As If We Never Said Goodbye

6 And I really got hot


Notas iniciais
Agradeço por todas as reviews; ia postar mais cedo, só que acabei me entretendo com a TV, coisa que não faço ha um bom tempo e como é São João, curti um forrozinho aqui :P Mentira, não suporto esse forró que toca por ai. Vou deixar de falar besteira! Tirem as crianças da sala e não deixem seus pais lerem isso U.Ú Tenham uma boa leitura.

Enquanto Quinn terminava seu banho, Rachel que já estava devidamente pronta para a “noitada” que a loira havia prometido, caminhava pelo lugar observando atentamente a decoração do dormitório; havia um pôster alaranjado com uma dúzia de palmeiras e no meio uma frase “Califórnia, aqui vamos nós”, obviamente aquilo era de Carmen; dispersos pela parede algumas fotografias a maioria pertenciam a latina. Mas na parede que escorava a cama de Quinn havia um grande mural, com fotos de diversos tamanhos. Rachel o havia percebido desde que chegara, mas só agora teve a oportunidade de vê-lo com exatidão. A maioria eram fotos dos tempos do McKinley, Quinn, Santana e Brittany com a roupa das Cheerios; o registro do nascimento de Beth que exibia Noah Puckerman com os olhos um tanto vermelhos; a loira e Rachel no Central Park; a cadelinha Lucy e Rachel; algumas das apresentações do Glee; e lado a lado haviam cinco fotografias pequenas que fizeram Rachel esticar a mão e tirá-las com cuidado do mural. Lá estava Quinn em sua versão antiga, usando óculos, com bochechas grandes e acima do peso. Atrás da foto tinha sua caligrafia caprichada e apenas uma sentença curta “Lembre-se”. Havia também uma Quinn torcedora, grávida, a loira de cabelos curtos rosados e quando venceram as nacionais de 2012. Todas tinham a mesma inscrição no verso “Lembre-se”.

-Lembre-se... de que? –Rachel murmurou para si mesma devolvendo a foto ao lugar original.

-Lembre-se de não mexer no que não é seu –Quinn riu atrás da morena.

-Quinn, desculpe, não foi... –Rachel virou-se encarando uma loira com o corpo sendo coberto por apenas uma toalha branca. Ela pensou que havia desaprendido a falar, os cabelos da loira estavam presos em um rabo de cavalo frouxo e haviam algumas gotas teimosas descendo pela clavícula e fazendo seu caminho pelo vale dos seios. A morena piscou algumas vezes esperando que Quinn não tivesse notado seu olhar.

-Estou apenas brincando –sorriu docemente virando-se para abrir o armário em busca de sua roupa intima. Rachel olhou sobre o ombro da loira sobre o efeito de um impulso que não conhecia em si, queria ver a roupa intima que ela iria escolher. “Pare com isso Rachel, mas o que diabos está fazendo?” Resmungou para si mesma mentalmente.

-Mas... o que... o que significa? –a morena lutou brevemente para recuperar a fala e sentou-se na cama.

-Se eu te contar, teria que te matar –Quinn estava colocando a calcinha por baixo da toalha, Rachel agradeceu pela discrição da amiga.

-Tudo bem, Fabray. Parece que não sou tão confiável assim para saber disso... –fez uma voz sentida segurando o riso.

-Ai, Berry –Quinn revirou os olhos e colocou o sutiã largando a toalha em cima do cabeceira da cama, caminhou até Rachel e pegou o vestido amarelo que estava deitado na cama vestindo-o. –Toda vez que vejo essas fotos, lembro de como eu era, como eu sou e como quero ser, não fisicamente, embora não me arrependa de estar em forma. Quero lembrar que sou uma garota de verdade, que teve seus momentos de insegurança, tristeza, rebeldia e felicidade, lembro a mim mesma que sou humana.

Rachel demorou mais do que o normal para responder, havia admirado o corpo de Quinn até que ela começou a se vestir, a judia começava a ficar preocupada com o que estava acontecendo, seus olhos não paravam de fuzilar o corpo definido da loira.

