As Férias Da Fairy Tail

16 Cap. 15 - Traição.


Notas iniciais
Oi meus lindos, como vão?
Eu estou bem, na verdade, estou incrivelmente bem. DEPRESSÃO SAI DE MIM O/
Obrigada pelas palavras de carinho que vocês deixaram, me ajudou muito mesmo ♥
Obrigada também pela compreensão de vocês, eu já li os reviews mas ainda não tive tempo de respondê-los, fiquei animada quando vi alguns fantasminhas.
E por último, mas não menos importante, um agradecimento mais que especial para meus leitores magníficos que me recomendaram: LFullbuster e NamikazeJales, vocês moram no meu coração s2
Boa leitura! ^^

– Levy, por favor! Me deixa usar essa roupa, ela tem tudo a ver comigo! –Lucy batia o pé no chão enquanto implorava-me

– Perdeu, Lu-chan! Foi uma luta justa.

– Nós jogamos pedra, papel e tesoura!

– E você perdeu! Portanto, a fantasia é minha! — mostrei a língua para Lucy, debochando

– Por favorrrrrrrrrrrrrr! – choramingou. A Lucy não desiste mesmo!

– Não! Agora, segura essa porta pra eu me trocar, ok? – repliquei, enquanto batia a porta, estava um pouco irritada, francamente...

– Tá bom... – suspirou — Mas saiba que a fantasia ficaria melhor em mim!

Normalmente isso me afetaria, óbvio que a roupa ficaria melhor nela aos olhos dos outros, mas eu tenho certeza de que Gajeel vai preferi-la em mim, então eu nem ligo! Além de que, é claro que a Lucy nunca quis me magoar, ela estava apenas brincando!

Coloquei a roupa cautelosamente, o tecido era delicado demais, típico de um vestido de princesa. Tá certo que a fantasia era de princesa, mas... Parece que é realmente de princesa, é delicado demais! Sinto que se não colocar direito pode acabar rasgando.

– Então, o que acha? – sai do provador, animada – Lucy?

Falei para o nada! Porque ela não consegue parar alguns segundos!? Tenho certeza de que ela foi ver o Natsu. Aquela... Eu pedi pra ela segurar! Qualquer um podia abrir e me ver de roupa íntima... Pensando nisso, onde está o Gajeel?

– Levy? É você mesmo? – perguntou Lissana, aproximando-se com um olhar esquisito

– Lis? Está tão ruim assim? – respondi, cabisbaixa.

– O que!? Está perfeita! Essa fantasia é a sua cara...

– Nhaw, obrigada – respondi contida, mas dando saltos por dentro.

Gajeel vai amar.

Falando nisso, onde ele está mesmo? Olho ao meu redor e o encontro sentado na mesma mesa que Rogue, o mago da Sabetooth que eu não faço ideia do porque de estar aqui!

– Lis, vem comigo! – exclamei, pixando-a pelo braço

Aproximamo-nos deles rapidamente. Me assustei ao vê-los de perto: estavam se encarando, como se travassem uma batalha silenciosa apenas com os olhares.

– Boa noite, rapazes! –eu disse, fazendo Gajeel olhar para mim

– Yo! – sorriu ele, piscando o olho esquerdo

– HA! Venci! – Rogue comemorou o descuido do oponente.

Pera, Rogue comemorou?

– Só dessa vez! Mas beleza, eu vou ficar ocupado agora, Rogue. Você deu sorte, depois continuamos – replicou, em tom de desafio – Certo pequena, vem comigo! – agarrou-me pelo braço levando-me para a pista, onde dançamos por um bom tempo.

A fantasia de Gajeel (n/a: não achei nenhuma fantasia descente então, por favor, imaginem o Gajeel vestido como o príncipe :3) movia-se exuberantemente de acordo com os seus movimentos agitados. Ele era uma fera, literalmente. O que eu achei particularmente fofo, ao notar que nossas fantasias combinavam. Mesmo que ele tivesse se tornado meu príncipe, eu sempre seria a Bela e ele a Fera. A minha Fera.

*Levy pov’s off*

[...]

– A-ano... – começou Lissana, fitando o mago, ainda desentendida com a cena que viveu com Levy – Com licença.

– Senta aí – ele apontou para a cadeira a sua frente, antes ocupada por Gajeel –Vamos conversar.

– Certo – assentiu, Lissana adora uma boa conversa – E aí, o que trouxe você e o Sting pra cá?

– Férias. – respondeu, curto e grosso.

– Ah sim... –recolheu-se, sem graça. Mas logo se recuperou — E quanto ao Frosh, como vocês se conheceram?

– Eu encontrei ele no ovo.

