As If Magic Exists
5 Chapitre ♠ 5
Notas iniciais
「Algumas coisas eu simplesmente não podia contar pra Kouyou. Não porque era ele, mas eram coisas que me machucavam e que eu ainda não estava pronto pra falar, nem nunca havia falado pra ninguém. Talvez, se eu continuar confiando nele cada vez mais... quem sabe...」
Chapitre ♠ 5
Naquela noite, ele me mostrou o alfabeto. Algumas letras como A, J, Q e K eu conhecia, por causa das cartas de baralho. Yuu me ensinou seus nomes e seus sons, depois disse para eu escrevê-las separadamente, do jeito que eu conseguisse.
Fiquei muito nervoso, é claro. Era a vergonha da minha vida agora, não saber escrever nem meu nome.
– Eu não consigo Yuu, não consigo, não consigo... – Resmunguei, minha mãe tremia segurando a caneta já molhada na tinta, sem ousar encostar ela no papel. Ele anotara cada letra em ordem na parte de cima da folha, com sua escrita bonita e elegante, mas eu não conseguia repeti-las, eu queria, mas tinha tanto medo que saísse um rabisco feio e torto.
– Não precisa ter medo, você consegue sim. – O moreno me tranquilizou. – Eu te ajudo.
Ele colocou sua mão sobre a minha e um arrepiou dançou por meu corpo ao sentir seu toque. Meu braço relaxou, mas em compensação meu coração começou a bater mais rápido, Yuu estava tão perto de mim...
– Assim. – Começou a mover minha mão, um traço pra cima, um pra baixo, um no meio cortando os dois. – Pronto, um A.
Entretanto, eu nem estava mais nervoso por não conseguir escrever, mas sim por ele estar tão próximo.
– Uhmm. B agora?
– Isso. Consegue sozinho?
– Não, me ajude de novo.
Talvez eu conseguisse sozinho sim, mas não queria que ele soltasse minha mão.
Continuamos assim até a letra Z, e quando percebi ele estava praticamente debruçado sobre mim, quase com o queixo apoiado no meu ombro.
Ele percebeu isso também, nossos olhos se encontraram por um instante, e então o moreno se afastou, sem jeito, arrumando os óculos. Disse pra eu tentar repetir todas as letras, sozinho agora. Senti falta do calor da sua mão, que era menor que a minha, mas tão quente e macia. Mesmo assim, me esforcei e comecei a escrever, para deixá-lo orgulhoso de mim.
Depois, Yuu me explicou sobre vogais e consoantes, e já devia ter passado mais de uma hora que havíamos começado, então guardamos tudo e voltamos pra casa, cansados.
Trouxe os papeis comigo porque passaria o dia treinando amanhã, enquanto teria que ficar esperando escurecer.
Então me lembrei de uma coisa o no fundo me senti meio triste por isso.
– Devo voltar pro meu quarto? – Perguntei. Yuu hesitou um pouco, como se tivesse esquecido disso também, e depois respondeu.
– Acho melhor ficar por aqui mais uns dias, eles podem voltar sem avisar e não vamos ter como arrumar tudo de novo... acho mais seguro...
– Que bom... – Comentei baixinho comigo mesmo e sorri, enquanto andava olhando pro chão, e acho que ele ouviu porque sorriu também. – Obrigado pela aula Yuu. Não sei nem o que dizer pra te agradecer...
– Não precisa agradecer! Continue aprendendo rápido assim, você foi muito bem hoje...
Novamente, deitado em sua cama, no escuro, me deu vontade e coragem de falar com ele.
– Minha irmã sempre quis aprender a ler e a escrever, sempre foi o sonho dela, eu nunca me importei porque não era necessário... – Falei baixinho. – Acho que se eu aprender vou me sentir realizando um dos sonhos dela e me sentir um pouco melhor...
– Você vai aprender, com certeza... e ela vai ficar muito orgulhosa...
Por que só no escuro eu conseguia conversar normalmente, sem ter medo ou vergonha de falar nada?
– Você a conhecia, Yuu? – Perguntei, ainda tentando adivinhar como ele me conhecia, já que ele não queria me dizer.
