As Heroínas do Apocalipse
22 Seu salvador chegou
Notas iniciais
Lilly, Lia, Sam | Casa.
Mal amanheceu, e eles ouviram barulhos ensurdecedores vindos da porta. Vários "grrrrrr!" e vários chutes foram ouvidos. Sam foi o primeiro que acordou, e vendo as coisas da família que morava lá, percebeu que o pai era policial. Estava trocando os cartuxos, quando Lilly acordou, e foi na sala toda despenteada e com os olhos vermelhos.
– O que aconteceu? — Perguntou ela confusa, revisando o olhar entre Sam e a porta.– Bom dia. — Disse Sam sem tirar os olhos da arma. — Parece que não precisaremos mais procurar pelos zumbis, por que eles nos acharam. Lilly arregalou os olhos, e tentou arrumar o cabelo. Sam estava tão focado na arma que nem percebeu que Lia tinha chegado ao seu lado.– Que porra está acontecendo lá fora? Está tendo uma festa e não nos chamaram? — Ironizou Lia.Sam olhou surpreso pra lia, que já estava com sua arma nas mãos. – Então, quantos você acha que tem lá fora, Sam? — Perguntou Lilly, cruzando os braços.– Uns 15, no mínimo. – Então, vamos matar todos. — Lia disse despreocupada, como se aquilo fosse normal.Sam olhou para os lados, tentando buscar um apoio de Lilly, que entendeu a mensagem na hora e descruzou os braços.– Lia, o problema aqui é que nós não podemos sair matando todo mundo já que você e Sam tem armas. O barulho só vai atrai-los pra cá, e vamos estar, literalmente fudidos. Se querem matar, é melhor ver se tem facas ou cerrotes. E rápido.Lia e Sam assentiram, e foram procurar na cozinha, quando perceberam que os zumbis tinham parado de tentar abrir a porta, parado de gritar. Lilly abriu a porta, e viu que todos estavam imóveis no chão, mortos. Os olhos verdes ansiavam por uma resposta, e viu que ela estava bem na sua frente. Ou melhor, ele. O garoto estava com uma espada parecida com a dela, e seus olhos cinzas foram de encontro com o dela. Ele veio até ela, dando passos largos, o que fez seus cabelos castanhos escuros dançarem no ar. – Quem você tá achando que é? — Lilly perguntava enquanto fechava a porta, e ficou de cara a cara com ele.Ele é muito alto, deve ser bom na espada, pensou Lilly enquanto o analisava. – Eu sou o cara que salvou a sua vida. A porta se abriu, e Lia olhou no chão, vendo os corpos no chão.– O que que é isso? — Ela gritou. — Você não deixou nenhum pra gente?– Então tem mais de vocês? — Perguntou o garoto, olhando por cima do ombro de Lilly.Quando Lia ouviu a voz, ela se virou rapidamente e olhou assustada para o dono da voz; Ela não tinha percebido que ele estava lá. Até agora.– E-e-e quem é ele, Lilly? — Lia continuou o encarando, e ele olhava diretamente pra Lilly.– Ééééé... O Senhor...- Lilly fez cara de confusa.– Thomas Gates. — Ele sorriu. — Cadê meu agradecimento por salvar as duas? Sam apareceu atrás de Lia, com uma expressão séria. – Quer agradecimento? Muito obrigado então, mas não precisamos de você.– Claro que precisam! Se não fosse por mim vocês teriam morrido! – Quem disse? Você já pode ir embora agora.– Eu disse, João Ninguém.– Vamos parar com a briga? — Gritou Lilly. — Vocês parecem alunos do Ensino Fundamental, por favor. Sam, se o Thomas quiser ficar, tudo bem. Esse é o nosso legado, lembra? Lembra da Carol? Pois é, ela fez esse legado junto com nós, e ela não gostaria de saber que você está agindo assim. E ele pode ficar... Se quiser.– Posso ficar mesmo? — Perguntou Sam.– Mas é que.. — Sam parou pra pensar. — Ok. Desculpe.Thomas fez um gesto com a cabeça.– Claro que pode, desde que mate todos e traga suplementos, se não, vamos morrer de fome logo, logo. — Disse Lia, erguendo uma sobrancelha. – Eu posso fazer isso. Vou ficar. — Ele sorriu. — Meninas, vocês podem entrar por primeiro? Quero falar com Sam. Elas concordaram e entraram, Sam e Thomas ficaram lá fora, olhando o Sol nascer. Um silêncio que gritava, um silêncio que nenhum dos dois estava acostumado.– Então.. — Começou Thomas.– Então o quê? – Quem é Carol hein? É bonita? — Thomas riu enquanto olhava pro céu.E percebeu que diante do imenso céu, eles eram minúsculos. Insignificantes. Ele queria ser mais que aquilo, e decidiu que daquele dia em diante ele ia adotar o legado deles também. Quando alguém bom morre, deveria ter um impacto imenso sobre o mundo, e quando eu morrer, espero que isso aconteça, pensou ele.– Não é da sua conta. – Eu estava brincando, mas, falando sério, vamos nos apresentar como dois cidadãos civilizados? – Claro. Eu sou Sam Singer, e você é? – Thomas Gates. Acho que vamos nos dar bem, Singer.– Agora que fizemos a apresentação, vamos fazer uma festa do pijama e fazer tranças no cabelo das meninas, o que acha? Os dois riram.– Vamos entrar. — Disse Thomas.
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