As Férias Da Fairy Tail
34 Cap. 30 - Há um God Slayer entre nós
Notas iniciais
Aliás, desculpa por não estar podendo responder os comentários. Devo admitir que estou evitando usar o computador ultimamente, ele me lembra de coisas não muito legais.
Aliás, eu não estou muito bem esses dias, então pode ser que tenha afetado a fic, não sei.
De qualquer forma, boa leitora. Trubluu, obrigada pela recomendação maravilhosa, você tinha sumido, fiquei preocupada ♥ Este capitulo é todo seu rs.
Boa leitura!
Todos estavam hipnotizados, observavam a cena com espanto. O que antes era uma cerimônia de despedida, agora havia se tornado um show de luta livre, onde Natsu batia, Sting apavanhava e os demais serviam apenas como espectadores.
Dois golpes, um chute, punhos em chamas e, enfim, alguém teve coragem de intervir:
— NATSU, PARE COM ISSO, AGORA! — foi Makarov quem disse, abismado com a cena. Por que ele estaria batedo no loiro?! — VOCÊ NÃO OUVIU, PARE IMEDIATAMENTE.
— Não enche, velho! Ele merece apanhar! — gritou de volta, acertando um soco no centro do rosto do loiro, para logo depois acertar o ombro do mesmo usando o cotovelo, em chamas — Ele tentou nos separar! Sting tentou destruir a Fairy Tail!! — disse, antes de dar um chute certeiro no estômago do outro, que voou para longe — E vai pagar por isso!
— Destruir a Fairy Tail? — Erza perguntou — O que você quer dizer com isso?
— Estou falando da saída de vocês, porra! — Natsu bradou, lançando um Karyuu no Houko certeiro no loiro que caiu para trás — Ele usou cada um de vocês, ele e Rogue! Eles planejam eliminar a Fairy Tail levado embora os que julgam mais fortes! — agarrou Stig pelos braços forçando todo seu peso contra ele, derrubando-o no chão num baque sonoro de tão forte. — Usou Lissana, Lucy, Juvia e até o Mest... — foi interrompido por uma rajada de luz
— Já chega — Sting disse, frio — Você já está falando demais: Holy Blast!
Num segundo, uma bola de luz capaz de cegar apenas com seu brilho sai das mãos do loiro, atingindo em cheio Natsu. O rosado é arrastado no chão floresta adentro, desacordado.
— Mas o que você fez!? —Mirajane esbravejou, tomando posição de ataque
— Pode parar por aí, ele que me atacou, vocês viram! — o loiro levantou as mãos, alegando legítima defesa
— E o que Natsu disse? — Kana indagou, irritada pela forma como o dragon slayer se fazia de inocente
— É! — Gray apoiou — Ele disse que vocês estão querendo nos separar.
— Conversa dele,po! Parece que não conhece o Salamader, ele faz de tudo pra arrumar uma briga. — Sting retrucou, revirado os olhos
— É mentira — a voz feminina surgiu, chamando a atenção de todos
— Quem ousa me difamar? — Sting indagou, procurando em volta, observando cada mago — Hein!? Quem é o idiota que acredita no Salamander!? — ele urrava, irado. Realmente aparentava não ter feito nada.
— Fui eu! — Lissana disse, assumindo um lugar mais a frente, respirando bravamente — O que foi? Não vai negar? Claro que não, né? Você não pode fazer nada, eu estava lá.
— Tem razão, Strauss. — desdenhou, sorrindo — Vocês querem um show? Eu lhes darei um show. Vou contar como eu usei cada um de vocês, vou contar qual peça do meu tabuleiro vocês foram. O estrago já está feito, de qualquer jeito.
— O que ele...? — o fim da pergunta, Levy deixou no ar, mas as primeiras palavras já foram suficientes para atrair a atenção do loiro.
