As Heroínas do Apocalipse
14 Switznchick - Parte I
No caminho pra Switznchick eles mataram apenas um zumbi. O que estava acontecendo com todos eles? Aonde eles estavam? Por que todo esse silêncio? Eles achavam que estava tudo bem, ninguém estava desconfiando de nada; exceto Lilly. Quando avistaram o enorme portão de ferro, sorrisos iam se formando, até que de lá sairam zumbis. Primeiro eles vinham devagar, depois começou a vir muito rápido. Eu sabia que isso ia acontecer, pensou Lilly. Carol estava em posição de ataque, Lia estava com a arma na altura do peito e Becky estava atrás de Lilly, pois ela não sabia ainda atirar direito, ela tinha que treinar primeiro, antes que machucasse alguém.
– Carol, Lia, fechem os portões antes que mais deles entrem! — Gritou Lilly.Elas a obedeceram, fazendo o máximo de esforço para trancá-lo. Lilly começou a cortar cabeças o mais rápido que podia, enquanto Carol atirava e em seguida, pegava as flechas das cabeças dos zumbis, ganhando assim a cobertura de Sam. Um zumbi apareceu na frente de Lia, ela foi toda confiante apertar o gatilho, certa de que sobravam algumas balas, mas não tinha. Lia ouviu apenas o barulho do gatilho e percebeu que estava errada, ela deu um chute na boca do zumbi, o que fez com que ela caísse no chão. Ela estava com os cotovelos apoiados no chão, tentando ficar o mais longe possível daquela criatura morta, até que viu que o zumbi caiu com uma flecha na cabeça. – Obrigada! — Lia gritou e jogou a flecha de volta pra Carol. Carol sorriu enquanto atirava, sem olhar pra Lia.– Como você deixa acabarem as balas, Lia? — Perguntou Carol. — Venha atrás de mim antes que você morra! – Lia, pega! — Gritou Becky, lançando sua AK-47 pra Lia. Ela o pegou no ar e sorriu.– Meu sonho de consumo! — Falou Lia. Lia começou a atirar, se sentindo feliz por finalmente ter a tal arma que seu pai falava tanto. Lilly viu que só sobravam poucos zumbis do lado de fora, ela tinha que cuidar de todos. Era a líder.– Pra dentro, todo mundo! Agora! — Gritou Lilly. Enquanto observava todos correrem pra dentro, viu que estava faltando alguém entre os sobreviventes: Gregory Bathory. Ela viu que ele estava caído no chão, contorcendo-se de dor. Ela viu que em sua perna havia uma mordida, e com os olhos cheios de lágrimas, ele pediu:– Por favor, Lia. Faça comigo o que você com Melissa. Eu te imploro. — Ele fez uma pausa com uma careta de dor. — Peça pra Nathalie usar Bathory ao invés de Northmann, fica melhor assim... Ela assentiu com a cabeça e cortou a cabeça dele no meio. Ela sentiu que alguém a estava fuzilando com o olhar, ela virou lentamente e viu Lia chorando, enquanto todos os outros corriam pra dentro. – O que foi que você fez, Lillyca? — Lia a questionou. – Vamos entrar, antes que venham mais zumbis. Lá dentro eu conto tudo pra você, em detalhes se você quiser! — Lilly falou, a empurrando para que andasse mais depressa. — Mas por favor, agora ande!Lia negou com a cabeça e permaneceu imóvel. – Não vou, Lilly. E se eu te conheço o bastante, você também não vai se eu não for, conte tudo aqui, agora. Ou nós duas morremos. — Lia falou olhando no fundo dos olhos de Lilly.Lilly concordou com a cabeça.– Ok, você está certa. Resumindo: Ele foi mordido, mas antes de eu cortar a cabeça dele, ele pediu que você usasse Bathory ao invés de Northmann quando você for se apresentar. Agora não me pergunte o por quê, ele não disse. Podemos ir agora? Lia concordou e as duas correram pra porta principal, aonde todos eles estavam. Chegaram lá e os zumbis que eles tinham matado bloqueavam um pouco a entrada, mas mesmo assim dava pra passar. Lia já estava com a aparência de sempre, enquanto Lilly estava com uma expressão furiosa. Furiosa de si mesma, por que ela teria que ser a líder? Isso agora não importava, ela tinha que carregar o fardo, querendo ou não. – Vocês que...? — Lilly não conseguiu terminar sua pergunta. Becky assentiu com a cabeça. – Sim, pelo menos até aqui sim. Agora não sabemos o que nos espera lá dentro. – Aconteceu alguma coisa Lia? — Perguntou Carol. Lia negou com a cabeça, Carol deu os ombros. Sam estava segurando suas flechas enquanto ela só segurava o arco. – Isso na sua espada é sangue? — Perguntou Sam, Lilly confirmou. — Cade o Greg? Ah, não. Não me diga que... Lilly abaixou a cabeça, os outros fizeram o mesmo. – Por que ele? — Perguntou Sam.– Ele foi um herói. Agora por favor, pare. Vai ficar a tarde inteira chorando por ele? — Disse Carol num tom de arrogância. – Você se esqueceu que meu melhor amigo e minha irmã morreram hoje, Caroline? — Quando terminou a pergunta, Sam jogou as flechas no chão, cobrindo o rosto com as mãos. – Qual o seu problema? — Gritou Carol, colocando as mãos nos quadris. – Eu sinto muito, Sam. Tanto por Melissa quanto por Gregory. Mas essa é a vida no apocalipse, você não sabe qual o dia de amanhã, aqui nós estamos tentando sobreviver nessa bagunça que chamamos de mundo. E de dermos sorte, vamos viver pelo menos até amanhã. Temos que aproveitar o máximo o dia, por que, quem sabe, você pode ser mordido ou até mesmo virar comida de zumbi. As mortes dos dois não passaram em vão aqui, pode ter certeza. — Lilly fez uma pausa para ver a reação de Sam, ele concordou, limpou as lágrimas e pegou as flechas do chão e sussurrou "desculpa" pra Carol, só pelo jeito que ela olhou pra ele, Lilly já sabia que aquilo iria passar em branco pra Carol. — Agora, podemos entrar?
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