As Férias Da Fairy Tail
33 Cap. 29 - Entre quatro paredes
Notas iniciais
Seja bem vinda, Jessica Lima, espero que goste !
— Mas o que está acontecendo aqui? — Makarov balbuciou as palavras antes de, enfim, desmaiar.
Num instante, todos os presentes se agitaram. Ninguém sabia o que fazer exatamente, só tinham certeza de que algo devia ser feito. Entre tumultos e exclamações, por fim, Levy quem deu a ideia de levar o pequeno mestre para a enfermaria. Movida pela preocupação com o mesmo e, também, pela vontade imensurável de se ver longe de Gajeel.
— Deixem-nos passar! — ela dizia, quase sem voz, havia um nó em sua garganta, seus olhos ardiam.
Gray, que carregava o mestre nos braços e seguia a pequena maga, levantou a voz, fazendo todos abrirem espaço e deixarem-os sair.
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— O que eu quero, ou melhor, o que queremos é tirar a Fairy Tail do mapa.
O sorriso que o loiro exibiu era de plena satisfação e até um pouco de orgulho. Um pouco, não. Ele estava transbordando de orgulho. E, por mais que isto seja algo abstrato, seu semblante era visível. Ele estava feliz. Tomado por um sentimento patriotista, talvez.
— O que você quer dizer com “queremos”? — Natsu tateou.
O rosado decidira mudar de tática, ele já tinha notado que se exaltar não levaria a nada além dos sorrisos vitoriosos do loiro. Então escolheu pelo caminho mais lento que, porém, funciona, em sua maioria. Ele queria conhecer o plano do vilão, para depois surpreendê-lo. Tática um tanto comum nos livros que Lucy comentava, em raras ocasiões, com ele e que, no entanto, eram pouco utilizadas pelos magos da Fairy Tail.
— Você não tem a menor ideia, não é, Natsu? — ele respondeu, os olhos concentrando-se nos do rosado. Nessa hora, ele não sorria, o que deixava tudo com um ar sombrio, misterioso — Não faz ideia da dimensão disso tudo. — completou, levemente irritado, deixando Natsu mais confuso do que já estava — Isso tudo não foi ideia minha. Quer dizer, foi. Mas não foi apenas minha. — aí sim, ele sorriu.
E a curva fez correr um arrepio em todo corpo do rosado.
— Ainda não entendeu? O plano não é só meu. — fitou Natsu, sombrio — O plano é de toda a Sabertooth.
E ele entendeu o porque do sentimento patriotista que envo1lvia o loiro.
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— Como ele está? — Levy perguntou, entrando novamente no quarto onde Makarov repousava. Gray estava ao seu lado. A pergunta fora dirigida à ele.
— Melhorando. — respondeu, passando a olhar o corpo do terceiro — Não posso afirmar que está bem, ele ainda parece exaltado. Veja a respiração.
Levy assentiu, desviando sua atenção ao mestre.
— Deve estar sendo difícil... — Gray inciou, voltando-se para a maga que manteve o olhar em Makarov.
— Com certeza... — ela lhe respondeu e o moreno foi tomado por aperto no peito. Ele estava mal, por ela. — Não é fácil para um pai ver um filho partir, imagine nove! — Ela estava mal, por Makarov.
Gray lançou-lhe um olhar preocupado e demorou o mesmo sobre ela. Estava decidindo entre preservar o espaço da moça ou perguntar. Ele sabia que ela precisava falar, mas não sabia se ela queria falar.
— Levy... — tentou, recebendo a atenção indiferente da mesma — Eu não estava falando do mestre...
A garota pareceu hesitar um pouco, antes de desviar o olhar para o chão e suspirar.
— Veja... — deu uma pausa, procurando as palavras certas — O que Gajeel fez...
— Não tem problema. — interrompeu
— Ele te magoou! — a voz do moreno saiu alta, indignada.
— Ele estava no direito dele! — ela também quase gritou, mas depois disse, mais baixo — Não tem pr...
