As Desventuras Sexuais de Dylan Stark

47 Capítulo 46 – Colapso –Terra 69


Notas iniciais
Correeee pessoal que a porra ta séria nesse capítulo.

Eu sou Dylan Stark e essa é a história de como destruí meu mundo.

Minha aventura começou quando me foi incumbida uma vergonhosa missão: Salvar meu mundo. Como isso é vergonhoso? A forma de salvação era viajar por mundos desconhecidos coletando energia sexual transando com várias pessoas, seres e coisas. Minha jornada me mudou de forma irrevogável, perdi completamente o pudor, me tornei alguém livre das amarras moralista da minha sociedade, mas minha mudança foi muito mais profunda.

Numa de minhas viagens me deparei com uma deusa do amor, Afrodite, ela me falou sobre meus vários futuros possíveis, um deles me deixou chocado e apreensivo: Eu poderia vir a me tornar um deus! Aquilo me parecia muito improvável, como uma adolescente punheteiro, um zé ninguém, deixaria de ser humano e transcenderia para um ser divino?

Mal sabia eu que me tornar um deus do amor já era minha sina.

Em minha viagem transei com várias pessoas e deixei uma parte minha em cada uma delas, alguns eu amei, outros desenvolvi um grande carinho, esses sentimentos formaram uma rede ligando todos os mundos por onde passei. Quando completei meu medidor sexual pela segunda vez, na primeira o viado do meu amigo Nico me sabotou, demorei um pouco para retornar para meu mundo natal e a energia começou a vazar pelo meu corpo e aos poucos fui me modificando, ganhando habilidades que nunca sonhei.

Voltando para o meu mundo, fui posto numa máquina que usaria a energia que coletei para salvar meu mundo, mas algo deu errado, houve uma explosão que atraiu todos os Vírus sapiens do planeta. Agora minha cidade estava num cenário apocalíptico, descobri que o grande líder na verdade é um vilão que devia estar morto há dois mil anos e que ainda esta com a chave mestra das dimensões, e claro que tem o fato do meu corpo estar brilhando liberando um poder desconhecido.

—Temos que sair daqui! –Gritou o Dr. Armstrong.

—Mas e o Dylan? –Perguntou Lucile.

—Ele esta atraindo os Vírus sapiens não há nada que possamos fazer para ajuda-lo! –Disse o líder dos cientistas ômegas.

—Há sim –Disse a fênix com os olhos em chamas.

Lucile desapareceu numa bola de fogo, pelo que disseram aquela era sua habilidade de teletransporte. Parecia estar acontecendo um terremoto do lado de fora, mas pelos monitores pude ver que na verdade era a Lucile atacando os monstros. Ela era realmente uma guerreira, os Vírus sapiens eram incinerados pelos seus ataques flamejantes, cada golpe eliminava vários inimigos, sua forma de lutar parecia uma dança, bolas de chamas eram arremessadas de suas mãos explodindo os monstros, chutes criavam redemoinhos destruidores. Lucile gritava, soava, atacava, mantendo o exercito longe da prefeitura. Ela estava me protegendo!

—Ela esta ganhando tempo –Foi a primeira coisa que eu disse após minha súbita explosão de energia –Vamos tentar usar a máquina novamente! –Chamei a atenção dos cientistas ômegas, eles pareciam estar com medo de mim, não os jugo, já que eu ainda brilhava atraindo os monstros.

—A esfera foi destruída –Explicou o Dr. Armstrong –Construí-la levou meses, reunir os itens necessários foi muito difícil.

—Posso reunir todos eles num segundo.

—O que?

—Usando a chave, posso viajar não apenas pelo espaço, mas também pelo tempo, posso ir à todos os locais que estão a matéria-prima e trazê-los até aqui –Todos olharam esperançosos para o grande líder –Você só precisa me dar novamente a chave mestra –O líder me lançou um olhar furioso, ele era o Conde Olaf, eu sabia disso e ele sabia que eu sabia.

—Grande líder é nossa última esperança –Disse o Dr. Armstrong.

—Acho essa história de viajar no tempo muito arriscada –Ele tentou argumentar.

—Mais arriscada que viajar pelos mundos?

—Sim, pois ainda que viaje pelos mundos é uma viagem linear sem grandes alterações, mas quando se viaja pelo tempo pode provocar alterações catastróficas.

