Park, passaram a manhã toda andando pela cidade, Rachel fez questão de mostrar a Quinn suas descobertas que incluíam um pequeno teatro dedicado a peças amadoras de pequeno porte, a galeria de arte de William Bennett, uma porção de livrarias escondidinhas nas ruas do SoHo, alguns restaurantes veganos, que para o alivio de Quinn também serviam sua preciosa carne.
A judia parecia uma criança no meio de uma loja de doces, apontava para todos os lados com os olhos brilhando. Parecia tão absorta em mostrar a cidade que esqueceu de toda sua preocupação com Finn, o que fez Quinn sentir-se com se tivesse uma pequena missão cumprida.
-Então, Manhattan é dividida em três partes? –perguntou Quinn sentando-se na grama enquanto analisava o mapa que havia comprado em uma banca de jornal.
-Exatamente, nós só conhecemos o sul da ilha, o Downtown –Rachel apontava no mapa.
-Nós andamos a manhã toda e você me diz que só vimos o sul da ilha? –Quinn parecia indignada, haviam andado tanto que achou uma péssima ideia sair de salto.
-Deixe o drama comigo, Fabray –Rachel encostou a cabeça no ombro da amiga. –Você conheceu cada cantinho daquela parte da cidade, e ainda tem o resto da semana para o resto de Manhattan e de Nova York...
-Amanhã vamos fazer isso de tênis, ainda não consigo viver sobre salto como antes –a loira encostou o queixo no topo da cabeça de Rachel.
-Quinn, desculpe, não levei em consideração se você estaria bem para fazer todo esse percurso a pé. Deve estar achando que sou uma péssima amiga.
-Pare com isso, Rach, você está se culpando demais. Eu estou bem, lembra que dancei nas nacionais? Quem dança daquele jeito pode passar um dia inteiro andando –Quinn respirou pesadamente. –Mas por que pegamos o metrô e viemos para o Central Park?
-Ah, é o ponto alto do nosso passeio –Rachel saiu do ombro de Quinn e a encarou com um sorriso gigantesco e olhos cintilando. –Hoje, pela manhã, reservei uma mesa num restaurante na Broadway e dois ingressos para Evita, e antes de irmos pensei em ficar um pouco por aqui.
-Quando você fez isso? Eu estava do seu lado o dia todo! –Quinn sorriu para a morena.
-Bem, não tomamos banho juntas –Rachel riu. –Enquanto você estava se arrumando dei meu jeito.
Quinn não respondeu, ficou presa aos pensamentos que Rachel fez surgir em sua mente. A imagem da pele morena e delicada deixando a água escorrer pelas formas sinuosas fez a loira corar.
-Quinn? –Rachel a olhava com curiosidade, a loira não dizia nada, estava com o olhar momentaneamente perdido e as faces rubras. –Você está bem? Acho que não deveríamos ter forçado tanto essa caminhada...
-Hã? –Quinn se desligou do pensamento e devolveu o olhar confuso da morena.
-Quer voltar pra casa? Estou te achando estranha –argumentou a morena preocupada.
-Não! Sempre quis ver Evita –sorriu e limpou a garganta, havia ficado realmente incomodada com aquele simples pensamento.
-Você me pareceu estranha... Será que foi aquele Tofu que comemos no almoço? Seu estomago carnívoro assassino de animais indefesos não está acostumado com isso.
-Não, estou bem. Agora me deixe tirar uma foto nossa –Quinn tirou a câmera que carregou o dia todo fotografando a morena sem que ela percebesse, esticou o braço tentando enquadrar as duas, Rachel encostou suas bochechas e Quinn as fotografou. Já podia se ver, completamente vermelha pelo contato inesperado.
-Ficou ótima Quinn, vou querer uma cópia –Rachel sorria para a máquina e Quinn não pode deixar de sorrir. Queria desesperadamente compensar aquele tempo perdido entre xingamentos e raspadinhas.
Rachel estava voltada a cena a sua frente que ela tentava captar com a câmera, um cachorro puxava a o casaco de uma menina que tentava pegar seu rabo.
-Sempre quis ter um cachorro –exclamou fazendo bico ao fotografar a cena.
-Nunca teve um cachorro? –perguntou achando estranho, Rachel amava os animais, era vegetariana e vestia suéteres de bichinhos. –Se não teve deve ter tido outro animal...