— Quer que eu comece por você? Tudo bem, querida, só prometa não se assustar, ok? — sorriu, cínico e Levy sentiu-se arrepiar. O coração de Gajeel falhou uma batida, mas voltou ao normal, quando ele trouxe Ami para si — Nós enfeitiçamos seu namoradinho, você sabia? Por isso que ele quer sair da guilda. Mas não se anima não, hein! O verdadeiro amor geralmente supera esses feitiços, mas se Gajeel não resistiu... — deixou no ar, mas era óbvio que o término da frase seria “é porque ele não te ama”
— Não sabe do que está falando! — Juvia proclamou — O amor... — decidiu se calar, ao notar o olhar que lhe foi direcionado. O olhar de Gray.
— Sim, Juvia... O amor? — Sting insistiu — Ora, complete, todo mundo quer saber o que você tem a dizer, não é, gente? — olhou em volta antes de repousar o olhar frio sobre Juvia, que desviou o rosto — Você não consegue. Não consegue porque sabe que estaria mentindo. Mas eu estou realmente curioso, o que você ia dizer? Que o amor supera todas as barreiras? Era isso, não é? Mas aí você estaria mentindo, a menos que... Ah, é isso! Já descobri seu joguinho, Juvia. Você não ama o Gray. Por isso quis fugir da carta, quando poderia enfrentar sua antiga guilda, afinal “o amor supera tudo”, não é?
Juvia encarava o chão, sua expressão era confusa. Ele estava errado, muito errado. Por que ela simplesmente não dizia isso? O que a impedia de desmentir tudo aquilo? Ela quis ir embora para proteger Gray, para proteger seus amigos. O amor dela era real. Era fiel. Ela nunca os entregaria. Então, por que ela deixava que ele dissesse aquelas coisas enquanto ficava parada olhando para o chão?
Por que?
Foi quando seus olhos se encontraram com os de Gray. Ela o viu. Ele parecia tão... abatido. Tão fraco. Era verdade? Ela não o amava? Ela estava fugindo?
Merda, por que Sting era tão manipulador? Por que ele era tão bom com as palavras?
— Deixe-me te contar um segredo, querida. Quem escreveu a carta fomos nós. Nada de Phantom ou coisa parecida. Você acredita? Ia deixar tudo isso por medo de algo que nunca chegaria! Como se sente sabendo o quão burra você é? Bom, pelo menos agora você vai pensar antes de se intrometer na conversa dos outros. “O amor...” essa é boa!
— Ora seu...
— Erza!? Você também quer participar? Não se preocupe, você já está dentro, Scarlat! Ou deveria dizer Fernandez? Vamos, não fique vermelha, todos aqui já sabem do seu amor por esse foragido aí, aliás, gente demais sabe. Enfeitiçar Makarov não foi nada fácil, mas, quando conseguimos, o plano saiu melhor do que o esperado. Nós achávamos que você ia ficar apenas deprimida, mas querer fugir? Era perfeito! Sem você a Fairy Tail não é nada, e esse nada é o que nós queremos. — ele sorriu observando a expressão de Erza se modificar com cada palavra, observando o entedimento cair em si.
Makarov.
Eles enfeitiçaram Makarov.
E ela ainda pensou em deixa-los.
— Mas pelo que vejo aqui, tem mais malas do que o previsto. Não me diga que... Lissana! Você conseguiu juntar mais pessoas? Sabia que podíamos contar com você!
— Não me inclua na sua sujeira, Sting!
— Ui, agora decidiu mostrar as garras, gatinha? Que medo! — ironizou — Eu não entendo, você já está incluída e, admito, foi a mais fácil de manipular. Mais forte que amor adolescente, só a decepção amorosa, não é? Rogue foi perfeito para isso, e você caiu direitinho. Mas a melhor parte foi que além de seus irmãos, pelo que vejo, você conseguiu levar mais dois a sair da guilda. Que poder, hein! Já te disse que seria muito útil te ter da Saber? Bem, a proposta tá aí, até porque, pelo que estou sabendo, você não participa de nenhuma guilda! — finalizou, rindo. Rindo não, gargalhado.
