As If Magic Exists

7 Chapitre ♣ 7


Notas iniciais
Capítulo explicativo de transição
postando nesse dia magnífico de hoje because FELIZ ANIVERSÁRIO URUHÃO ♥
obrigada por toda a ajuda e por todos os comentários, meus lindos ♥

Chapitre ♣ 7

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。。Suzuki Akira 。。

Não sou apenas mordomo da pequena mansão do inspetor Matsumoto Takanori, sou mais do que isso. Sou a única pessoa em quem ele confia. Não se engane por favor, não sou seu comparsa nem estava mentindo sobre a gêmea estar viva para fazer o bibliotecário confessar que está escondendo o outro Takashima.

Takanori não tem nenhum amigo, é egocêntrico demais pra isso, mas certamente me considera o mais perto possível disso. Ele me conta tudo, seus planos, novas informações, todos os segredos que ele escondia do resto do mundo, eu sabia. Por exemplo, eu era a única pessoa além dele que sabia que Carrie não havia morrido, e que Uruha não era culpado de nada, pois nunca houve “assassinato” nenhum. Naquela noite do infeliz acidente, Uruha, ao abrir a caixa, pensou que ela estava morta, mas na verdade ela estava apenas desmaiada e gravemente ferida. Sim, ele a viu perfurada pelos ferros, mas a questão é que ela foi machucada apenas nas costas, os órgãos vitais foram protegidos pelas pernas dobradas. Ou seja – ela foi atingida na coluna.

Sobreviveu, mas perdeu os movimentos do corpo dos ombros pra baixo.

Sei disso pois quem teve que cuidar dela e tratar seus ferimentos fui eu. Takanori não quis nem chegar perto dela.

Então ele teve a brilhante percepção de que agora ele finalmente tinha sua amada em seus braços, e a chance perfeita de se livrar do cunhado que poderia estragar tudo se soubesse. Colocou deus e todo mundo contra Uruha e iniciou sua perseguição.

Enquanto ele fazia isso, quem ficava cuidando da Aiko era eu. Quem a alimentava, dava seus remédios, a banhava e conversava com ela, era eu. E de um jeito que eu não esperava, acabamos virando amigos nesses dois meses que já se passaram.

Quando Takanori a trouxe pra casa, realmente ela estava à beira da morte. Cuidei dela com todo carinho do mundo até que ela acordou, alguns dias depois, e entrou em choque ao descobrir que nunca mais poderia mexer as pernas ou os braços novamente. Que nunca poderia realizar seu sonho de ser bailarina.

Só que ele fez pior do que isso. Mesmo estando naquele estado, com muitos ferimentos e a um passo da depressão, ele a matou para o mundo, a isolou na sua casa e... disse para ela que seu irmão havia morrido no acidente. Sim, ele fez essa monstruosidade, e foi aí que eu comecei a me indignar de verdade. Takanori contou isso pra ela na maior cara de pau e disse que agora ele cuidaria dela e daria uma vida boa pra ela. E então ele a fez se casar com ele. Pagou um padre para ir até a casa e realizar a cerimônia, e forjou a assinatura de Aiko.

Ela, até hoje, não superou a perda do irmão, mas aguentou bem até aí. Sem poder mover seu corpo, sem seu irmão gêmeo, sua única família, e obrigada a casar com aquele demoniozinho. Foi aí que ele fez o pior de tudo. Seu maior ato de covardia e egoísmo.

Engravidou ela.

Aí sim ela entrou em depressão, e quem cuidava e consolava ela era sempre eu. Nós nem sabíamos que uma gravidez era possível na condição dela, mas aconteceu. Nem Matsumoto devia saber. Ele passava o dia fora de casa e mal dava atenção pra ela. A situação chegou ao ponto de Aiko me implorar para eu matá-la para acabar com seu sofrimento (por favor, é tão fácil, apenas me sufoque com um travesseiro, qualquer coisa, eu imploro Akira. Eu mesma não posso fazer isso, mas se pudesse já teria feito, você sabe...). Só consegui convencê-la a desistir dessa ideia por causa do bebê, ele não tem culpa de nada. E eu simplesmente não podia contar a verdade sobre Kouyou, ela enlouqueceria naquela cama sem poder sair pra procurar por ele.

Quando Takanori veio com um sorriso triunfante no rosto me contar que descobriu que Uruha estava sendo escondido pelo dono da biblioteca que era apaixonado por ele, eu tomei minha decisão.

