As Férias Da Fairy Tail

32 Cap. 28 - O verdadeiro plano


Notas iniciais
Yo, leitores! Tudo bem?
O capitulo veio atrasado, eu sei. Mas ele está completo, digo tá tudo aqui, menos o importante MUAHAHAHA.
Como assim, Juli-chan? Leia e descobri!

Ah, antes de ler, aconselho que vocês leiam o penúltimo capitulo antes, só para refrescar a memória ;)

Obrigada pelos comentários que vocês, divos, deixaram no último capitulo extra e eu sei que vocês querem logo o hentai Jerza e NaLu, mas eu ainda estou receosa de escreve-los, então espero que o GaLe tenha agradado vocês.

Amo vocês e boa leitura ♥

— Rogue, fez o que te pedi? — o loiro perguntou para o companheiro, que assentiu, fazendo-o sorrir maleficamente e virando-se para o rapaz de cabelos róseos que sacudia-se tentando se livrar, disse — É, Natsu-sama — debochou, divertido — Parece que não há saída para vocês.

— O que você quer dizer? — o outro perguntou, seus olhos inundados de fúria

— Ainda não descobriu, Natsu-san? — retrucou no mesmo tom debochado de antes, ele sorria travesso enquanto observava o dragon slayer que tentava se mover — Nem se dê ao trabalho. Está enfeitiçado.

Natsu observa o sorriso do rapaz a sua frente e sentia o corpo tremer em ódio. Ele não sabia exatamente o porque, ou o que o loiro estava tramando, mas tinha certeza de uma coisa: assim que possível, ele o faria pagar por ter feito Lucy chorar. Ele iria torturá-lo, massacrá-lo. Se, ao menos, não estivesse preso...

O loiro sustentou o olhar arrogante sobre Natsu por alguns minutos, caminhou de maneira tranquila até uma poltrona de tecido intensamente vermelho e se sentou. Cruzou as mãos por trás da cabeça, e disse, num olhar excitado.

— Que comece o espetáculo!

φ

Gajeel acordara com Levy beijando ternamente seu rosto, ele conseguia ouvir a voz suave da companheira, embora não fosse capaz de decifrar suas palavras.

Quando acostumou-se com a claridade que invadia o quarto e agredia-lhe a vista, abriu os olhos e a primeira visão que teve foi a de Levy, que sorria.

— Você finalmente acordou! — ela exclamou, contente, apoiada no tórax do amado — Não sabia que era tão preguiçoso...

— E não sou — ele respondeu, retribuindo o sorriso ao lembrar de tudo que aconteceu naquela noite e ela arqueou as sobrancelhas como quem duvidava — É sério! Você por acaso viu a hora que fomos dormir?

— E nós, por acaso, dormirmos? — ela sorriu, seus olhos ganhando um brilho travesso, enquanto acariciava delicadamente o peitoral desnudo do companheiro. Gajeel sentiu algo nele despertar, ele estava adorando o rumo daquela conversa — Gajeel... — ela advertiu ao sentir o braço musculoso do companheiro envolvendo sua cintura, pressionando-a em si — Tem certeza do que está fazendo? — perguntou, se colocando sobre ele

— Nenhuma... — respondeu, deslizando as mãos nas coxas macias da amada, que sorria sentindo a tensão sexual caindo sobre eles, sentindo o coração acelera ao menor toque do outro.

— Então apenas o faça. — ela respondeu, num tom quase suplicante ao sentir as mãos de Gajeel pressionando suas nádegas.

E os lábios dela cobriram os dele num beijo feroz.

E eles se tiveram, novamente.

φ

— Não, não, não e não! — a ruiva dizia, frustada, lançando os papéis para longe — Nada parece funcionar! Porque isso? Porque?

— Se acalme, querida... — Jellal disse, tentando segurar a mão da amada que estava sobre a mesa, esta se afastou

— Como vou me acalmar? Não temos tempo! — retrucou, nervosa. Levando as mãos às têmporas e fechando os olhos — Vamos, Erza, pense... Tem que haver um jeito...

— Erza, eu acho melhor...

— Nem pense nisso! — interrompeu, encarando o rapaz sentado a sua frente, do outro lado da mesa de madeira — Eu vou pensar em algo, Jellal. Você não vai embora.

Ele pôde ver a determinação em seus olhos, mas também foi capaz de notar as olheiras logo abaixo deles. Suspirou, ele não estava se rendendo, só queria que a ruiva descansassem. Eles viraram a noite procurando alguma solução e tudo que tinham era a certeza de que ela não existia.