A voz foi perdida no ar quando a pequena foi pega desprevinida e, de repente, se viu cercada pelos braços definidos de Gray. Ele a abraçara. E, por mais que tentasse ser forte ela não pôde resistir àquele contato tão íntimo e protetor. Ela chorou.
— Não, Levy, eu sei que você não está bem. — ele replicou, afagando os cabelos azuis da maga, mas não a libertou do abraço — Eu sei como você se sente... — nesse ponto, ela sentiu que os braços dele a apertaram mais. Gray fechou os olhos, visando conter as poucas lágrimas que ameaçavam sair. Sua vista ardeu quando disse, quase sem voz —... Juvia também quer me deixar.
— Gray... — foi a única coisa que a azulada conseguiu sussurrar, até então ela não tinha notado que eles estavam na mesma situação, que ele estava tão mal quanto ela, que ele precisava de um abraço tanto quanto ela.
Foi com esse pensamento que a azulada retribuiu o abraço, acariciando as costas do homem, como forma de consolo.
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— O que acha disso, hein, Natsu-sama? — perguntou, no mesmo tom debochado que vinha usando toda a manhã
— É brilhante! — ele disse, animado. Ou melhor, fingindo ânimo — Mas não vejo como vocês vão extinguir a guilda fazendo mal à Lucy ou Lissana.
— Depois de tudo isso, Natsu!? — sua voz saiu alta — Depois de tudo que fizemos, você ainda nos menospreza? Vocês são todos burros mesmo!
O rosado teve que respirar fundo para não voltar a seus ataques. Ele não fazia ideia do que acontecia lá fora e, se era como Sting dizia, com certeza algo estava acontecendo. Ele não sabia. Talvez, não era apenas Lissana ou Lucy que precisavam dele.
Talvez, toda a guilda precisasse.
— Me explique, então. — disse, contendo a voz, se recusando a olhar o loiro que caminhava pela sala, parecendo entediado com a conversa — O que vocês ganham magoando Lucy e Lissana?
— EU NÃO MAGOEI A LUCY! — ele gritou, sem o mesmo tom controlado de antes, mas logo se recuperou — Quanto a Lissana, ela é parte do plano.
Natsu preferiu manter-se calado diante de ambas afirmações. Ele já não sabia o que pensar, a lógica nunca fora seu forte.
— O plano com ela foi o seguinte:
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— Eu gostaria de pedir a atenção de todos! — Erza se pronunciou.
A maga estava de pé, diante de toda guida, inclusive dos membros que ainda não haviam partido. Eles estavam na frente do hotel, alguns com as malas ao seu lado e os outros, que decidiram ficar, apenas estavam ali. Afinal, aquela era uma despedida da Fairy Tail e, por mais triste que ela pudesse ser, nenhum deles se imaginaria longe.
Laxus ficava na mesma posição, os braços cruzados e o rosto rígido, numa expressão de desaprovação. Estava indignado com a decisão repentina de tantos. Não havia motivos. Certamente, não havia.
Não havia?
— Meus filhos! — Makarov iniciou, já parcialmente recuperado do choque de antes. Agora, ele ocupava o lugar que antes era de Erza, diante de todos. E olhava para cada um, antes de continuar — Apesar da Fairy Tail ser uma família, somos indivíduos e temos o direito – e até a obrigação, eu diria – de tomar nossas próprias decisões. — deu uma pausa aqui, talvez esperando que algum deles mudasse de ideia, talvez buscando forças para continuar — Hoje — retomou — uma nova fase se inicia na vida de alguns da guilda. E, não cabe a mim julgar . Na verdade, eu respeito isso. Só quero ter a certeza de que vocês, Erza, Mirajane, Lissana, Elfman, Gajeel, Juvia, Evergreen, Freed e, até você, Jellal. Peço que vocês não se esqueçam que a Fairy Tail sempre estará de braços abertos para recebê-los de volta. E desejo, de coração, muita sorte e força para enfrentar o mundo!
