As Férias Da Fairy Tail

24 Cap. 22 - Resoluções


Notas iniciais
Obrigada pelo carinho dos comentários, já já responderei a todos, não se preocupem! ♥
Uma pergunta: 132 leitores, 17 que comentam. Podemos fazer melhor, não acham?
Boa leitura!

— Comida! Comida!

— Natsu, porque você está agindo como o Happy? — Mirajane se atreveu a perguntar

— Eu? É porque estou feliz! — ele sorriu, sentando-se na mesma mesa que as garotas

— Feliz? Já se resolveu com a Lucy? — Kana ergueu o cenho ao perguntar

— Lucy? O que tem ela? Estamos bem... — ele disse, com pouca veracidade — Estou feliz porque vamos almoçar juntos, estou feliz porque essa noite tem mais festa e porque o rango daqui é do jeito que eu gosto!

— Sei... Estranho, ainda não sabemos qual será a festa de hoje... — Kana observou, pensativa

— Pra mim não importa, desde que eu possa aproveitar tudo que eu não aproveitei na última! — a albina riu e a morena sentiu um pingo de ressentimento na frase, que foi totalmente esquecido quando a primeira sorriu de maneira tão franca — Mas vocês falaram sobre a Lucy... O que é?

— Ela tinha que colocar seu lado cupido em ação — Kana riu — Vai, Natsu, explica pra ela sua situação.

— O que tem pra explicar? Eu e Lucy nos beijamos e agora estamos juntos!

— O que!? — Mirajane quase cuspiu — Desde quando isso? Como assim vocês se beijaram!? Meu Kami! Ninguém me conta nada...

— Eles ficaram em Trogia e-

— TROGIA!? MAS ISSO TEM MUITO TEMPO! NÃO ACREDITO QUE VOCÊS NÃO ME FALARAM!

— Achei que todo mundo soubesse...Afinal, Mira, porque você tem essa curiosidade toda, hein? — Natsu devolveu

— Ah... É que... Eu... — não era possível colocar em palavras a vermelhidão na face da antes albina — Eu só quero saber!

— Que bonitinha ela! — Kana brincou — Mas, sério, Natsu. Como você e Lucy estão? Quero a verdade. — tornou a perguntar, centrada

— Na boa, não sei como dizer! A Lucy tá bem estranha desde que aqueles dois chegaram. Nada que presta pode vir daqueles dois, anotem o que eu digo!

— Eu meio que gosto deles, são bem fortes. — Mirajane observou

— Você acha que pode ter a ver com eles? — a morena instingou, como quem não soubesse nada

— Não sei. Mas desde que eles chegaram tudo tem dado errado pra mim! Quando eu tiver a chance, eu vou encher os dois de porr-

— Você já pensou que a culpa pode ser sua e não dos dois?

— Minha? Do que está falando Kana?

— É! Você não pode culpar aos outros pelos seus problemas, Natsu. Há coisas na vida que são sua culpa, não tem como mudar isso, mas essas coisas também são algo que só você pode resolver. — Mirajane explicou, com seu típico sorriso terno

— De forma mais direta. Se o problema é seu, resolva você mesmo.

— Não foi isso que eu quis dizer, Kana! Agora o Nat-

— CERTO! — o rosado se levantou, decidido — VOU FALAR COM LUCY AGORA! OBRIGADA GAROTAS — e saiu correndo em busca da loira

Kana lançou um olhar para Mirajane que riu alto com a cena. Natsu é mesmo uma criança, tinham certeza de que ele já não estava ouvindo a última parte da conversa e sim, planejando o que diria para Lucy. A loira que se cuide!

— Acho que você deveria fazer o mesmo — a maga das cartas lançou a frase como quem não quer nada

— O mesmo?

— É, Mira! Você devia falar com o Freed. Sério, você não viu o desespero nos olhos do coitado quando eu falei que você ia embora.

— Você acha? — Kana assentiu e Mirajane tornou a perguntar, por mais que ainda lhe doesse o coração — Ok! Faço isso, mas você também vai ter que ir falar com Laxus.

— Com Laxus? Pra que? — a outra fingiu desinteresse

— Como pra que Kana!? O clima ainda deve estar um pouco estranho. Vamos, não minta para mim.

A morena deu um longo suspiro enquanto fitava a amiga, que parecia totalmente determinada a convence-la de fazer o que disse.

— Tsk. Se eu não fizer isso você não vai querer falar com Freed, não é?

— Exatamente.

