As Heroínas do Apocalipse
15 Switznchick - Parte II
Lilly foi a primeira a entrar, deixou sua espada frouxa no seu braço. A entrada parecia um escritório normal, exceto pela placa na mesa, lá se dizia "Coronel John U. Polanski", deu a entender que eles estavam entrando na base militar, não na escola, e isso era bom. Na medida que ela foi andando, foi ouvindo barulho de respingo, algum lugar de lá tinha água, e isso era bom. Uma zumbi vestida de enfermeira veio correndo na direção dela, quando ela foi levantar a sua espada, a morta-viva já estava caída no chão, com uma flecha na cabeça.
Lilly retirou a flecha da cabeça do zumbi e entregou pra Carol, com apenas um olhar ela já falava ali seu "Obrigado". Becky foi ficando ofegante, até que caiu em lágrimas.– Por que está chorando? — Perguntou Lia. Becky balançou a cabeça várias vezes seguidas. – John Polanski. Eu era amiga da filha dele, Charlotte Polanski. Ia na casa deles direto, agora, vendo isso... Eu acho que todos estão — Ela não conseguiu completar.– Mortos. — Completou Carol. — Mortos ou viraram zumbis, não tem outra saída.– Vamos todos morrer. — Disse Lia com os olhos vidrados pro chão.Sam estava olhando pro teto, e pra escuridão que estava a frente do escritório. Aquilo deveria ser um corredor, pensou Sam. Ele começou a ouvir barulhos, ruídos. O que ninguém daquele grupo foi capaz de ouvir.– Vocês ouviram isso? — Perguntou com os olhos vidrados no corredor escuro á sua frente.– Ouviram o que? — Perguntou Lilly, com a espada em mãos indo em direção ao corredor. – Não vá lá, Lilly! Ainda não. — Alertou Lia.– O que você está vendo no escuro, Sam? Não vá me dizer que é um anjo! Só falta termos um psicótico no meio do grupo, aí estamos fudidos mesmo. Sam fez que não com a cabeça, Becky fez um sinal com as mãos para todos ficarem quietos, até que ela olhou pra Sam, que ainda estava com os olhos vidrados no escuro.– Eu também ouvi isso, Sam. — Falou Becky. Ele se virou para encará-la, deu um meio sorriso e voltou a encarar o nada em sua frente. Carol colocou as mãos na cintura, e Lia estava pensativa no caso "Bathory".– Ótimo! Agora temos dois psicóticos no grupo, vamos morrer. — Ironizou Carol.– É parecido com o que esse barulho? — Perguntou Lilly.Sam ignorou a pergunta de Lilly e foi até a escuridão, e de lá ele cambaleou pra trás, dois zumbis estavam á sua frente. Com um só golpe, Lilly cortou a cabeça dos dois, o que fez espirrar sangue na cara de Sam.– Desculpe. — Sussurrou Lilly.– Sem problemas. — Ele sussurrou de volta.Ele finalmente foi na escuridão, conseguiu ver que alguém estava deitado naquele corredor, desnutrido. Seria um adulto? Não, muito pequeno pra ser um adulto, pensou Sam. Ele ficou com pena do menino, e decidiu que iria cuidar dele desde o último dia de sua vida.Quando saiu de lá, todos viram que ele estava com um menino no colo. O menino tinha um cabelo ondulado preto, e estava magro. As meninas ficaram com a boca aberta, e Sam com os olhos brilhantes disse:– Precisamos alimentar esse garoto, ou ele morre.Lilly assentiu com a cabeça, e pediu para que Sam fosse no meio do grupo, assim tinha menos risco de ser atacado com a criança no colo. Lilly passou o corredor e matou três zumbis que viram em direção dela. A base era muito fácil de circular, todas as paredes tinham placas de onde você estava e onde ficava tal lugar. Finalmente eles chegaram no quarto dos militares, o que mais parecia uma prisão. Lá não tinha zumbi nenhum, o que significava que eles estavam por lá. Eles deveriam estar lá fora treinando quando começou a infestação, pensou Lilly. Essa ideia a confortava, apesar de ser bem pouco.Sam colocou o menino em uma das camas e começou a lançar um olhar de preocupação pra Lilly.– Temos que pegar comida, e rápido. Lilly assentiu, Lia e Becky estavam sentadas no chão, esgotadas. Enquanto Carol fazia carinho no menino.– Ok, claro Sam. Mas quem vai? — Perguntou Lilly.Ninguém se pronunciou, até que Sam falou:– Eu vou. Carol vai cuidar bem dele, não é? — Ela concordou. — Então eu já volto.Ele pegou sua faca e foi indo, até que Lia pegou em seu braço, o detendo. – Quem você pensa que você é pra ir sozinho? — Ela sorriu. — Eu vou junto.Lia pegou a AK-47 e saiu com Sam. Lilly fechou a porta do quarto enquanto olhava sua irmã com o menino.– Ele pode dizer o nome dele pelo menos? — Perguntou Becky, que estava do outro lado do quarto.Lilly olhou de cara feia pra amiga, que deu os ombros. Continuando o carinho, Carol sussurrou:– Você sabe qual seu nome? O menino abriu os olhos, que eram de um incrível azul marinho, e assentiu. – Você poderia me dizer qual é? — Insistiu Carol.O menino assentiu novamente, e Becky e Lilly foram atrás de Carol para ouvir a tão esperada resposta.– Rick Camp, quem é você? — A voz dele estava rouca e baixa por conta da desnutrição. Carol sorriu em meio as lágrimas ao ouvir aquilo, e olhou para suas amigas que também retribuíram o sorriso.
– Eu sou Carol Bloom. Nós vamos salvar você.
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