Dito isso, ele se retirou. Colocando-se ao fundo, com os olhos marejados. E, mesmo nesse estado, ele fazia questão de olhar cada um dos seus filhos. Até porque, talvez, aquela seria a última vez que ele os visse.
Seu lugar agora foi ocupado por Kana. A única maga que se sentiu capaz de dar continuidade a despedida de tantos irmãos. Ela se colocou, diante de todos e lançou um demorado olhar sobre cada um.
— Todos os que deixam a Fairy Tail tem que conhecer a três regras: — ela iniciou, num tom autoritário e, por mais que sentisse seu corpo ameaçar desabar, se manteve firme. — Você nunca deve, pelo resto de sua vida, revelar nenhuma técnica que poderia ser vantagem contra a Fairy Tail; — deu uma pausa aqui, sentindo um nó se formar em sua garganta. Lançou um olhar a Laxus que observava a maga concentrado, encorajando-a a continuar. Ela assim o fez: — Você nunca deve contatar clientes antigos para ganho pessoal. — preparou-se para declamar a última para, enfim, dar fim à cerimônia. — Apesar de nossos caminhos se separarem, você deve continuar vivendo a sua vida com tudo o que pode. Nunca deve consider-
Kana já não tinha a atenção de todos.
Sua fala foi interrompida por um estrondo forte no hotel, que envolvia a quebra de uma das paredes do mesmo.
Dois corpos podiam ser vistos.
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— Rogue foi escolhido para seduzir a albina, o que foi uma tarefa muito fácil depois do que você fez. Sabe, ela estava muito fragilizada. Rogue me contou que ela caiu direitinho no papo dele. Tinha que ser uma fada mesmo, burra como todas! Depois foi fácil, bastou magoa-la. E, sabe por que? Pra ela ir correndo pra irmãzinha, pedir pra ir embora. E a irmã atenderia e ainda levaria o tal do Elfman de bandeja! Tá vendo? Fora que, talvez, eles ainda carregassem mais alguém junto, não que fosse necessário. A única ameaça do grupo era Mirajane e, agora, ela está fora.
Natsu ouviu atento ao plano. Ou melhor, à essa parte do plano. O rosado não tinha pensado nisso, mas era verdade. Lissana, a essa altura, já teria contado as coisas pra irmã e convencido-a de partir.
Merda.
— Ah! Sabe a Juvia? Outra burra, ainda não entendo como ela fazia parte da Phatom! Se bem que, o povo lá era tudo idiota também! Você sabia que eles tem um código secreto? Ah, acho que toda guilda deve ter um, é claro. Mas chamar aquilo de “secreto” chega a ser um pecado! Bastaram alguns livros antigos e Rogue já sabia como copiá-lo. A partir daí, foi moleza.
Como assim? O rosado se perguntava. O que Juvia tinha a ver com isso, afinal?
Será que...
— Ele falsificou uma carta. Uma carta não. Aquilo era mais uma ameaça. Dizia que se ela não deixasse a Fairy Tail, hoje, eles viriam atrás do que lhe era mais precioso. — deu uma pausa, focando no rapaz, divertido — Coube a ela decidir. Mas eu não acho muito difícil, com todo aquele fogo para com Gray, ela escolher por partir. Está entendo agora, Natsu?
Estava.
E ele nunca pensaria nisso.
Aquilo era, realmente, maior do que ele pensava.
— E tem mais! — insistiu Sting, como se lesse os pensamentos do rosado — Ao falarmos de Juvia não podemos deixar passar seu companheiro mais antigo, não é? Vamos falar de Gajeel! Ele também é uma ameaça, então tivemos que eliminá-lo. E não foi nem difícil, ainda mais quando vimos que alguém estava disposto a nos ajudar. É, estou falando da Ami, a tal guia de vocês. Ela concordou imediatamente com o plano quando asseguramos que, com nossa ajuda, ela teria todos os homens que quisesse na palma de sua mão. E, vou te falar, a garota pareceu muito animada e até um pouco excitada quando ouviu nossa proposta. Minha, pra falar a verdade. Dessa vez fui eu que agi. E dei à ela nosso truque. Charme. Já ouviu falar? É um encatanmento que torna a pessoa que o usa irressistível para os demais. A condição era: a primeira vítima tem que ser Gajeel e, aí sim, o anel seria dela. Daí tudo é muito simples, como Ami se tornou irresistível, Gajeel não teria escolha senão querer permanecer com ela e, assim, abandonando a guilda.