Embora estivesse arrasado pela, ainda, irreversível verdade, ele já não sabia mais o que fazer, já tinha perdido as esperanças, por mais que negasse o fato. Por outro lado, estava fascinado com o esforço de Erza por ele. Sentiu-se contente ao notar o tamanho do seu sentimento por ele, mas não demorou muito para uma onda de culpa o atingir. Aquelas olheiras eram por ele. A noite mal dormida, por ele. Ela estava sofrendo, por ele. Mas Erza, certamente, não merecia sofrer.

— Ah... — suspirou, levantando-se e estalando os ossos cansados pela mesma posição de horas — Eu vou tomar um ar.

Erza assentiu, repousando os cotovelos na mesa e deitando a cabeça sobre as mãos. Ela se arrepiou ao sentir Jellal ao seu lado e sentiu que ia derreter com o hálito quente dele que agrediu seu pescoço.

— E você vem comigo. — ele disse e sentiu o corpo de Erza enrijecer apenas com sua voz. Sem escolha, a garota se deixou levar pelo braço forte de Jellal que a levou para tomar café.

φ

Natsu estava irado. Tentava a todo custo se libertar do feitiço que o mantia na mesma posição, mas nada adiantava. Ele se perguntava a origem de tamanho poder e, ao procurar a resposta, correu os olhos pela sala se deparando com Lissana.

A albina parecia estar paralisada encarando Rogue, seus olhos nem piscavam e Natsu tentava imaginar o que estava passando na cabeça da garota. Ele chegou a pensar no famoso "eu avisei que eles não prestavam", mas não o disse, a situação pedia por maior atenção. Encarou-a por mais alguns segundos, vendo que ela abria e fechava a boca, ameaçando falar, mas nenhuma voz saia, até que:

— Rogue... — o som foi tão fraco que o rosado deduziu que ela estava arrasada, talvez assustada

— Ah! — Sting quem respondeu — Tinha esquecido que você estava aqui, Lissana. Que bom que você fez questão de ser percebida, afinal, acho que você e Rogue precisam conversar.

Ela desviou o olhar para o chão ao ouvir as palavras de Sting, antes de assentir, quase sem se mover. Natsu se perguntava se ela também estava enfeitiçada.

— Rogue, por favor, solte o Natsu. — ela pediu, com a voz falhando — Eu entendo que você esteja confuso pelo que ouviu, mas eu te garanto que não é nada. Eu e Natsu não temos nada, não precisa ter ciúme.

Ouvir aquelas palavras fez o loiro gargalhar tanto, mas tanto. Era impossível acreditar na ingenuidade da albina, como era tonta em acreditar que Rogue estava ali, no meio do plano, por ciúmes? Ainda mais dela! Ele ria, recebendo a atenção dos membros da Fairy Tail.

— Não acredito em como essas fadas possam ser lerdas! — ele comentou e Rogue exibiu um sorriso curto, demonstrando estar achando tanta graça quanto o outro — Bom, já que a linda Lissana não entendeu... — iniciou, levando o tronco mais para frente, concentrando-se na albina que respirava tensa — Quer fazer as honras, Rogue?

O moreno assentiu e passou a também fitar a albina, que o encarava com um resquício de esperança no olhar. Não podia, o que ele tinha a dizer, não podia ser o que ela estava pensando.

— Rogue... — ela tentou, sem saber mais o que dizer, ela só não queria que as palavras dele viessem ao seu alcance, não tinha bons pressentimentos para aquilo.

— Você está errada, Lissana. — ele falou no mesmo tom frio habitual — Eu não estou com ciúmes de você. Nem tem porque eu sentir isso. Já que, na verdade, eu não gosto de você. — as palavras proferidas com tanta facilidade pelo moreno atingiram-na em cheio e o coração que ainda estava cicatrizando das feridas causadas por Natsu foi dilacerado.

— Não... — ela sussurrou, suplicante. Mirando o chão. — Por favor, diga que isso é...

— É verdade — Sting interrompeu, rolando os olhos, impaciente — Deixe-me esclarecer as coisas pra você, tá? Gracinha. — ele disse, caminhando até ela, acariciando de leve o rosto dela, sem nunca deixar de sorrir — Ele te usou. Mas... Até que você não é de se jogar fora, passa na Saber um dia desses. — disse e pôde sentir o olhar furioso de Natsu sobre si, mergulhou no vão entre os ombros e rosto de Lissana — Nós vamos ter o prazer de te dar... prazer. — completou, lambendo sua pele, Lissana sentiu asco com o toque do rapaz.