Ainda não contaria para Aiko que seu irmão estava vivo e sendo caçado, mas procuraria o Shiroyama e tentaria pensar com ele em um jeito de fazermos os gêmeos se reencontrarem pelo menos mais uma vez. Também não deixaria ele contar a verdade para Kouyou, pois aposto que como ela, ele enlouqueceria com essa informação, era melhor conseguir a certeza de um encontro primeiro...

Eu não tinha como tirar Aiko de casa por sua condição física, e ele não podia tirar Kouyou da biblioteca porque ele estava sendo procurado pela polícia, mas juntos talvez nós conseguíssemos pensar numa manobra. Eu queria dar essa felicidade a ela, era o mínimo que ela merecia. Ela havia se tornado alguém importante pra mim. Eu sabia que por causa da sua tetraplegia as chances dela sobreviver ao parto eram quase nulas antes mesmo de o médico dizer isso para Matsumoto.

Era vilanesco o que Takanori estava fazendo, mas por conhecê-lo desde criança eu sabia que ele não fazia isso por maldade, mas sim porque ele é... doente. É a única palavra para explicar sua condição, alguma doença na cabeça. Ele sempre foi muito mimado e possessivo então quando ele decidia que queria alguma coisa ele não dormia, literalmente, até consegui-la. E se valia de qualquer meio para isso, sem se importar com a opinião dos outros. Foi o que ele fez com Aiko. Doentiamente apaixonado por ela, não parou com sua obsessão até que a conseguiu na sua casa, toda pra ele, como uma propriedade. Mesma coisa se aplica na perseguição que ele está fazendo com Kouyou. Não vai descansar até conseguir sua cabeça numa bandeja, e aí sim vai dar atenção para sua “esposa”.

E apesar de tudo isso, de todo dano que ele causou, eu não conseguia odiá-lo. Mesmo convivendo com Aiko todos os dias e tentando tirá-la das garras cruéis da depressão, sem poder contar a verdade pra ela, a única coisa que eu sentia pelo meu pequeno Mestre era pena e uma enorme tristeza.

A tristeza era sobre mim mesmo na verdade, pois eu nutria, desde sempre, mais sentimentos por ele do que ele jamais desconfiaria ou sonharia imaginar. Afinal eu era apenas seu mordomo, um mero empregado, um serviçal (sem esquecer do fato de que ele era declaradamente homofóbico), e quem havia ganhado seu coração era Aiko, não eu. Mas nem por um segundo eu nutri sentimentos ruins por ela, nem desde a primeira vez que o baixinho me falou sobre ela, quando foi assistir uma apresentação. Era a mulher que ele amava, o motivo de sua felicidade, eu respeitava sua decisão. E quando ela foi parar ali, totalmente entregue aos meus cuidados, a tratei com todo carinho possível. Nenhum ressentimento, mágoa, ódio, ciúmes, inveja, nada. Eu queria ver Takanori feliz, se possível até fazer ela gostar dele também (apesar de que depois de tudo que ele fez isso me pareça impossível).

Se nenhum dos dois viesse a querer aquele bebê, eu o criaria como meu, afinal seria o filho do homem que eu amava. Se Aiko não sobreviver ao parto e meu Mestre não quiser a criança, eu vou querer, com todo prazer.

Desculpem, meus sentimentos não importam, a questão agora é fazer, em menos de seis meses, os irmãos se reencontrarem, sem contar nada pra eles antes.

Já era noite e Takanori ainda não havia voltado pra casa. Bem, ele não tinha exatamente uma rotina, ia e voltava o dia inteiro, em diversos horários (mais um ponto que dificultaria o plano do encontro). Eu estava ansioso para que ele chegasse e eu pudesse pedir licença para ir até a drogaria comprar os remédios de Aiko que estavam acabando. Claro que sorrateiramente eu correria até a Biblioteca Gare de Lyon para me apresentar ao Shiroyama e explicar a situação. Mas se ele demorasse demais a biblioteca já estaria fechada e meus planos iriam ralo abaixo... Já era a terceira noite que eu estava tentando fazer isso, mas ele sempre chegava em casa tarde demais e eu não podia sair e deixar Aiko sozinha.

Por um milagre, ouvi o barulho da porta de frente se abrindo e me preparei psicologicamente para mentir.

