As Desventuras Sexuais de Dylan Stark
48 Capítulo 47– A Turma de Dylan Smith– Novo Mundo
Notas iniciais
Um detalhe sobre mim: Eu nunca lembro dos meus sonhos, só da sensação. As vezes acordo com raiva, triste, muitas vezes com saudade, mas sempre é esquisito, pois sentir saudades, mas não lembrar do quê, parece muito estranho.
—Dylan? –Ouvi a voz do Henry tentando me acordar, no entanto meu sonho estava muito bom e eu não queria acordar.
—Ooor –Gemi sentindo um enorme tesão.
—Me solta, cara! –Acabei despertando e percebi que abraçava o Henry com toda minha força, seu rosto estava todo vermelho. O soltei e ele se levantou, pensei que a vermelhidão era do aperto, mas como ela prosseguiu me dei conta que era de vergonha.
—Desculpe –Olhei pra mim mesmo, meu pênis estava duro e pulsando coberto por uma cueca branca.
—Você estava me apertando com o pau duro, seu sonambulo tarado! –Protestou meu melhor amigo.
—Me descul- Aaaar –Fui me ajeitar e meu pênis reagiu soltando porra, foi uma gozada suave.
—Você... Gozou?
—Acho que foi uma polução noturna –Disse morto de vergonha. Me enrolei e corri pro banheiro.
—Você é muito estranho, Dylan Smith.
—Você que invade minha casa todas as manhã, Henry Mills.
No banheiro tirei a cueca e estava todo babado, suspirei, não era a primeira vez que aquilo acontecia, poluções noturnas já me eram habituais, mas ser visto por alguém era constrangedor. Dei um passo em direção ao box e tive um flash me vi beijando a garota mais bonita da minha sala, Susana, o detalhe é que estávamos nus e dentro de uma cela.
—Aaar –Gemi baixinho pro Henry não ouvir. O que tinha sido aquilo? Uma parte do meu sonho? Mas eu nunca lembrava deles. Seja o que fosse, fez meu pau ficar de pé e doido pra gozar.
Não podia me masturbar no banheiro enquanto meu amigo esperava no quarto. A não ser que o chamasse para participar. O quê?! De onde veio esse pensamento tão... Sei lá. Fui pro chuveiro tomar um banho de água gelada pra baixar meu fogo. Quando saí o Henry estava deitado na minha cama folheando um livro e ao seu lado um conjunto de minhas roupas.
—Você escolheu as roupas que vou usar? Até a cueca –Disse rindo.
—Procurei uma cueca com cadeado, mas não encontrei, salvem-se pessoal, o taradão dorminhoco pode de agarrar e praticamente gozar em você.
—Seu besta! –Lhe dei um soco no braço e peguei a roupas que ele escolheu.
Me virei de costas e comecei a vestir a cueca, me desequilibrei e a tolha caiu. Droga! Já esperei uma piadinha do tipo: “Que bunda bonita, Dylan”, mas o Henry não disse nada, talvez estivesse concentrado no livro. Ou me observando em silêncio. O quê?! Novamente me veio esses pensamentos esquisitos que nem pareciam meus. Terminei de me vestir e fomos para escola.
Henry é meu melhor amigo desde sempre. Em todas minhas lembranças de infância, brincadeiras, brigas e lágrimas, ele esta lá. Enquanto fui criado como filho único de uma mãe que vive trabalhando, o Henry teve duas mães, foi a primeira vez que vi lésbicas sem nem saber o que significava na época. Regina e Emma Mills sempre me tratavam muito bem, as vezes soltavam alguma piadinha dizendo que o filho ia seguir o caminho das mães e namorar com um menino, no caso eu, ou “namoradinho da casa ao lado” como me chamavam.
Fui o caminho todo rindo com o Henry até chegar à escola e encontrar nosso amigo Nathan Apolo.
—E aí, garotas?
—Vai se fuder, Nathan.
—Calma, agressivo! Você tem que saber da novidade.