A albina se livrou do abraço dele e correu sem olhar para trás. Mesmo assim, Natsu sabia que ela estava chorando. Rogue a fez chorar, Sting tocou-a. Eles estavam passando dos limites e teriam que pagar por isso.

Agora, o rosado já se sacudia feito louco, mas de nada adiantava, não seria fácil. O que eles queriam afinal? Atingi-lo fazendo todos os que ele amava sofrer? Será que o ressentimento pela derrota nos Jogos Mágicos era assim tão grande? Talvez fosse isso, mas algo não batia, afinal eles foi uma luta de duplas e Gajeel não estava ali.

φ

Juvia devorava sua quinta fatia de bola daquela manhã, Gray a encarava assustado, tinha algo errado com a azulada, algo ruim. Ele podia ver, nos gestos dela, o quanto estava nervosa, mas não tinha a menor ideia do que fazer para ajuda-la.

— Juvia... O que houve? — ousou perguntar, olhando-a atento e pôde reparar seus olhos, sim, os olhos, tremendo.

— Ah, Gray-sama, não é nada! Juvia te assustou? — perguntou, forçando um sorriso, colocando uma mecha do próprio cabelo atrás da orelha.

— Não, mas... Se continuar comendo assim, você pode passar mal e... Tem certeza que você está bem? — tornou a pergunta, não admitindo aquele sorriso forçado.

Silêncio.

Juvia continuava devorando a fatia de bolo, em momento algum levantou os olhos, o rosto. Quando a fatia acabou, pediu licença e saiu. Deixando Gray sozinho e, mais que isso, confuso.

A maga das águas correu assim que saiu do restaurante, o trajeto para o quarto pareceu cada vez mais longo, mais árduo. Quando finalmente cruzou a porta do quarto 2005, mal conseguia respirar, mal conseguia existir.

Abriu a gaveta da cômoda de mogno em busca da carta que recebera mais cedo. Não podia ser real. Mas era. Estava lá, transcrito por runas que só alguém familiarizado conheceria. Ela teria que sumir, sem deixar rastros. Desaparecer. Evaporar, como a água que era. Caso contrário, algo muito ruim aconteceria. Phantom Lord aconteceria.

Sim, era uma ameaça. Clara, óbvia, consumada. E ela iria. Não teria coragem de colocar a Fairy Tail em perigo, de colocar Gray-sama em perigo. As palavras escritas eram firmes e, sim, ela estava com medo. Não havia mais nada a se fazer.

φ

— Bom dia! — Levy exclamou, ao entrar no salão onde os magos comiam. Imediatamente teve a resposta de Jet e Droy e, antes de ir ter com eles, voltou-se para o grande homem que segurava-a pela cintura — Você pega os pratos enquanto em me sento, certo? — sorriu quando Gajeel concordou e foi se sentar próximo a eles.

Ele ficou observando-a, deslumbrado com a sorte que dera. Perdeu minutos pensando na voz melodiosa da garota, do seu tom clemente, dos gemidos que dera durante a noite, de como descobria seu corpo com as mãos e de como se satisfazia ao satisfazê-la.

— Olá, Gajeel... — uma voz melodiosa, porém diferente, trouxe Gajeel de volta ao planeta Terra, ele se virou ainda com a expressão abobalhada, fazendo a dona da voz rir — Que cara é essa? Sei que sou linda, mas...

— Não. Não, você é mais que isso... Você é divina... Você é... — ele elogiava-a, sem piscar, fascinado com a beleza da mulher a sua frente. Ela sorriu.

— Você quer ir... — iniciou, sua mão repousando no ombro dele, incitando-o — para um lugar mais reservado? — ela quase gemeu a palavra, tornando-a irresistível, levou a mão direita até o rosto do homem, acariciando-o e ele repousou o rosto lá, fechando os olhos.

— Só se for agora... — respondeu, seus olhos ganhando o famoso tom avermelhado — ...Ami.

φ

A lembrança de Lucy, o simples pensamento de que ela estava sofrendo, que estava chorando. Aquilo o atingiu em cheio, como um soco, ele caiu sobre os joelhos, fitando chão.