— Droga, você tá aprendendo a jogar — a morena devolveu fazendo Mira exibir um sorriso vencedor

–--

Os dragões da Sabertooth estavam almoçando numa mesa muito distante dos demais magos. Algo essencial para o loiro, que não aceitou de forma alguma ficar a, pelo menos, cinco metros dos demais. Rogue não compartilhava dessa voltade, mas nunca discutiria por algo tão banal. Ainda mais porque, agora, o dragon slayer das sombras estava tão preso em sua mente que mal ouvia Sting falar.

— ...E pronto! Aí sim poderemos ir embora deixando esses idiotas pra trás! — ele levou as mãos para trás da cabeça, inclinando-se na cadeira — Rogue! Rogue? Você está me ouvindo?

— Han? O que? — o outro pareceu acordar

— Porra cara, te contei o plano todo e você com essa cara de babaca. Tá pensando no que?

— Desculpe, devo estar cansado.

— Sei... Cansado... Olha lá, hein! Você se apaixonar pode estragar tudo.

— Duvido muito — o moreno exibiu uma pequena risada sarcástica — Tenho total controle sobre minhas emoções.

— É melhor ter mesmo, não quero ter vindo a toa. — ele finalizou a conversa, voltando a devorar o prato e dando espaço para Rogue viajar.

~flash back Rogue on~

— O dia está mesmo lindo — a pequena de cabelos platinados suspirava, deitada na grama encarando o céu pintado num azul relaxante — Não acha, Rogue?

— Não sei... — o outro, que estava deitado ao lado dela, respondeu. A resposta foi tão inesperada que fez a albina se virar para fita-lo — Digo, tudo parece tão bonito quando estou com você que... não sei dizer se o dia está mesmo bonito ou se é porque você está aqui...

Ouvindo isso, Lissana se virou bruscamente para o céu, sentindo-se absurdamente estranha. Suava muito e sentia como se uma corrente elétrica percorresse todo seu corpo, sem contar com o coração que batia num ritimo intenso.

Rogue não estava de fora dessas sensações, ao perceber tudo que disse. Aquilo não era pra ter saído de seu pensamento, mas era tão fácil conversar com ela que...

— Rogue...

— Sim?

— Você... Você tem par para o Baile de Máscaras? Quer dizer... Nada, esquece!

Lissana sempre fora apressada, a albina não conseguia conter suas expectativas. Ela era diferente. Pra que esperar uma eternidade pelo outro quando você pode realizar o que tanto quer? Foi nisso que ela pensou quando beijou Natsu, já tinha esperado demais do rosado e nada. Também foi nisso que ela pensou quando lançou a pergunta para Rogue, que pareceu um pouco desconfortável.

— Eu estava pensando... — o fim da frase se perdeu no ar, Lissana não ousou virar para Rogue, por mais que quisesse saber como concluiria o que foi dito

Mas o silêncio que veio durou bastante e isso fez a albina acreditar que não deveria ter tocado em tal assunto.

— Bem — ela se sentou, agindo como se nada tivesse acontecido — tenho que passar no quarto antes do almoço. Nos encontramos lá?

— Não. — ele também se sentou — Vou almoçar com Sting hoje.

— Ah sim... Tudo bem, então... — abraçou os joelhos, envergonhada — Pode ir na frente, vou ficar aqui mais um pouco.

— Hm. — Rogue assentiu, mas permaneceu onde estava e Lissana se deitou novamente sobre a grama verde.

A visão dela tão despojada sobre aquele verde intenso que tão bem contrastava com sua pele, não permitiu que Rogue saísse de lá, além disso, o mago ainda achava que Lissana merecia uma resposta a pergunta antes feita. Esse pensamento o fez deitar novamente ao lado da albina, que se surpreendeu com tal atitude.

— Sting não vai reclamar se você o deixar esperando?

— Em te convidar.

— O que!? — ela se virou para ele, debruçada em seu braço, totalmente desentendida

— Digo... Eu... estava pensando em te convidar! Sabe... para o baile de máscaras! — ouvindo isso o braço da maga fraquejou e ela caiu novamente no chão, de susto e surpresa — O que você acha?

— E-E-E-Eu iria go-gostar muito... — ela gaguejou, mas conseguiu responder a tão esperada pergunta, fazendo o moreno exibir um sorriso torto.

Passaram então a fitar o céu azul tranquilo, cada um preso na tentativa de compreender o que se passava dentro deles. Aquela ansiedade repleta de insegurança e a vontade imensurável de tocar o outro.

A mão de Rogue fez um curto caminho até a mão pequena e extensamente macia de Lissana, onde os dedos dos dois se entrelaçaram firmes, o polegar de Rogue fazendo um carinho timido nas costas da mão de Lis. Agora sim, eles estavam juntos.