Abri a boca pensando em contar-lhes que já havia viajado no tempo, ali mesmo na Terra 69, mas cheguei a conclusão que não seria muito inteligente.

—Então você prefere que o mundo seja destruído? –Provoquei o líder que se irritava cada vez mais com minhas palavras.

—Quer saber de uma coisa? –Perguntou o líder dando passos para trás –Prefiro sim –Conde Olaf apertou um botão no painel de controle do laboratório e abriu uma abóboda que era o telhado, deixando o exercito dos monstros entrar.

Ele aproveitou-se do caos para escapar. Os cientistas foram agarrados pelos monstros, mas a maioria veio em minha direção, senti rolas monstruosas tentando penetrar meus buracos.

—Me larguem! –Lancei uma onda de energia sexual desintegrando dezenas de monstros ao meu redor. Lutar pelado contra monstros estupradores não era bem minha definição de diversão –Mão de punheteiro! –Então comecei a dar nomes aos meus golpes –Tapa do sexo selvagem!

Eu os derrotava facilmente, mas eles pareciam ser infinitos, para cada um que derrota surgia outros dois, era como enfrentar uma hidra e como diziam as lendas só havia um jeito de elimina-los: Com fogo.

—Dylan! –Lucy entrou saltando pela abóboda e lançando um lençol de chamas para todas as direções destruindo os monstros.

—Lucy! –Senti meu coração aquecer ao vê-la.

—Por que esta pelado? Começou a se divertir e nem me chamou? –Adoro o jeito como ela consegue manter o bom humor mesmo em meio aquele caos.

—Pessoal! –Bruno entrou correndo pela porta –Socorro! –Uma horda de monstros vinham o perseguindo.

—Deixa comigo –Ergui minha mão direita, ela brilhou intensamente assim como meus olhos de lanterna, lancei uma rajada de energia sexual eliminando-os.

—Uau! Que maneiro!

—Dylan, não me diga que esses eram os cientistas que iam salvar o mundo –Disse Lucy apontando para cinco corpos nus que foram fodidos até a morte.

—Ai droga!

—O que vamos fazer agora? –Perguntou Bruno.

—Vamos atrás do Conde Olaf!

—De quem?

—Do grande líder.

Comecei a correr e eles me seguiram, na verdade não sabia ao certo o que fazer, encontrar o Conde Olaf não mudaria o fato de que meu mundo estava sendo devastado pela doença. Pensei na chave, pelo menos com ela poderia fugir, mas eu seria capaz de fugir deixando meu mundo pra trás? Minha família, meus amigos, meu povo. Voltei para casa com a intenção de salva-los e libertá-los, mas agora estava atraindo a morte para todos eles.

Escancarei a porta do escritório principal e encontrei o grande líder olhando pela janela, do lado fora os gritos do povo sendo estuprado, de explosões e o barulho animalesco que os Vírus sapiens faziam.

—Olaf! –Gritei furioso, ele se virou calmamente para mim e viu Bruno e Lucy, seu olhar demorou mais na garota.

—Então você trouxe alguém de outro mundo, você é tão irresponsável.

—Eu sei quem você é! Você é um vilão da Terra 23, veio parar neste mundo há dois mil anos quando caiu num portal lutando contra o Klaus.

—Você sabe apenas metade da história. Sim, você tem razão, não sou desse mundo. Encontrei os irmãos Baudelaire na Terra 23, descobri sobre suas chaves mestras e resolvi roubar uma delas, nisso acabei parando neste mundo. Fui atacado por um dragão que engoliu a chave. Me vi preso aqui e resolvi ficar, fui para o norte, para a maior cidade da época, Roma, a cidade vermelha. Usei meus conhecimentos e dons de atuação e consegui um cargo importante no castelo. Meses depois, fui apresentado a primeira cavaleira da história, Joana Black.

Me arrepiei ao reconhecer aquele nome, parte daquela história me era conhecida, pois a vivi, junto dos meus amigos ajudei a matar aquele dragão, Joana Black ficou com a chave, pois um dia ela viria parar em minhas mãos.