Brilhante.
Natsu teve de admitir. Pois é, ele menosprezou bastante a astúcia dos dragões. Por mais que sempre estivesse atento, alertando que eles significavam perigo.
— Agora, pra fechar com chave de ouro! — Sting retornou, após um tempo observando o rosado absorver todas as informações que recebia. — Preste atenção, Natsu. Sabe a Erza?
— Vocês não...
— Ah, nós fizemos. Fizemos sim. — ele sorriu, aberta e maleficamente. E, novamente, Natsu sentir aquele arrepio percorrer a espinha, mais forte, agora. — Ela e aquele tal de Jellal, foragido do Concelho, tem um lance, não é?
Eu diria mais que isso. Natsu pensou.
— E o que os impediria de ficar juntos? O Concelho? O orgulho? Ora, todos sabem que orgulho é futilidade demais para atrapalhar o amor e, o Concelho? Foda-se o Concelho! Quem se importa? Então cheguei a conclusão que tinha que ser algo mais forte, Erza certamente é uma ameaça, precisamos mesmo eliminá-la. E, o que é mais forte do que a reprovação do Mestre? Da entidade suprema do líder da guilda? Isso mesmo, Natsu, nós usamos Makarov. E, quer saber como? Nós o enfeitiçamos. Uma magia antiga, Cendum Servus, onde a pessoa enfeitiçada é obrigada a responder a seu mandante. Ou seja, nós nos tornamos o Mestre do seu Mestre. Curve-se a mim, Natsu! — ele brincou e o rosado já sentia a raiva escapar de seu controle. Não bastou mexer com Lissana, eles tinham que usar Juvia, Gajeel, Erza e, agora, até Makarov! Isso não poderia ficar assim, eles teriam que pagar. — Nós o fizemos proibir a relação dois dois, foi até simples, pra falar a verdade. E, de duas uma: ou Erza aceitava a ordem e continuava da guilda, sendo tomada pelo trauma de ter que deixar o amado e parando, assim, de lutar ou ela se revoltaria contra o mestre e sairia da Fairy Tail pra viver um grande amor. Francamente, eu não me importo com a escolha dela, afinal, em ambas saímos ganhando.
Outra pausa.
Aquele maldito...
— A essa altura, já nos livramos dos patamares principais da guilda e daqueles que nos impediam de triunfar. Quer contar comigo? Ora, se anime! Não é tão ruim assim! Vamos lá: Mirajane – Rank S – Take over: eliminada; Lissana – Take Over – eliminada; Elfman – Take Over – eliminado; Juvia – 4 elemntos – eliminada; Gajeel – dragon slayer de ferro – eliminado; Erza – Rank S – Reequipar e Conjuração – eliminada.
Natsu sentia uma forte facada cruzar-lhe o peito ao ouvir cada nome seguido da palavra “eliminado”. Era como se parte de sua família simplesmente desaparecesse. Era como, não, é.
— Ah! Antes que você venha colocar defeito no meu plano, eu preciso te falar cara! Sabe o Laxus?
Mais um não... Natsu implorou, em seu pensamento.
— Com ele vai ser na base da conversa. — o rosado suspirou aliviado quando ouviu o verbo no futuro, pelo menos eles ainda não tinham agido. Talvez ainda houvesse alguma solução. — Nós sabemos do incidente passado, quando Laxus tentou tomar a guilda, alegando querer melhora-la, almejando apenas pelos fortes e, veja só, não é que só sobrou mago de merda na Fairy Tail? Será simples convencê-lo de que não vale a pena continuar numa guilda tão ruim e, tão logo, ele vai querer deixá-la. Quanto ao resto, não há problema. Gray é o mais perigoso, dentre os que restaram, porque, fala sério né? Kana Alberona e Levy McGarden!? Os outros nem preciso mencionar, admite, cara. Vocês já perderam!