—Você finalmente deu o cú? –Sim, hoje eu estava bem piadista.
—Não! Infelizmente não. Uma garota nova acaba de ser transferida e vai estudar na nossa sala!
—Grande coisa, mas uma garota pra não falar com a gente –Disse Henry conformado com nosso status social.
Chegamos à nossa sala e fomos para nossos lugares. Uma pessoa nova não ia mudar muito a dinâmica da turma que conta coma garota mais linda de todas, Susana, com sua melhor amiga ricaça, London Tipton e para completar o trio das populares a Miss América, uma garota negra, com cachos perfeitos e uma ar de toda poderosa, usando shorts jeans preto, camisa azul com uma estrela estilo super heroína estampada no peito e uma jaqueta branca, ela é completamente intimidadora, gostosa, poderosa e assustadora. E sinto um cheiro forte de couro perto dela, em outras palavras desconfio de sua sexualidade.
Tem os nerds da turma, mas ao contrário do que se espera não são os tipos de óculos, camisa xadrez e suspensórios. São duas garotas e um cara. Hermione Granger era a garota mais inteligente que eu já tinha visto na vida, até Annabeth Chase ser transferida e as duas loiras praticamente travarem uma batalha de sabedoria. Durante as aulas me sinto num programa de perguntas e respostas da TV. O cara também é loiro, Cody Martin, tão inteligente quanto as duas, suas notas sempre ficam variando nas três primeiras colocações, mas durante as aulas ele não consegue bater de frente com as garotas, pois elas são osso duro, além de inteligentes, são fortes e determinadas. O trio de loiros nerds sentam na frente e mal interagem comigo, devem me olhar como se eu fosse um chipanzé mal adestrado.
Tem a vadia da sala, Lucy, vulgo “já comi”, na verdade eu não comi, mas quase todo mundo já. Uma coisa ao seu favor é que ela não liga pra má fama, não importa quanto falem mal por suas costas ou até mesmo na sua cara, a garota sempre dá a volta por cima e segue de cabeça erguida. Tem dois góticos na turma, não sei se são irmãos ou primos, mas eles tem o mesmo sobrenome, Nico di Angelo e Davi di Angelo. O primeiro é frio e pálido com todo um ar de quem transa com cadáveres, o segundo tem um ar tímido, usa óculos, nossos olhares vivem se cruzando, as vezes o cumprimento com um aceno de cabeça, mas ele não retribuiu, ao invés disso vira a cara nervoso, acho que ele é mais antissocial que má pessoa.
Claro que também temos a estrela da escola que estuda na nossa turma, todos a chamam de pequeno prodígio, Guil Stark, campeã nacional de natação do ano passado o que deu renome à nossa escola. Baixinha com cara de anjo, inteligente, bonita, simpática, até agora não vi nenhum defeito nela, até os sinais que tem espalhado pelo corpo são atraentes, confesso que já tive uma queda por ela, uma pena que já tenha namorado, Peter Pan, simplesmente o cara mais amado da sala, sorridente, loiro, com cara de brincalhão, criativo, o tipo de pessoa que seria impossível de competir.
—Alunos vamos começar a aula –Disse a professora Minerva.
—Desculpe o atraso professora –Disse um garoto entrando ofegante com a camisa toda suja.
—Já estou me habituando com seus atrasos, senhor Jackson –Disse rispidamente.
Tinha esquecido dele, Percy Jackson, vive faltando, chegando atrasado, saindo cedo, não sei qual é a dele, só sei que quando passa pelas primeiras cadeiras, Annabeth e Hermione o seguem com o olhar. Pelo jeito além de rivais nos estudos também serão no amor.
Essa é minha turma, 15 estudantes, e ainda consigo ser um esquisitão virgem. Seja quem fosse essa garota nova não mudaria em nada a dinâmica da sala.
—Hoje receberemos uma aluna nova –Começou Minerva –Vamos dar boas vindas à Violet Baudelaire.