~flashback Rogue off~

Esse foi um grande avanço para uma manhã, ele pensava.

–--

Laxus e Freed estavam indo em direção ao SPA do hotel quando viram a silhueta de Kana ao longe, ela vinha correndo de encontro aos dois e quando os alcançou não demorou a indagar

— Por onde vocês andaram!? Eu e Mira estamos loucas atrás de vocês!

— Mira? — Freed sussurrou, já sem graça

— É, Freed, a Mira! Ela quer falar com você! Nossa, como vocês são lerdos! Anda, anda. Vai deixar ela te esperando? — a morena empurrava o esverdeado que ainda tentava entender o que estava acontecendo — Vai logo! Ela está perto da piscina!

— Certo! — o mago de runas finalmente acordou— Obrigada Kana! — saiu correndo deixando os outros dois sozinhos.

— Ela está mesmo procurando por ele? — Laxus perguntou, ainda fitando o amigo que corria feliz

— Claro que sim, porque eu inventaria uma coisa dessas? — replicou, também observando a figura verde no fim do corredor

— Não sei, talvez você quisesse ficar sozinha comigo. — respondeu, fazendo a morena se virar, lançando-lhe um olhar sugestivo

— Acho que precisamos conversar antes disso, senhor Dreyar.

— Que corta clima! — ele brincou — Sei disso, Alberona.

Após isso os dois corpos começaram a fitar o local onde estavam, como quem não quisesse nada, os braços de Kana cruzaram-se e o pé da mesma batia num certo ritimo no chão, enquanto Laxus levou os braços para trás, repousando-os na prórpia nuca.

Foi quando os olhos caramelo de Laxus encontraram com os órbes castanhos da morena que ambos perceberam que não havia o que conversar.

Num salto as mãos do loiro circularam o corpo magro da garota que segurou o pescoço do outro e, pouco tempo depois, as bocas se encontraram num beijo necessitado e excitante.

Laxus a colocou contra parede enquanto sua língua dançava veloz na cavidade úmida e deliciosa que era a boca da morena, sua mão direita pressionava o pescoço dela, trazendo-a mais para perto enquanto a esquerda explorava aquele corpo esbelto desenhado por anjos.

Kana sentia-se graciosamente presa entre aquela muralha suculenta que era Laxus e a parede firme do corredor, sua perna roçava no loiro enquanto suas mãos exploravam cada espaço daquele tronco ultra definido.

Eles queriam mais, muito mais daquilo.

— ATENÇÃO! TODOS OS MEMBROS DA FAIRY TAIL AQUI PRESENTES DEVEM COMPARECER À SALA DE INFORMAÇÕES IMEDIATAMENTE.

A ferocidade do aviso que foi transferido fez os dois se soltarem um tanto assustados, parecia que a voz saía dali, do lado deles. Laxus observou Kana que respirava ofegante.

— Vamos — foi o que ela conseguiu dizer antes de sair em alta velocidade de perto do loiro. Não que ela não quisesse ficar, mas se ficasse, não se seguraria. E não é assim que se conquista um homem daqueles.

–--

— Eu preciso garantir o melhor para Erza e, para isso, não tenho escolhas...

— O que quer dizer? — Jellal perguntou, agora preocupado.

— Você tem que ir embora. — os olhos do velho mostravam o quanto ele estava sério, não havia como lutar contra aqueles olhos, contra aquela verdade

— Não há nada que possamos fazer? — o outro se mostrou triste

— Veja bem, garoto. O conselho todo está atrás de você e nós já temos problemas demais com eles, não atrapalhe nossa vida. Isso seria o mais prático para mim, mas a questão aqui não sou eu ou a guilda, é sobre a Erza. Imagine como vai ser para ela quand você ir embora novamente? E nem pense em leva-la com você, Erza é-

— Sei disso...

— Estamos de mãos atadas, Jellal.

— Tem que haver outro jeito... — o azulado apertava as mãos procurando alguma saída — Merda. Que mundo é esse onde quem se ama não pode ficar junto? — Makarov estranhou o proferido, mas preferiu se manter calado — Eu vou dar um jeito! Anote aí, eu não vou viver sem a Erza.

— Você tem até essa noite. — o velho disse, muito sério — E, garoto... O pessoal vai todo para a sala de informações agora.

Jellal deixou a sala num misto de abatimento e determinação. Ele não iria embora, não podia. Dirigiu-se apressado para a sala indicada por Makarov. Ele tinha acabado de chegar e Erza estava tão feliz... Não havia outro jeito? Não. Tinha que ter outro jeito. Alguma coisa com certeza impediria tudo aquilo. Uma ideia lhe veio a cabeça, uma solução, mas ele não levou muito a sério. Estava desesperado.