– Ela era linda né...
– Sim, muito...
– Acho que vocês dois formariam um belo casal... – Comentei, pensativo. – Seria tão bom, assim eu teria você na família pra sempre...
Yuu ficou em silêncio por um minuto e depois começou a rir.
– Acho que não, Kou... eu já disse... nunca vou ter uma família assim, mulher e filhos.
– E por quê? – Arrisquei de novo perguntar, rezando pra ele não se recusar a responder de novo.
– Porque... – Ele começou, lentamente, então parou de novo e respirou fundo. – Porque... eu não gosto de mulheres... nesse sentindo...
– Como assim? Não entendi...
– Eu não gosto de mulheres, Kou. Eu... eu gosto de homens. Mas isso é um segredo é claro, porque as pessoas não costumam aceitar esse tipo de coisa...
Fiquei feliz por ele confiar tanto assim em mim pra me contar uma coisa dessas.
– É verdade? E você já teve algum namorado? – Perguntei, curioso. Eu, particularmente, não achei nada de mais aquela sua revelação, porque por mim, quando você se apaixona, pouco importa o sexo da pessoa. Não que eu saiba mais do que a teoria sobre isso, mas realmente penso assim... Pra ele parecia ser um fardo, pelo jeito reprimido que me contou aquilo...
– V-Você não se assustou nem nada? Não se importa com isso? – Perguntou, assustado. De certo tinha esperado que eu saísse correndo gritando daquela cama com nojo dele.
– Claro que não, qual é o problema?! – Sorri. – E eu sou seu amigo... vou te apoiar a ajudar no que precisar...
– Meu deus... muito obrigado Kou... muito obrigado... você é um anjo... mas não, nunca tive um namorado... esse tipo de coisa... é realmente raro de acontecer, sabe... e na verdade eu sou apaixonado por uma pessoa há muito tempo...
– E ele sabe dos seus sentimentos? – Perguntei, preocupado, pensando em como poderia ajudá-lo.
– Não... duvido que ele goste de homens também, nunca poderia me amar... é por isso que eu digo... que nunca vou ter uma família... – Suspirou.
– Mas... – Fiquei triste por ele. Sozinho naquela casa-biblioteca gigante, sem família, e só eu ali pra incomodar. – Devia falar pra ele, talvez ele entenda, não sei...
– Não posso falar, não quero que ele se afaste de mim, não quero perder a amizade... dele...
Quem poderia ser? Quando eu perguntei sobre seus amigos ele disse que tinha eu...
Ah! Mas é claro!
É o inspetor, só pode.
E eu estou aqui no meio atrapalhando o relacionamento dos dois, porque enquanto Yuu tem que me manter seguro tem que manter o baixinho longe daqui... talvez fosse melhor eu ir embora assim que possível...
– Kou? – Ele chamou, hesitante. – E você, já teve alguma namorada...?
– Eu? – Ri. – Não, nunca me apaixonei na verdade... nem sei o que é amor que não seja de família... nunca tive tempo pra isso...
– Hmm, entendo... – Ele concordou. – Mas acho que seria bom pra você... pra ajudar a superar a perda... alguém que te ajude a continuar a viver mesmo com a falta que ela deve fazer pra você...
– Mas eu já tenho essa pessoa Yuu, é você.
O silêncio tomou conta do quarto. Eu falei aquilo sem pensar duas vezes porque era óbvio, mas talvez ele tivesse levado pra outro lado...
Ah... e agora que ele me contou que gosta homens, será que eu ainda poderia abraçá-lo quando precisasse ou ele ia achar estranho...?
– Eu tenho muita saudade dela... – Suspirei, mudando de assunto e virando de lado.
– Eu sei que deve ter... eu também já perdi alguém...
– É? Há quanto tempo...? – Achei indelicado perguntar “quem?”.
– Dois anos...
– E você esteve sozinho todo esse tempo desde então?
– Sim...
– Ainda bem que estou aqui agora então...
– Sim Kou, muito obrigado por estar aqui... muito obrigado... – Agradeceu com uma voz triste.
