As Heroínas do Apocalipse
6 Pessoas gostam daquilo que não podem ter
Notas iniciais
Carol | Fora do Refugio.
Como o refúgio tinha 3 andares, Sam e os outros conseguiram fechar o primeiro andar, para que os zumbis não invadissem. Carol foi até o heliponto¹ e ficou sentada lá com os pés balançando e deixou a sua arma ao seu lado. Ela estava observando os zumbis lá em baixo, loucos pra devorá-los, até que sentiu uma breve brisa no ar, e fechou os olhos, aquela brisa a fazia lembrar dos verões que ela e Lilly passarão na casa de sua avó, Patrícia. Carol estava tão ocupada relembrando sua infância que não viu Sam chegar.
– Posso sentar com você? — Ele perguntou tão próximo de seu rosto que ela pôde sentir sua respiração. Ela deu os ombros, e ele sentou do lado dela. Ela continuou a olhar pro chão, vendo os zumbis que a desejavam tanto, e ela percebeu que estava sendo observada.– O que você quer? — Carol perguntou, e passou a olhar para sua frente. As torres e as casas que estavam ali combinavam muito bem com Detroit, e se não fosse um apocalipse, aquele seria o cenário perfeito para tirar várias fotos no amanhecer. – Quero conversar com você. Por que não confia em mim? Carol se virou para encará-lo. – Por que eu deveria confiar em você? – Por que todo mundo confia, eu sou o líder desse refúgio. – Que bom, mas eu continuo não confiando em você. Ele arqueou as sobrancelhas, e ela continuou a fitar as torres. – Mas vamos ter que nos dar bem Carol — Ela o cortou. – Pra você é Lindsay, nada de Carol. — Ela o fuzilava com os olhos.– Certo, Lindsay. Continuando: Se vocês forem ficar mesmo aqui, vamos ter que nos dar bem. — E ele foi se aproximando mais dela.Ela sorriu para o nada, e em seguida olhou para sua flecha.– Se você chegar mais perto, eu furo seu olho. — Sam se afastou rapidamente. — Ótimo. Quer um romance? Leia Romeu e Julieta, a parte trágica é que eles morrem no final. Ou qualquer romance que você achar por aí, procure outra e não me encha o saco! — Ela foi se levantando, até que Sam puxou seu braço.– Por favor, me deixe ser seu Romeu então. — Aqueles olhos castanhos imploravam rendição da parte de Carol, mas ela não era assim. Nunca foi.– Se você encostar mais um dedo em mim, você será o meu Romeu. — Ele sorriu. — Mas neste caso apenas o Romeu morre. Assassinado brutalmente por Julieta.Carol sorriu com desdém e o sorriso dele se foi. Ela pegou seu arco e suas flechas, e ainda pôde sentir a leve brisa que batia em seu rosto, fazendo seus cabelos loiros dançarem no ar. Saiu pisando duro, enquanto Sam ria sozinho.Enquanto ele estava armando táticas para conquistá-la, nem percebeu que Becky estava a poucos metros de distância dele. Silenciosa como um gato.– Você ainda vai ser minha, Lindsay Bloomwood, eu não vou desistir de você.– Mas que pena, por que parece que ela já desistiu de você quando olhou pra sua cara. — Falou Becky.Ele virou e se assustou, ela logo fez um "shhh!" com a boca e sentou do lado dele. Ele começou a observa-la, e viu que aqueles cabelos pretos realçavam seu rosto de porcelana. Ela parece uma boneca, pensou ele. Na medida que ele foi encarando-a, as maçãs do rosto dela ficaram totalmente vermelhas. Ele desistiu e começou a encarar as torres, como Carol havia feito com ele.– E aí, gostou de alguém daqui do refúgio? Tem alguma dica pra fazer a Carol, digamos... Se apaixonar perdidamente por mim? — Ele sorriu, e abaixou a cabeça pensando naquilo que acabara de falar.– Ainda não conheço todos, mas gostei muito de conversar com o Greg, ele parece ser gente boa. — Os dois sorriram. — Não liga, Carol é assim mesmo. Arrogante. Sabia que as pessoas gostam do que não podem ter? Mas não seja tão frio com ela, se não ela sai daqui e nunca mais volta. Becky se levantou e Sam fez o mesmo, eles começaram a ouvir gritos de mulheres e Becky reconheceu que aquele era o grito de Sam, os dois foram correndo pra ver o que estava acontecendo.Seria algo grave?
Notas finais
¹ Heliponto é onde o helicoptero pousa, Carol estava no último andar.
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