As Heroínas do Apocalipse
13 Você tem sentimentos?
Enquanto Lilly chorava no ombro de Carol, Lia e Sam choravam a morte de Melissa. Lia sentiu uma mão em seu ombro, quando levantou os olhos pôde ver que era Becky. Ela se levantou e abraçou a amiga. Becky era a única que não estava chorando feito louca por Melissa; afinal nem a conhecia e ela achava que os meios justificam os fins, ou seja, Melissa mereceu o fim que teve. Becky começou a sussurrar no ouvido da amiga: — Calma, Nathalie. Você nem a conhecia direito, por que está se doendo tanto? Ela mereceu a morte que teve. No momento em que ela falou isso, Lia a largou e em seguida a empurrou, Sam olhava para Becky com os olhos enfurecidos, e todos do refúgio tinham parado de chorar pra dar toda atenção á elas.
– Como você pode falar disso? Você não tem sentimentos, Rebecca? Uma morte aqui não te afetou em nada? Já pensou que ao invés de Melissa poderia ser você? — Sam falou com o rosto vermelho, as lágrimas ofuscavam sua visão. – Você tá certa, Becky. Eu não a conhecia, mas eu me coloco no lugar dos outros. Afinal, por quê você está assim? Isso tudo é pirraça? Você realmente acha que Melissa "tomou" o seu cargo de ser uma das minhas melhores amigas? Eu pensei que te conhecia, Rebecca. Você realmente me dá nojo. — Lia falou com repulsa, e foi do lado de Sam, ele colocou uma mão em seu ombro, a reconfortando. Lilly começou a pensar que, se ela não colocasse um ponto final naquela briga, ia rolar uma guerra. Eles tinham que manter as pessoas, não exterminar. Ela tirou seu rosto do ombro de Carol, seus olhos estavam vermelhos e aquilo realçava o verde de seus olhos, seu cabelo preto estava bagunçado, mas fazia um certo chame pra ela. – Vamos parar com isso aqui? Vocês parecem duas crianças! Rebecca, guarde suas opiniões pra você mesma, ainda mais envolvendo seu irmão, que temos amizade. Não se morre com honra; se vive com ela. Nathalie e Samuel eu entendo profundamente o que vocês estão sentindo, e, sinto muito. Mas temos que enxergar nosso futuro, por que o passado não pode ser mudado. O importante é: vocês realmente aprenderam com seus erros? Vocês tem um motivo pelo qual vale a pena viver? — Todos estavam ouvido, atenciosos enquanto concordavam com a cabeça. — Ótimo. Agora vamos mudar de refúgio, e rápido. Antes que mais zumbis apareçam e não possamos dar conta. Lilly se virou para a porta, antes de seguirem sua líder, Sam e Carol se abraçaram, Carol tentava ao máximo tranquilizar Sam, falando palavras de ajuda. – Só de estar abraçado com você, já me ajuda, e muito. Obrigado, Lindsay. — Ele falou tão baixo que se Carol não estivesse perto o bastante, não ouviria. Lia olhou de cara feia pra Becky, Gregory veio do lado de Lia falando que se um dia ela precisasse de ajuda, poderia contar com ele. Ela apenas assentiu com a cabeça e foi atrás dos outros. Eu quero sair desse pesadelo logo, eu preciso, pensou Lia.Lilly deu uma olhada pra trás pra ver se não estava esquecendo de ninguém e Annabelle estava parada, ao lado do corpo de Melissa, chorando. Ela parecia mais acabada depois da morte da amiga. Carol foi correndo ver a amiga, que deu um tapa na sua cara. Ela segurou o rosto entre as mãos, enquanto assustada, assistia o momento psicótico da amiga. – Você tá bem, Carol? — Perguntou Sam com a voz rouca.Ela virou pra ver os outros e assentiu com a cabeça, voltou a olhar pra Annabelle. – Por que diabos você fez isso, Anna? — Perguntou Carol com o rosto ainda queimando.– Sabe, Carol — Annabelle fitou os olhos azuis de Carol, que agora demonstravam medo e preocupação. — eu sempre fui uma devota a Deus, fiz tudo certo. Pra ele fazer isso conosco? Que prêmio isso tem? Depois de alguns dias aqui, você começa a perceber que talvez, não exista nenhum Deus. Na verdade, eu nem sei por que eu estou te explicando isso. O tapa você mereceu, ninguém mandou ser tão arrogante assim, tem que ter mais humilde, Caroline. Agora vão! Eu vou morrer de qualquer jeito, então, prefiro ficar aqui! — Annabelle gritou. Um menino do qual Carol tinha visto e falado poucas vezes chamado Robert concordou e disse:– Isso mesmo, vou ficar com Anna. – Não, vocês não podem ficar aqui, sozinhos, desprotegidos! — Carol gritou de ira, e sentiu que alguém estava atrás dela. Era Becky. – Na verdade, eles podem Carol. A escolha é de cada um. — Becky falou.Carol empurrou Becky, fazendo cambalear na sala. – Ok, eles querem ficar, eles ficam. Mas não tente, e nem queira dar lição de moral, por que você não tem nenhuma, Rebecca. Você já estourou seu limite hoje! — Carol falou, quase gritando. Ela foi a primeira a sair daquele refúgio, com o arco e flecha em mãos, sem olhar pra trás. Lilly foi atrás dela e cochichou:– A rua está quieta demais, você não acha? — Carol assentiu. — Bem, olhem aqui. Só sobraram poucos de nós, então, fiquem atentos a qualquer barulho. Está quieto demais pro meu gosto. – Aonde vamos, Lilly? — Perguntou Lia com a arma na altura do seu peito. – Pra Escola e Base Militar Paul Switznchick², agora.
Todos obedeceram e correram até a escola, mas não sabiam o que os esperava lá..
Notas finais
² Eu inventei essa escola, bem, na minha cabeça essa escola fica no centro. 1 KM de distância de onde eles estavam, então não muito longe.
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