– Você também pode me abraçar quando quiser, ok? – Afirmei, solidário. Ele fazia tanto por mim, e se ele também estava sofrendo por dentro era meu dever ajudar, eu era sua única companhia...
– Posso?
– Claro, Yuu...
– Pode ser agora?
– Eh? S-sim, pode. – Mal respondi e ele já estava abraçado em mim.
– Obrigado... – Sussurrou, parecendo tão frágil.
O abracei de volta. Pelo visto ele tinha muitas coisas pesando no seu coração também, mas era forte a ponto de não deixar sua dor transparecer... e eu estava muito feliz por ele me permitir ver esse seu lado e tentar confortá-lo.
– Boa noite, Kou... me desculpe qualquer coisa... – Disse baixinho, o rosto enterrado em meu peito. – Eu estive sozinho por tanto tempo, nem acredito que tenho você agora...
– Boa noite, Yuu. – Passei a mão por seus cabelos, fazendo carinho. – Não precisa pedir desculpas por nada... e pode me contar o que quiser sempre que precisar... vamos seguir juntos assim, um ajudando ao outro...
– Obrigado... – Disse uma última vez e então pegou no sono, enquanto me abraçava bem apertado.
Eu tentaria cuidar dele e de mim ao mesmo tempo do melhor jeito possível.
。。。
Já fazia umas duas semanas que Yuu havia começado a me ensinar a ler.
Nunca mais a cena daquela noite havia se repetido, de manhã ele fingiu que nada havia acontecido e eu joguei seu jogo. Ele nunca mais se abriu comigo ou me contou coisas pessoas, mas eu sentia que depois daquela noite nossa relação estava muito mais forte, ambos ficávamos confortáveis um perto do outro.
Às vezes, principalmente de noite, e quando chovia, eu tinha recaídas e acabava chorando ou me encolhendo num canto. Mas Yuu aparecia e me salvava, depois de muito argumentar e me abraçar, então eu conseguia voltar pra realidade. Quando eu menos esperava me batia essa tristeza e saudade imensas, e se não fosse por ele, sinceramente, não sei o que seria de mim...
O inspetor não apareceu mais, graças a deus. Mesmo assim Yuu disse pra eu continuar no quarto dele, afinal Matsumoto poderia voltar a qualquer hora. Não queria incomodá-lo, mas se ele insistia...
Quem vinha frequentemente procurar por mim era o simpático Yutaka. Sempre sorridente, sempre carregando uma pilha de livros e me pedindo por mais deles. Conversávamos um pouquinho todo dia (quer dizer, ele que puxava conversa comigo), e eu podia arriscar dizer que estávamos virando amigos.
Claro que tive que inventar uma história falsa sobre mim, mas ainda assim, eu gostava dele e era grato por sua simpatia. Yutaka cursava Direito, o que eu havia deduzido antes de ele me contar, pelo tipo de livros que me pedia e pelo tamanho e quantidade deles. Fazia-me sentar-se à mesa com ele enquanto fazia pesquisas e trabalhos pra conversar um pouco, e era divertido.
Quem olhava feio pra ele era Yuu, mas eu não sabia por quê. O garoto era tão legal e inteligente, qual o problema?
Era um começo de noite e eu estava com Yutaka ao redor de uma das mesas, ele ia escrevendo um resumo e enquanto isso me contava uma história sobre algo que acontecera com ele na rua hoje mais cedo, quando Yuu chegou sorrateiro e parou ao meu lado.
– Desculpe incomodar, mas estamos quase fechando. – Informou ao moreninho, com ar reprovador.
– Ah, é verdade, me perdi no horário, me desculpe senhor, já estou indo. – Se desculpou constrangido e começou a fechar os livros e arrumar suas coisas.
Olhei meio torto para o Yuu carrancudo e de braços cruzados parado ao meu lado, encarando o menor e esperando ele ir embora. Por que ele tinha que ser tão estúpido com o coitado? Eram raras as vezes que eu via Yuu assim, e essas vezes eram sempre por causa de Yutaka.
– Pode deixar que eu guardo esses. – Sorri pra ele, que separou dois que ia retirar.