-Meus pais diziam que já era difícil cuidar de um bichinho, que no caso era eu –riu. –E com a minha rotina acho que nunca teria dado certo, não teria tempo para meu animal.
-Faz sentido... Mas não seria má ideia ter pra quem voltar a noite –Quinn sabia o que fazer, como pedir desculpas.
X
Na manhã seguinte Quinn saiu da cama sorrateiramente, deixou apenas um bilhete na mesa da cozinha caso Rachel acordasse “Não saia sem mim, Q.”. Esperava voltar ao apartamento antes da morena acordar, mas isso dependia se conseguisse achar uma pet shop aberta àquela hora. Lembrou de ter passado por um na manhã anterior e logo o achou, a loja ainda estava abrindo, mas um senhor, que Quinn suspeitou ser o dono do local, a atendeu com um humor agradável, o que parecia ser incomum na cidade.
-Bom dia, estou procurando um cachorro de pequeno porte –Quinn não tinha nenhum tipo de cão em mente, só sabia que precisava ser um cão pequeno, não concebida a imagem de Rachel com um Labrador ou um São Bernardo correndo pelo apartamento e a derrubando.
-Estamos quase sem nenhum de pequeno porte e o que temos já não é mais filhote –o fez sinal para que Quinn entrasse numa porta lateral que dava para um deposito. –Me acompanhe.
O cheiro de ração era forte, mas o lugar era extremamente bem cuidado, no fundo havia um pequeno quintal com gramado onde uma cerca baixa de arame delimitava um espaço de exercício para os cães. Os que estavam ali, correndo de um lado para o outro eram grandes e lá no canto um cachorrinho com a cabeça baixa deixava-se ser cheirado por um cão um tanto maior.
-Não sei se vai lhe agradar saber, mas a maioria foi retirada da rua, e o surpreendente é que a maioria é de raça e sofreram abusos –o senhor entrou no pequeno cercado e Quinn receosa em se aproximar de tantos cães ficou do lado de fora observando. –Todos eles passaram por exames e estão saudáveis. Quando você os compra aqui já saem vacinados e castrados, e o dinheiro, em fato é apenas para arcar com os custos.
-Então é quase um trabalho filantrópico –Quinn sabia que aquilo era perfeito. Rachel adorava os animais e adoraria saber que seu futuro animal havia sido resgatado e bem cuidado. A loja também era próxima ao apartamento, então tudo o que a morena necessitasse teria em mãos.
-Por assim dizer... Bem, essa é a mocinha de quem lhe falei –o senhor apontou para o cachorrinho que era acuado por outro. –É um Beagle, não cresce muito e é dócil.
Quinn sentiu um sorriso involuntário tomar conta de seu rosto, era perfeito. Atravessou a cerca e pegou a pequena cadela em seus braços, a pequena a olhou curiosa e lambeu seu queixo como se a cumprimentasse.
-Ela é perfeita –Quinn podia ver Rachel naquela cadelinha, sendo intimidada pelo outro cão, mas amistosa com olhos cheios de esperança.
Quinn chegou ao apartamento antes de Rachel acordar, pegou o bilhete que havia deixado e o jogou no lixo, não queria deixar rastros que poderiam gerar possíveis perguntas. Depois de explicar a situação ao dono da loja, Quinn acertou o pagamento e o homem garantiu que faria seu filho entregar o animal no final da semana no apartamento de Rachel. A loira queria que fosse uma completa surpresa e que sua saída fosse substituída pela chegada da cachorrinha, assim a amiga nunca ficaria sozinha.
Quinn suspirou e foi fazer seu café da manhã, não queria que Rachel tivesse que fazer tudo ali para ela, ontem a noite fora perfeita, desde o jantar ao espetáculo na Broadway, mas Rachel havia pago tudo e Quinn Fabray era um tanto orgulhosa quanto ao pagamento de contas, queria ao menos dividir tudo e as duas quase brigaram por isso. Rachel as vezes era tão cabeça dura.
Colocou os fones e ligou o Ipod, e aleatoriamente uma musica dos Beatles começou a tocar e inevitavelmente ela começou a cantar.
-It feeeel alright now, hold me tight, tell me I’m the only one… -Ontem a noite Rachel a abraçou e foi tão bom. Quinn não sabia exatamente o que vinha acontecendo, talvez Santana tivesse enchido tanto seu saco com a história de que ela estava afim de Rachel que aquilo se tornou uma ideia fixa.