Repulsa.
Era o que todos sentiam enquanto viam o loiro rindo, como se estivesse vencido o jogo. Como se não houvesse saída para eles.
— Desgraçado! — Mirajane urrou, aparecendo atrás do loiro, chutando-o com tanta força que o baque do seu corpo contra parede afundou um pouco a construção. — Você só esqueceu de uma coisa: — sorriu, aparecendo de repente frente à ele, acertando dois socos consecutivos em seu rosto — Ainda não fomos embora e, agora, já sabemos seu plano.
Com os olhos semicerrados, Sting pôde ver atrás de Mirajane, que vários membros da Fairy Tail lhe sorriam, maliciosos, como em busca de vingança. Gemeu ao ver Erza envolta a sua aurea demoníaca, um Makarov gigante e Laxus, cercado do seu poder sem igual.
Uma luz o veio.
Mirajane se preparava para mais um golpe, sua respiração crescia de acordo com a proximidade de seu punho.
Mas ele estava preparado.
φ
Natsu abriu os olhos. Sentia fortes dores na cabeça, pouco recordava do que tinha acontecido. Só lembrava de estar batendo em Sting quando, de repente, uma forte luz o atingiu, e daí, tudo negro.
— Aquele desgraçado... — balbuciou, esfregado os cabelos, enquanto tentava se levantar — Tenho que fazê-lo pagar por...
Deixou no ar.
O que ele tinha feito mesmo?
Lembrou-se do sorriso de Sting, dos golpes que acertara com gosto naquele corpo de alma tão fria e calculista. Lembrou-se da luz. E daquela luz, lembrou um sorriso.
Não era o sorriso de Sting.
Do sorriso, lembrou-se de lágrimas. Do brilho das lágrimas.
E do brilho das lágrimas, lhe veio a luz, novamente.
Apoiou seu peso no tronco de uma árvore. Seu corpo doía. Ele sabia que a dor não vinha do ataque que lhe fora acertado. Seu peito doía, na altura do seu coração.
Aquela luz.
O sorriso.
As lágrimas.
Suspirou. Ele sabia que tinha que fazer algo. Aquelas coisas estavam relacionadas, mas o que queriam dizer? Voltou a caminhar, sem rumo.
Não adiantava nem fechar os olhos, o brilho continuava. O dia estava tão claro. Foi a luz, o golpe de Sting. Desgraçado. Estava difícil enxergar, não só o mundo exterior, como dentro de sua cabeça. Era tudo caos, confusão. Ele estava perdido.
Ele queria uma luz.
Que luz?
A luz que vinha do brilho daquelas lágrimas.
Ou do branco daquele sorriso.
Caiu sentado na mata verde, a grama ainda úmida do orvalho do fim da manhã, mirando o céu. Estava tão confuso, se sentia tão tolo, tão só. Os olhos ardiam. Ele culpou a luz do golpe por isso, mas não era essa luz. Nem a luz do sol, ou a luz do dia.
Uma lágrima caiu lenta e só, numa trajetória retrógrada, em vão, para o chão. E ele se sentiu como a lágrima: sem rumo.
Ele ainda queria uma luz.
A verdadeira luz.
A luz que valia sua vida.
Suspirou, fechando os olhos. Nada negro, tudo claro, tudo luz.
Lembrou das lágrimas dela.
Dos sorrisos dela.
Lembrou-se dela.
Se levantou e correu na direção oposta ao hotel, floresta adentro, desesperado e preocupado, sem sequer olhar para trás.
Sabia onde estava sua luz.
Sabia onde estava sua Lucy.
φ
— Vocês não estão esquecendo de nada? — o punho de Mira parou abruptamente, e Sting sorriu — A Fairy Tail já está cheia de problemas com o Concelho pelos prejuízos com os Jogos Mágicos. Sete dos nove membros do Concelho concordaram com a punição de exclusão da Fairy Tail do grupo das guildas oficiais caso vocês façam qualquer movimento. E, sinceramente, acho que atacarem um membro de outra guilda que está de férias por mera diversão já daria uma punição bem grave.