– Você também cuidou do ovo? – perguntou, surpresa

– Han? – indagou, entediado

– Digo, eu e Natsu... “Chocamos” o Happy.

– Mesmo? – demonstrou curiosidade

– Sim... – sorriu, contente

– Rogue –kun? Fro não se sente muito bem – disse um exceed de cor rosa usando uma roupa de urso verde

– E-ele acha? – perguntou Lissana com uma gota na cabeça “É óbvio que ele ta mal, as cores tão invertidas!

– Ahh – suspirou Rogue – Logo quando estava ficando interessante...

– Que? – indagou a albina

– Nada... — respondeu depressa, recuperando o tom imparcial — Com licença. Vem Frosh

– Tchau, fada-san – balbuciou o gato, enjoado porém fofo

– Se precisar de ajuda, me chame! – gritou Lissana, quando eles estavam longe

E, para a surpresa da maga, Rogue respondeu-la sem palavras, na verdade, ele exibia um tímido sorriso enquanto carregava o pequeno ser.

[...]

– Oe! Mirajane! – Laxus gritou, acenando para a albina

– Y-o! – sorriu ela, animada, saltitando em direção a ele – Não vai se fantasiar?

– Não, é perda de tempo.

– Eu não acho, veja! – posou para ele, exibindo a fantasia, sorrindo – O que você acha?

– Ahh... – suspirou – Você está linda, como sempre.

– Hmm... então eu vou trocar!

– Han? Porque?

– Ué, eu não quero parecer linda, sei la, é muito fofo... Quero ficar diferente!

– Ah sim... Mas não é linda de fofo, é linda de... poderosa!

– Poderosa? Ta aí! Gostei! – exclamou, estalando os dedos da mão direita — Mas então, o que você quer falar?

– Que? – hesitou, confuso – Ah sim... Queria saber porque você me deu um toco hoje, né! – corou levemente

– Toco? Eu? – apontou para si mesma, intrigada

– É. Nós íamos almoçar hoje, não lembra?

– Lembro, mas... – fitou o chão, lembrando-se de algo — Que estranho...

– O que?

– Kana me disse que você tinha uma reunião com o Mestre e pediu pra desmarcar, que depois a gente ia escolher outro dia e tal.

– A Kana disse isso? — indagou, e ela assentiu com a cabeça – Não teve isso de reunião, não! Eu fiquei lá te esperando!

– E-então... – os olhos da albina estavam arregalados de puro choque “Ela não seria capaz, seria?” – A Kana... mentiu?

Mirajane sentiu-se desabar e, logo depois, os joelhos chocaram-se no chão com tamanha força que o som do contato entre eles e o piso de madeira circulou alto. Levou as mãos a boca, que mantinha-se aberta num perfeito “o”, e algumas lágrimas tímidas puseram-se a cair, uma a uma, traçando uma lenta e dramática trilha pelo rosto da maga.

Traição. Não havia nenhuma outra palavra para descrever o que Kana fizera.

Obviamente, Laxus não pôde se manter diante daquela cena por muito tempo e, murmurando ameaças perdidas no vento, deu as costas para a maga e saiu, irado, deixando-a só. Desolada.

– Kana! – arquejou mirando a maga, que estava gargalhando enquanto conversava com Bickslov

– Yo, Laxus! Senta aí! Já viu a fantasia desse cara? Ele me mata de rir! – comprimentou, batendo várias vezes a mão sobre o balcão e apontando para Bickslov, que dançava balançando sua cobra.

– Não tenho tempo pra isso, precisamos conversar – falou, tentando ao máximo controlar sua raiva

– Ah você vai vir me cantar de novo cara? Eu já não te falei que não rola? Por favor né!

Ele nada disse, mirou-a, desacreditado. Ela não parecia ter culpa no cartório.

– Ahh – suspirou ela – Deixa eu te explicar, tá bom? Não é que eu não ache você atraente e tudo mais... É só que, po cara, tem a Mira né? Te falar, ela tá afinzona de você e...

– Você bebeu, não é? – interrompeu-a, e ela o olhou confusa

– É claro que eu bebi! Eu sempre bebo, Laxus! – revirou os olhos, dizendo o óbvio fazendo Bickslov rir

– Você bebeu muito, né? – perguntou novamente, um resquício de raiva nítido em sua voz, já estava perdendo a paciência

– Muito quanto? – replicou, levando-o a sério

– O suficiente para esquecer o que fez, estou certo? – ergueu as sombrancelhas, esperando uma resposta – Você é engraçada! – tossiu, emitindo uma pequena risada – Fica me dizendo que eu tenho que considerar a Mira e..