Assim que Rachel embarcou para Nova York, Santana, Brittany e Quinn foram ao Lima Bean e a latina começou um discursso sobre aceitação e sobre como no inicio de sua relação com Brittany ficou assustada, sem saber o que sentia e o quanto maltratou a namorada. No fim disparou “E você e a Gay-Berry?”. Quinn engasgou chamando a atenção de todos os presentes e Brittany repreendeu a namorada. “Sant, acho que elas ainda estão naquela fase de dar uns amassos e não sabem bem o que querem.” Quinn lembra de ter ficado tão vermelha que mal respondeu deixando Santana com um sorriso vitorioso. “Relaxa loira, só estou brincando.”
Já fazia algum tempo que sentia algo por Rachel, mas atribuía a sensação boa que sentia apenas ao fato de que a amizade das duas estava crescendo e tinha tudo para durar pela vida inteira. Mas ouvir Santana falando sobre aquilo a deixava assustada, parecia que as coisas se encaixavam. Seus relacionamentos fracassados, sua felicidade ao saber que Finn e Rachel não haviam se cassado, a sensação boa ao ser abraçada pela morena... Sem contar com seus pensamentos nada católicos.
Rachel era hétero e Quinn também, devia ser só admiração, essas coisas acontecem segundo Emma Pillsbury, a conselheira do McKinley. Era só isso.
-Não sabia que gostava dos Beatles –disse Rachel tirou um fone de Quinn fazendo com que a loira desse um pulo, por alguns segundos temeu que de alguma maneira a morena tivesse escutado seus pensamentos.
-Quem não gosta de Beatles? –respondeu segurando a respiração já que Rachel a abraçou forte. A morena era calorosa.
-Então garota, preparada para hoje? –Rachel parecia animada, sentou-se sobre a bancada da cozinha e ficou observando Quinn.
-O que faremos hoje?
-Você gosta de Gossip Girl? –Rachel sorriu.
-Conheço a história –sorriu já sabendo para onde iriam.
-Vamos ao Upper East Side, você vai adorar aquele lugar, é fantástico para fazer compras, da primeira vez que passei por lá só lembrei de você.
X
A semana passou e as duas estavam cada vez mais próximas, o que era péssimo para Quinn que sentia-se confusa a cada manhã, quando acordava sendo abraçada por Rachel. No ultimo dia em que dormiu no apartamento a loira tentou se soltar do abraço da morena e escutou um preguiçoso suspiro “Finn”. Aquilo doeu e ela soube que não era para acontecer nada entre Rachel e ela.
-Tem certeza que não quer que eu te acompanhe até New Haven? –Rachel perguntou pela décima vez. Quinn revirou os olhos.
-Tenho Rachel, vai ser chato para você, hoje vai ser um dia de pura burocracia e correria –Quinn estava prestes a embarcar e a morena ainda segurava seu braço. –Escuta, quando estiver tudo na perfeita ordem eu te aviso, assim você vai poder me visitar.
-Certo –Rachel sorriu sem graça, parecia uma criança agarrada a mãe, sem querer dormir sozinha a noite. –Não vou te prender mais.
Quinn riu e beijou a testa de Rachel. Queria ficar um pouco mais com a morena, mas naquela manhã ela suspirou por Finn e a loira tinha muito o que pensar.
-Ah –exclamou tirando um envelope de um bolso interno do casaco que vestia e entregou-o a Rachel. –Prometa que só vai ler quando tocarem sua campainha com uma encomenda no meu nome!
-O que é isso Quinn? –a morena pegou o envelope vermelho das mãos da loira.
-Prometa que não vai abrir –Quinn a olhou divertida com a sobrancelha erguida.
-Prometo –bufou guardando o envelope na bolsa fazendo Quinn rir. –Me ligue quando chegar.
-Sim senhora –Quinn entrou no trem e se acomodou próximo a janela, viu Rachel olhando para dentro da bolsa como se quisesse abrir o envelope ali mesmo. Procurou ao redor para ver se Quinn a estava observando e quando os olhares se cruzaram a loira lançou um olhar matador a amiga que sorriu envergonhada parando de mexer na bolsa.
Mais tarde, por volta das quatro da tarde Rachel voltou para seu apartamento que agora estava completamente organizado. Quinn quase a obrigou a desempacotar as coisas e decorar a casa de forma decente, durante aquela semana a loira foi uma luz na sua vida.