— Erza! — ele gritou, assim que entrou na sala onde grande parte da guilda ja estava, o tom alto do rapaz assustou a menina que deu um salto ao ouvi-lo.

Ele se aproximou dela apressado, fitando diretamente os olhos da moça, notando as bochechas dela corarem conforme se aproximava e ele parou, diante dela. Sem proferir mais nenhuma palavra.

— Jellal?

Ele podia ver Erza, podia ouvi-la, podia toca-la, podia beija-la... Porque diabos não podia ama-la em paz!? Não, ele não podia. E essa certeza fez seu joelho esquerdo mover-se sozinho, diante da moça de cabelos escarlates. Ele segurou sua mão e profeiriu, ainda fitando aqueles olhos:

— Erza Scarlat, minha Scarlat, você quer casar comigo?

–--

— LUCY! — Natsu corria atrás da loira que caminhava destraídamente pelo jardim — Estou te procurando loucamente por toda parte!

— Natsu eu-

Ela não pôde terminar, quando notou já estava envolta nos fortes braços do rosado e a língua do mesmo já invadia sua boca num beijo repleto de saudade.

— Eu não tinha percebido o quanto sentia falta de seu beijo... — ele disse, quando se separaram — Me perdoe, tenho passado pouco tempo com você.

— Tudo bem, a gente pode dar um jeito nisso — proferiu, agarrando novamente o mago, acariciando e chupando sua língua, mordendo ternamente seu lábio inferior, fazendo-o sorrir.

— Foge comigo... — ele sussurrou direto no ouvido quente da loira, e pôs-se a beijar e lamber seu pescoço

— O que está esperando? — ela respondeu, cruzando as pernas por trás do outro, que a agarrou em seu colo, levando-a para o mais longe possível do hotel.

Chegaram numa praia de areia fina e clara, por mais que o tempo estivesse maravilhoso para tal, não havia ali ninguém, talvez por obra do destino. Quando se viram sozinhos, deitaram no terreno macio e deliciosamente quente, passando a tarde ao trocar carícias e juras de amor, sem nunca tocar no assunto: Lissana x Rogue x Sting.

Talvez isso viesse a ser um problema, mas a saudade e a vontade era tamanha que não importava, eles só queriam se ver sozinhos ali, um na companhia do outro.

— Enfim, sós! — Lucy disse, deitando sobre o peito de Natsu, que virou-se para ela, negando com a cabeça

— Enfim, juntos! — exclamou, dando-lhe um selinho terno cheio de paixão.

–--

— Onde você está indo? — Eric perguntou, quando finalmente alcançou Levy

— Não sei, só não quero ficar lá servindo de espectadora daquela cena! — sua voz trazia raiva mas seus olhos estavam enxarcados de tristeza.

— Não fique assim, Levy. A culpa não é sua. — ele a abraçou, confortando-a — Ami é assim mesmo, tenho certeza de que Gajeel é a vítima.

— Como sabe que era Ami? Você a conhece? — perguntou, secando as lágrimas

— É uma história antiga, não vem ao caso agora.

— Nada disso — soltou de seu abraço — Você vai me contar, sim senhor.

— Tá certo — suspirou, sentando-se num dos bancos do corredor, indicando o lugar para Levy — Sente-se, isso deve demorar...

Continua...

Notas finais
Oi, você que chegou até aqui! Aí embaixo tem uma caixinha onde você me diz o que achou, que tal experimentar? :D Nós podemos falar sobre:
- A manhã de Rogue
- A "conversa" de Kana e Laxus'
- A solução de Jellal
- A dureza de Makarov
- A provavel conversa entre Levy e Eric
- O plano de Sting
- A paixão NaLu
Poxa, tem tanta coisa, vem cá, vem?

Pois é, meus caros, tudo que é bom dura, mas acaba. E FFT não é exceção. Estamos entrando na reta final, já já teremos o Baile de Máscaras e... Bem, apesar disso, a minha cabecinha não para nunca! Há uma nova fic sendo planejada e que já até foi postada, mas infelizmente tive que tira-la do ar. Ela volta em dezembro! Será super GaLe e renderá momentos lindos (é o objetivo)!
Posso colocar fé nessa futura fic ou não? Me digam o que acharam!
Sinopse:

Definhando por amor... Será este o fim do homem? Trancado no quarto úmido apenas com os cigarros e algumas cervejas. Sozinho. Sem contato com o mundo exterior, pois o interior já está muito conturbado.

Beijos!