—Essa Joana estava em posse da chave mestra das dimensões –Continuou Olaf –Então a roubei e tive uma ideia. Criei uma lenda, espalhei a história de uma profecia que dali há dois mil anos surgiria um herói que governaria o mundo e o guiaria para a prosperidade. Então viajei para o futuro e assumi o cargo de líder do mundo. Todos os meus sonhos estavam se realizando, eu tinha um mundo inteiro aos meus pés!

Aquilo explicava porque ele ainda estava vivo depois de dois mil anos.

—Por dez anos governei vivendo do bom e do melhor até que a doença surgiu, fiquei tentado a escapar para outro mundo, mas então você surgiu, um garoto imune à doença. Pela primeira vez na vida tomei uma decisão altruísta e resolvi ficar e tentar salvar esse mundo.

—Altruísta? Você ficou pois sabe o trabalho que daria tentar dominar outro mundo novamente, e tentar salvar o mundo? Eu que fiz todo o trabalho!

—Meros detalhes. Tive que usar todos os recursos mágicos pra não ser afetado pela doença, mas então ela evoluiu pra essa forma monstruosa. Pensei estar com os dias contados, e então você retornou essa manhã. Mas a máquina falhou e você ainda atraiu todos os Vírus sapiens para cá. Você não salvou o mundo, você o condenou à destruição. E agora só me resta fugir.

—Não vai não! –Disse Lucy lançando uma rajada de chamas.

Olaf se jogou atrás de uma escrivaninha desviando das chamas, ele pegou o livro dos mortos e enfiou a chave mestra nele, vi o brilho de um portal se abrindo.

—Não! –Saltei atleticamente e o agarrei. Metade do seu corpo já havia atravessado o portal.

—Me largue!

—Não vou te deixar fugir!

—Então atravesse comigo! Esse mundo esta fadado à destruição! –Para ilustrar sua frase as portas foram derrubadas e a sala invadida pelos monstros. Lucy se virou lançando suas chamas, uma faísca voou e atingiu o livro.

O livro dos mortos que podia ser usado para abrir portal tanto para o mundo dos sonhos, quanto para o mundo dos mortos, entrou em chamas e com ele o próprio portal. Olaf gritou derrubando a chave, eu a agarrei e senti um tesão enorme, calma não me juguem.

Eu já tinha segurado aquela chave um milhão de vezes, mas aquela era a primeira com um portal em chamas e eu brilhando com energia sexual. Não havia mais medidor, ele tinha explodido, o mundo não tinha sido salvo, a energia sexual me fazia beirar a divindade e nesse conjunto de fatores algo inesperado aconteceu: A chave explodiu. Da última vez que ela havia sido danificada tinha trazido uma pessoa aleatória de outro mundo, no caso o Wicanno, mas dessa vez ela explodiu em pedacinhos, sendo inutilizada para sempre e a energia que foi desencadeada devastou tudo que eu conhecia. Um clarão destruiu a prefeitura e seguiu desintegrando minha cidade, se expandindo por toda Terra 69 até não restar nada...

Fim das desventuras sexuais de Dylan Stark

—Ei dorminhoco, vai acordar ou dormir pra sempre?

Pisquei os olhos e me assustei com aquele rosto sobre o meu, me levantei lhe dando um empurrão e o garoto caiu da minha cama.

—Isso é jeito de me acordar, Henry!

—Sua mãe me deixou entrar e isso é hora de estar dormindo, senhor Smith? Vamos nos atrasar pra aula.

—Não me lembro de pedir pra me esperar –Me levantei bufando de raiva e fui até o banheiro. Todo dia era a mesma coisa, meu vizinho, o Henry, invadia minha casa pra me acordar. Aquele papo de que minha mãe o deixou entrar era mentira, ela saía muito cedo de casa e nunca me acordava, pois dizia que eu tinha que ter a responsabilidade de acordar sozinho.

O Henry invadia minha casa pra me acordar, aquele garoto do narigão um dia vai ser um ladrão de elite, consegue entrar em qualquer lugar. Eu estava com raiva claro, mas era só meu mal humor matinal, na verdade adorava o Henry, afinal ele era meu melhor amigo.

—Quer ajuda pra tomar banho?

—Nem ouse entrar aqui dentro, seu baixinho safado.