Eu estava de cabeça baixa, mas ao ouvir aquele nome a ergui assustado, meu corpo inteiro tremeu. Onde eu já tinha ouvido aquele nome antes? Então ela entrou e pensei que meu coração fosse explodir, ela era perfeita! Até hoje não tinha realmente um tipo de garota, mas no momento em que a vi, soube que era meu tipo, não era gostosa turbinada e sim magra com seios médios, olhos inteligentes como se analisasse tudo a sua volta, cabelos soltos e franja que quase cobria seus olhos. A professora Minerva continuou falando sobre a garota nova, mas suas palavras não chegavam aos meus ouvidos, estava completamente absorto a imagem de Violet, e para minha surpresa ela olhou diretamente para mim. Foi como uma flechada no coração, tentei desviar o olhar com vergonha, mas não consegui, ela tão pouco parou de me encarar. Meu coração batia tão forte que pensei que fosse ter um ataque cardíaco.
De repente minha mente foi pra longe, imaginei dançando com a garota nova num baile de máscaras, seu rosto era desconhecido, mas sua voz era como música, rimos trocando algumas palavras sobre nunca confiar em alguém que não levasse um livro consigo. Aquilo parecia mais uma lembrança que um devaneio. Fui transportado de volta quando ela começou a caminhar em minha direção, meu coração começou a bater ainda mais rápido e então ela se sentou na cadeira dupla que ficava ao lado da minha e do Henry. Era a única vazia, ela dividiria com o sempre atrasado Percy Jackson, o que fez Hermione e Annabeth lançarem olhares furtivos.
A aula seguiu e eu sempre olhando para ela, Violet escrevia em uma caligrafia impecável, mas toda hora ficava tirando o cabelo da frente do rosto e parecia realmente incomodada como se os fios soltos a impedissem de prestar totalmente atenção ao que estava fazendo. Aquilo parecia tão familiar e de repente me lembrei do dia anterior, da fita que encontrei dentro da minha bolsa que me fizera cair em lágrimas por algum motivo desconhecido. Abri minha mochila e tirei de lá a fita e estendi a mão para a garota que me olhou nos olhos.
—Oi, meu nome é Dylan Smith, talvez isso te ajude –Ela olhou para a fita de cabelo em minha mão e abriu um enorme sorriso.
—Obrigada –Ela tocou na minha mão ao segurar a fita e a manteve ali –Sabia que um dia ia me devolver –Ela pegou a fita e amarrou o cabelo.
Observei aquele ato quase em transe. Voltei minha atenção para o quadro e só então processei a frase dela: “Sabia que um dia ia me devolver”. Devolver? Do que ela estava falando? Será que tinha sido ela quem tinha colocado aquela fita na minha bolsa? Mas isso foi ontem e ela só chegou hoje, e ainda assim por que faria isso?
Quando a aula terminou fiquei louco para abordá-la para perguntar, mas meus amigos me arrastaram com eles para lanchar.
—Que decepção –Comentou Nathan –A garota nova é praticamente uma tábua de passar roupa, pensei que seria uma gostosona.
—Ela parece ser legal –Comentou Henry –O que acha, Dylan?
—Eu? É... Eu... Eu vou ao banheiro!
Saí correndo, fui ao banheiro do terceiro andar, nunca vai ninguém lá, entrei num box, me sentei no vaso e pus as mãos na cabeça. Quem era aquela garota e por que tinha mexido tanto comigo?
—Aaaar! –Arregalei os olhos ao ouvir aquele gemido feminino no box ao lado. Aquilo esvaziou minha mente na hora. Fiquei em completo silêncio –Enfia logo! Quero sentir esse cacete dentro de mim.
Acho que qualquer pessoa ficaria com um baita tesão numa situação dessas, principalmente se você for virgem. Comecei a ouvir o barulho das metidas, fiquei de pau duro na hora. Encostei o ouvido na divisória dos boxes e a garota gemeu alto bem na hora. Um arrepio me fez querer gemer. Com cuidado pra não fazer barulho me abaixei e espiei por debaixo da divisória, arregalei os olhos com o que vi. Era como estar num filme pornô, pela primeira vez na vida vi de perto uma buceta, ela estava toda preenchida por uma rola que entrava e saía a deixando toda babada.