Tomou um banho e organizar as ultimas coisas que faltavam para considerar seu apartamento decorado. Só havia um canto que lhe incomodava, Quinn havia insistido em deixar próximo a janela um espaço sem mobília, poderia ter colocado ali sua espreguiçadeira, já que pela manhã ali recebia muita luz.
Mas suas duvidas sobre aquela lacuna foram preenchidas minutos depois. A campainha tocou e ela saiu correndo pela casa, não era normal ter visitas.
-Rachel Berry, certo? –um rapaz moreno que deveria ter sua idade perguntou entre um sorriso encantador quando a judia abriu a porta.
-Sim, em que posso ajudar? –Rachel lembrou-se agora que Quinn lhe havia dito algo sobre uma encomenda.
-Quinn Fabray, fez uma encomenda e pediu para que lhe entregasse –sorriu mostrando que haviam duas caixas grandes no chão e que uma delas tinha alguns furos. O rapaz vendo que ela espiava as caixas bloqueou sua visão. Retirou do bolso um papel e o leu confirmando uma informação. –Ela pediu que você pegasse o envelope...
-O envelope? –Rachel estava confusa.
-Sim, é o que diz aqui –ele lhe mostrou o papel que continha a caligrafia de Quinn.
-Ah, sim –Rachel deixou a porta entreaberta e correu até o sofá onde havia largado sua bolsa, pegou o envelope e voltou a porta.
-Segundo as minhas instruções, isso tudo aqui, agora é seu.–ele sorriu lambendo os lábios e olhando para as pernas expostas de Rachel. Afastou-se sinalizando as caixas. –Posso colocar no seu apartamento? Elas são pesadas...
-Se não for incomodo –Rachel sorriu ao perceber que estava sendo paquerada, deu passagem ao rapaz que carregou as caixas para dentro com extremo cuidado.
-Não quero estragar a surpresa –disse abrindo a maior caixa, indicando para que a morena fizesse o mesmo na caixa com furos. –Deveria abrir.
Curiosa, Rachel se abaixou e abriu a caixa, ela soltou um muxoxo de alegria ao ver a cadelinha lhe olhando um pouco assustada.
-Nossa! –Rachel exclamou pegando a cadelinha nos braços. –Ela é linda!
-Bem, sua amiga também encomendou a casinha e alguns itens básicos e ela está completamente vacinada e castrada –o rapaz fez menção de sair e Rachel o impediu.
-Espere, Quinn Fabray mandou essa fofura? –Rachel parecia não acreditar.
-Sim e acho que qualquer explicação estará nesse envelope. Se precisar de qualquer coisa tem o contato da Pet Shop na caixa... e meu nome é Oliver –sorriu caminhando em direção a porta.
-Então, Oliver, te devo algo?
-Não, sua amiga já deixou tudo pago, mas se quiser me pagar algo... –o rapaz pareceu receoso e apressou-se para completar a fala antes que aquilo soasse mal. – Eu... Você não quer sair qualquer dia?
-Sair? –Rachel engasgou.
-Totalmente inapropriado... eu sei, me desculpe –Oliver saiu apressadamente e não deu chance para que Rachel o respondesse.
A morena fechou a porta do apartamento e olhou para a cadelinha no seu colo. Ela era linda e tinha olhos pidões, Rachel não agüentou nem mais um segundo e distribuiu beijos na cadelinha que retribuiu os carinhos.
-Vai, conheça sua nova casa –Rachel a colocou no chão e a cadela saiu correndo pelo apartamento farejando.
Rachel abriu o envelope e lá estava a linda caligrafia de Quinn.
“Rach, espero que não se incomode de receber uma moradora permanente na sua casa. Você me pareceu estar solitária nessa cidade, como não vou poder estar sempre por perto e você sempre quis ter um cachorro, ai está alguém que lhe fará companhia. Me mande uma foto da pequenina, quero uma lembrança da minha família de Nova York.
Quinn.”
Notas finais
http://www.youtube.com/watch?v=vCadcBR95oU Push It - Salt N Pepa Que recebeu uma versão do Glee em sua primeira temporada.
http://www.youtube.com/watch?v=Hf3yL7Gixvg Hold me Tight - The Beatles.
Espero que tenham gostado.
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