Bom, eu sou Dylan Smith, sou filho único e moro com minha mãe que passa mais tempo em seu emprego do que em casa. Passo a maior parte do tempo lendo, vendo pornô na internet e imaginando como vai ser legal o dia em que eu finalmente perderei minha virgindade.

—Cara estou me acabando de rir com os vídeos da Inês Brasil –Dizia Henry deitado em minha cama enquanto eu me arrumava no banheiro.

—Cara, larga a mão de ser virgem –Gritei –Por isso que nenhuma garota te quer.

—Pois a Lucy deu em cima de mim, ontem.

—Aquela ali é mais rodada que roda de ônibus, nem conta –Disse sobre a garota mais safada da minha escola.

Saí do banheiro de toalha, o Henry olhou pra mim e corou, enfiando a cara atrás da tela do celular. Sorri e tirei a toalha, eu estava de cueca, terminei de me vestir e partimos para escola.

—Odeio essa cidade –Comentei –É tão parada.

—As vezes acho que a cidade tem uma maldição que faz o tempo não passar –Brincou Henry.

—Que loucura, cara.

Seguimos brincando e fazendo piadas por todo o caminho até a escola, no portão encontramos outro amigo.

—Vocês demoraram.

—E aí, Nathan Apolo –O cumprimentei. Lembro quando conheci e perguntei: E aí, fala um pouco de você. Eis sua resposta: Gosto de ir para festas, beber, falo inglês e um pouco de alemão. Sou bi, adoro me divertir, amo ver o pôr do sol, por causa da cor laranja que o céu todo ganha, é tão intenso e lindo! Prazer, sou sagitariano, moreno, gosto de poesia e de música. Gosto de conversar, mas quando conheço alguém, fico só observando. Meio tímido. Sou alérgico a mofo e a baratas (SIM! Isso é louco). Gosto muito da cor azul e adoro usar calças jeans.

O Nathan é meio maluco mesmo. Ele tem cabelo escuro encaracolado, é bastante agitado, entre as coisas que disse, a que me deixou mais intrigado foi sua alergia à baratas, a segunda foi sua bissexualidade. No nosso trio de virgens ele é o mais provável de perder a virgindade já que tem o dobro de possibilidades.

Entramos na escola para mais um dia chato e comum. Sei que minha vida é um pouco sem graça, nunca fiz nada de interessante, sonho em me tornar um explorador, em poder viajar por todos os tipos de lugares, sonho em viver aventuras, sonho em perder a virgindade (lágrimas). Entramos na sala e fomos para nossos lugares, me sento ao lado do Henry no lugar ideal para deslumbrar a beleza da menina mais linda da sala.

—Caras, lá vem ela –Disse Nathan, que sentava atrás de mim, ajeitando o cabelo.

Susana entrou e foi como se o mundo ficasse em câmera lenta, seus cabelos lisos se moviam cinematograficamente (nossa que palavra grande), seus lábios carnudos faziam todos os garotos quererem beijá-la. Como de costume, ela não deu a menor ousadia pra nenhum marmanjo e sentou-se ao lado de sua melhor amiga, a riquíssima London Tipton.

Suspirei e olhei pela janela, aquele seria mais um dia comum, na minha vida comum e... Olhei para meu reflexo na janela, meus olhos estavam brilhando vermelhos, pisquei rapidamente e eles voltaram ao normal.

—Acho que é a fome –Eu disse e abri minha mochila para pegar um lanche foi então que encontrei um objeto que não devia estar lá –O que é isso? –Uma fita rosa estava estirada entre meus pertences, aquele simples objeto fez meu coração doer, senti uma enorme saudade, a súbita dor foi tamanha que fez escorrer uma lágrima. A enxuguei depressa, se meus amigos vissem iam tirar sarro de mim. Deixei a ideia de lanchar de lado e fiquei ereto na cadeira, minhas mãos tremiam, não sei de onde veio aquela fita e muito menos por que me deixara daquela forma.

A professora Minerva entrou na sala e pude me distrair daquela fita rosa. Bem, tirando esse episódio esquisito, sou alguém normal, com uma vida normal, com um nome mais normal ainda, bem, esse sou eu, Dylan Smith.

Notas finais
O final deixou um milhão de perguntas, não se preocupem pois não deixo ponto sem nó, aguardem as surpresas nos próximos capítulos. Deixem seus lindos comentários estou louco para responde-los