As Heroínas do Apocalipse
7 Você morreria por alguém que conheceu em menos de uma semana?
A briga começou por que Carol insultou Melissa Singer, meia-irmã de Sam. Carol disse pra Melissa que beleza não era o forte da família, Melissa deu um tapa na cara de Carol, e elas rolaram no chão. Lilly e as outras não poderiam fazer nada, muito menos entrar na briga. Quem tinha que separar essa briga era alguém forte, um homem.
Os cabelos castanhos avermelhados de Melissa e os loiros de Carol formavam um borrão. Ninguém sabia quem estava apanhando e quem estava batendo, aquela briga estava confusa. Sam foi o primeiro a separar a briga das duas, segurando Carol pelo braço e um garoto que Carol não conhecia moreno, chamado Robert segurou Melissa. Nos olhos esverdeados de Melissa era possível ver marcas de unhas, e no braço de Carol estava uma mordida que passou da cor vermelha para a cor roxa.– Idiota! Você acha mesmo que Samuel vai querer alguém como você? Você nada mais é do que uma vadiazinha pra ele. Ele vai deixar vocês aqui até o tempo que você liberar pra ele, e depois disso ele vai expulsar vocês como se vocês não significassem nada pra ele! E você acha que realmente significa? Será que você não vê isso? Você é tão burra assim? — Melissa começou a rir, e completou. — Me soltem, eu estou bem. Desde que eu fique longe dessa cretina. Melissa saiu e foi para um dos quartos, Carol empurrou Sam e olhou para Lilly que estava totalmente quieta. Ela não iria falar nada, por que a resposta era evidente nos olhos dela: Ela estava com tanta raiva de Melissa quanto Carol. – Sam, é verdade que a sua irmã falou? — Lilly questionou.Carol foi saindo do quarto, daquele tumulto. Ela precisava esvaziar a cabeça.– Não, claro que não. Ela está muito estressada por que Greg terminou com ela e acha que alguma de vocês vai roubar ele, espere... Carol, aonde você vai? — Sam quis saber.– Não é da sua conta. — Ela saiu sozinha, com o arco e flecha em mãos. Sam ia atrás dela quando Lia puxou seu braço e olhou fixamente em seus olhos.– Não vá atrás dela. — Lia ordenou.– Mas ela está sozinha, pode morrer lá fora! — Sam se justificou. – Ela sabe se cuidar sozinha, ela foi a melhor aluna em arco e flecha. — Lilly argumentou.– E também, por que quer tanto protege-la? — Becky quis saber.– Por que o cavaleiro sempre protege sua donzela. — Sam disse.– Não vá atrás dela, ela seria capaz de furar seu olho. — Lilly disse enquanto a sala ia se esvaziando, com as pessoas indo em seus quartos. E Sam começou a rir.– Foi exatamente isso que ela me disse. – Então, onde vamos dormir? — Perguntou Becky.– É, eu também estou com sono. — Lia falou com um bocejo. – Podem dormir na sala, enquanto vocês dormem eu vou esperar Carol, ou melhor Lindsay Carolina chegar. — Ele sentou em uma cadeira ao lado da porta.– É Caroline, ela odeia que troquem o nome dela. — Avisou Lilly enquanto deitava lentamente. Parecia que ela não tinha dormido á séculos e seus pés pareciam pesar 15 kg cada.– Ok. Lindsay Caroline. Bom descanso meninas! — Ele falou enquanto apagava a luz e deixava apenas uma lanterna acesa. Havia passado 15 minutos, Sam achou que todas elas estavam dormindo, até que ele sentiu alguém chegando perto dele, silenciosa. E colocou a lanterna em sua cara, era Lia. – Porra! Que luz ardente, desligue isso. Amanhã de manhã eu vou procurar Carol. E antes que você queira bancar o machão e falar que quer ir junto, vou avisar á todos daqui não deixarem você sair, por que isso seria suicídio. – E você sozinha não será suicídio? Eu vou com você e ponto! — Ele afirmou.– Eu tenho uma ótima mira, caso você não saiba meu pai era um advogado, senhor Jason Northmann caso nunca tinha ouvido falar, mas creio que já, pois meu pai é muito conhecido em Detroit e região. Ele me ensinou a atirar caso um ladrão ou algo parecido entre em casa, foi onde eu consegui a arma. — Ela deu uma pausa, como se estivesse pensando antes de falar. — Então, Sam, seja sincero comigo, o que você tem com a Carol? Conhece ela a menos de uma semana e já gostou dela, você tem problemas mentais, garoto? – Eu já ouvi falar de seu pai sim, Lia. Eu gostei dela desde o momento que a vi com arco e flecha em mãos, com aquele cabelo loiro caindo-lhe sobre os ombros e chegando á cintura, e aqueles olhos que me encantaram. Acho que nunca gostei de ninguém como to gostando dela, o jeito arrogante, é charme. Eu sei disso. Mas como ela disse, se eu sou Romeu, tenho que estar disposto a morrer por ela, mesmo que ela seja a assassina. – E você morreria por ela, Sam? – Com certeza.Após essa resposta, Lia deitou em um dos sofás e dormiu. Sam contava os minutos para Carol chegar, e nada. Ele ia esperar o tempo que fosse por ela. Ele começou a bocejar, mas não poderia dormir. Sam ficou pensando no quanto seria recompensador olhar pra aquele rosto angelical enquanto ela o respondia de uma forma bem grosseira, mas ele não ligava. Desde que ele estivesse viva, era o suficiente para deixa-lo contente. Amanheceu e o pôr do Sol era o mais lindo que ele tinha visto em seus 25 anos, o céu ia do tom de rosa até o azul, mesclando-se com o violeta. Aquele céu poderia ser um sinal divino? Ele não sabia, tudo que sabia é que tinha que fazer Carol a ficar a salvo, e que não poderia demorar muito tempo, ou ela seria comida pra zumbi.
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