Era a Lucy! Seus peitos estavam de fora e balançavam no ritmo das metidas do garoto... Meu Deus era o Percy! As loiras nerds iriam pirar se vissem isso! Abaixei minhas calças e comecei a me masturbar assistindo aquela foda quente. Tive que usar toda minha força de vontade pra não gemer, pois estava com um tesão do caralho!
Percy urrava, ele estava sem camisa, tinha o corpo definido e repleto de cicatrizes, achei sexy e másculo. Fui tomado pela vontade de perguntar se podia participar, pelo que ouvi da Lucy ela devia topar, mas não sei qual seria a reação do Percy, a gente nunca tinha nem se falado, não sei se toparia dividir a mulher comigo. Contive esse meu impulso e me contentei em bater punheta os assistindo. Percy saiu de dentro dela e se acocorou para chupar sua buceta. Tive que recuar pra não ser visto, mas pude ver o pau dele que balançava, era grande e perfeitamente reto como uma espada. Aquilo me deu água na boca. O quê? Balancei a cabeça tentando afastar aquele pensamento gay da mente.
Percy se levantou e voltou a enfiar, empurrando tudo de uma vez, Lucy gemia loucamente, parecia não se preocupar que alguém ouvisse. Se bem que ninguém vinha no terceiro andar. Acelerei a punheta, a sensação estava muito boa, senti o calor aumentando, o clímax estava chegando. Puxei minha camisa e a mordi, tinha que usar toda minha concentração pra não gemer e ser descoberto. Minha respiração ficou inconstante e acelerada, senti o calor se acumulando na base de meu pau, segurei o máximo que pude e então explodi. Mordi minha camisa com força e gozei, os jatos atingiram a porta do box, revirei os olhos tendo um orgasmo com silêncio forçado. O sexo ao lado continuava, mas como eu tinha terminado, aproveitei pra sair antes que fosse pego. Me limpei e saí na ponta do pés. Foi preciso alguns minutos para me recompor.
Fui para o terraço, aquilo tinha sido muito excitante, mas ultimamente ando tendo pensamentos estranhos, era como se fossem de outra pessoa. Na verdade fazia um tempo que estava me sentindo meio confuso e deslocado. Me apoiei na grade olhando para o horizonte.
—Por que ando tão confuso?
—Por que você esta na fase de pensar de mais ao invés de agir –Dei um pulo e me virei para encontrar uma Violet sorridente.
—Violet? –A garota nova estava usando a fita que lhe dei, ou segundo ela, que devolvi.
—Oi Dylan Stark –Me arrepiei dos pés à cabeça, com aquele nome.
—Smith –A corrigi, acho que ela tinha entendido meu sobrenome errado.
—Eu sei, mas Stark combina mais com você –Ela parou do meu lado, tão perto que nossos braços se encostaram. Por que ela me deixava tão nervoso?
—Me chame como preferir.
—Dylan, você já se sentiu como se não pertencesse à esse lugar? –Que tipo de pergunta era aquela?
—Depois de assistir muitas series e animes te ouvir fazer essa pergunta me faz pensar que você vai me dizer que sou de outro reino, que não pertenço à esse mundo ou algo do tipo –Ela me encarou de boca aberta, engoliu em seco e se recompôs.
—Na verdade eu ia dizer algo parecido.
—O quê? –Aquilo era algum tipo de piada?
—Só com mais reviravoltas, histórias de amor, sexo, fim do mundo e viagens insanas.
—Mais uma vez: O quê? –Quem era aquela garota que estava tentando me convencer, de forma bem direta, que eu era de outro mundo?
—Talvez isso te faça lembrar.
Violet Baudelaire simplesmente me puxou e beijou minha boca, a propósito, era meu primeiro beijo.
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