-Isso é realmente profundo, Q –Rachel concentrou-se no que a amiga tinha lhe dito. –Realmente... é simplesmente impressionante ver o quanto você cresceu. Você é impressionante.

-Cala a boca, Berry! –Quinn corou enquanto rumava para o banheiro ajeitar o cabelo e fazer sua maquiagem.

-Olhe só ao seu redor Quinn, você está em Yale, uma das universidades mais antigas, respeitadas e importantes do país.

-Só precisei estudar, o que todos tem condições de fazer –Quinn pos um ponto final e ambas ficaram em silencio por longos minutos.


-Vamos? –Quinn saiu do banheiro e Rachel prendeu a respiração, ela estava absolutamente linda, a maquiagem era leve, mas realçava seus olhos. Agradeceu aos céus por aqueles vestidos soltos com a saia rodada que Quinn tanto adorava, as pernas da loira eram bem definidas e lindas de se admirar.

-Claro, aliás para onde vamos? –Rachel amaldiçoava-se mentalmente por estar olhando para Quinn daquela maneira.

-Estão dando uma festa para os novatos no dormitório norte –ambas saíram do dormitório e Quinn fechou a porta colocando a chave em um bolso do casaco que vestia por cima do vestido.

-Dormitório norte? –Rachel parecia confusa. –Yale é bem complicada.

-É, como vou explicar –ambas desciam as escadas devagar. –Já sei. Hogwarts tem quarto casas, que tem dormitórios, salão comunal, você conhece a história. Aqui funciona da mesma maneira, só que temos doze casas, a que me acolheu se chama Berkeley e como é grande o numero de estudantes, temos dois edifícios residenciais, estamos no edifício sul.

-Entendi –Rachel segurava o riso. –Você gosta de Harry Potter.

-O que? –a loira se virou corando.

-Harry Potter, Quinn? –Rachel mordia o lábio segurando o riso.

-Olha, a história é legal e... e... qual o problema? –a loira colocou as mãos na cintura aborrecida.

-Nenhum –a morena sorriu e continuou descendo as escadas. –Na verdade, é fofo você se interessar por uma história infantil.

-É infanto-juvenil –frisou logo atrás de Rachel.


Após uma breve caminhada até o edifício norte o som as atraiu guiando-as pelo andar térreo até um salão onde normalmente os estudantes se reuniam para jogas sinuca e assistir TV. Quinn poderia afirmar com plena certeza que a população do campus estava se espremendo ali, a musica eletrônica era quase ensurdecedora, a batida vibrava por seus corpos.

Rachel exibia um sorriso envergonhado ao receber olhares indiscretos para suas pernas que estavam à mostra por causa da saia colada. Do nada um rapaz alto e forte apareceu na frente de Quinn que segurava sua mão, conversaram ao pé do ouvido por algum tempo e o garoto abriu um sorriso olhando para Rachel.

-Rachel, este é Mark Johnson –Quinn berrou no ouvido da amiga apontando para o garoto.

-Bom te conhecer –Rachel colocou um de seus melhores sorrisos e abraçou o rapaz. Sabia que ele estava investindo em Quinn, mas para Rachel, ele não servia para ela.

-Soube que você tem que me aprovar para que eu possa beijar sua amiga –gritou para que Rachel a ouvisse, a morena riu descontroladamente, Mark parecia um tipo de conquistador barato, que pegava as meninas do campus e as esquecia. Na verdade ele parecia ter saído de um reality show chamado “Jersey Shore”, onde os homens eram bombados e exibiam o sorrisinho que o próprio Mark carregava; e quando ficavam com meninas era simplesmente por beleza.

-Espero que me deixe ficar um pouquinho com sua amiga, Rachel –sorriu piscando para Quinn.

-Quem sabe um dia eu deixe, mas hoje ela é só minha –a judia sorriu para Mark empurrando Quinn para o meio da massa que se movia ao som da musica.

O ambiente estava impregnado por fumaça de gelo seco e haviam algumas luzes coloridas refletidas pelo teto.

-Vai deixar Mark me beijar? –Quinn questionou quando as duas chegaram num bar improvisado que havia em um dos extremos do salão.