– Obrigado Kou! Bem, então já vou indo... até amanhã ne. – Se despediu sorridente e saiu.
Esperei que ele estivesse longe do campo de visão, e me virei pra Yuu, cruzando os braços igualmente.
– Qual é o problema...?
– Problema? Não tem problema nenhum. – Respondeu, e seu tom seco me irritou.
– Você sempre trata ele desse jeito, por quê? O que foi que ele te fez?
– Quem foi que permitiu ele te chamar de Kou? Não acha que anda amiguinho demais desse aí? Vai que ele te reconheça, vai que ele esteja espiando pra alguém, por exemplo, nosso amiguinho inspetor. – Sussurrou, irritado, pois os outros funcionários ainda estavam por ali.
– Eu confio nele, ok? Qual o problema se eu fizer outro amigo além de você...?
– Nada... – Resmungou, e se virou de costas, andando embora.
– Nem falando, volte aqui, senhor nervosinho. – O puxei de volta segurando sua cintura. Ele congelou e ficou imóvel, cheguei a me assustar e afastei as mãos.
– Yuu...? Que foi?
– N-nada... – Respondeu de novo, mas dessa vez com um tom e uma expressão completamente diferentes de antes, quase... sonhadoras agora.
Então eu podia provocá-lo tocando nele?
– Qual o problema com o Yutaka? – Perguntei de novo, agora de frente pra ele, e segurei-o pela cintura novamente. Ele fechou os olhos bem apertado e falou de um jeito quase sofrido.
– Kou. Por favor. Não faz isso.
– Só se responder minha pergunta.
– Kou... quando foi que você ficou assim, seu chantagista... – Resmungou quando eu firmei o aperto.
– É só responder...
– Ok, ok... eu tenho ciúmes dele, ok? Pronto. Pronto, agora me solte antes que eu...
Soltei-o, com um sorrisinho no rosto.
– Antes que você o quê? Eu te machuco por acaso que você faz essa cara?
– Exatamente pelo contrário, mas isso não vem ao caso. – Ficou emburrado de novo.
– E então todo esse fiasco de sempre é ciúmes? – Ri. – Por que teria ciúmes de mim?
– Isso também não vem ao caso, respondi sua pergunta sob tortura, fique satisfeito com isso Takashima.
Percebi, mesmo sob a luz de velas, que ele estava corado.
– Ai que bonitinho. – Ri e apertei suas bochechas, ele ficou resmungando mais ainda e escapou de mim indo se despedir dos funcionários e trancar as portas.
Não fazia nem um mês desde o acidente ainda, mas nós já tínhamos intimidade pra eu fazer esse tipo de brincadeira. Eu adorava provocá-lo e rir da sua cara, era divertido, e ele parecia gostar também. Nossa amizade ia mais do que bem. E eu não conseguia desgrudar dele, ele era minha maior fonte de felicidade e meu remédio pra minha saudade e tristeza. E agora, com nossas pequenas aulinhas noturnas, eu já estava conseguindo ler palavras pequenas, e juntar elas em frases às vezes.
Guardei os livros que Yutaka deixara em cima da mesa e esperei por Yuu para ir ajudá-lo a fazer a janta.
Quando batidas fortes na porta da frente da biblioteca me assustaram.
Aquelas batidas estranhas e características. Aquele som de metal batendo na madeira.
O inspetor e seu costume de cutucar a porta com a bengala que sempre trazia com ele (duvido que ele precise dela, só usa pelo charme e pra se exibir. Só que não precisava arrebentar as portas com ela quando chegava).
Sinalizei pra Yuu e saí correndo, só parei de correr quando já estava em segurança na sua casa. Me tranquei no banheiro pra garantir.
。。Yuu 。。
Eu sabia que uma hora ou outra ele iria aparecer, mas por que justo agora, quando eu eu finalmente teria chance de ficar sozinho e em paz com Kouyou, na hora sagrada da noite?
Abri a porta, girando os olhos.
– Acabamos de fechar, podia ter vindo mais cedo. – Suspirei.
– Ora, nunca é tarde pra visitar um amigo. E bati nos fundos primeiros, mas como ninguém respondeu, sabia que devia estar por aqui ainda.