– Vou dar uma saída Ai, mas já volto ok? – Informei a ela. Eu estava no seu quarto lendo um livro em voz alta (ela não sabia ler) para nós dois, e ao falar isso ela pareceu imediatamente triste.

– Por favor não demore Akira, não me deixe sozinha com ele...

– Volto o mais rápido possível querida, não se preocupe... – Sorri carinhosamente e ela pareceu mais tranquila.

Deixei o livro em cima da cômoda e saí do quarto, encostando a porta em seguida. O casaco, o chapéu e a bengala estavam pendurados nos cabides de entrada, úmidos, mas ele não estava na sala. Porém, antes que eu pudesse ir procurá-lo, ele apareceu.

– Akira?

– Boa noite senhor, chegou cedo hoje.

– Sim, sim. Vá fazer umas compras, acabou o rum.

– Certamente. – Sorri internamente, nem ia precisar de desculpa pra sair. Enquanto eu pegava meu casaco e enrolava uma manta em volta do pescoço, ele tornou a falar.

– Cuidado pra não pegar um resfriado, está realmente frio lá fora. Ah, ela está dormindo?

– Obrigado por se preocupar. Sim, está. – Menti.

– Que bom, então não vai me incomodar. – Falou num tom que quase me deu vontade de torcer seu pescoço, e depois me entregou algumas notas amassadas para as compras. – Passe o resto da noite comigo depois, Akira. Tenho novidades pra contar.

– Sim, mestre, é sempre uma honra. Com sua licença. – Respondi e fiz uma reverência, saindo do calor e conforto da pequena mansão para o frio cruel da rua.

Literalmente corri comprar as coisas que eu precisava comprar, pra ganhar tempo, e depois me dirigi à biblioteca. Já devia ter passado mais de meia hora, e era tarde da noite, rezei para encontrar Shiroyama lá e depois voltar correndo de volta pra casa pra não deixar Aiko sozinha.

Quase congelando, consegui chegar na biblioteca. Ela já estava fechada, como eu imaginava, mas bati na porta mesmo assim. E tive sorte. Depois de algum tempo, Shiroyama veio abri-la. Se isso não tivesse acontecido, não sei o que eu faria, talvez demorasse muito pra ter outra oportunidade dessas.

Ele me deixou entrar e então eu expliquei absolutamente tudo. De queixo caído ele me ouvia falar atentamente, me olhando de um jeito que parecia que pensava que eu era louco ou alguma coisa assim. Quem me dera toda aquela desgraça ser mentira. Terminei de contar tudo e parecia que o moreno havia sido esbofeteado.

– É isso, basicamente. Por favor acredite em mim, é tudo verdade. E eu preciso da sua ajuda.

– E-Eu nem sei o que dizer... meu deus, estou completamente chocado... – Ele balbuciou.

– Se você ficou assim, imagina se fosse o Uruha. Por isso imploro para por favor, não contar absolutamente nada pra ele.

– Certamente que não vou dizer, nem se preocupe com isso... sei bem o choque que ele teria. – Respondeu.

– Agora é só começarmos a pensar num jeito... a única coisa que eu consigo pensar é em disfarçar bem Uruha, conseguir uma barba postiça ou coisa assim, ou quem sabe vesti-lo de mulher, e ir discretamente até a mansão, num horário que eu consiga calcular em que o inspetor esteja bem longe...

– É uma boa ideia... podemos aperfeiçoar ela, vou pensar sobre isso e não descansar até nós conseguirmos... – Suspirou passando a mão no rosto, cansado. – Só de pensar na felicidade dos dois quando conseguirmos quase começo a chorar já... muito obrigado por ter vindo Suzuki, admiro seu caráter e sua coragem...

– Eu que agradeço por confiar em mim e concordar em colaborar Shiroyama. Pelo visto pensamos do mesmo jeito, acho que vamos conseguir fazer um bom trabalho em equipe. – Sorri amigavelmente. Tudo havia saído melhor do que eu esperava. – Mas meu tempo acabou por hoje, estou atrasado, já devia estar em casa. Amanhã eu volto, tenho uns livros pra devolver, e então conversamos mais, certo?

“Certo.” o bibliotecário respondeu, e apertamos as mãos, mantendo um olhar de compromisso por alguns segundos. Me despedi e refiz o caminho até em casa, com o vento gelado cortando a pele desprotegida de minha face. Mas agora meu plano estava em andamento e talvez em breve tudo desse certo.