-Se você quiser beijá-lo... –a morena olhou para as bebidas procurando algo que a agradasse visualmente, beber não era seu forte, só havia ficado realmente bêbada uma vez e o resultado final foi uma paixão louca por Blaine.

-Toma –Quinn abriu duas cervejas e ofereceu uma para Rachel. –A nossa nova vida.

A morena parecia hesitante, mas ao lembrar-se do turbilhão de emoções que tomava seu corpo e sua mente, pegou a cerveja e bateu levemente contra a de Quinn.

-A nossa nova vida –tomou um longo gole da cerveja deixando Quinn em alerta, queria fazer a morena se divertir, mas tentaria garantir que não passasse dos limites.


Uma hora depois, uma Quinn alterada procurava desesperadamente pela morena que havia desaparecido com Mark. Depois de se espremer pelo salão encontrou um grande grupo fazendo mais barulho que a musica perto da mesa de sinuca, alarmada furou a multidão e encontrou Rachel rodeada de homens, a morena ria alto e segurava uma bolinha de golfe na mão. Em cima da mesa haviam dois grupos de copos vermelhos dispostos nos extremos, todos cheios de cerveja, Quinn conhecia aquele jogo. O adversário tinha que acertar a bolinha em um dos copos do oponente, caso acertasse a pessoa deveria beber o conteúdo.

Rachel se concentrou pedindo silencio aos rapazes ao redor e jogou a bolinha dentro do copo do adversário, que, para a surpresa de Quinn, era Mark. O garoto estava visivelmente aborrecido, socou a madeira com força e virou o conteúdo do seu penúltimo copo jogando o resto para o alto extravasando sua frustração.

-Você! –exclamou para Rachel que sorria cinicamente para ele. –Disse que não sabia jogar!

O redor da mesa explodiu em risadas.

-Alguns... homens... não tem inteligência suficiente para jogar uma bola num copo –a morena tinha a voz embargada e sorria de maneira leve.

Os rapazes soltaram grunhidos, como se sentissem o ego de Mark ser socado nas partes baixas.

Mark pegou a bolinha e fez mira, estralou o pescoço e jogou a bolinha acertando na boca do copo e saltando para fora. Os rapazes gritaram de euforia e se apressaram para pegar a morena nos braços, jogá-la para o alto e começaram um coro que cantava “Rach! Rach! Rach!”

Quinn tinha a boca entreaberta, tirou o celular do casaco e começou a filmar aquela cena, Lima ia entrar em colapso ao ver aquilo.

-Beba! –a morena berrou para Mark quando foi finalmente posta no chão. O garoto socou a mesa novamente só que não bebeu, pegou o copo e jogou o liquido na direção de Rachel, que mesmo estando alta saiu de lado sendo atingida por respingos. Mark saiu dali sem mais nada, os garotos ainda aplaudiam Rachel e já preparavam o próximo jogo.

Rachel percebeu Quinn ali e correu para a loira que continuava filmando a cena.

-Rachel Barbra Berry... –Quinn resmungou o nome pausadamente e Rachel estirou a língua para a loira que parou de filmar e colocou o celular no bolso. –Você estava...

-Foda! Eu sei, estava foda! Eu sou tão foda, Quinn! –a morena não se importou de falar palavrão e sorriu abraçando Quinn. Se afastou olhou para a loira com uma mão a segurando pela cintura e a outra colocada delicadamente em sua bochecha deixando seu polegar vagar pelo lábio inferior da garota. –Fabray, você não vai beijar Mark Johnson.

Quinn sentiu o corpo vibrar com uma onda elétrica que terminou com uma preção sobre seu centro.

A musica de Calvin Harris invadiu o ambiente e Rachel puxou Quinn para o meio do salão onde as pessoas dançavam espremidas, mas a pequena não se importava, na verdade aquilo era perfeito, estacou no meio das pessoas e ficou com Quinn atrás de si. Embora sobre o efeito do álcool, a morena estava mais do que decidida, estava mais do que atraída pelo corpo da loira, aquela altura não se importava mais com Finn ou Oliver, só existia a garota de corpo quente e de olhos verdes.