– Mas tem que considerar mesmo! – cortou, num tom mais alto, o que fez o mago explodir

– VOCÊ A CONSIDEROU QUANDO DISSE QUE EU CANCELEI O ALMOÇO!? VOCÊ CONSIDEROU MIRAJANE QUANDO MENTIU PARA ELA!? – gritou, fazendo-a se afastar, assustada, negando frenéticamente com a cabeça, murmurando algo como “não... não... não...” – HEIN? VOCÊ PENSOU NELA!? ME DIGA, KANA! PORQUE FEZ ISSO? – fitou-a, exasperado, vermelho de fúria, já era possível ver os pequenos raios envolta dele – PORQUE? – exigiu

– Por...porque... – abaixou a cabeça, temendo o olhar que o mago lhe mandava – Eu tenho meus motivos, ok!? Me deixa!

– NÃO! EU NÃO DEIXO, NÃO! – aproximou-se novamente dela – QUE QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA!? OU MELHOR, QUAL O SEU DIREITO PRA FAZER UMA COISA DESSAS!?

– Eu... eu... – murmurou, fitando o chão

– VOCÊ O QUE!? VOCÊ AINDA QUER SE DEFENDER!? POR FAVOR, KANA! VAI DIZER O QUE? PORRA! PORQUE VOCÊ TEM O DIREITO DE INTERFERIR ENTRE EU E MIRA!?

– EU ESTAVA COM CIÚMES, OK? – gritou, erguendo a cabeça, o rosto numa expressão de raiva, mas os olhos cercados de culpa, enxarcados pelas lágrimas.

A visão em conjunto com a frase deixou Laxus sem palavras por alguns segundos.

– NÃO FIQUE COM ESSA CARA DE ABOBALHADO, PORRA!

E, novamente, a raiva invadiu o ser do mago

– ISSO NÃO TE DÁ O DIREITO DE MENTIR, NÃO TE DÁ O DIREITO DE ENGANAR OU O DIREITO DE INTERFERIR NA RELAÇÃO DOS OUTROS!

– EU FIZ ISSO PORQUE EU SENTI QUE ESTAVA TE PERDENDO!

– E VOCÊ LÁ ME TINHA!? HEIN!? VOCÊ FOI A PRIMEIRA A CORTAR A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA RELAÇÃO, E AGORA VEM ME DIZER QUE TAVA COM MEDO DE ME PERDER? – riu ao perceber o que dissera – Você é uma pessoa de dar pena, Kana. Lamentável! Além de brincar com o meu coração, você também brincou com o de Mira e, pior que isso, brincou com o seu próprio.

– Laxus... eu...

– Ae, não fala mais comigo, não. – abaixou os braços e o tom de voz, virando-se e caminhou lentamente para fora do salão. Bickslov o seguiu, desesperado, comentando a cena que assistira.

Kana olhava boquiaberta para o figura corpulenta de Laxus que deixava o salão em passos firmes e decididos.

O que foi que eu fiz?” indagava-se “Eu destruí tudo...”.

Olhou ao seu redor e viu que algumas pessoas que estavam próximas a olhavam com indignação, repulsa. Podia até ouvir alguns murmúrios de repreensão.

Eles devem ter visto... Eu sou um monstro”.

Não suportou a pressão dada pelos poucos olhares. Sentiu vergonha de si mesma, queria se esconder, desaparecer. Após um primeiro passo em falso, manteve-se firme e pôs-se a correr para o quarto, onde, talvez, encontraria paz.

Encontrando Laxus no caminho, desviou o olhar, evitando os grandes orbes caramelo. Acelerou a corrida ao passar por ele, adiantando o momento em que finalmente estaria sozinha com sua culpa.

– Kana... Kana! – gritou ele, mas ela não parou – KANA!

Os passos dela pararam abruptamente ao ouvir o tom misto de súplica com ordem que a voz do loiro trazia. Entretanto ela não se virou, não podia e nem queria ver-se novamente encarando aqueles olhos. Ela não merecia.

– Eu... Você não vai olhar para mim? – indagou, mas não havia raiva em sua voz, parecia que queria ganhar tempo, percebendo isso a maga continuou de costas, fazendo-o bufar – Eu... Deixa pra lá.

Mal deixou de ouvir as palavras, Kana já saíra correndo novamente. Isolando-se de todo mundo a sua volta e desejando poder isolar-se também da sua consciência. “Isso é pior que ressaca” brincou, tentando fugir do verdadeiro problema, sem sucesso.

[...]

– Mira?... Ei, Mira? Levanta.

– Não... – sussurrou em resposta

– Vamos, erga-se! As pessoas estão olhando.