Cheguei em casa e depois conversar rapidamente com Aiko e lhe dar boa noite, fui até o escritório de Takanori, onde ele me esperava, levando as garrafas de bebida que ele havia pedido. Mal começamos a conversar e ele já largou a bomba em minhas mãos.


– Nas últimas semanas eu arranjei uma escada bem grande e andei espiando a casa do Yuu pelas janelas. Não consegui ver muita coisa porque as cortinas estão sempre fechadas, e quando estão abertas não há ninguém lá. Depois disso, resolvi me disfarçar, de moça, e fui lá todos os dias por algum tempo, e em horários diferentes, ninguém me reconheceu de vestido, maquiagem e peruca. Achei que não fosse conseguir prova nenhuma, mas, ah, como eles são tolos... descobri que durante a noite aquele desgraçado anda alegremente por lá... tenho certeza que era ele, mesmo tendo visto rapidamente e estando escuro. O rosto dele é igual ao dela, não tem erro. Finalmente, finalmente eu confirmei Akira, aquele rato está lá só esperando eu colocar as garras nele... – Riu de um jeito maligno e virou uma dose de bebida. E então continuou.


– Você não faz ideia da festinha que eu estou planejando... vai ser lindo de ver... não vou nem contar porque quero te fazer surpresa... mas logo logo todos vão assistir ao meu triunfo...


Medo se alastrou em meu coração e eu mal podia respirar. Eu precisava avisar eles o mais rápido possível para estarem preparados para seja lá o que esse homem estava planejando fazer.


。。Yuu 。。

Como eu ia encarar Kouyou sem poder contar tudo aquilo eu não fazia a menor ideia, mas tinha que me recuperar e fazer um cara normal, como se nada tivesse acontecido. Akira me explicou tudo detalhadamente e agora eu devia pensar num plano sem falhas para levar Kouyou até Aiko sem que o inspetor desconfiasse de nada.

Com tudo isso, e abalado do jeito que eu estava, quase me esqueci das revelações e da sua declaração para mim de mais cedo. Céus, Kou estava apaixonado por mim, isso parecia um milagre, parecia impossível, eu mal podia acreditar que finalmente havia beijado aqueles lábios divinos com que sonhava há tanto tempo...

Tranquei a porta novamente e então fui para minha casa, apagando todas as velas no caminho. Quase tremendo só pela expectativa de reencontrá-lo, sabendo de tudo aquilo e sabendo que ele sentia por mim a mesma coisa que eu sentia por ele. Decidi me focar nesse ponto, em ficar nervoso e sem jeito por causa dele, e deixar de lado a realidade avassaladora que me fora confiada. Quando estivesse sozinho, eu pensaria nisso. Agora era melhor não deixá-lo desconfiar de nada.

Respirei fundo antes de entrar no meu quarto, onde ele estaria me esperando. Abri a porta e o avistei sentado de pernas cruzadas na cama, muito concentrado lendo, e com o rosto moderadamente corado. Se sobressaltou ao me ver chegando.

– Y-Yuu... – Fechou o livro, com as mãos trêmulas, e o largou de lado, visivelmente constrangido. O que havia acontecido com ele? Não importa, estava terrivelmente lindo daquele jeito. – Quem era?

– Quem era o quê?

– Na porta...

– Ah, sim, era o inspetor... passou pra conversar só, mas logo foi embora, sem problemas... – O tranquilizei, que ainda olhava meio nervoso pra mim. – Você está bem, Kou?

– Sim, estou, eu acho... é que... eu continuei lendo sozinho enquanto esperava...

– Ah é? E conseguiu? Leu até qual parte? – Perguntei, orgulhoso. Joguei pra longe o pensamento gritante da minha cabeça (SUA IRMÃ ESTÁ VIVA KOU, E ELA ESTÁ GRÁVIDA, ELA NÃO MORREU!) e sentei ao seu lado na cama. Ele se encolheu mais, dobrando as pernas contra o corpo. Havia alguma coisa estranha.

– Uhum, consegui, indo devagar. – Concordou. – Li até a parte que... a parte que, hã... hm... no final do capítulo, quando eles... ah... eles estão... como ele mesmo diz... encaixando... – Olhou para o longe, ruborizado, evitando meu olhar.

Ah não.

Meu deus. Eu havia esquecido completamente. No final daquele capítulo havia uma cena de sexo mais do que detalhada e MEU DEUS EU ESCREVI AQUILO E KOUYOU LEU! NÃO ERA PRA ELE TER LIDO! Eu ia mandar ele pular essa parte, e, ah, socorro, socorro...