O rosado o encarou, lutando de todas as formas para não aceitar àquele pensamento. Devia haver uma solução. Ele pensava. Tenho que encontra-la, tenho que salvar minha família. Tem que haver um jeito. Repetia em sua mente, várias vezes por segundo, procurando alguma forma, buscando alguma saída.
Mas não a encontrou.
Até que:
— Você não está esquecendo de nada? — ele perguntou, num tom mais frio que o de Sting. O loiro chegou a tremer, sem disfarçar, ao ouvi-lo. Mas pareceu firme quando se virou para dar atenção a Natsu — Eu ainda estou aqui. Eu ainda posso lutar.
— Ah! — o loiro suspirou, aliviado — É isso? Não, Natsu. É você quem está esquecendo de algo. — ele sorriu, esperando pelo entendimento do outro.
Demorou bastante para a ficha cair. Afinal, como ele pretendia elimina-lo? Ele com certeza era uma ameaça, derrotou sozinho os dois dragon slayers da Sabetooth. Como pretendiam atingi-lo? Como poderiam?
Uma luz o veio.
— Lucy — ele disse, num tom derrotado
— Exatamente! Veja, não é que você está ficando mais esperto na minha companhia? É aí que a loira entra.
— O que vocês querem com ela? Porque a magoaram?
— Vocês? Não, Natsu-sama, a Saber não quer nada com a Lucy. Veja se não concorda comigo, depois de todo esse trabalho que eu tive pra acabar com vocês eu preciso de um prêmio, não é? E escolhi a Blondie. Tenho que admitir que ganha-la foi impensavelmente fácil. — ele sorriu — Ah, você está enchendo a boca pra falar que nós a magoamos. E, eu tenho que te dizer, cara. Não fomos nós que a magoamos. Foi você. Suas palavras de agora a fizeram correr pra chorar. Na primeira vez que nós ficamos — e em todas as outras, tenho que acrescentar -, ela estava sozinha, porque fora abandonada por você. E, sabe o que mais? Ela também estava chorando. Me pergunto se nós somos os verdadeiros vilões da história. Tudo que eu quero é fazê-la feliz, comigo. Enquanto você a quer como reserva.
— Isso é mentira! — ele aumentou o tom, seus olhos brilhando ódio enquanto escutava as palavras dele.
— Não, não é, Natsu. E você sabe disso. Depois que Lissana desapareceu – e não vem ao caso como eu sei de tantas coisas sobre sua guilda – você precisava de algum apoio emocional. Por isso levou Lucy a Fairy Tail. Por isso se aproximou dela. Mas quando Lissana voltou a primeira coisa que você fez foi deixar Lucy de lado e correr atrás da albina. Você nega? Ousa negar? Não... Você sabe que é verdade. Aliás, eu devia agradecer à você por deixar o caminho tão fácil para mim. Se me der licença, vou buscar meu prêmio, quer dizer, Lucy. — ele sorriu, virando e caminhando em direção a porta — Não se preocupe, a magia vai mantê-lo por um bom tempo aí. — acrescentou, abrindo a porta — A propósito, Lucy beija muito bem.
Foi a gota d’água.
A raiva dentro dele era tanta que a magia não foi suficiente. Ele se soltou e, em cerca de um segundo, partiu para cima de Sting, pegando fogo e atingiu-o em cheio. Atravessando as paredes, uma após outra, num mesmo golpe, até se ver no descampado, na frente do hotel. Todos os olhos voltados para eles.
— Você vai pagar — Natsu se ergueu, não parando de golpear o loiro, que se manteve deitado no chão — por tudo!
Sting ria.
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