– Deixe que olhem! Eu não ligo... – murmurou entre os soluços

– Arg! Não tem jeito, vem.

– Eu já disse que nã... KYA! – ele segurou-a em seu colo com toda delicadeza que foi capaz de reunir e levou-a para fora do salão.

Colocou-a sentada num banco de madeira com assento acolchoado, num lugar afastado do baile, próximo a um canteiro de rosas brancas, abaixo do céu noturno. Quando a estabilizou, pôs-se ao lado dela.

– Porque fez isso? – indagou ela, olhando para as rosas

– Eu não ia te deixar lá sozinha. Não seria capaz disso. – respondeu fazendo-a exibir um pequeno sorriso – Quer me falar o que aconteceu?

– Você já sabe né, digo, você viu... – respondeu, com o olhar distante, vazio.

– Eu estava longe – replicou – Mas, pelo que eu entendi o Laxus tava te dando um fora...

– Na verdade não. Eu meio que dei um toco nele...

– Mesmo? – perguntou, sua voz parecia esperançosa

– É...

– Então, porque você estava chorando?

– É um pouco complicado, melhor esquecer... – comentou, cerrando os punhos

– Não, tudo bem, eu to com tempo – sorriu, segurando sua mão

– Ah tá certo! – rendeu-se ela — Por onde eu começo então?

– Do começo – riu em resposta

– Hm... – pensou por alguns segundos – Ah, antes de mais nada, obrigada por me tirar de lá, Freed.

– Não fiz mais que minha obrigação – respondeu, o coração acelerado ao ouvi-la dizer seu nome com tamanha gratidão e meiguice.

[...]

– Gray! Você viu a Lucy?

– Não vi não, Natsu.

– Ela estava com Levy ainda pouco – respondeu Wendy

– Tem tempo isso, quando eu encontrei Levy ela estava sozinha – pensou Lissana

– Onde ela foi?!

– Porque você tá tão preocupado com ela? – Elfman lançou-lhe um olhar sugestivo

– É que eles se goxxxxxxxtam! – voou Happy

– Humpf! A Lucy é inteligente, não escolheria uma coisa dessas! – resmungou Charlie

– Quem você está chamando de coisa, sua pálida?! – ferveu o rosado

– Até porque Charlulu, a Lucy e o Natsu estão fic-

– Quer saber! Eu encontro ela sozinho! Vem Happy – interrompeu, agarrando o gato, sufucando-o

– Ele não disse que ia encontra-lo sozinho? – indagou Charlie

– E isso te incomoda? – perguntou Wendy

– Vai me dizer que queria que o Happy continuasse aqui? – insinou Lissana, divertindo-se ao ver que a gata ruborizara

Natsu correu por todo o canto, agora já sem Happy, que tinha sido lançado em algum lugar do salão depois de levar uma chamada do mago.

*Natsu pov’s on*

Logo quando eu consigo me livrar daqueles dois, a Lucy some! Ela vai ter que me compensar por isso-

Meus pensamentos são interrompidos quando um vulto me puxa para um canto escuro e apertado. Estou agora imprensado numa parede por uma linda loira que exibe um sorriso pervertido em seu rosto.

– Foi daqui que chamaram o corpo de bombeiros? – brincou

Sim, ela trajava uma fantasia de bombeira extremamente provocante. Como eu apenas sorri abobalhado e nada disse, ela acrescentou, sua voz soava mais sexy do que nunca.

– Então, acho que vou ter que apagar o seu fogo.


Notas finais
Ui, Lucy! hahaha
Apagar o fogo do Natsu deve ser uma tarefa complicada hein hehehe

Alguém aí está com raiva da Kana? O que ela fez não se faz, tsc tsc tsc... Vamos, surrem ela nos comentários!! haha

Gente, tenho algumas perguntas pra vocês sobre escrita e enredo.
1- HENTAI: alguns de vocês querem hentai e, eu já até escrevi uns rascunhos, então pensei em postar esses capitulos como extras, ou seja, se você não quiser ler não tem problema! O que vocês acham? O capitulo viria junto com o próximo da história, para que ninguém ficasse prejudicado sem capitulos haha

2- YAOI: Me sugeriram fazer um yaoi, eu particularmente não acho necessário, mas gostaria de saber a opinião de vocês. E ai? :)

3- Reparei que estou postando semanalmente, mais ou menos, está ruim assim? Acho que seria legal estabelecer um dia, trabalho melhor com prazos, entretanto pode acabar vindo antes ou depois ai depende de muita coisa://

Enfim, peço novamente para que deixem reviews, ler vocês me deixa muito feliz >< haha
Beijos mil no coração ♥