Antes que eu convidasse, ele já foi entrando, espanando a neve do seu casaco em cima do carpete.
– E à que devo a honra da sua visita, Matsumoto?
– Só queria conversar com você um pouco, Yuu. Poderia me servir um chá? Estou congelando.
– Ah, claro, sim, vamos para a cozinha.
Guiei-o através da porta que levava aos fundos, torcendo para que ele fosse embora logo. Estava louco pra dar mais uma aula para o loiro, ele estava progredindo maravilhosamente bem...
– Minhas fontes afirmam que Uruha fugiu em direção a esse bairro. – Começou.
– Você continua atrás dele? Não tem realmente nada melhor pra fazer? Nunca vai achá-lo, já faz tanto tempo, ele deve ter saído da cidade.
– Não, ele não saiu da cidade, disso eu tenho certeza. Você tem que ficar de olho, eu sei que ele está em algum lugar por aqui.
– Sabe, eu não acho que ele seja um assassino. O que aconteceu foi um acidente. – Falei, tentando ficar calmo, mas por dentro fervia de raiva.
O outro entrelaçou os dedos, apoiando as mãos unidas na mesa, e me analisou, incrédulo, com um ar de surpresa debochado e cruel.
– Ah, Yuu... Yuu, Yuu, Yuu... você sempre foi apaixonado por ele, não é? Todas aquelas noites... não era só por causa da sua mãe que você ia, não é? Você queria ir.
Eu devo ter corado, tanto de vergonha quanto de raiva.
Porque era verdade.
Não consegui responder e fiquei ali parado, tremendo, me segurando pra não socar sua cara e seu sorriso idiota.
– Sabe que eu poderia conseguir uma fogueira pra você por causa disso. Uma palavrinha com o padre e BUM, adeus bichinha, tchau tchau, queime bastante no inferno.
Fez uma pausa dramática, sorrindo, as sobrancelhas arqueadas, como se aquilo fosse a piada mais engraçada do mundo.
– Mas eu não vou fazer isso, querido Yuu, mesmo você sendo uma aberração, não, tsc, eu sou seu amigo. Quer dizer, você não está me escondendo nada, não é? Alguém? Porque aí eu não seria mais seu amigo, ora, amigos confiam um no outro, não contam mentiras! E se isso acontecesse, ah, querido... eu ficaria tão chateado, mas tão chateado que tanto você quanto seu amiguinho vão sofrer muito nas minhas mãos. Vão implorar pela morte, eu garanto.
O silêncio veio. Seus olhos felinos desafiadores não saiam dos meus, vasculhando por qualquer medo.
– Mas você não mentiria pra mim, não é, Yuu? – Riu, quebrando a tensão no ar. – E a sua garota, como vai? Adoraria conhecê-la.
– Muito bem, obrigado. Agora, poderia se retirar, por favor? Tenho afazeres ainda, e já está tarde.
– Claro. Pode deixar, eu sei onde fica a saída. – Ele se levantou e fez uma pequena reverência, se apoiando na bengala. – E, ah, já que esta é uma noite de revelações, deixa-me lhe contar um segredinho antes de ir.
Abriu a porta pra sair, e então se virou pra dizer.
– A mulher que seu amadinho matou... era minha noiva.
Notas finais
mano, a dica era óbvia, Carrie = Carry = música de corno do Ruki = motivo da revolts dele
tenho a alegria de lhes informar que só tem mais um capítulo de enrolação e depois é só TRETA, TRETA E TRETA ♥ QS ♥
perdoem tanta viadagem, mas esse kou não se controla SUIDHFISDUFHSDIUFHSDIUFHSD
guia de referência visual:
sorriso dumau do ruki: http://25.media.tumblr.com/tumblr_ly8rrqtKls1qb9lgyo1_500.gif
SDUIHFSDUIHFSDIUFHSDUIFHSDFUSDH ok parei parei (alguém de vocês aí é fã de Sherlock? a série)
~ruki vilãozinho psycho, adoro~
esperem pela chegada do reita porque ele vai estar na história também ♥
até o próximo, não sei quando ♥
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