Quinn ficou sem jeito ali atrás da morena, Rachel não se virou para ela, mas ainda segurava sua mão, como se aquele fosse um comando mudo de que ela deveria se aproximar. Mordeu o lábio com a visão da judia que balançava freneticamente e que a puxava pela mão, sem conseguir recusar o contato, Quinn se postou exatamente atrás da morena.

Rachel sentiu Quinn encostar seu copo no dela, não sabia se era o espaço limitado ou a loira respondendo a suas insinuações, mas não perdeu a deixa, puxou as mãos de Quinn e as segurou sobre sua cintura puxando-a não deixando espaço entre as duas.

A batida sensual fazia os corpos se mexerem como se não houvesse controle sobre eles, Rachel se esfregava lentamente sobre Quinn que engolia em seco afundando o nariz entre os cabelos da amiga até chegar no pescoço. A judia jogou a cabeça para trás e encolheu os ombros quando um arrepio gostoso percorreu sua espinha, fez com que Quinn sorrisse ao perceber que ela tinha causado aquele efeito. Rachel deixou a cabeça descansar no ombro de Quinn, estava de olhos fechados com a boca entreaberta, esticou uma mão afundando-a no cabelo loiro dando um leve puxão.

Quinn abriu os olhos analisando a situação. Rachel tinha virado sua cabeça naquela semana em Nova York e estava visivelmente bêbada, mas a estava seduzindo. E se bem conhecia os efeitos do álcool, o produto fazia com que as pessoas ficassem desinibidas e colocassem pra fora o que mais desejavam. Rachel a estava desejando, mas se sóbria ela não a desejava, algo a impedia. A loira queria pensar sobre aquilo mas perdeu a linha de raciocínio quando sentiu a mão livre de Rachel descer pela sua coxa, desviando até a bunda massageando-a com vigor. Deixou um gemido escapar de sua garganta. Suas mãos ganharam vida apertando a cintura de Rachel subindo até seu estomago, beijou seu pescoço e em pudor algum desceu uma das mãos para a bunda de Rachel e apertou forte.

A morena mordeu o lábio inferior e puxou o corpo de Quinn para a frente, desceu até o chão e levantou-se vagarosamente roçando a bunda contra o centro de Quinn.

A loira gemeu e acordou do seu transe, estavam em um lugar publico, numa festa de Yale, olhou ao redor e por sorte ninguém parecia interessado e nem conseguiam ver direito por causa da escuridão e das luzes oscilantes que tomava o ambiente.

Quinn sentia-se quente, muito quente, sentia-se extremamente molhada, nunca pensou que a morena poderia fazer isso com ela.

“O que diabos é isso?”, pensou se afastando de Rachel, que sentiu falta do contato. A morena olhou para trás desnorteada, via as coisas um tanto embaralhadas, mas sabia que estava ali com Quinn. A loira caminhou por entre as pessoas e foi até o banheiro que ficava em frente a entrada do salão, correu até as cabines e quando encontrou uma decente para uso entrou e se trancou ali. Bateu a cabeça contra a porta, fechou os olhos e as pernas com toda sua força, mas nada parecia aliviar a pressão que sentia sobre seu clitóris.

-Q? Quinn? –a voz de Rachel se fez presente no ambiente. –Cadê? Cadê você?

-Um minuto Rachel! –exclamou batendo novamente a cabeça contra a porta. Não precisava da morena querendo conversa naquele momento.

-Você sumiu... –a voz embaralhada se aproximava da cabine do banheiro. Quinn sentiu o celular vibrar no bolso do casaco, bufou de raiva, tudo acontecia na mesma hora. Tirou o celular e viu uma mensagem de Carmen. “Fabgay, recebi informações de que você estaria dançando com uma morena baixinha...”. Quinn não quis ler o resto, só queria se controlar, devolveu o celular ao bolso.

-Quinnie... você gostou?

-Do que? –Quinn não agüentava aquilo.

-De me tocar... de me sentir te tocando?

-Merda! –Quinn não pode evitar o movimento seguinte, levantou a saia do vestido e afastou sua calcinha, que por sinal estava encharcada. Começou a desenhar círculos rápidos em seu clitóris. Mordeu o lábio com força para que não emitisse som algum.