Agora era eu quem estava completamente ruborizado. Não sabia o que dizer. E então percebi que era uma ereção o que ele estava escondendo ao abraçar suas pernas dobradas.

Por que logo hoje!? Mal ele percebe que gosta de mim e já acaba lendo sem querer minhas pornografias?

– D-Desculpa Kou, não era pra você ter lido essa parte, ah, que vergonha...

– Não se desculpe, Yuu! Eu gostei! Adorei, na verdade... eu não conhecia nada disso... tanto amor ali, tantos sentimentos, carinho, eu nunca achei que fosse possível... nas minhas lembranças esse... ato... é apenas uma coisa horrível e cruel, só dor e lágrimas... seu livro me mostrou que... pode ser diferente, e lindo... – Criou coragem para levantar o rosto e olhar diretamente nos meus olhos. Eu continuava morrendo de vergonha de qualquer jeito.

“Você quer tentar?” fiquei com vontade de perguntar, começando a ficar excitado também só por antecipação, mas realmente achei que fosse cedo demais. Não que eu não sonhasse com isso há muito tempo, principalmente desde que ele veio dormir na minha cama, mas...

E, bem, ele nunca havia sido o ativo na vida, e eu certamente não era, não hoje pelo menos com essa vergonha toda, então...

– É claro que pode ser assim, Kou... – Com um certo nervosismo, acariciei seu rosto com a ponta de meus dedos, sentindo sua pele macia. – Se você quiser... se quiser... quando achar que está pronto... eu posso te mostrar...

Ele vasculhou meus olhos profundamente com os seus, e então acabou com a pequena distância entre nossos rostos e me beijou calmamente. Nada mais importava pra mim, o inspetor, a irmã grávida, o mordomo agente duplo, nada, apenas Kouyou ali me beijando com a maior ternura possível.

– Eu acho que eu quero, Yuu... – Sussurrou, com um sorriso cúmplice. – Eu nunca senti antes o que eu sinto por você...

– Se você só acha... então me permita te dar apenas uma amostra, hu? – Sorri de volta, me aproximando mais e sussurrando isso perto da sua orelha.

– Eu adoraria... – Ele respondeu, quase em um suspiro satisfeito.

– O que você está escondendo aí, hein? – Fiz ele desdobrar as pernas e apreciei o volume em sua calça. – Gostou tanto assim do meu livro, é?

Kouyou estava sentado encostado no espaldar da cama, e depois de desdobrar suas pernas, eu me coloquei sobre elas, de joelhos, e o tomei em um longo beijo, provocando sua língua a brincar com a minha, e sem conseguir o soltar nunca. Céus, ele era uma delícia, uma perdição, e aquilo era melhor que qualquer sonho que eu ousei sonhar...

Mordi seu lábio inferior e ele gemeu baixinho. Me afastei e observei a perfeição de seu rosto com os olhos fechados e boca entreaberta de prazer, até que ele abriu os olhos e me encarou com um desejo que eu nunca havia visto antes. Peguei-o de surpresa ao lamber seus lábios e senti suas mãos se fixarem em minha cintura. Eu mesmo já estava tão excitado quando ele, e ele notou isso também.

– Estou fazendo certo, Kou...? – Perguntei sussurrando em seu ouvido, antes de lamber o lóbulo da sua orelha e ouvir um pequeno gemido em resposta.

– Mais do que perfeito... – Ele arfou. – Não pare...

Pressionei meu quadril contra o seu gemendo também, e então ataquei seu pescoço com carinho, lambendo lentamente e então mordiscando, sentindo-o se contorcer sob mim, respirando irregularmente. É mais do que uma honra tê-lo para mim, então eu trataria de fazer aquele nosso primeiro momento íntimo inesquecível para ele.

Enquanto me deliciava com a pele macia de seu pescoço, minhas mãos percorreram seu corpo, apertando sua cintura, e começaram a procurar pelos botões de colete, os abrindo com pressa, e depois sua camisa.

Só de olhar para seu peito nu eu já enlouquecia, imagine com ele me olhando daquele jeito. Lambi os lábios e então passei a beijar e morder de leve seus mamilos rosados, o estimulando. Seus gemidos quase contidos eram música. Apertei suas coxas macias com força e comecei a abrir sua calça também.