— Ora, por favor! — Laxus revirou os olhos — Acha mesmo que depois de tudo que você fez, estamos ligando para a merda do Concelho? Ainda mais por algo tão pequeno quanto acabar com um merda tipo você?
— Se eu fosse vocês, pensaria um pouco mais — Sting interviu, advertindo — Eu me recuso a apanhar de vocês, vou lutar por legítima defesa, agora, imagina o estrago que esse hotel vai ficar depois dessa luta! Será que vale mesmo a pena jogar a Fairy Tail fora por um mero capricho? Não que eu me importe, é claro. Eu saio ganhando de qualquer jeito. Mas acho bem mais fácil pra vocês me entregarem de bandeja invés de gastar magia à toa nessa luta.
— Nada vai me privar do prazer de deformar essa sua cara! — Laxus retrucou, calmo
— Então, boa sorte com o Concelho — Sting riu, assumindo posição de luta.
— Não vamos precisar — Kana respondeu, arrogante.
— E não vão mesmo! — um homem de cabelos castanhos de colocou na frente de Sting, de braços abertos, como que defendendo-o — Vocês não vão sujar um dedo com ele. Não no meu turno.
— Eric? — Levy disse, surpresa — Não me diga que você...
— É isso aí, fadinhas. Escutem o seu amiguinho, não vamos brigar. Vocês já perderam mesmo... — Sting debochou, sorrindo.
Toda guilda encarava Eric, desacreditados. Depois de todo apoio que receberam daquele homem, ele se mostraria um vilão? Então era isso, Eric na verdade estava do lado da Saber? Já era de se esperar, afinal, ele chegou tão de repente, fingindo amizade, interesse, querendo saber de tudo.
Querendo saber demais.
— Não acredito que esse tempo todo estivemos atrás do cara errado... — o moreno sussurrou, virando-se para Sting e observando-o com calma — Francamente... God’s Scythe!
Ao profanar as palavras, um foice de chamas negras surgiu em suas mãos. Seu brilho intenso emanava tamanho poder. Sting estremeceu pouco antes de ser atingido pela arma e logo se viu voando céu acima, com uma dor descomunal.
— Deixem esse comigo. Vão cuidar dos seus amigos. — Eric disse, para logo voar atrás do loiro, golpeando-o diversas vezes com a mesma foice.
— Não pode ser... — Wendy exclamou, num olhar atento ao recém amigo — Um simples usuário de trovão...
— Ele não pode ser um simples usuário de trovão! — Gray disse, chocado com a destreza e força do rapaz que exalava uma áurea de destruição e poder tão diferente da calma e amigável que vinha usando ultimamente.
— E não é — Levy confirmou, familiarizada com a atuação do outro — Estava suspeito demais, não acham? “Eric Cristopher Lehrram”, esse nome não é familiar?
— Levy, você não está dizendo...
— Exatamente, Erza, este é Raijin, o famoso God Slayer do Trovão e membro essencial do Concelho dos Magos.
Notas finais
Viram que bonitinho o Natsu indo atrás da Lucy? Onw, oremos para que esse golpe do Sting tenha iluminado a mente do rosado e ele possa notar o quanto errou com ela (yn) O amor é mais galera!
E viram também? A Lis enfrentando Sting, pois é, galera, já tava na hora dela tomar uma atitude rs.
Well, o capitulo não ficou lá grade coisa, eu sei T.T Mas está meio dificil escrever ultimamente, eu não estou muito bem.
De qualquer forma, não vou me prolongar nisso.
Aliás, aos leitores de Snuff, saibam que a fic já foi excluida e que os capitulos 1 e 2 já foram reescritos! Dezembro voltaremos com muito mais drama e paixão ♥
Espero alguns comentários, ok? Poucos apareceram no ultimo, sinto falta de vocês... Well, bom final de semana, bju ♥
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