— Já acabaram suas forças, Natsu-san? — Sting perguntou, ele não parecia contente — Ah, vamos, ainda nem são meio dia! Eu queria vê-lo implorar para sair, achei que mexer com as duas já bastava... Vou precisar machucar mais alguém? Porque, sério, eu não me incomodo em nada se precisar. Choro de fada é felicidade pra tigre.

Vai se foder.

Ele pensou, apenas pensou, não daria esse gostinho a ele. Ficaria quieto até descobrir o que ele planejava com aquilo, porque insistiam em torturá-lo? Porque insistiam em machucar aqueles que ele amava?

— Bem... Você que pediu. — sorriu, voltando-se para Rogue — Traga a... Bem, quem em chamo pra diversão agora? Ah! Já sei... Rogue, me trás a Titânia!

O moreno assentiu e saiu. Assim que Natsu assimilou as palavras o desespero o invadiu, fazendo-o voltar a se debater, a gritar a tentar fugir. Mas era tarde, Rogue já tinha saído. E se ele trouxesse Erza, eles a fariam chorar.

"A Erza estava chorando... Ela estava desistindo... A voz dela estava trêmula... Eu não quero ver Erza assim". As palavras ditas há tanto tempo apareceram em sua mente como se os acontecimentos da Ilha Galuna tivessem ocorrido ontem. A lembrança do olhar da maga doeu.

— O que vocês querem com isso? — perguntou, limitando-se a encarar o loiro, esforçando-se ao máximo para não deixar a raiva transparecer na voz.

— Então você ainda tem língua? — ele riu, divertindo-se — Podia ter feito isso pouco antes, não? Pouparia a caminhada de Rogue, vai saber onde a tal da Erza está agora e...

— Você não me respondeu — ele tornou, agora mais irritado — O que vocês querem com isso?

— E ainda me pergunto como as pessoas enaltecem essa guilda de merda! Além de fracos, são burros!

— Poupe-me desse seu ódio infantil e me responda, Sting! — repreendeu e, sorrindo, completou — Ou foi você quem perdeu a língua?

— Isso é simples, Natsu. O que eu quero, ou melhor, o que queremos é

φ

— Lissana... O que houve? — Mirajane exclamou, ao notar o estado da irmã. A albina mais nova estava sentada num dos bancos do extenso jardim do hotel. As mãos envolviam os joelhos, a cabeça enterrada entre eles. Ela chorava. — Ei... Lis... Me conta, o que aconteceu?

— Nã-nã-não é nada — ela sussurrou, secando as lágrimas e forçando um pequeno sorriso — Não se preocupe.

— Você não me engana, Lis. — Mira sorriu, sentando-se ao lado dela, envolvendo-a com o braço — Comece me dizendo quem fez isso, ok?

Ela negou com a cabeça, mas a lembrança das palavras frias de Rogue invadiram sua mente, fazendo as lágrimas descerem ainda mais. Tornando cada vez mais difícil Mira acreditar que não era nada.

— Vamos, Lis... Eu sou sua irmã, se não em mim, em quem vai confiar? — ela perguntou, passando a acariciar o ombro da irmã, de forma cuidadosa — Eu prometo que não vou te julgar.

Mira pôde sentir Lissana respirar fundo, parecia que, finalmente, ela iria falar. A albina mais nova levantou o rosto, respirando fundo e fitou a irmã. Ela sabia que Mirajane faria qualquer coisa para defendê-la e isso inclui ferir, sim, ferir gravemente o causador daquelas lágrimas. Só tinha um problema, porém, ela estava apaixonada pelo causador das lágrimas. E, mesmo com tudo que ele a tenha feito, ela não queria ve-lo ferido.

— Você tem que jurar, Mira... Tem que jurar que não vai fazer nada... O que quer que tenha acontecido, a única coisa que vamos fazer é sair daqui o mais rápido possível.

— Assim você me deixa mais preocupada, Lis! — ela respondeu, ficando de frente à irmã — Anda, fala!

— Prometa primeiro... Por favor... — ela disse, os olhos azuis ainda brilhantes pelas lágrimas que, agora, corriam de forma lenta, quase extinta.

— Ah... Se esta é a única forma de te fazer falar... — hesitou, encarando a irmã que assentiu — Então tudo bem, eu prometo!

— Certo... — Lissana fechou os olhos, suspirou e disse — Eu descobri que Rogue não gosta de mim — desviou o olhar, num semblante triste — Ele só estava me usando para... Esquece.

— Como assim usando, Lis? Tem mais alguma coisa que eu precise saber? — Mira abriu mais os olhos, pousando-os sobre a irmã. A outra não sabia o que fazer, na verdade, tudo que ela queria era largar tudo do jeito que estava e sumir.