Apreciei aquele homem que eu amava mais do que ninguém com os olhos fechados com força, a boca aberta buscando desesperadamente por ar, completamente entregue a mim, e então tirei suas calças, o deixando apenas de roupa íntima embaixo de mim.

O corte em sua coxa já havia cicatrizado graças aos meus cuidados diários, e agora apenas uma cicatriz restara. Deslizei minhas mãos por suas coxas macias, lisinhas e quentes me deleitando e o arranhando no processo. Ele juntou forças para levar suas mãos até minha camisa e a tirei para ele, adorando seu olhar faminto sobre meu peito.

Beijei seus lábios novamente, com pressa dessa vez, e levei uma mão até seu membro necessitado, fazendo-o gemer alto por isso. Aprofundei o beijo enquanto o acariciava por cima do fino tecido, desejando que aquele momento durasse pra sempre. Sugando sua língua, deslizei a mão por baixo do tecido e o segurei em meus dedos. Arfando, ele gemeu longamente, e mordeu meu lábio inferior em réplica, como se desesperado para fazer alguma coisa também.

Removi sua cueca e comecei a acariciá-lo de cima a baixo, lambendo os lábios com aquela visão. Ele tinha a cabeça caída pra trás e mordia os lábios, gemendo.

– Koo~ou... – Chamei. Ele olhou para baixo, os olhos completamente imersos em prazer. – Você vai querer ver isso... – Sorri e então beijei a ponta de seu membro em minhas mãos. O loiro deixou um gemido mais alto escapar, e antes que ele tivesse oportunidade de respirar, lambi lentamente toda sua extensão, sem pressa nenhuma.

– Yuu... p-por favor... Yuu... eu vou... – Gemeu.

Apertando suas coxas com força, o abocanhei por inteiro. Ele gemeu e se contorceu quanto mais movimentos para cima e pra baixo eu fazia, e agarrou meus cabelos sem força nenhuma. Voltei a masturba-lo com a mão, dessa vez muito mais rápido, e em poucos segundos ele chegou ao ápice. O mesmo aconteceu comigo apenas por aquela visão.

Respirando pesadamente, ele me puxou pra cima e me beijou, exausto.

– Meu deus... – Sussurrou com o pouco da voz rouca que conseguiu reunir.

– Gostou? – Perguntei, imerso no brilho de seu olhar.

– E precisa perguntar? – Se indignou, então riu levemente. Ele nunca tinha sido tão bonito... – Yuu, você... incrível... mais perfeito do que eu havia imaginado... Mas você também...?

– Sim, meu amor... só de vê-lo gemendo daquele jeito eu poderia ter me acabado já... – Confessei. – Você é um sonho realizado... como se tivesse sido feito exatamente pra mim...

Kouyou sorriu sem jeito e então me abraçou com força. Apreciei o toque de minha pele na sua, nossos troncos nus colados, o cheiro maravilhoso de seu cabelo... Ficamos abraçados por um longo tempo e relaxei tanto que cheguei a pegar no sono. Ele apagou as luminárias e então fomos para baixo dos cobertores e nos enroscamos confortavelmente para dormir. Eu não queria soltá-lo nunca mais.

– Boa noite Kou... – Falei, escondendo o rosto em seu pescoço. O toque de nossas pernas entrelaçadas era simplesmente maravilhoso. – Obrigado por existir.

– Boa noite Yuu... – Ele respondeu, beijando minha testa. – Obrigado por ter salvo minha vida...

Dormimos agarrados daquele jeito e eu não queria o soltar nunca mais. Minha vida estava completa agora. Toda solidão havia sumido. Eu tinha Kouyou para mim e uma vida inteira para explorarmos jutos.

Mal sabia eu que aquela seria a última noite que passaríamos juntos por um longo, longo tempo.

Notas finais
A Carrie, se eles fossem ricos:
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E o Ruki pra vocês sobre todos os capítulos até o último:
http://i1109.photobucket.com/albums/h427/hokusama/rukilied-1.jpg
SUDHFISUDHFSIDUHSDIUFHSDIFUSD -Q
mais confusões reveladas e um sexy time que não estava no roteiro, mas né, é aniversário desse porralok, eu precisava dar um presente pra ele IUAHIUSHFISUFHCISUDFHISDUFH /socos
espero que tenham gostado m(_ _)m por favor me digam o que acharam, meus 40 leitores :3
até o próximo ♥
09/06/2012