-Você não gostou, Quinn? Hein? Me diz logo, merda! –Rachel não era mais a bêbada carente que freqüentou aquela festa do Glee, estava mais para a bêbada que provoca até receber o que quer.

-Rach... –Quinn deixou escapar o nome em forma de gemido e com o resto de sua sanidade amaldiçoou sua voz. Sentiu algo roçar suas canelas e lá estava a mão delicada de Rachel arranhando-a.

Rachel estava do lado de fora com uma cara safada, agachou-se no chão para tentar espiar o que Quinn fazia lá dentro pelo vão entre o chão e a porta, acabou encontrando somente as canelas bem torneadas. Delicadamente as arranhou e ouviu um suspiro gostoso vindo de dentro.

-Quinnieeeee... –cantarolou se aproximando mais da porta para que seu braço pudesse subir mais pela perna da loira. –Está pensando em mim? Me diz, vai...

Quinn respirou forte e olhou para baixo, Rachel estava com a mão quase no seu joelho, estava completamente desconfortável, mas o tesão falava mais alto. Se penetrou com dois dedos e se tocou com um ritmo rápido, deixou que alguns gemidos escapassem.

-Quinn... –Rachel gemia com ar risonho.

-Garota, tudo bem? –uma voz feminina desconhecida ecoou pelo banheiro, Quinn congelou.

-Maravilhosamente bem e você? –Rachel respondeu embriagada procurando pelas pernas de Quinn que havia se afastado e tentava se recompor.

-O que você está fazendo ai?

-Sabe, minha amiga e eu... –Quinn deu descarga tentando disfarçar e saiu da cabine com as bochechas vermelhas.

-Rachel...-a loira falou séria com a respiração quase normalizada. –A tarraxa... do seu brinco, esquece... deve ter caído dentro do salão...

-Ela está com você? –uma garota ruiva a olhava desconfiada.

-Sim, ela está mais pra lá do que pra cá, vou levá-la daqui –Quinn pegou a mão de Rachel e a puxou para se levantar. Estava mal humorada, não havia conseguido se aliviar e aquilo a deixava raivosa. Arrastou a morena dali, só a guiou pelo campus, não trocou nenhuma palavra até chegarem ao dormitório sul. O vento frio parecia ter diminuído seu tesão.

-Você estava se masturbando! –Rachel cantarolou no meio das escadas, Quinn tapou sua boca e a puxou para o quarto, abriu a porta empurrando uma Rachel que não tinha muita coordenação dos pés, trancou a porta e largou o casaco e a sapatilha pelo caminho.

-Não vai falar comigo? –a judia se apoiou na porta olhando triste para Quinn.

-Eu sei o que vai acontecer... você vai chorar... –a loira falava pausadamente sentindo que os efeitos do álcool não a tinham afetado tanto assim.

-Eu sou suja... –Rachel se encostou na parede e escorregou até o chão caindo no choro. –Me sinto uma vadia... me desculpe, Quinn, me perdoe...

Quinn suspirou, se Rachel fosse aquilo que se acusava ela era o mesmo se não pior.

-Pare com isso –Quinn colocou Rachel de pé e a despiu sem nenhuma conotação sexual, deixou-a apenas de roupa intima e a guiou para o banheiro, a deixou sentada no vaso sanitário e ligou o chuveiro. –Pode fazer isso sozinha?

Rachel não respondeu, apenas caiu para o lado, tombando entre o azulejo e a privada.

Quinn bufou fechando o chuveiro, pegou a morena em seus braços e a levou sem dificuldade para a cama, ela tinha as feições sérias, mas nem naquela situação deixava de ser linda. A loira afastou qualquer principio de pensamento sobre a beleza de Rachel e procurou na mala uma camisola confortável e vestiu a garota.

Provavelmente a morena não lembraria de nada pela manhã, Quinn não sabia se aquilo era algo bom ou ruim. Sentiu o corpo pedir descanso e deitou-se na cama de Carmen, mesmo ainda estando úmida. Era melhor manter distancia do pequeno corpo moreno que a havia feito delirar há pouco tempo atrás.

Notas finais
Rachel, a bêbada inapropriada.