As Crônicas De Aço E Ferro
1 Prólogo
Notas iniciais
Estava tão confuso.
Era manhã de uma segunda-feira, seus pais não puderam o acompanhar durante a viagem. Era a primeira vez que andava de trem. Mas antes de entrar teve uma visão e saberia que a viagem seria tranquila.
Era verão, mas Chekov não tirara o casaco, pois estava com medo do que iam achar do seu uniforme. Soube que frequentemente muitos alunos eram assassinados fora da escola e, sempre estavam de uniforme quando o corpo era encontrado.
Chekov era assim. Um pouco tímido e ousado, inteligente, sensível e com uma boa memória. Agora ela se aperfeiçoou após o acordar de seu superpoder. Às vezes, em seus sonhos, lembrava-se de momentos da sua adorável infância.
Encostou a cabeça por um tempo na janela do vagão e se concentrou para tentar ter alguma visão de sua nova moradia. Não era uma apenas escola. Era um internato. Ficaria por pelo menos três anos lá.
Não era fácil ter uma visão, nem seus pais dominaram por completo seus superpoderes. Às vezes, vinha do nada. Às vezes, durante o sono. Este último era muito perigoso, pois geralmente no sono poderiam ocorrer algumas convulsões. Sua mãe o alertou para não dormir durante a viagem. E foi o que ele fez.
Mas sua linha de raciocínio e de lembranças foi cortada instantaneamente quando ouviu um estrondo vindo do último vagão. O trem cambaleou sob os trilhos e as pessoas saltaram de suas poltronas caindo direto ao chão. Chekov mal teve tempo de pensar e logo houve outro estrondo. Era o penúltimo vagão. O próximo seria o dele.
Assustado e totalmente em pânico, só pensou em uma coisa: Correr.
Não teve tempo de atender ao pedido de socorro dos outros passageiros. Privava sua sobrevivência. Correu até o próximo vagão, mas não conseguiu entrar. Ele não era o único que teve a ideia de correr. No meio da multidão de pessoas querendo adentrar ao outro vagão, ficava ainda mais em desespero.
“Nós vamos morrer!”, “Socorro!” e “Aaaaah!” eram as principais falas vindas do tumulto.
E antes que pensasse em um plano B o vagão explodiu. O ar o puxou para trás, caindo sob os trilhos, de costas. O vagão estava no ar em pedaços. As pessoas que estavam lá foram lançadas e caíram, algumas já mortas.
Ficou horrorizado e tremia muito. E foi aí que teve uma visão:
“Estou aqui para te salvar, Chekov. Você sabe, eu sou sua amiga. Espero estar com você durante nossas aventuras, mesmo que eu esteja no segundo ano... Não se mexa! Você ainda está muito ferido. Coitadinho... Nem teve tempo de ver a integração. Creio que será um pouco difícil fazer amizades agora, mas estarei aqui para lhe ajudar no que for preciso. Chamo-me Ally, e meu superpoder é onisciência.”
Depois disto não viu mais nada.
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