— Ele me usou para... Para... — Mirajane a pressionava com o olhar enquanto ela decidia entre contar sobre o que Sting fizera ou mentir. A primeira opção a traria mais dor, concluiu, a irmã a faria retornar para aquela sala e encarar Rogue novamente, ela não sabia se aguentaria. — Para esquecer uma ex namorada dele, só isso.

— Mesmo? — perguntou, estranhando o tom da irmã que se manteve em silêncio que, por fim, a fez acreditar em suas palavras — Esses homens... Tudo bem, tudo bem. — ela a abraçou, mas Lissana negava.

— Eu quero ir embora, Mira, por favor. — se soltou do abraço, encarando a irmã de forma séria — Eu quero deixar isso pra trás.

— Como assim?

φ

— Fairy Tail, o mestre de vocês aguarda na sala de informações. Repetindo: o mestre da Fairy Tail aguarda-a na sala de informações.

Após ouvir o anúncio pela segunda vez, ele a encarou de forma apaixonada e também como quem lamentasse por algo. A hora era aquela, ele sabia. E sabia também que ela já tinha conhecimento da verdade, por mais que se recusasse a aceitá-la. O lado bom é que eles estariam juntos, haja o que houvesse.

— Vamos? — ele perguntou, no tom cavalheiresco habitual, estendendo-lhe a mão.

— Vamos. — ela respondeu, segurando com força a mão do amado. E caminharam, juntos.

φ

— Bem, a maioria está aqui, certo? — Makarov começou — Como vocês sabem, o resort fez toda a programação da guilda durante essas férias. Eles chegaram a organizar vários bailes que, pelo que sei, estreitou mais os laços que já existem entre nós. Mas há um baile, em particular, que teve maior atenção por parte da organização: o Baile de Máscaras. Festa essa que foi pensada graças a sugestão de Juvia, no dia que anunciei a viagem. Hoje, vocês terão um dia de descanso, para se preparar para o baile, convidar acompanhantes e seja mais o que vocês quiserem fazer. Espero que vocês usem desse tempo da mesma forma que usamos durante todos estes dias, para estreitar nossos laços. Afinal, Fairy Tail é uma família e-

— Mestre — interrompeu, entrando na sala com os olhos determinados — Juvia pede licença da guilda.

Os murmurinhos começaram logo em seguida, mas quem estava mais abismado era Gray que a encarava ansioso pela frase "é brincadeira". Esta, porém, não veio.

— Juvia... Nós podemos ver isso depois...

— Não, não podemos... Mestre. — ela respondeu, a seriedade em seu olhar — Juvia está indo embora, hoje.

— Mas...

— Mestre! — mais uma vez Makarov foi interrompido, dessa vez por outra pessoa — Eu também peço licença.

— Er-Erza? — ele a encarava, incrédulo

— Exatamente, mestre. Eu e Jellal conversamos e... Essa é a única forma de ficarmos juntos.

— Com licença, mas eu-

— Nem tente me contrariar, Levy! Já está decidido.

— Mestre — a figura corpulenta entrou na sala acompanhado, ele circundava a cintura dela com posse e sorria como tolo — Eu quero pedir licença da guilda. De hoje em diante, só seremos eu e Ami.

— Ga-Gajeel?

— Como você ousa fazer isso com Levy, seu... seu...

— Me desculpe interromper, Gray. Mas estou aqui para avisar que eu, Lis, Freed e Ever estamos pedindo licença da guilda.

— Até você, Mira? — os olhos do mestre mostravam o quão confuso ele estava, a surpresa era inevitável. Tantos e de uma só vez? — Mas o que está acontecendo aqui?

φ

— O que eu quero, ou melhor, o que queremos é tirar a Fairy Tail do mapa. — Sting respondeu, orgulhoso

Notas finais
Então, quem imaginava que este seria o plano? Espero que ninguém d:
Quero comentários grandes, viu? Descontem suas frustrações em mim e, para isso, peço que vocês passem o olho pelo capitulo de novo pra não deixar nenhum detalhe faltar /fikdik
Incrivel como no fim da noite anterior todos estavam felizes e agora, bem... Não da pra dizer exatamente.
Ah, só pra constar, os membros que pediram licença foram: Lissana, Mirajane, Elfman, Freed, Evergreen, Gajeel, Juvia, Erza e Jellal.

Por hoje é só, bju ♥